terça-feira, 16 de maio de 2017

EXPOSIÇÃO | «& etc» | ATÉ 31 MAIO 2017 | BIBLIOTECA NACIONAL | LISBOA


 «(...)
A Biblioteca Nacional de Portugal assinala com a presente exposição os 50 anos decorridos sobre a publicação do número 1 do periódico, mas também o inesperado falecimento do seu respetivo mentor.
 Vitor Silva Tavares, filho da Madragoa, nascido a 17 de julho de 1937, faleceu num hospital da sua cidade a 21 de setembro de 2015. 
Mais conhecido como editor de livros e do periódico & etc, são de assinalar as suas fulgurantes passagens pela programação da editora Ulisseia, num curto período que se estende de finais de 1964 ao início de 1967, esporadicamente até meados de 1968, e pela direção do suplemento literário do Diário de Lisboa, no início dos anos 70. De permeio inventa, para encarte no Jornal do Fundão, o suplemento cultural & etc..., já na altura de cariz libertário, e experimental no sentido em que ali se ensaiaram algumas das regras básicas no jogo de iludir a censura».  Paulo da Costa Domingos |
Comissário



AGUARDEMOS ENTÃO A EXPLICAÇÃO ...







«(...) “Houve uma discussão ampla e muito participada sobre a participação dos sindicatos” nas comissões que vão avaliar se os trabalhadores estão a assegurar necessidades permanentes com um vínculo adequado ou não, explicou ao PÚBLICO Ana Avoila, dirigente da Frente Comum.
 “Decidimos participar para defender os trabalhadores e para fiscalizar o processo”, justificou, acrescentando que a estrutura continua a ter preocupações e a defender que o processo devia ser uma iniciativa dos serviços e não dos trabalhadores.
De acordo com Ana Avoila, a decisão foi unânime e será explicada de forma mais detalhada numa conferência de imprensa a marcar nos próximos dias. (...)». Leia na integra no Público.





domingo, 14 de maio de 2017

PARA A DISCUSSÃO DO SISTEMA DE APOIOS ÀS ARTES


Neste tempo em que nos dizem que se está a refletir o sistema de apoio às artes - será?, ou é apenas um «faz de conta?» - recomenda-se que se visite a exposição na Gulbenkian «José de Almada Negreiros/Uma maneira de ser moderno», onde se pode aprender sobre conceitos,   cânones.  Na imagem acima do que se pode ver lá. E depois de se olhar o que Almada diz sobre expressões artísticas todas aquelas áreas,  domínios e afins que hoje regem os apoios às artes através da DGARTES «é tão poucochinho».
Curioso, já houve  a designação «Instituto Português das Artes do Espectáculo» - talvez não por acaso.
A propósito, quando é que o novo sistema vai ser posto à discussão pública, como manda o «figurino»? Se calhar isso nem está na agenda.  Mas é claro que não se pode fugir a esse escrutínio. Ou seja, esta participação e os inquéritos (e sobre eles nunca mais se ouviu falar!) têm o seu espaço, mas não chega. A democracia exige mais. E mesmo o processo técnico, interno, da decisão inerente às políticas públicas tem de ser conhecido para o serviço público qualquer que ele seja. Aliás, conhecemos quem esteja à espera desse momento para se pronunciar, até trabalhadores em funções públicas, nomeadamente na cultura. Imagine-se!



Saiba mais


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Baptista-Bastos








O BB morreu, e custa sempre, de maneira diferente,  a morte de um amigo. E vêm as recordações: umas de muito longe, do Diário Popular, quando a «miúda» almoçava na sua mesa. Chegava tarde, enorme, e falava do fecho da edição desse dia, e da paginação, e de tudo ... Era vaidoso, comentavam - vaidade boa, ainda bem, dizemos agora.  Como gostávamos das conversas que havia naquela mesa onde se misturavam  jornalistas, administrativos,  chefes e subordinados, ...  E a miúda ouvia,  e aprendia, e comparava com o que lhe tinham ensinado na escola, e  aquilo era diferente, e nem sabia que era possível. E foi ali que soube sobre greves, censura, notícia, opinião, prisões, camaradagem, futebol, manchetes ... E ternura em momentos pessoais  difíceis. E houve a dedicatória nos livros: decorou a do «As Palavras dos Outros» que guarda para si.  Não é à toa que a «miúda» diz que aquela foi a sua primeira faculdade. E o BB faz parte dela.  E lembra com carinho quando a mandaram  tirar o verniz vermelho das unhas porque não era a Elizabeth Taylor, e   obedeceu, conta hoje com uma gargalhada pelo meio: a reguila obedeceu. Protegiam-na.   

Depois, ao longo da vida, de forma mais chegada ou mais distante, o BB esteve sempre presente porque se continuou com amigos comuns,  que vêm desses tempos, e num almoço bem recente o BB não estava lá, mas esteve lá, e soubemos dele e da sua família e da fase difícil que estavam a viver. E ontem o desfecho que nos deixou a todos mais tristes. E é assim que o primeiro abraço vai para a  Isaura, sua mulher. Já não vamos encontrar  o BB, por aí, e já estamos, já estávamos, com saudades. Mas de certeza que vai continuar  nos encontros dos amigos do DP - e a ser lembrado em especial pelas mulheres. Pela Lucília, a Felicidade, a Natália, a Manuela, a Rosinha ... Ele ia gostar, e nós fazemos-lhe o gosto, e depois contamos à Isaura.


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«Um país sem memória, ou que não cultiva
 a recordação das coisas, está irremediavelmente condenado» /Baptista-Bastos




terça-feira, 9 de maio de 2017

FRANÇA | EMMANUEL MACRON | «Donner le goût de la culture» | VALE A PENA VER OS OBJETIVOS PARA A CULTURA DO PRESIDENTE ELEITO | PARA JÁ EXPLICITADOS E FIXADOS COMO «VEM NOS LIVROS»

Veja aqui

Gulbenkian | então, a ver vamos ...

Nicolau Santos | Expresso | 2017.05.06




...e, dizemos nós,  por aqui,  assim a modos de  quem não tem mais nada que fazer:  também se podia começar por tirar aqueles vasinhos com flores, ou plantinhas,  espalhados por diferentes espaços ... Não combina, e poupavam-se uns euros! Há tanto tempo que  queríamos dizer isto, enfim chegou a hora, e até temos imagem  recente fornecida por leitora, que chama àquilo os «nicos»: 





Até é bonitinho, e quando juntos a um espelho (como na imagem) muitos acharão um mimo. Mas na Gulbenkian?! Continuamos na nossa, e da nossa leitora, não combina. E como é repousante  perder tempo com estas coisas! Mas acabou o intervalo ... E sim Gulbenkian, vamos estar atentíssimos  em homenagem ao  fundador ..., e porque - nem se precisa de mais -  só o texto acima dá muito que pensar. Como se chegou ali?!