sexta-feira, 9 de junho de 2017

REVISTA UMBIGO

Daqui

O pretexto da notícia a que se refere a imagem já foi, mas continua com atualidade.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

OU SEJA, UMA TRAPALHADA !



Vamos lá chamar os bois pelos nomes: é incompreensível que até hoje  a questão do apoio às artes esteja como está. Passado todo este tempo, contrariamente ao que o PS tinha prometido em campanha eleitoral, em intervenções públicas, e no seu programa de governo, a situação é miserável. Isso já todos que o querem saber, o sabem.
Entretanto, desde que os atuais governantes da cultura entraram em funções tentaram iludir a situação, nomeadamente  acenando com a prorrogação dos apoios plurianuais, e com um  reforço desses mesmos apoios. Que nunca mais acontecia. Mas  aconteceu com o despacho acima. E aquilo é uma trapalhada - e já nem se está a falar  dos montantes envolvidos. A leitura que se faz: tentam que tudo se passe na órbita do Secretário de Estado, lançando mão (a nosso ver da maneira forçada) da legislação existente que não foi feita para estas situações, e é claro que depois os dispositivos legais conflituam entre si. E à media que tentam remediar, mais se vão embrulhando! E para se sairem da teia é burocracia sobre burocracia. E a pergunta aqui fica, mas por que diabo não trabalharam o assunto como deve ser e prepararam um diploma para ir, se necessário, a Conselho de Ministros? E,  bem vistas as coisas, não  se poderá fugir disso ... Parece «gato escondido com rabo de fora»!
Toda esta conversa vem a propósito do post da PLATEIA não devemos aceitar isto não podemos aceitar isto que muitos não estavam/estão  a perceber e pediram a nossa ajuda. Esperamos ter contribuido para tornar a coisa mais clara. E,  força  Plateia!



sábado, 3 de junho de 2017

A INTERVENÇÃO DE LUÍS MIGUEL CINTRA AO RECEBER O «PRÉMIO ÁRVORE DA VIDA - PADRE MANUEL ANTUNES»



Luís Miguel Cintra | D.R.


«(...)
Não foi por acaso que escolhi um ofício que tem a palavra como seu coração. E decidi, sim, ajudado e empurrado mas eu escolhi, escolhi que fosse assim, e que eu nunca esquecesse que é com as palavras que comunicamos uns com os outros, mas também é com elas que amamos, e que compreendemos, pensamos a realidade. Não se pense que o teatro não pensa. Pelo contrário, o teatro que gosto de fazer, já lhe chamei mesmo máquina de pensar. Para ler poesia ou para interpretar uma personagem o meu principal trabalho é reconstruir o eu capaz de as proferir.   E a brincar a brincar, já passei pela cabeça de vários génios, de alguns santos, de demiurgos, e até, mais recentemente vi-me confrontado com a tarefa de sugerir a voz de Cristo nas 7 últimas palavras na cruz. É isso que representar permite. Percebe-se logo, quando se faz este trabalho que aquilo a que chamamos língua permite muitas funções e é reactualizado dos mais diferentes modos a cada leitura. Quando se lêem os textos sagrados sentimos imediatamente quanto estão incompletos sem que cada um de nós deles se aproprie e que só uma forte componente simbólica que cada um de nós lhe possa atribuir de acordo com a constituição da sua própria pessoa, as referências de que dispõe, as suas memórias afectivas, a sua experiência, lhes completará o sentido que é muito importante ir sempre mantendo em aberto. As palavras dos livros sagrados, traduzem como todas, um sentido, um pensamento. O que mais nos enriquece na sua leitura é o que tenho vindo a descobrir: o apropriamento individual que lhes decifre o sentido universal, não porque para todos seja o mesmo mas porque em todos os povos pode ter o seu sentido específico.
Arrepia-me o início do Evangelho de João. No princípio era o Verbo e o verbo estava em Deus. A palavra, segundo o seu Evangelho, está no ponto de partida da existência da humanidade. E o Verbo se fez carne. E a carne criou pensamento. Entendo que o que estava em Deus passou para a consciência humana. Interrogo-me sobre o que diz o Génesis, que Deus disse ao primeiro homem que nomeasse todas as coisas, e é impressionante como o nome de cada um é importante nos textos bíblicos. Nomear, aponta, identifica, reconhece. Falo dos nomes próprios. Cada homem tem o seu. É essa primeira função da língua que é no fundo o reconhecimento da obra de Deus. Ah, quem conseguisse ser poeta sempre. 

A FORMA JUSTA
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos - se ninguém atraiçoasse- proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
- Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse fiel à perfeição do universo.
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo.

Escreveu Sophia.

Os homens não se chamam todos Donald Trump. Nos Evangelhos chamam-se Tiago, João, Pedro, Tomé, filhos de outros com nome também, etc. Mas aos outros seres ou coisas o Homem fez de outra maneira, ao dar-lhes nome já os negou, substituiu o seu reconhecimento pela sua representação, começou a exercer sobre a obra de Deus poder, análise, síntese, começou a raciocinar, quando na sua invenção das palavras arrumou o universo com palavras que classificavam as coisas. Deus lhe deu esse poder, a inteligência : reconhece ou conhece a criação. Mas a tudo o que não é homem o homem não nomeia, inventa palavras que representam já as coisas, que são já abstracção (...)». Leia na integra.

_____

Se nos é permitido, nada substítui a Cornucópia,  mas felizmente que Luís Miguel Cintra anda por aí, a partilhar textos magnificos que nos ajudam a pensar, a viver, como acontecia com o seu teatro. Leia na integra e divulgue, apetece recomendar.



«PCP quer as verbas para apoio às artes de regresso aos valores de 2009»



Leia na íntegra, no DN

DOS OUTROS | FRANÇA | «Atlas régional de la culture»


«L'Atlas régional de la culture a pour objectif de réunir dans un même ouvrage un vaste ensemble de données relatives à la culture disponibles au niveau national et permettant une exploitation territorialisée. Les données réunies, qui croisent de nombreuses sources statistiques, sont illustrées sous forme de cartes et graphiques.
À la suite de la réforme territoriale mise en œuvre au 1er janvier 2016, la question de l'équilibre entre les régions est plus que jamais présente et il était important de se doter des moyens de les comparer. Cet atlas y contribue.
Le chapitre inaugural présente les données nationales et met en lumière les points communs et les différences régionales. Les chapitres suivants sont consacrés aux treize nouvelles régions et aux départements d'outre-mer.
Dépenses de l’État et des collectivités territoriales pour la culture, entreprises culturelles, emploi et professions, équipements... les données sont déclinées pour chaque région et apportent des points de repère et de comparaison indispensables à la construction de politiques publiques».

quinta-feira, 1 de junho de 2017

E ANTES QUE O DIA ACABE ASSINALEMOS UM ANO DE TIROCÍNIO | Na dgartes com certeza ...


 
Leia aqui

   

Não, leitores, não nos esquecemos, está bem, íamos esquecendo: faz um ano que se mudou de Dirigentes na DGARTES, uma vez mais em regime de substituição, com o argumento de que ia haver uma nova dinâmica. Mudanças. E onde é que estão elas? Tudo na mesma: em geral «Com a mudança do Governo, a situação não se alterou». A DGARTES  em consonância máxima com o que se julgava impossível, em jeito de expiação de que não se vislumbra o fim. Mas como de há muito tinha de ser transformada, as coisas estão piores! Na DGARTES o desastre é óbvio. Contudo, dizem-nos que as Dirigentes em regime de substituição lá continuam  no seu tirocínio ..., alheias ao que haveria de ser feito.  Ao que o PS prometeu em campanha eleitoral, ao que o PS fixou no seu programa. Ao que o setor reclama. Ao que internamente os trabalhadores andam a reivindicar, por exemplo, no que diz respeito ao SIADAP ( para quem está mais longe destas matérias, tem a ver com a avaliação dos serviços, dos dirigentes, dos trabalhadores). No limite com uma auditoria. Alheias ao necessário. Contentes com o seu desempenho ...  com o que vão aprendendo, mesmo que o que estão a aprender não leve a lado nenhum, e por isso havia que mudar o que encontraram ... Refundar, reinventar (termos, aliás, que parece por lá ridicularizarem). A satisfação é tanta que chegam ao ponto de comemorarem, dizem-nos! Como se tudo estivesse normal. E a não esquecer, uma Diretora e um Subdiretora apenas para  trinta e tal  trabalhadores: é obra! e nem pestanejam. Pronto, que haja alguém feliz! Que aproveitem, e para não fazerem feio,  não  se distraiam, destinem tempo à preparação  para o concurso - se as candidaturas forem aceites, claro -, já lá vai um ano mas «a seu tempo», como diria o senhor Ministro, o concurso para dirigentes via CRESAP chegará. Mesmo que seja a velocidade de cruzeiro. Mas também, qual é a pressa! E este tempo - 1 ano! -  no currículo já ninguém lhes tira - e a outros na mesma situação -  independentemente da qualidade ou da falta dela no exercício da função. Ou mesmo de adequação ao lugar. E se calhar até já fazem parte daqueles que ao entrarem «no circuito dos lugares públicos»,  daí já não saem  ... Concluindo, lá devem ter as suas razões para festejar. Mas por tudo isso, por aqui, em vez de darmos os parabéns,  talvez, «abafar as mágoas» ... Qual o quê !,  rapaziada, nada de desistir ..., isto tem de ir lá ... E a coisa até tem um lado cómico. Aproveitemos!, ou seja,  desesperar jamais.

 



Já agora, uma coisa puxa a outra, e  neste contexto,  para expressar a revolta que toda a situação traz nada melhor que uma manifestação. Porque tudo o que se acabou se escrever - embora o tom do post seja ligeiro -  é muito sério. E aqui está ela:

  3 JUNHO 2017
  UNIDOS 
para valorizar o trabalho
 e os trabalhadores !
  


Saiba mais

UM BOCADO CONFUSO !

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VENHA DE LÁ ESSE ENTRETENIMENTO !

Recorte do NEGÓCIOS-INICIATIVAS | 1/06/20171