segunda-feira, 17 de abril de 2017

«a seu tempo»

Leia aqui no Público.

O senhor Ministro da Cultura parece que ainda não interiorizou que um dos problemas que se colocavam no setor da sua pasta à data da entrada em funções do atual Governo tinha a ver com o «TEMPO», e que o tempo era de URGÊNCIA,  e que tinha de haver um Plano de Emergência. Com uma governação  «a seu tempo», de facto, todos podemos ser ministros...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

DA VIDA DOS OUTROS | «Comédie Française»




E já que Luís Miguel Cintra, falou de  Molière, visitemos a «sua casa». Sobre a presente temporada:
«(...) The repertoire of the Comédie-Française regularly expands to include new plays and has never been confined to a single literary canon. For more than three centuries it has opened up to dramatic works that reflect their time. Our aim therefore is not to mark a specific territory, but to explore them all.
The new season is the expression of this flexibility and necessary curiosity. We will produce plays that are unjustly forgotten or curiously absent from the repertoire as well as some works that call on performance techniques that are less customary on our stages. I know from experience that a successful production is rarely the result of a commission, but originates in the encounter between an artist and a work, an old obsession or an oblique interpretation. This is something I am always sensitive and attentive to because it is the sure sign of an enlightened reading. Great foreign directors will rub shoulders with young artists, founding fathers and fellow travellers, multiplying and confronting methods and perspectives. Showcasing this wealth will require all the energy and commitment of the teams working behind the curtain every day to ensure that it is raised nearly eight hundred times a year.
While it is our desire to straddle the infinite spectrum of the verb and its incarnations, the permanence of the Comédie-Française also stems from its ability to follow the meanders of our common history. At a time when fears and extremes seem to feed off each other a little more every day, the virtue of theatre is to place us before our contradictions and to remind us of the lessons of History, but without didacticism or heavy-handedness. Theatre merely reworks the complexity of our world and our natures, while, without judgment but with relentless vigour and joy, holds up a mirror to us that we sometimes wish were more distorted(...)». Leia mais. 

E para hoje e nos próximos dias:



quarta-feira, 12 de abril de 2017

PARECE QUE É PRECISO CONTINUAR A RECORDAR | «Mesmo com a intervenção do Presidente da República, a direção da companhia - Luís Miguel Cintra e Cristina Reis - emitiu um comunicado a anunciar que a decisão do encerramento era "incontornável" face ao quadro de financiamento insuficiente para levar a cabo os seus projetos»



 Foto: João Miguel Rodrigues


 (destaques nossos)  - «(...) "Nós todos estávamos comovidos com a hipótese de o teatro acabar, embora estivéssemos já a trabalhar com eles no sentido de criar condições para uma preservação do acervo e na questão do edifício. Como sabe, o edifício é alugado, mas estamos em conversações com os proprietários e está tudo a correr muito bem", disse Castro Mendes.

A Cornucópia fechou em dezembro do ano passado e Luís Miguel Cintra vai estrear a primeira peça depois do encerramento da histórica companhia, no dia 29 de abril, no Montijo, intitulada "Um D. João Português". 

"Como não gosto, nem consigo estar parado muito tempo, foi esta a forma que encontrei de voltar ao teatro após o fecho da Cornucópia e decidi regressar com esta adaptação que fiz do 'D. João', de Molière, por esta ser uma peça que me ficou 'entalada' e que não consegui fazer ao longo de uma vida de teatro", disse à Lusa o ator e encenador, durante a primeira leitura do primeiro bloco da peça - "Na Estrada (Da Vida) -, realizada na passada semana, no polo cultural da Junta de Freguesia do Afonsoeiro, no Montijo. 

Em dezembro do ano passado, Tânia Trigueiros, da produção do Teatro da Cornucópia, disse à agência Lusa que a companhia ia proceder à inventariação do seu património. 

"Temos um património de guarda-roupa, adereços e cenários reunidos ao longo destas décadas que é preciso inventariar e decidir para onde vão", indicou a produtora do teatro fundado por Luís Miguel Cintra em 1973, em conjunto com Jorge Silva Melo.

Para marcar o encerramento, a companhia realizou um espetáculo de despedida do público com um Recital de Apollinaire e foi visitada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e pelo ministro da Cultura que conversaram com a direção da companhia sobre as possibilidades de evitar o encerramento.

Mesmo com a intervenção do Presidente da República, a direção da companhia - Luís Miguel Cintra e Cristina Reis - emitiu um comunicado a anunciar que a decisão do encerramento era "incontornável" face ao quadro de financiamento insuficiente para levar a cabo os seus projetos.

Luís Miguel Cintra, figura emblemática da companhia, falou por várias vezes, nos últimos anos, nas dificuldades financeiras da Cornucópia para continuar o seu trabalho dentro da filosofia do projeto».LEIA NA INTEGRA. 


terça-feira, 11 de abril de 2017

OUTRA VEZ O ANO DE 2011 NUMA ENTREVISTA «FOFINHA» EM QUE SE FALOU DE UM QUADRADINHO

Leia aqui.

 Facto: as entrevistas do Ministro da Cultura começam a ser repetitivas, e qualquer dia já sabemos de cor e salteado a sua passagem pelo Brasil como diplomata,  que trabalhou com Melo Antunes,  dominamos a sua produção literária e a forma como está a ser (re)editada, e não esqueceremos que é funcionário público e que ganha pouco - quem sabe até vai aderir à próxima greve!, dizemos nós. Quanto à sua função de Ministro, a coisa não ata nem desata: parece que lá para as calendas poderá haver alguma mudança digna desse nome. Por agora continuamos em 2011! Já agora, outra vez, porque não escolheram  2010 que, nomeadamente,  foi apontado por sindicatos?  Ou seja, no caso dos apoios, o antes do começo da efetivação dos cortes . Mas aquela do «quadradinho»  diz tudo ... A essência da politica cultural reduzida a formatos destes! Tenham dó!   E a maneira cândida como se refere que Luís Miguel Cintra decidiu acabar... Por que  teria sido? E agora nem sequer têm o argumento de que ele, o Luís Miguel Cintra, já não queria fazer teatro pelas razões de saúde - porque ele, afinal, continua a tentar fazer teatro! No Elitário ouviu-se a entrevista na TSF, mas demos agora uma vista de olhos pela versão impressa, e passámos pelos comentários. Trazemos para aqui um deles, que pode conferir no DN online:

«Meu caro Luís Filipe,
Devia , o meu caro conterrâneo continuar a escrever poesia, que conheço e é muito boa. Como político, responsável pela Cultura, esta entrevista e mais do que a entrevista a sua ação é uma vergonha. Relativamente ao Teatro da Cornucópia, uma grande companhia que formou gerações e cujo trabalho de décadas é comparado ao Mais Um, O Bando ou a Garagem. Francamente. A questão não é saber do emprego futuro do Luís Miguel Cintra, mas de saber que não há hoje espaço para a continuidade de uma obra colossal como a da Cornucópia».



quarta-feira, 5 de abril de 2017

«2011 | Luto Pela Cultura»


Leia no Portal do Governo
Por favor, expliquem os critérios da imagem, talvez consigam que não sintamos  tanto incomodo ao lermos o que lemos. Ocorre-nos, por exemplo:
  •  Estás a ver Cornucópia, porque é que fechaste?, podiam receber mais 30 mil euros;
  •  Vejam este milagre, tudo como em 2011, mas sem contestação. Está bem, com contestação  mas que se vê pouco;
  • Claro,  em termos de governo e oposição os ataques serão difíceis: uns porque dividiram o «poder» em 2011; outros porque o atual comprometimento com a solução governativa - é factual - inibe, amarra,  mesmo que venham dizer que na cultura e nas artes tudo está igual ou pior do que com o PSD/CDS.
Em particular, ó ! gerações futuras, perdoem-nos, se puderem !



Quer saber o que se passou em 2011?, pode ter uma ideia percorrendo o que nesse ano se registou no Elitário Para Todos, por exemplo:

 ...............

 

 Enfim, em 2011:
Dada a situação, as questões «práticas» até serão as menos importantes, mas ainda assim será interessante (útil)  perceber-se como é que os «reforços», sublinhe-se, com limite de 30.000 euros  vão ser processados -  pelo andar da carruagem cheira que deve ser mais uma burocracia asfixiante a que os depauperados serviços da DGARTES (mas com muitas chefias) têm de fazer face. Por outro lado, e lembrando pergunta feita em tempos no encontro havido com o setor: donde provêm as verbas para este financiamento? Não, não é despiciendo. Do Fundo de Fomento Cultural, da folga deixada pelos agentes que fecharam, de ... ? Mais, parte-se do principio que as verbas já estão desbloqueadas pelo Ministério das Finanças. Ou será que não!  Mas, atenção, não nos deixemos levar por estes «acontecimentos casuísticos», o principal é o Programa do Governo que não está a ser cumprido, como não está a ser seguido o que os Partidos que apoiam a solução governativa defenderam durante a campanha eleitoral. Assim sendo, de pouco vale apregoar que o que está a ser feito dá estabilidade. Só se for uma «estabilidade low cost», a que nos querem habituar. Mas isso não é o serviço público em cultura e artes que o desenvolvimento do País necessita. No século XXI. É isso, o enfoque tem de ser «serviço público» e não «apoio aos agentes» como está a ser o lema - disso aos «subsidiodependentes» é um passo.
Pensando bem, nem se devia falar em 2011!, as feridas ainda sangram ... E a grande sobra: nada mudou com este Governo, na cultura e nas artes. Estamos em 2011.

domingo, 2 de abril de 2017

«PROGRAMA DE ESTÁGIOS DA FUNDAÇÃO DA JUVENTUDE APOSTA NAS INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS»






 «(...)
Em 2017 uma das apostas do PEJENE vai para as áreas que atuem no campo da Economia Laranja. Assim, são considerados prioritários todos os estágios que se encontrem diretamente ligados a indústrias culturais e indústrias criativas que compreendem setores em que o valor dos seus bens e serviços se fundamenta na propriedade intelectual como seja arquitetura, as artes visuais e cénicas, o artesanato, o cinema, a investigação ou até a moda, música, entre outros. (...)» - Leia na Arte Capital.