quinta-feira, 23 de março de 2017

NOS ESTADOS UNIDOS LUTA-SE PELAS ARTES E HUMANIDADES | Contra as ameças orçamentais da Administração Trump




















TO: MEMBERS OF THE U.S. CONGRESS

In 1965, with bipartisan support, Congress introduced the National Endowment for the Arts and the National Endowment for the Humanities to promote innovative and creative expression, cultural and artistic understanding, and scholarly research as a basis for an informed democracy. President Trump's administration now threatens U.S. leadership in these areas by promoting a budget that eliminates the Endowments – ushering in a new Dark Ages in America. I urge you to reject any budget brought before Congress that eliminates funding for the arts and humanities.
Funding for the NEA and NEH each constitute only .003% of federal spending, an investment that supports some of the world's greatest literature, art, and cultural institutions. Eliminating these vital agencies would lessen America's stature as a haven for free thinkers and a global leader in humanity's shared quest for knowledge.

QUEM SE TERÁ ESQUECIDO DE PÔR A CULTURA NO «ACORDO»?

Leia aqui.


É preciso ter coragem (para não dizermos outra coisa, mas  respeitemos os deputados e as deputadas) ao afirmar-se  que «para o BE a politica cultural não está esquecida».!!!.Visto de outro ângulo, não são  as pessoas que colocam os assuntos nos «Acordos»?  No minimo digam-nos o que fizeram por isso e onde estiveram os empecilhos. Depois admiram-se que haja uma maioria silenciosa ... Ela existe mas repara  nestes discursos, contrariando, provavelmente, o que os autores/as  esperam, que deve ser que  passem despercebidos. Mas olhem que não, olhem que não ... Pelo menos leitores do Elitário Para Todos assim o mostram, e foram eles que começaram por chamar a nossa atenção para as palavras da imagem - com a palavra «lata» pelo meio ...



terça-feira, 21 de março de 2017

«Novo Modelo de Apoio às Artes: Comunicado Conjunto CENA, Plateia, Rede, STE»



Leia aqui no noticias ao minuto



O comunicado 
na integra aqui. 
De lá:  


Continue a ler




























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Ainda: «Hoje, dia 20 de março, o Comunicado Conjunto é tornado público e divulgado nas redes sociais e outros suportes das estruturas referidas, conjuntamente com um selo de incentivo à manifestação pública através de textos livres sobre o Futuro do Apoios às Artes. Pretende-se um envolvimento mais alargado e ativo do sector na inciativa, mas também uma maior consciencialização da sociedade para a importância do apoio e do desenvolvimento das Artes em Portugal». +. 
 O «SELO»




sábado, 18 de março de 2017

CIÊNCIA E CULTURA | digam mais ...


Leia aqui





























À primeira vista, uma pessoa olha para o conteudo da imagem acima e só pode estar de acordo. Mas depois, pensa-se melhor, e sabe tudo a pouco. Ou seja, precisa-se de mais informação. Onde buscá-la?, digam qual o sitio na internet onde está disponibilizada. Mais: há que saber das heranças recebidas, ou seja, de trabalho passado neste dominios. Ninguém acredita que seja o deserto. Por exemplo, era capaz de ser boa ideia lembrar o pensamento e a ação de Paulo Cunha e Silva aquando da sua passagem pelo então Instituto das Artes, hoje DGARTES. E até «terá graça» observar quando a ciência e a cultura estiveram juntas em termos de orgânica do Governo. Sim, foi lá pelos tempos daquela visionária chamada Maria de Lurdes Pintasilgo. Entretanto, por aqui, fizemos uma passeata pelo Eltário Para Todos,   e a propósito ou a despropósito, quase ao acaso, voltamos a estes posts: 

MUDANÇA CLIMÁTICA E SÍTIOS DO PATRIMÓNIO CULTURAL E NATURAL

ARTE E ANTROPOCENO

RUI VIEIRA NERY | «Uma cidadania científica partilhada»

FIONA REYNOLDS | «Politicians fixate on growth, but humans need beauty too»

 AS ARTES E A SUSTENTABILIDADE | «Funding at the Intersection of Art and Environment / A Field Scan»

 E para encerrar, reviver  passado sem saudosismos:

Veja aqui


sexta-feira, 10 de março de 2017

ELUCIDÁRIO DE EMERGÊNCIA | «A Educação Artística e a Promoção das Artes, na Perspectiva das Políticas Públicas»


Em ambiente de mudança de sistema de apoio às artes (ou será apenas uma pequena cosmética ?) lembramos - vá lá saber-se a razão ... - o trabalho da imagem, uma edição de 2000, que foi produzido pelo Grupo de Contacto entre os Ministérios da Educação e da Cultura que era coordenado por Augusto Santos Silva, o agora Ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi criado pelo Despacho Conjunto dos Ministros da Educação e da Cultura   n.º 296/97 de 19 de Agosto. Destaquemos os eixos de trabalho:
Primeiro eixo: as artes na educação básica e no ensino secundário
Segundo eixo: o ensino artístico especializado
Terceiro eixo: a profissionalização, o sistema de formação e o sistema de emprego
Quarto eixo: a formação dos públicos 
E de repente,  tudo tão atual, talvez porque é assim mesmo ... Mas aquele eixo sobre «a profissionalização, o sistema de formação e o sistema de emprego»  despertará uma atenção especial.
Por outro lado, em tempo de inquéritos, olhem como «se ouvia»:


«MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE MULHERES»










segunda-feira, 6 de março de 2017

ELUCIDÁRIO DE EMERGÊNCIA | Quem leu os estudos anteriores ?

Disponível aqui

 Num momento em que se ausculta, uma vez mais, o setor das artes, através de um inquérito, e que certamente vai levar a um «estudo», perguntas: onde estão os inquéritos anteriores? Onde encontrar estudos passados? Há estudos feitos pelos serviços? Como consultá-los? E a pergunta mais importante: quem leu o que existe e que aproveitamento se fez disso? Quanto custaram? ... Em particular, tem de ser público o encargo com o trabalho em curso - certamente que está  no portal das compras, mas ainda não fomos lá procurar ...  Neste ambiente, encontrámos o estudo da imagem. Excertos ao acaso:


 «(...)
1. Dessa informação disponível, uma parte muito substantiva é lacunar, quer em sentido absoluto, quer relativo: no primeiro sentido, os documentos não estavam presentes (sobretudo no que respeita à informação de relatórios, especialmente para as entidades apoiadas bienalmente); no segundo sentido, as diversas fontes documentais internas aos processos individuais encerram diferenças por vezes significativas entre os dados.
...........
3 Trabalhámos com os dados que, por cruzamento de informação, quer interna, quer, nalguns casos, também externa à documentação fornecida pela DGArtes, nos deram confiança de aproximação ao real. Uma vez que a nossa análise é agregada, cremos que as filtragens efetuadas permitiram validar razoavelmente os dados que utilizamos, e que o quadro obtido não se afastará da realidade.
 Não obstante, trata-se de uma informação muito rica, e estamos cientes de que esta é uma oportunidade para se obter, ainda que num universo particular (as entidades apoiadas bienal e quadrienalmente), uma análise que até agora nunca foi realizada. Podemos, de resto, presumir com segurança, pelas ligações de terreno em diversas áreas (em experiências de trabalho anteriores), que as expectativas de uma parte substantiva dos agentes artísticos, desde há anos, têm sido de que as sucessivas tutelas não usavam, ou não conheciam, devidamente os processos e o seu conteúdo. Entre outros resultados deste estudo, esperamos que os indicadores que obtivemos possam contribuir para a continuidade do tratamento da informação recebida. Não se trata, portanto, de um "quadro geral de quantificação" – não só ele não é possível, como a quantificação implica, desde logo, a possibilidade de homogeneização substantiva dos indicadores, para comparações fiáveis, designadamente em relação a panoramas gerais que continuam a faltar em Portugal
4 . No campo artístico em particular, e à escala micro dos projetos e das atividades de cada entidade candidata, o exercício de enunciação e justificação de financiamento público é necessariamente um exercício de diferença e singularidade, por um lado (a experimentação, é disso um bom exemplo). Por outro lado, a razão própria do apoio financeiro do Estado consiste na "correção" face às regras do mercado, o que pressupõe que, quem se candidata, e, sobretudo, quem é selecionado, não tem condições objetivas para responder à escala, aos tempos e às especificidades mercantis.
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Foi este cenário (um conjunto de informação documental muito heterogénea, lacunar e por vezes não fiável) que justificou, desde o início, a proposta de realização de um conjunto de incursões de terreno, que designámos por "estudos de caso", baseados numa  seleção de entidades capaz de nos possibilitar inferências e enquadramentos relativamente à análise documental.
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 Reforçamos, no progressivo desenvolvimento do estudo, o que a exploração prévia realizada sobre o conjunto da documentação recebida permitira perceber como uma questão um tanto paradoxal, relativamente aos procedimentos de candidatura, contratualização, avaliação e monitorização. As operações formalizadas nesses procedimentos denotam um esforço grande, compreensível, de normalização das condições e dos critérios para as candidaturas. Na prática, porém, elas traduzem-se numa clara dificuldade de resposta por parte das entidades candidatas, assim como, para as apoiadas, os formulários para a avaliação de atividades e contas apresentam desadequações entre a informação pedida e as possibilidades de resposta. Desde logo, esta situação justificou a necessidade de abordar uma amostra de entidades no terreno.
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 O resultado, paradoxal como referimos, é que, sobre (em cima de) o "espartilho dos formulários" (que ao mesmo tempo muitos dos agentes aceitam como necessário à qualidade dos processos de assistência pública), a maioria das entidades procura manifestar a sua singularidade, aparentemente num esforço de adequar os indicadores pedidos (e o que percebe deles) ao seu âmbito individual. Em muitos dos casos, exprime-se o esforço de autovalorização do trabalho desenvolvido através de tentativas de quantificação, mais do que de qualificação, por parte das próprias entidades – que, de novo, podem parecer paradoxais, mas que a consulta exaustiva dos documentos nos leva a presumir. Esta situação denota, entre outros elementos, a necessidade de mediações mais eficientes no acompanhamento e na monitorização. A operacionalização deste tipo de processos, representações e procedimentos é, sem dúvida, muito complexa e difícil. Porém, a par da produção de legislação progressivamente mais clara, o esforço desenvolvido pelas sucessivas entidades de tutela tem incidido principalmente sobre os indicadores de externalização, o que, na prática, desvaloriza a dimensão estética e artística das entidades e dos projetos, em especial nas fases intermédias (os apoios quadrienais permitem percebê-lo através das apresentações de resultados de atividades e contas e dos relatórios de acompanhamento, quando existentes). Esta situação, como dissemos, por um lado não responde às expectativas, e, sobretudo, às competências e capacidades profissionais das entidades artísticas, o que, em parte, se deverá a processos de mudança porventura demasiado rápidos no tempo e na substância de políticas culturais recentes (locais e centrais) e, como sabemos, excessivamente experimentais nas suas questões de fundo, aplicadas a agentes também com pouca tradição institucional.

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domingo, 5 de março de 2017

De que fala o ministro?


Recorte da entrevista dada ao Expresso | Revista E | 25FEV2017


O recorte da imagem é de uma entrevista que o Ministro da Cultura deu a semana passada ao Expresso - o texto é de Ana Soromenho e de Nicolau Santos e as fotografias de Tiago Miranda - e até hoje não demos por qualquer comentário que tenha provocado. Também por isso a irrelevância do Ministério da Cultura? Compreende-se que entre os SMS sobre a Caixa Geral de Depositos que vão ser analisados no Parlamento, as declaraçoes de Teodora Cardoso quanto ao milagre do déficit, as transferências para os offshores que escaparam à divulgação pelo Ministério das Finanças,  não haja espaço para a CULTURA e as ARTES. Muito menos para o Ministério e Ministro da Cultura. Mas a entrevista naquilo que tem sobre a função institucional atual do entrevistado, o que aqui nos interessa -  e deixemos o que visa o poeta,  o diplomata, o pessoal - é deveras preocupante. A dado momento interrogamo-nos  de que estará a falar o Ministro, e  que realidade será aquela que alimenta tal discurso, como cola com o  programa do governo e com o que os partidos que apoiam a solução governativa defendem. E sobre que emergência e que calendário para  fazer face ao desastre tanto atacado durante a campanha eleitoral. Ilustremos a partir do excerto da imagem.
Primeiro, a maneira como se chega a Ministro não pode assentar num desafio pessoal. Desculpem, julgávamos que tinha que se conhecer a realidade que se vai governar. Sim, conhecer o essencial sob várias perspectivas, não o confundido com o pormenor deste ou daquele dossiê.   Não se pode aceitar que se vá para o lugar assente na cultura geral de cada um, lançando mão do poder  intelectual de uma elite que começa a ganhar forma por aí, em que é visivel uma dicotomia: de um lado os governantes iluminados, como que uma inerência do lugar,  de outro os governados a precisarem de ser orientados. De que desafio fala o Ministro? Se é da esfera pessoal, fique lá com ele, mas o que o País quer saber é do desafio coletivo, e onde o podemos aprofundar, «preto no branco». Não, não pode esgotar-se naquelas «melhorias» e naquela descrição, que apenas mostram que o governante já contactou com alguns assuntos. Precisamos de um diagnóstico técnico, concreto, global, e não de coisas avulsas. Precisamos de uma calendarização abrangente para a ação. E já estamos tão atrasados: corre o segundo ano do Governo ...
Vamos às fusões, muito bem, o que é que já se fez para reverter o que existe? Nada, continua tudo na mesma. Ou seja, não se alterou o que o PREMAC  fez aos serviços. Para alem do livro, dos arquivos, ... Recentemente alegou-se que não havia  dinheiro, e a jornalista até ripostou que esse era   o argumento do anterior governo.
 No que se refere à DGARTES, o que está escrito «dá vontade de chorar». Perante a realidade interna e externa  o que se refere não se compreende, mas entremos na coisa mencionada, e então  há que dizer concretamente falas como estas: de quem é  culpa de não haver orçamento; se havia verbas quem é que não as acionou; se ...Ora, verdadeiramente na esfera da DGARTES nada mudou, e como  não mudou está tudo pior. Como um doente a quem não se atalhou a doença ..., e piorou. Uma boa evidência, foi neste governo que a CORNUCÓPIA acabou. O remédio não chegou a tempo ... 
E terminemos olhando aquele ideia de funcionário público: «arrumadinho», burocrata. Ó senhor Ministro, com todo o respeito pelas virtudes da burocracia, que as tem, no século XXI precisamos de «trabalhadores do conhecimento», inquietos, à procura de novas formas de fazer, inovadores, ... Na senda da revolução digital. Isto está lá no programa do governo ... E é anseio e élan por essa Europa, e pelo mundo ... Ah, o conhecimento proveniente da cultura e das artes é matéria prima para esse empreendimento ... E daí também o serviço público na cultura e nas artes que tem de ser assegurado. É verdade, o mercado não o garante, e nisso concordamos com o senhor ministro. E para isso, já agora, crie-se um verdadeiro Ministério da Cultura no nosso País. Verdadeiramente, não existe. Como sabemos, ou será que não ?
E rematemos incentivando os trabalhadores que querem fazer revoluções nas administrações públicas. Não desistam estão bem acompanhados:
  
Leia aqui

quarta-feira, 1 de março de 2017

CONFERÊNCIA-DEBATE | «Haverá Guerras Justas?» | 4 MARÇO 2017 | SALA ESTÚDIO | 18:00 H | TEATRO DA RAINHA | CALDAS DA RAINHA


«Este é o título da Conferência-debate que o Teatro da Rainha tem o prazer de organizar no âmbito da exibição de «Europa 39», espectáculo com textos de Bertolt Brecht e encenação de Luís Varela. Para tentar responder a esta questão, Haverá guerras justas?, e explorar os temas da relação entre o direito e a guerra teremos na nossa sala como conferencistas a Juíza Isabel Baptista e o General Pezarat Correia, profundos conhecedores de ambos os fenómenos.
Um dos temas de «Europa 39» é justamente centrado no modo como os nazis encararam, e encaram, o direito, rasgando como lhes conveio os tratados internacionais que tinham assinado. Em boa verdade a economia da guerra e o negócio armamentista, as formas mais agressivas do expansionismo alemão, revelados pela ocupação ilegal e brutal de países que anexou, foram possíveis porque os nazis fizeram tábua rasa de todo e qualquer direito internacional, impondo uma lei sem lei que é a do mais forte, pelo poder das armas, modo de agir a que recorrentemente assistimos no quadro dos conflitos mundiais actuais, numa clara demonstração de que essa lei do mais forte teima em prevalecer. É sobre estas questões que os conferencistas se centrarão, na perspectiva de um debate ulterior que sirva as nossas necessidades de esclarecimento, num tempo em que o poder mediático mais contribui para a confusão e ilusão de todos que para a exposição e clarificação da verdade». Saiba mais.