«É a filmagem de um espectáculo de 1980, uma escolha de sketches cómicos de cabaret de Karl Valentin, com encenação de Jorge Silva Melo. O espectáculo foi um êxito absoluto e tornou-se quase lendário. Solveig Nordlund filmou-o, acrescentando mais alguns sketches que não tinham sido integrados no espectáculo. Ainda hoje o filme é hilariante e diz-se que os que naquele tempo, quando passou na RTP, o gravaram em VHS, continuaram a vê-lo com o pretexto de o mostrar aos filhos».
sábado, 14 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Paulo Cunha e Silva
Paulo Cunha e Silva morreu. E custa acreditar. Em sua lembrança, foi Diretor do Instituto das Artes (IA) que juntou o IPAE - Instituto Português das Artes do Espectáculo ao IAC - Instituto de Arte Contemporânea. Sou levada a dizer, até pelos artigos que publicou na imprensa antes de assumir aquele cargo, que gostou desta fusão, e que se via diretor dela, e assim aconteceu. Estou em crer que haveria umas artes que lhe «entravam mais no corpo» do que outras, mas isso acontecerá a qualquer um. E até penso que consciente disso, no exercício da sua função, racionalmente, precavia-se (não sei se o atingia integralmente) para que tal não tivesse impacto na atividade do instituto. Foi na sua qualidade de diretor do IA que conheci Paulo Cunha e Silva, como trabalhadora em funções públicas, assessora, e a nossa relação pode ser avaliada pelo que amigos me dizem quando se comentava/comenta o seu trabalho: «bem sabemos que gostas dele». É verdade, e esse «gosto» quer dizer desde logo que me fascinava aquele pensamento sem fronteiras. Melhor dizendo, aquela inteligência fora de catálogo. Em particular, sempre me suscitou curiosidade a sua capacidade seletiva na fase da concretização, como que ao abrigo de uma lei natural que não estava ao alcance de todos, cuja justeza o futuro se encarregaria de validar.
Paulo Cunha e Silva fez um «IA cheio»: de ideias, de pessoas, nomeadamente jovens, que pensava de alguma forma talentosos - ou da massa de que eles se fazem -, de informação, de projetos, de atividades aparentemente avulsas, de cruzamentos, de viagens, de ... . Embora quase sempre concordasse com a «assessora», nem sempre seguiu o que propunha. E chegávamos a rir disso mesmo. Mas havia o futuro... A realidade, cruel: no IA o tempo foi curto, como o foi agora, de forma terrível, na Câmara do Porto.
Neste momento, ocorrem-me conversas que tivemos, sem ser, naturalmente, o visado, sobre a forma de fixar heranças destas. E já nas suas funções de vereador o mesmo me veio à ideia. Por outro lado, andava a pensar na maneira de saber como é que ele via neste momento a cultura e as artes a partir da Administração Central, e como conceptualmente as articulava com o Local, em especial com a «sua cidade». Como poderia aproveitar estudos que estimulou na sua passagem pelo IA e que ficaram para o futuro ...
Quando se despediu dos trabalhadores do Instituto, Paulo Cunha e Silva já não me encontrou no gabinete, e restou-me uma mensagem no telemóvel, a dizer que tinha deixado «o melhor bocado para o fim» ... Ao seu jeito, em todas as ocasiões, frase que nos fique na memória. Prometo, em «troca» vou cuidar para que da sua passagem «por diretor» fique rasto ... Para AGORA !
atualizado
domingo, 8 de novembro de 2015
«da sempre preclara Clara Ferreira Alves»
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| Continue a ler no O Tempo das Cerejas |
E o artigo está disponível aqui. Leia, não vá julgar que é invenção. E houve capitulo II no Eixo do Mal de há pouco. Há quem ande perplexo com as manifestações anticomunistas que têm aparecido por aí. Mas há o lado bom, é melhor conhecer os/as anticomunistas, do que olharmos para máscaras. Conceda-se, a ideia da cronista nem deve ter sido insultar, mas chega lá ! Que lhe faça bom proveito.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
ESTUDO SOBRE «DIVERSIDADE NAS ARTES» EM REALIDADE AMERICANA | Divulgado pela NASAA | E A PROPÓSITO A «CONVENÇÃO SOBRE A PROTEÇÃO DA DIVERSIDADE DAS EXPRESSÕES CULTURAIS»
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| Disponível aqui. |
E desde já a conclusão do estudo:
«Conclusion
The staff members at the DeVos Institute have had the distinct honor of working with and learning from an astonishing array of artists of color during our careers. We know firsthand that our nation is richer for their work and contributions. We also know that the only hope for bridging racial divides in this country comes from learning about the best of other people. And we believe that the arts represent the very best of every community. We know this study is not complete. No field as large and important can be captured in one report. But we hope that this study moves some people to look at the challenges of arts organizations of color in a new way. And we hope that leaders of every community will feel moved to work together to ensure that the arts of every segment of our varied society are allowed to thrive».
A nosso ver, é um trabalho que se lê muito bem, com quadros que se entendem, claramente delimitado, que mostra de forma cristalina ao que ia, e que não parece ter sido feito por «encomenda» e em prazo improvável. É, diríamos, um estudo que «tem pai, tem mãe, tem avós, ...». Ou seja, alicerces. O interessante mesmo, eventualmente questionável, é a aproximação feita à DIVERSIDADE NAS ARTES - em síntese, através da COR e da RAÇA -, mas não terá a diversidade que passar necessariamente por aqui?
Recentemente, numa iniciativa a que assistimos em torno dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foi evidente a dificuldade que houve em abordar a DIVERSIDADE CULTURAL que curiosamente nunca entrou na diversidade artística. Havia um receio: a diversidade cultural dar cobertura a tudo - lembrou-se a mutilação genital feminina -, e com esse medo, arredou-se o tema da diversidade. Mas que, por exemplo, a UNESCO promove. Ora, aqui está ponto de partida para debates que, do nosso ponto de vista, valem a pena.
Ah, o site da NASAA: neste endereço. O DEVOS Institute. E a diversidade cultural na UNESCO aqui. E de seguida a Convenção sobre a matéria (em português do Brasil):
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
JOSÉ FONSECA E COSTA | o nosso adeus
Leia Um
cineasta que procurou renovar os modelos tradicionais, de João Lopes, no
DN. De lá:
(...)
Logo após a fundação da RTP (1957),
ficou classificado em primeiro lugar num concurso para o lugar de assistente de
realização, mas a polícia política (PIDE) acabou por impedir a sua entrada nos
quadros da empresa. Em 1960, informações provenientes da PIDE fizeram que lhe
fosse recusada uma bolsa de estudo do Fundo do Cinema Nacional para frequência
de um curso de cinema no estrangeiro. Seria mesmo encarcerado, por duas vezes,
acusado de atividades de oposição à ditadura salazarista.
A sua formação acabou mesmo por
incluir um período decisivo no estrangeiro, estagiando em Itália, como
assistente, na equipa de um dos filmes mais importantes da revolução temática e
estética então em curso no cinema europeu: O Eclipse (1962), de Michelangelo
Antonioni, com Monica Vitti e Alain Delon.
(...)
Distinguido
em outubro de 2014 com um prémio de carreira atribuído pela Academia Portuguesa
de Cinema, expressou nessa altura uma visão muito cética do estado das coisas
no cinema português: "O ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual] é o
reino da burocracia, das portarias salazarentas, dos regulamentos mirabolantes.
A burocracia mata a criatividade. A criatividade devia matar a burocracia, a
criatividade somos nós."».
domingo, 1 de novembro de 2015
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