sábado, 16 de novembro de 2013

Pela Preservação das Coleções e Património do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT)



Uma forma de nos associarmos ao apelo do ICOM  International Council of Museums / Portugal sobre a Preservação das Coleções e Património do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), Lisboa, passará  pela divulgação do Comunicado  sobre o assunto. Aqui fica:
 

Pela Preservação das Coleções e Património
do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), Lisboa
COMUNICADO
Face às notícias vindas a público esta semana, a Comissão Nacional Portuguesa do ICOM expressa a sua mais profunda preocupação e consternação sobre o enorme corte orçamental previsto para o Instituto de Investigação Científica e Tropical (IICT) em 2014. A confirmar-se, este corte coloca direta e imediatamente em risco as coleções, arquivos e património do IICT ao nível da sua preservação, integridade e recursos humanos afectos.
 
Com origem na Comissão de Cartografia Portuguesa de 1883 e resultantes da investigação efectuada no âmbito das missões ultramarinas, em diferentes áreas disciplinares, nos séculos XIX e XX, as coleções do IICT incluem arquivos – sobretudo o Arquivo Histórico Ultramarino (c. 16 km de documentação e 730.000 fotografias) – coleções de referência biológicas, geológicas e de solos (520 mil espécimes), coleções arqueológicas e etnográficas (142 mil artefactos), coleções de mapas e cartas (210 mil exemplares), bem como bibliotecas e coleções de equipamento histórico-científico.
Além do seu incontestável valor científico, as coleções do IICT materializam de forma evidente a identidade e diversidade cultural das sociedades do espaço de influência lusófona, contribuindo para o conhecimento das relações entre a Europa, África, América do Sul e Ásia, do Atlântico ao Pacífico. Para além disso, constituem um instrumento de enorme valor económico e ambiental, fundamental para uma correta gestão de recursos naturais no quadro das políticas de cooperação e desenvolvimento. Em particular, as coleções biológicas do IICT são as maiores do mundo na representatividade da fauna e flora dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), documentando o ambiente terrestre, passado e presente, destas regiões, contendo informação primária sobre biodiversidade e permitindo a investigação sobre temas essenciais da contemporaneidade, como as alterações climáticas com impacto nos ecossistemas e o desenvolvimento sustentável. Continue a ler.


 

domingo, 10 de novembro de 2013

«RESISTÊNCIA»


Em publicação prévia:



RESISTÊNCIA

A palavra sempre contém a eternidade possível. A vida, como sabemos, tem entretanto um tempo limitado e dizer sempre, até sempre, para sempre, é explicitar um desejo impossível de superação do tempo que, contra todas as evidências, não deixamos de afirmar, expressando esse impossível – que gesto mais revolucionário que esse de tentar materializar o espectro que nos ronda, e rondará, potencialidade de sociedade comunista sempre, fantasma a converter em sociedade de carne e osso, sociedade do poder administrador do que é comum entre iguais diferentes contra a ideia do cada um por si, da esfera do privado como um horizonte, do lucro do capitalista e da expropriação privada do que é de todos, sociedade da justiça contra as teias burocrático-legais do jurídico que regra a desigualdade estruturante?
Permanecer, nesse tempo que nos calhou viver, ligado sempre a uma ideia nova, a ideia comunista, assinalados necessariamente hoje os seus desaires e monstruosidades – na Coreia do Norte o exemplo vivo da aberração dinástica, no desprezo do que seja essa comunidade sem classes por vir – para que o seu valor se reerga como impossibilidade possível, de novo, e combater por ela em todos os tempos que a história foi gerando e em todas as frentes, é admirável.
Dizia Brecht que há muitos tipos de homens resistentes, mas que os imprescindíveis sempre eram raros por não desistirem, por resistirem sempre. Eram, por isso mesmo, imprescindíveis. Voltavam sempre ao “motivo do crime” para nele semearem, insistentemente e sob forma nova no tempo refeita, o seu modo de ver, a sua visão e isso para além dos limites físicos, como sabemos, pela história do chamado “segredo”, essa tortura do isolamento total, de uma separação total do mundo dos vivos, experiência tumular e pela extraordinária fuga da prisão/forte de Peniche.
Não sou dado a mitificações e o Álvaro Cunhal combatia, como sabemos, o culto da personalidade e exercitava uma reserva solidária no estilo, era alguém que se dizia revolucionário profissional e evitava entretenimentos fabulares em torno da vida pessoal, o que, em boa verdade, espicaçou em muitos o desejo contrário. Era um homem invulgar, uma figura absoluta de resistência, de insistência determinada no combate e consistência nas razões e visões desse combate. Estive perto dele algumas vezes, numa reunião, acerca das possibilidades do teatro no Alentejo, ali por 75, reunião em que ele anotou num caderninho escolar o que íamos dizendo acerca dos preconceitos que existiam, na Lisboa centralista, relativamente ao lançamento de uma actividade artística numa região deserta de cultura artística. E lembro-me da primeira digressão alentejana por terras da Reforma Agrária. Um aperto de mão inacreditável de firmeza e uma mão ampla. Detalhes, mas no detalhe está também um sinal do conjunto dos comportamentos. E o que mais me seduz, nessa viagem agora em direcção ao passado com os olhos virados para a frente – e nunca o capitalismo esteve tão agressivo e radicalizado na sua vocação antidemocrática e anti-liberdades, anti-humana e anti-comunitária, de 45 para cá, capaz de sujeitar a humanidade a um apocalipse - é pensar a diversidade das formas dessa resistência: a tese de licenciatura sobre o aborto, os ensaios sobre a estética, a tradução do Rei Lear, o livrinho sobre as lutas de classes na idade média, o interessante “radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista”, a questão agrária, os magníficos desenhos, etc. Essa diversidade, mantida na sua coerência interna uma unidade de pensamento aberta à possibilidade de um novo não pré feito, é algo de facto único. Poucos dirigentes foram assim feitos de tanto vário e de, nessa multiplicidade de interesses, plasmarem o ser - talvez Gramsci, estranhamente pouco amado para além de Itália, seja adequado referir aqui. Essa multiplicidade constitutiva da acção e interesses é um sinal que muitos deveriam seguir, atentos. A vida não é o caminho estreito de um combate feito nos carris de uma contrarresposta mecânica, a vida é a multiplicidade das formas da sua existência e não devemos apequená-la, o combate é múltiplo e muito mais complexo que a sua redução a uma agenda contraposta da do inimigo. Hoje é muito óbvio que a resposta taco a taco, no plano da arena mediática, é um empobrecimento e uma redução do universo da política ao próximo clichê possível.  
Esta é a minha herança de Álvaro Cunhal, uma herança assente numa multiplicidade também dos contextos da práxis política, desde os tempos do Socorro Vermelho aos de ministro de Estado sem pasta nos primeiro Governos pós Abril, mas cuja determinante é justamente a da riqueza da diversidade dos contributos, com uma grande incidência nas práticas artísticas que, insisto, não devem ser entendidas como coisa secundária, nem apenas como algo próprio de alguém excepcional, mas como horizonte prático de todos nesse comum por vir que se deve gerar todos os dias numa óptica real de mudança.
O que explica o interesse pelo Rei Lear, uma tragédia sobre a problemática da herança – questão central e ligada à lógica essencial e vital da continuidade do projecto de vida em simbiose com o projecto ideal- em que, Cordélia, a herdeira mais dedicada, é posta de lado por lhe faltar o “teatro de afectos” suficiente para enganar o Rei, como fazem as duas irmãs mais velhas? 
Imagino quanto não terá sido difícil, muitas vezes, ver largo no apertado caminho possível de uma luta de classes conduzida no espaço restrito da clandestinidade, esse espaço sem liberdade e sem, por assim dizer, possibilidade de informação abrangente e referencial livres, e gosto de pensar nessa extraordinária forma de resistência que é a escrita, o estudo e até um invulgar trabalho de tradução de Shakespeare num universo prisional. É de facto uma capacidade limite e uma atenção à especificidade do que é a arte como característica essencial do humano.
Álvaro Cunhal terá dito a Petrova, filha de um dirigente soviético, acerca da experiência prisional: “Isolado, separado dos seus camaradas, o homem não sabe se conseguirá ainda alguma vez na vida sair à rua, sentar-se num banco, recostar a cabeça, olhar o céu enorme.” Nada mais claro que esta confissão de fragilidade, só um grande resistente a faria.  


 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

«Um Dó Li Tá»


Um Dó Li Tá
António Lobo Antunes


"Perguntam-me muitas vezes por que motivo nunca falo do governo nestas crónicas e a pergunta surpreende-me sempre. Qual governo? É que não existe governo nenhum. Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento. Claro que as crianças lhes acrescentaram um pin na lapela, porque é giro». Continue a ler.


 

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

«UM ESTADO MELHOR»


Espelho de príncipes
por VIRIATO SOROMENHO MARQUES


«Uma alma bondosa que viesse de outro planeta e aterrasse em cima das 112 páginas do documento de letra gorda, intitulado "Um Estado Melhor", mais conhecido como "Guião", perguntaria com candura: "Mas isto é o sumário executivo de que estudo?" A alma bondosa acabaria por perceber que o Guião é um documento útil, não por nos conduzir para o mundo real e os desafios que o país tem de enfrentar, mas por mostrar, com cruel nudez, o estado de indigência intelectual de quem nos governa. O Guião, esperado há mais de um ano, revela-nos a desenvoltura fruste de quem desdenha da necessidade de se fundarem as políticas públicas no conhecimento rigoroso do País, da Europa, e das tendências mundiais onde estamos mergulhados». Continue a ler no DN.


 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Apelo | É ESTA A NOSSA MEDIDA: 1% PARA A CULTURA





Vemos, ouvimos e lemos, sabemos e experimentamos na pele os efeitos destrutivos de uma política cega para o país e para a nossa cultura. Se não formos nós a denunciá-lo, agora, aqui, já não sobrará ninguém para o fazer. Não se trata apenas de salvar as nossas pequenas mas preciosas vidas, não se trata apenas de garantir o futuro dos jovens que agora partem por não encontrar lugar neste país para a sua energia, talento e trabalho. Trata-se de também da responsabilidade histórica indeclinável que nos cabe de defender a riqueza e o património de gerações inteiras, de vidas, de séculos. Da responsabilidade que temos em resistir a qualquer roubo, seja quando nos roubam o salário, o trabalho ou o futuro. Da responsabilidade que temos de lutar contra um orçamento de estado que mais uma vez vem cortar na cultura. De lutar por isso, por eles e por nós, com toda a gravidade e coragem.

Dizemos que já tem tempo demais este caminho de desresponsabilização do Estado e destruição do serviço público de cultura que milhares de mulheres e homens asseguram. Dizemos que já são anos demais de negação do direito constitucional de acesso de todos à cultura, à criação e à fruição.

Nem na noite mais triste poderíamos abdicar do que é justo, do mínimo da lista dos precisos. No momento em que é apresentado mais um Orçamento do Estado contra a cultura, dizemos que o justo e o preciso é 1% para a Cultura. Que é esta a nossa medida para os piores e os melhores momentos.

Juntemos vozes em defesa da cultura

No dia da apresentação 
do Orçamento do Estado contra a cultura 

7 de Novembro
 ao meio-dia

na escadaria da Assembleia da República!



OE 2014 |CULTURA | A banalidade da desgraça | BOCADO 5




Este «bocado» tira qualquer um do sério. Esta redação devia ser proibida! E, perante este arrazoado, a única atitude certa seria dizer que não reune os quesitos mínimos para ser lido quanto mais para ser comentado! Mas para não acusarem de que não se colabora:

- Dizem que se torna «premente a criação de condições de estabilidade e eficiência». Contudo,  não se percebe a quem é que se estarão a referir - aos agentes apoiados ou aos organismos, por exemplo, à Dgartes? Se é aos agentes, fica muito bem ao governo reconhecer que não tem proporcionado estabilidade, mas quanto à eficiência ... os agentes culturais fazem milagres com os recursos que têm.... Por outro lado, atente-se ao como assegurar a estabilidade: promovendo «medidas legislativas e administrativas, racionalização da gestão, nomeadamente da gestão de recursos e a avaliação e controlo de resultados». Uma vez mais: estão a referir-se a quem? Ou será que esta passagem era de um outro sítio qualquer do relatório e por uma confusão de «corte e costura» veio ter aqui?

- Continuará a ser promovido (será que esta é a palavra certa !) apoio «às Orquestras» - a quais ?, a todas as Orquestras do País , ou a algumas bem determinadas? - e a um conjunto de estruturas de produção cultural (quais serão?), e identificam umas tantas «Fundações». Como as Orquestras também serão estruturas de produção e terão uma qualquer figura jurídica - eventualmente  Associações - não se percebe a lógica deste texto. Adequado seria que se mostrasse porque se apoiam estas entidades, ou seja, que se precisasse qual o serviço público a que se destinam os apoios, porque isso é o apoiado. E qual o défice neste momento qualitativo e quantitativo.
 
 

E continuando com sugestões aos Senhores Deputados: pergunte-se sobre o estado real da oferta cultural existente, e sobre as organizações que fecharam ou estão na iminência de fechar, e de que montantes estamos a falar para que isso não acontecesse. Mais, e como reagem às notícias que estão a ser veiculadas pela comunicação social quanto a processos já em tribunal, a petições, a reclamações junto do Provedor, a ... devido , a ser verdade, a erros clamorosos na atribuição dos apoios ...  Ou seja, o problema é de VERBAS e não só! 



domingo, 3 de novembro de 2013

PROGRAMAÇÃO AVULSA ? | Onde está o valor do exemplo ?



 
Comparemos as duas situações abaixo descritas a que anteriormente nos referimos aqui no Elitário Para Todos. Desde logo, parecem irmãs siamesas. Quem se seguirá? Isto já configura um padrão. Independentemente da figura jurídica - Fundação -, temos de nos entender, sem as verbas do orçamento do Estado não terão vida.  São entidades de Estado. Ou seja, compete-lhes assegurar um serviço público na esfera da cultura e das artes marcado pela exemplaridade. Deviam ter um Projeto com conceito claro que certamente pode/deve incorporar parcerias, mas desde a génese. E não terem um projeto que decorre do investimento prévio dos agentes culturais - conceber e apresentar um projeto tem custos -  que se atinge por um somatório de propostas escolhidas  por processo que nem se quer se percebe muito bem. Parece até estarem a competir com a Direção Geral das Artes. De facto, interessaria, na esfera do Estado e da Administração Pública Central, dar identidade ao que se está a passar e, para já, nestas três entidades:

- Fundação Centro Cultural de Belém
- Fundação INATEL
- Direção-Geral das Artes

Dá ideia que estão todos a fazer a mesma coisa, sem se aperceberem que há coisas que nehum está a fazer, e que é o que nos está a fazer falta: projetos artísticos «únicos», autónomos,  continuados, permanentes, e sistemáticos, referenciados a um Plano de Desenvolvimento Cultural, a prazo. Com Diretores Artísticos com rosto!  E aquela figura de Entidade Residente, será que já ninguém quer falar dela ! Era capaz de ser uma solução ...

 
Ainda,  continua a justificar-se que o Teatro da Trindade seja tutelado pelo INATEL? 






                                                       



No âmbito do plano de atividades para o triénio 2013-2015, o Conselho de Administração da Fundação Centro Cultural de Belém (FCCB) convida os criadores, produtores e operadores portugueses, entre outros agentes culturais, a enviarem propostas - até ao próximo dia 31 de março - que se enquadrem nos seguintes princípios e objetivos da instituição: promover a cultura portuguesa; promover a oferta cultural diversificada, permanente, atualizada e de alta qualidade; promover a inserção de Portugal nos circuitos internacionais nas áreas da cultura e do turismo cultural, bem como a projeção da cultura e da ciência nacionais nesses circuitos.
É objetivo do FCCB analisar a viabilidade de uma programação exigente, de manifesto interesse cultural e com ativa participação da produção cultural portuguesa, sem excluir a científica, no maior número possível de áreas específicas, sendo que as opções programáticas, tendo em conta a atual situação económica e financeira do país, serão sempre realistas e viáveis.
Continue aqui.

                                                     


No âmbito do plano de atividades para o ano 2014, e com a intenção de que o Teatro da Trindade seja um teatro aberto, de acolhimento e um espaço para a comunidade, o Conselho de Administração da Fundação INATEL convida os criadores e produtores teatrais portugueses, a enviarem propostas - até ao próximo dia 4 de novembro de 2013 - que se enquadrem nos seguintes princípios e objetivos:
  • promoção da dramaturgia e da cultura portuguesas;
  • promoção de uma oferta cultural diversificada e de alta qualidade aos beneficiários da Fundação INATEL;
  • promoção e divulgação de espetáculos de grande público de autores de reconhecida qualidade;
  • promoção de uma relação estreita com a comunidade através de atividades que potenciem a formação e a conquista de públicos.
É objetivo da Fundação INATEL analisar uma programação exigente, de manifesto interesse cultural e com ativa participação da produção cultural portuguesa.
As propostas devem ser caraterizadas sinteticamente e devem ser acompanhadas de previsões de calendário, de indicação das salas do Teatro [sala principal ou sala estúdio] a que se destina a programação, de nota biográfica do autor, de sinopse da peça, de curricula do encenador e criativos, de notas curriculares do elenco, de memória descritiva do espaço cénico e de nota curricular histórica da companhia ou produtora.

 
                                                                 
 
 
 
   
 
Não deixa de ser irónico, e penoso, ao mesmo tempo que tudo isto se está a passar, a CORNUCÓPIA, o TEATRO ABERTO, a BARRACA,  e outros,  lutam para não encerrarem. E são projetos em que o Estado investiu ao longo de anos ! porque  o jogo do mercado não assegura este serviço público. E foram,  permanentes continuados, e sistemáticos. E é isso que tem de ser. 
 
 
 

sábado, 2 de novembro de 2013

«AS MUDANÇAS DE REGIME COMEÇAM ASSIM»



Ontem, no jornal Público (em papel), foi publicado o artigo de opinião Memórias, perigos e fronteiras na gestão dos museus e monumentos de Luis Raposo, anunciado (não está disponível na integra) no Publico online, deste modo:
 
Avolumam-se os sinais de mudança de tempo para os museus e monumentos da área de Belém, talvez com extensão à Ajuda. O secretário de Estado da Cultura, porventura pressionado pelo "buraco" do novo Museu Nacional dos Coches (MNC), emitiu discreta nota dizendo que reuniu com alguns responsáveis por equipamentos da zona. O presidente de entidade empresarial gestora de algum do património público em Sintra, António Lamas, ofereceu a "sua" solução (PÚBLICO 30.10.2013). E correm até já rumores sobre nomes a quem assentaria bem a direcção da coisa que há-de nascer.

E termina assim:


OE 2014 | CULTURA | A banalidade da desgraça | BOCADO 4











Abstraindo-nos da «redação», dá para entender do que se está a falar - mas ainda assim, o que serão, por exemplo, aquelas medidas de informação e documentação ? e a tomada de decisão será de quem ? -, a Conta Satélite é algo que de há muito, muitos reclamam. Se não sabe do que se trata vá ao post CULTURA E ARTES: «CONTA-SATÉLITE» para onde, noutras ocasiões, já temos remetido aqui no Elitário Para Todos. Necessariamente, precisava de saber-se do diagnóstico preciso que o Governo faz quanto ao sistema de informação e comunicação da cultura e das artes, ou seja, quanto a estatísticas e não só. A titulo de ilustração: o que é feito do Portal da Cultura? Sobre isto continua a fazer sentido revisitar o post de Alexandre Pomar SEC: cem dias, e sem página.

Mas, centrando-nos apenas no que está escrito no Relatório da proposta do OE para 2014, não pode deixar de reparar-se nisto:





Está bem, alegremo-nos: a cultura e as artes neste caso vão ter prioridade e, dê ele por onde der, vamos ter Conta-Satélite. Só se pode concluir. Será ?


Como sugestão aos senhores deputados: Precisava mesmo de se saber em que ponto nos encontramos no que se refere a sistemas de informação e comunicação na esfera da cultura. Já repararamm, os senhores Deputados, nas Plataformas, nos Portais, com que nos inundam constantemente. E já se detiveram nas reclamações que, por exemplo, os agentes culturais estão sempre a fazer relativas ao facto de estarem continuadamente obrigados a fornecer os mesmo dados, como estivessem sempre a partir do zero !

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

PETIÇÃO LANÇADA PELO GRUPO DE TEATRO A BARRACA | Exige-se revisão de critérios de avaliação por parte da Dgartes

 
 
 


Petição A BARRACA NÃO PODE SER EXTINTA


Da Petição:«(...) O Governo que tem a incumbência Constitucional de apoiar a Cultura sujeitou o Teatro a cortes enormes, não com vista a poupar no orçamento devido ao momento que o País atravessa mas, como nas outras áreas, para poder alterar o paradigma cultural que visava a democratização da cultura e poder gastar desmedidamente nas suas áreas de preferência, viagens faraónicas, implementação de uma cultura de elite, extinguindo a itinerância, impossibilitando uma política de preços que torne o teatro mais acessível, impedindo assim a ampla divulgação do conhecimento e aprendizagem, condições essenciais para o nosso desenvolvimento e modernização. A Barraca tem-se oposto a tais medidas. (...) 
 A Barraca recebe hoje um apoio da Secretaria de Estado da Cultura que é muito inferior a um terço do atribuído a qualquer outra Companhia com lugar semelhante ao seu na História do Teatro Portugês, e que não lhe permitirá continuar por muito mais tempo a sua actividade. E se não temos dúvidas que essa é a vontade do actual Governo, temos a certeza de que não é a vontade dos subscritores desta Petição que aqui propõe a revisão imediata da situação. Então, o caso é simples: A BARRACA não pode ser o grupo que foi classificado com (zero) nos parâmetros de "Serviço educativo" e de "Exercício de actividade fora de Lisboa”. A BARRACA não pode ter sido  classificada em 31ª, entre as 54 estruturas teatrais apoiadas. Por isso, para bem do teatro português, a DGArtes tem que repor a verdade e actuar com a mais elementar justiça, revendo os critérios e atribuindo um financiamento condigno à realidade. Sem paternalismo, nem favores, mas simplesmente justo. (...)».


Sobre a Petição no DN.