terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

MINISTÉRIO DA CULTURA ATRIBUI MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL A MANUEL GUSMÃO

Para assinalarmos este dia em que é atribuída Medalha de Mérito Cultural a Manuel Gusmão, uma chamada  para o texto da imagem acima e a nossa escolha:

Quem pode ser no mundo tão quieto
Que o não movem nem o clamor do dia
Nem a cólera dos homens desabitados
Nem o diamante da noite que se estilhaça e voa
Nem a ira, o grito ininterrupto e suspenso
Que golpeia aqueles a quem a voz cegaram
Quem pode ser no mundo tão quieto
que o não mova o próprio mundo nele

Manuel Gusmão | em“Contra todas as evidências”

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

DOS OUTROS | FRANÇA | O Passe Cultural



Leia aqui

«(...) uma carta para contestar a ausência de uma política pública de cultura num território de 52 concelhos - que abrange o Ribatejo, Oeste e a Grande Lisboa -, o único do país onde não existe uma Direcção Regional de Cultura»



Tirado daqui

Como se pode ler na noticia:«O Círculo Cultural Scalabitano (CCS), de Santarém, vai remeter aos decisores políticos uma carta para contestar a ausência de uma política pública de cultura num território de 52 concelhos - que abrange o Ribatejo, Oeste e a Grande Lisboa -, o único do país onde não existe uma Direcção Regional de Cultura.(...)».Pois é,  decisores, o NOVO MODELO DE FINACIAMENTO DAS ARTES na esfera do SERVIÇO PÚBLICO que por aqui tanto se reclama   tem de resolver  problemas como os que decorrem do que acima se lê. Exemplos destes  ajudam a entender que não há NOVO ciclo nenhum. Aquilo que dizem ser NOVO já nasceu VELHO! E enquanto não perceberem isso não se vai longe. Nem com as redes «voluntárias» de «teatros e cine-teatros» (onde é que nós já ouvimos estas designações ...) que andam por aí ... 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

INÊS NADAIS | «Um ministério para lá de desconcertante»

«Challenges and opportunities for decent work in the culture and media sectors»





«New ILO Study: Challenges and opportunities for decent work in the culture and media sectors - The preset study examines employment in culture and media in 16 countries, from four regions, and covering the very diverse world of the media and culture. This encompasses: musicians, actors, dancers, journalists, screenwriters, technicians and creators of audio-visual and live performances, and visual artists.

There are nearly 30 million culture and media workers globally, and their work makes a significant contribution to their respective countries’ social and economic development. The creative and collaborative nature of their work – compounded by continuous technological developments – has resulted in a proliferation of diverse working arrangements for culture and media workers, including freelance, self-employment, and part-time work. Such arrangements can offer independence, flexibility and employment opportunities, but can also affect their working conditions, their ability to participate in collective bargaining or fully enjoy freedom of association, as well as their access basic social protection.
The analysis brings to light the extremely diversified employment conditions and decent work issues within these sectors. It also highlight gaps and policy options to ensure that specific types of employment relationships, and the need for flexibility and independence among the workers in the culture and media sectors, do not undermine these workers’ right to equitable treatment, regardless of their contractual relationship. It also provides concrete guidance around measures needed to ensure that workers in the media and culture sectors can adapt to the work of the future, including actions to adjust the market and (re)training these workers in the light of technological developments».
.Tirado daqui.




segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

DGARTES | Por que será ?



Leia aqui

A imagem acima é do jornal Público sobre matéria a que diferentes orgãos de comunicação social deram cobertura. Escolhemos aquela porque revela bem o estado em que se encontra a Administração Pública Central na esfera da cultura, na circunstância na DGARTES. Pegue-se por onde se quiser. E se quisermos ver, concluiremos que não nos podemos quedar pela «espuma do dia». Por uma questão de sanidade mental, e de defesa do serviço público, temos de ir à causa das coisas. E facilmente se aceitará o que de há tanto tempo se anda a defender aqui neste blogue, começando, desde logo, por uma auditoria à DGARTES. Uma vez mais, querendo contribuir-se para o diagnóstico indispensável sem o qual dificilmente  se encontrará rumo estratégico, de seguida alguns apontamentos.

PROGRAMA DO GOVERNO PARA A CULTURA
A verdade dos factos, foi mandado às urtigas, e nem o Partido do Governo nem os Partidos que garantem a solução governativa foram capazes de, por exemplo, reverter o PREMAC, ou seja, de serem coerentes no que tanto criticaram.No caso da DGARTES, os serviços continuam os mesmos, o número de funcionários sem escala, os dirigentes sem perfil estabilizado, as plataformas electrónicas com promessa de remendos ... Nem vamos agora falar do montante do orçamento, porque o estado dos serviços se encarregará de tirar eficácia qualquer que ele seja. Mas quem é que quer ver isso?

PROCESSO JUDICIAL

No artigo de Isabel Salema podemos ler:«Nomeação da nova directora-geral das Artes foi anulada horas depois de ter sido anunciada. Graça Fonseca desconhecia processo judicial que Susana Graça tinha contra a instituição que ia dirigir.
 O processo judicial, cuja data o PÚBLICO não conseguiu apurar, é relativo “à cessação da sua comissão de serviço enquanto directora dos serviços de planeamento, informação e recursos humanos da DGArtes”. Susana Graça, que terá exercido esse cargo na Direcção-Geral das Artes (DGArtes) entre 2013 e 2015, não quis prestar declarações ao PÚBLICO».
Pensemos um pouco, aqui chegados, parece óbvio que os cidadãos precisam de ser informados  sobre o «PROCESSO» pelo lado da visada como pelo lado da instituição. Pois é, isso lá atrás devia ter sido esclarecido. Sobre esta matéria, de seguida, um post deste blogue de 2015 que continua atual:



 
Leia aqui

Ah, mas há mais processos. Por exemplo, tudo o que tem a ver com o SIADAP! É só falar com os Sindicatos para se saber do assunto. Ou com as reclamações/recursos do agentes culturais que se vão conhecendo pela comunicação social e redes sociais. 


A MESMA SITUAÇÃO RESPOSTAS DIFERENTES
 Lê-se no artigo do Público: «Sílvia Belo Câmara, que estava no cargo em regime de substituição, chegou a apresentar a sua candidatura à direcção da DGArtes quando a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap) abriu concurso para o cargo no final do Verão. A ministra esclareceu à Lusa que uma das três pessoas propostas pelo júri era a actual directora-geral, mas que já depois do concurso encerrado, a 14 de Setembro, Sílvia Belo Câmara disse que não queria assumir a nova missão». (...) Com o recuo de Sílvia Belo Câmara, a ministra ficou impossibilitada de escolher entre os dois outros finalistas do concurso da Cresap, pois as regras não o permitem. Será por isso aberto novo concurso, o terceiro desde 2016».
Senhora Ministra, eventualmente terá razão,  mas no passado aquando do «momento Margarida Veiga/Carlos Moura Carvalho» houve entendimento diferente. Dois dos candidatos desistiram (ao fim de tanto tempo à espera) e nomeou-se o que restava. Abençoada internet:

Leia aqui


PERFIS E JURIS
Por demais evidente, a  questão do PERFIL dos dirigentes para as áreas das Administrações aqui em causa têm de ser discutidas e fixadas com fundamento. Em particular, como é que alguém pode compreender o que se passou com a atual dirigente em regime de substituição? Tanto quanto se vai sabendo, a visada não se sentia «talhada» para o lugar. É de História de Arte, e tinha de lidar com orçamentos, relatórios, SIADAPs ... Vamos lá, não seria coisa que qualquer júri deveria detectar? Ainda: o que é que compete à Diretora-Geral, e à Subdiretora-Geral? Como dividem responsabilidades neste enredo? Uma coisa é certa, a Administração Pública não se pode dar ao luxo de comportar esta rotatividade: para lá do «mau aspecto» é caro. O que se lê no artigo do Público:«Se tivesse saído a 1 de Fevereiro, como, segundo o MC, era "seu pedido", também Sílvia Belo Câmara não teria permanecido no lugar sequer um ano». E claro, não se pode deixar de sublinhar a composição dos júris da CRESAP para a Cultura e a sua quota de responsabilidade nas escolhas.

NOVO CICLO
«À Lusa, Graça Fonseca disse que a sua saída estava a ser preparada “há quase um mês", tendo a vontade da actual directora-geral de cessar funções coincidido com o início de um novo ciclo, devido à entrada em vigor, também a 1 de Fevereiro, do novo modelo de apoio às artes». Tenham dó, novo ciclo não pode ser aquilo. Novo Ciclo é aquilo de que se está à espera e para o que há pensamento e propostas concretas - é só ler a comunicação social - mas pelos vistos que não querem ser ouvidas, lidas, ou vistas, pela atual solução governativa. Julgam que resolvem o problema com «buchas», com remendos, ... ainda que com a concordância de alguns. Como se estas coisas se resolvessem «de braço no ar». Onde estão os estudos, senhores!  Que 2019 nos traga esse NOVO CICLO é o que é preciso! Que nenhuma entrada e saída de Dirigente da DGARTES resolve ...



sábado, 26 de janeiro de 2019

AS DECISÕES DA MINISTRA | uma preparação de um mês e deu neste espectáculo penoso ... | MAIS UM !

Leia aqui

 
E faz sentido que se volte a pedir uma auditoria à DGARTES. Numa boa! Alguém terá que elaborar um ponto de situação. Em particular, que outros processos haverá? Judiciais ou não ...