quarta-feira, 10 de maio de 2017

Baptista-Bastos








O BB morreu, e custa sempre, de maneira diferente,  a morte de um amigo. E vêm as recordações: umas de muito longe, do Diário Popular, quando a «miúda» almoçava na sua mesa. Chegava tarde, enorme, e falava do fecho da edição desse dia, e da paginação, e de tudo ... Era vaidoso, comentavam - vaidade boa, ainda bem, dizemos agora.  Como gostávamos das conversas que havia naquela mesa onde se misturavam  jornalistas, administrativos,  chefes e subordinados, ...  E a miúda ouvia,  e aprendia, e comparava com o que lhe tinham ensinado na escola, e  aquilo era diferente, e nem sabia que era possível. E foi ali que soube sobre greves, censura, notícia, opinião, prisões, camaradagem, futebol, manchetes ... E ternura em momentos pessoais  difíceis. E houve a dedicatória nos livros: decorou a do «As Palavras dos Outros» que guarda para si.  Não é à toa que a «miúda» diz que aquela foi a sua primeira faculdade. E o BB faz parte dela.  E lembra com carinho quando a mandaram  tirar o verniz vermelho das unhas porque não era a Elizabeth Taylor, e   obedeceu, conta hoje com uma gargalhada pelo meio: a reguila obedeceu. Protegiam-na.   

Depois, ao longo da vida, de forma mais chegada ou mais distante, o BB esteve sempre presente porque se continuou com amigos comuns,  que vêm desses tempos, e num almoço bem recente o BB não estava lá, mas esteve lá, e soubemos dele e da sua família e da fase difícil que estavam a viver. E ontem o desfecho que nos deixou a todos mais tristes. E é assim que o primeiro abraço vai para a  Isaura, sua mulher. Já não vamos encontrar  o BB, por aí, e já estamos, já estávamos, com saudades. Mas de certeza que vai continuar  nos encontros dos amigos do DP - e a ser lembrado em especial pelas mulheres. Pela Lucília, a Felicidade, a Natália, a Manuela, a Rosinha ... Ele ia gostar, e nós fazemos-lhe o gosto, e depois contamos à Isaura.


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«Um país sem memória, ou que não cultiva
 a recordação das coisas, está irremediavelmente condenado» /Baptista-Bastos




terça-feira, 9 de maio de 2017

FRANÇA | EMMANUEL MACRON | «Donner le goût de la culture» | VALE A PENA VER OS OBJETIVOS PARA A CULTURA DO PRESIDENTE ELEITO | PARA JÁ EXPLICITADOS E FIXADOS COMO «VEM NOS LIVROS»

Veja aqui

Gulbenkian | então, a ver vamos ...

Nicolau Santos | Expresso | 2017.05.06




...e, dizemos nós,  por aqui,  assim a modos de  quem não tem mais nada que fazer:  também se podia começar por tirar aqueles vasinhos com flores, ou plantinhas,  espalhados por diferentes espaços ... Não combina, e poupavam-se uns euros! Há tanto tempo que  queríamos dizer isto, enfim chegou a hora, e até temos imagem  recente fornecida por leitora, que chama àquilo os «nicos»: 





Até é bonitinho, e quando juntos a um espelho (como na imagem) muitos acharão um mimo. Mas na Gulbenkian?! Continuamos na nossa, e da nossa leitora, não combina. E como é repousante  perder tempo com estas coisas! Mas acabou o intervalo ... E sim Gulbenkian, vamos estar atentíssimos  em homenagem ao  fundador ..., e porque - nem se precisa de mais -  só o texto acima dá muito que pensar. Como se chegou ali?!




segunda-feira, 8 de maio de 2017

CINEMA | os concursos ainda não abriram | UM NOVO «ANO ZERO» TEMEM AS ASSOCIAÇÕES DO CINEMA




 
Leia aqui



O atraso na abertura dos concursos de apoio financeiro ao cinema e audiovisual português está a preocupar catorze associações do sector, que já temem “um novo ano zero” na produção nacional, como aconteceu em 2012.
Como o calendário ainda não foi publicado pelo Instituto de Cinema e Audiovisual (ICA), as associações decidiram fazer um apelo ao primeiro-ministro, António Costa, esta sexta-feira para que intervenha e ponha “cobro a este sucessivo adiamento” e para que não deixe “paralisar totalmente a actividade do cinema” português em 2017.
As associações criticam os discursos do ministro e secretário de Estado da Cultura em relação ao assunto. “Continuam a produzir declarações públicas de que os concursos vão abrir” em breve e de que está confirmado um “montante de 18 milhões de euros para esse efeito”, mas o que se regista é que o ICA está há “quatro meses absolutamente paralisado”. Continue a ler.

sábado, 6 de maio de 2017

NO MEIO DA CONFUSÃO | É verdade, os apoios pontuais ainda não abriram todos ...


 
Veja no DRE

Ao vermos o que está no post anterior, perante aqueles desencontros (queremos ser simpáticos na linguagem) de informação lá assinalados, que os próprios jornalistas não ajudam a esclarecer - mas quem é que não se perde ! -  fica-se na dúvida sobre que concursos abriram, o que está a ser pago e a não ser pago, se os agentes com apoio plurianual já acertaram os seus reforços e como é que isso vai ser feito, ou se já se fez, ... & etc (pronto, aproveitamos para lembrar a &etc) ... Não sabemos responder a tudo, mas quanto aos APOIOS PONTUAIS, a partir do Diário da República, abriram:
- Os Apoios para a PROGRAMAÇÃO
- Os Apoios para a EDIÇÃO
E sabem o que é mais «arrepiante» é a Administração ficar «calada» e não dar uma explicação ... Ó transparência, para que te quero!



Leia na integra


Leia na integra aqui.

Senhores Deputados, talvez possam incluir estes esclarecimentos na próxima  ida do Senhor Ministro da Cultura ao Parlamento. E pronto, restam-nos as audições ..., na Assembleia da República.
 E a comunicação social a noticiar o mesmo apoio não sei quantas vezes, como se fosse o primeiro. 
E quem não está por dentro destas coisas a pensar que afinal até há muito dinheiro para a cultura ...
E cá estamos a confundir a árvore com a floresta!