sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Leonard Cohen



«Meu grande sacana

Nosso caro Leonard Cohen: não só sabemos que nos podes ouvir, como desconfiamos que estejas deitado numa nuvem, rodeada por anjos do sexo feminino, a comer uvas enquanto te comoves a ouvir atentamente os nossos gemidos de saudade». Continue a ler.


AUGUSTO M.SEABRA | «Ética e festivais»

Na integra aqui, no Público.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O SABER NÃO OCUPA LUGAR | «Documentos sempre à mão»

Veja aqui

Curiosidade: como será que o conteúdo deste post e do anterior se estará a repercutir nos serviços do Ministério da Cultura? Na DGARTES, já sabemos como é porque  os agentes culturais lembram-no constantemente: a começar sempre do zero, de forma repetida a fornecer  informação a serviços «sem memória». Sabia o leitor que no passado foram desencadeados projetos, que foram públicos, que pretendiam precisamente aquilo que o agora SIMPLEX visa, e muito mais.  E  tiveram verbas comunitárias. Onde é que isso já vai, para que lembrar o passado, dirão! E quem saberá desses projectos? Concretizando um pouco mais, de forma permanente, continuada e sistemática, num só sitio todos os intervenientes  no fenómeno artístico, nomeadamente o abrangido no serviço público, partilhariam informação. E de forma transparente os cidadãos em geral saberiam o que se passava com as ARTES  no País. Em tempo real e online! Há que retomar investimentos mas, para se fazer o que quer que seja, necessita-se de um diagnóstico de situação, mais que não seja para se aproveitar do que existe. Se ainda for possível. E para não se repetirem Plataformas electrónicas, umas a seguir às outras,  sem contudo responderem às necessidades, porque simplesmente não atenderam à realidade. Aprender com os erros é bom conselho. Neste ambiente, acredita o leitor que um mesmo agente que se candidata a dois concursos  através da DGARTES - e podem decorrer praticamente no mesmo período - duplica documentação rigorosamente igual! 
Nem parece que estamos no século XXI, e com  uma Web Summit em Lisboa a inundar ruas e  comunicação social, pois que  lá para as bandas da DGARTES isso deve ser algo bizarro e coisas como as seguintes detalhes:
 «(...)O tempo do telefone fixo, dos faxes, dos papéis na comunicação entre os funcionários das empresas é coisa do passado, até o email está quase a morrer, vaticinou Sean Ryan, vice-presidente para parcerias da Facebook, esta terça-feira, numa das conferências da Web Summit.Na conferência sobre o futuro do trabalho num mundo móvel e digital, Sean Ryan disse que é importante que todas as ferramentas colaborativas sejam centralizadas através do telemóvel, que toda a gente esteja ligada e a informação seja distribuída por todos os funcionários em todo o mundo. É importante que as pessoas sintam que são ouvidas e que estão envolvidas numa missão. (...)». Leia aqui.
Colaborativas, dizem eles!, e dizem bem.
Pois é, as reformas deviam centrar-se nas ORGANIZAÇÕES concretas, sem prejuízo, naturalmente, de medidas «generalistas». E dos Projetos que «dão nas vistas», que para além do mais, sim senhor, têm um efeito mobilizador ...  Mas é lá nas organizações que tudo acontece. Não há volta a dar-lhe. Os «pronto a vestir»para todos  têm os seus limites. E, claro, face aos recursos limitados há que estabelecer PRIORIDADES. Não nos parece que as «VOLTA SIMPLEX»   filtrem tudo o que deviam filtrar, e parece questionável  a forma como os serviços foram ouvidos ( pensando bem desconhece-se como aconteceu) ou se fizeram ouvir. Ou se foram ouvidos, de modo a que tenham chegado à tortura por que passam os agentes culturais, e à informação sobre as artes que não temos. Embora «SIMPLEXes» anteriores tenham andado por lá ...Claro, voltemos ao mesmo, há que fazer um ponto de situação. Mas quem quer saber disso!
Que diabo!, para quê estar com isto tudo, precisamente hoje, quando TRUMP venceu as eleições? Pelo que se ouve, o «POVÃO» quis mostrar a sua indignação face à ADMINISTRAÇÃO que tem.  Nós por aqui ainda preferimos mostrar a nossa indignação através de Blogues... Mas não nos admiraria que haja a quem isso já não chegue, e se vingue, se venha a vingar, em eleições. Afinal, parece que tudo faz sentido e vem a propósito. Para a cultura e as artes houve promessas e nada! Pelo menos respeitem a nossa inteligência: não prometam ! É um bom começo.

O SABER NÃO OCUPA LUGAR | «Dispensa de apresentação de documentos»

Leia aqui

terça-feira, 8 de novembro de 2016

FRANÇOISE CHOAY | «As Questões do Património / Antologia para um combate»






Das citações de André Malraux que se podem ler no livro, duas proferidas na Assembleia Nacional de França,   sessão de 6 de Dezembro de 1967:

«Os monumentos a que nós chamamos insignes, não foram os povos que os conceberam, mas foram os povos que os construíram». 
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«Os nossos monumentos são o maior sonho de França. É por isso que nós queremos salvá-los: para admiração dos turistas, mas antes para a emoção das crianças que se levam pela mão».
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Agora o Índice:






segunda-feira, 7 de novembro de 2016

«O Estado deveria ter na sua administração capacidade técnica e profissional de primeira água» | Como estará a ser na Cultura ?


«(...)
 O Estado deveria ter na sua administração capacidade técnica e profissional de primeira água, juristas, mecânicos, jardineiros, gestores, administradores hospitalares, técnicos fiscais, polícias, carpinteiros, especialistas em finanças e em mercados, deveria pagar salários compatíveis e promover carreiras de mérito com critérios de exigência. Esse é o ideal burocrático que substituiu na Europa as hierarquias de nascimento ou o inventário das “almas mortas” do livro de Gogol, mas que em Portugal ainda não arrancou de uma cultura de cunhas e patrocinato. Daí, “em baixo”, os boys e, “em cima”, os tecnocratas relutantes, muitas vezes desprovidos do mínimo senso político e noção de serviço público, condição para assumirem funções num Estado democrático.
(...)
Coloquem na rua os boys que falsificam as declarações e não os mudem apenas de emprego para outro lugar de confiança política, e peçam aos senhores administradores da CGD que cumpram a lei. Se há mudanças a fazer de modo a que certos dados das declarações possam ser confidenciais, embora conhecidos do tribunal, procedam em consequência na Assembleia da República, não para estes homens em particular mas para todos. Se isto acontecesse, poderia sair-se desta confusão ainda com vantagem e melhoria para o país, mas a continuar assim, vai acabar tudo mal». Leia na integra.
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À luz deste artigo, não seria descabido perceber a lógica com que estão a ser encontrados os dirigentes - e  as pessoas dos Gabinetes - no âmbito do Ministério da Cultura. Há coisas que já se conseguem isolar, por exemplo: a Camara Municipal de Lisboa, nomeadamente a EGEAC, como proveniência, direta ou indiretamente;  e há aqueles que entraram no circuito e dele não saem  - é isso, podem ser tirados de um lugar mas vão logo para outro. A propósito,  recentemente, com indignação,  chamaram a atenção do Elitário Para Todos, (nem de propósito),  para isto:



E faz sentido lembrar 0 «instrumento em regime de substituição» em que nomeados, por escolha, e não por concurso, lá vão adquirindo traquejo ... Fazendo pela vida. E quantos tão distantes, a milhas,  da «primeira água» de que fala JPP.
E olha-se para estas coisas com aquele sentimento de impotência  que corrói a democracia.
Já agora, reparando nos Gabinetes, parece que não se tem acertado: em tão pouco tempo   entradas/saídas  fazem-se notar ... Diz-se que a rotatividade tem custos ...
Ilustrando, sabia que o Ministro da Cultura  já tem novo Chefe de Gabinete? Ora, leitor  atento  informou-nos da mudança e aqui está - no Diário da República de 20 OUT 2016.


  

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

«UMA VERGONHA»



«(...)
Durante o evento, a porta-voz do Bloco
 apelidou o orçamento destinado à cultura de "uma vergonha", referindo que a situação "não vai
 ficar resolvida neste Orçamento". (...)»   tirado daqui.



A posição do BE quanto ao OE 2017 para a Cultura começa a ser um enigma. Esgotar o assunto com indignações como  a acima transcrita é de difícil compreensão. Insistimos (antes já o fizemos aqui): o que fez o BE para alterar o estado das coisas ?
Concluindo: com «uma vergonha» se arruma o problema no âmbito do OE para o próximo ano na esfera da cultura? Se assim é estamos conversados!  Mas vamos ao essencial,  tudo isto começa a ser CONFUSO demais. Ou seja, como ler, articular, a  «vergonha» do BE com os «passos positivos» (PCP),  e o «reforço claro»(PS) ? E a aproveitando a palavra, para ajudar a pensar, talvez «vergonha»possa ser utilizada ao olharmos para   a quantidade da oferta que neste momento é proporcionada na esfera do  serviço público através da DGARTES. É esta:



Veja aqui
  

Mais palavras, para quê!