terça-feira, 12 de março de 2019

FERNANDO MIDÕES



 



 Com palavras de Júlio Isidro em que nos revemos, 
recordamos Fernando Midões:
«(...)
O Fernando Midões foi um grande jornalista, 
culto e rigoroso, um conhecedor profundo 
do teatro nacional e mundial, 
um realizador seguro e educado,
 um grande homem de televisão.
 (...)». Leia mais.


domingo, 10 de março de 2019

SÃO 74




«Spectacles, cinéma, expositions, conférences, débats, parcours, rencontres... du 16 février au 16 mars les 74 scènes nationales sont à l’honneur. Un mois pour (re)découvrir les missions, les programmations et les actions de ces lieux d’exploration et d’expérimentation qui investissent le champ de l’art dans toutes ses composantes, des arts de la scène aux arts visuels, des arts plastiques aux nouvelles technologies».Leia aqui.

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Veja aqui








Cartes des structures de la création artistique



Consultez les cartes interactives des différentes structures de la danse, de la musique, des arts plastiques, et du spectacle vivant.

segunda-feira, 4 de março de 2019

A DGARTES FALHA? O NOVO SISTEMA DE FINANCIAMENTO ÀS ARTES NASCEU VELHO? | Não há problema, existe sempre o Fundo de Fomento Cultural



Maria do Céu Guerra


Jornal de Negócios/Weekend | 2019.03.01

Jornal Observador

Há poucos dias  pudemos ler títulos como este:

Ou seja, dito por outras palavras: o modelo que já nasceu velho sofreu umas melhorias. Na essência nada mudou. Ora, por esta altura também se pode ver na comunicação social o que nos é mostrado nas imagens acima. O segundo texto faz parte deste trabalho:


O Cão continua Solteiro e com vontade de ladrar

 

Perante tudo isto, o Fundo de Fomento Cultural existe para quê? Para branquear o que se passa na esfera da DGARTES? Em tempos na Assembleia da República alguém disse que o FFC era um saco azul.
Ainda, e aquelas situações que embora apoiadas o foram de forma injusta? Certamente que também serão contempladas pelo Fundo de Fomento Cultural. Só pode ser.
Como resistimos a olhar para o que nos é dado a ver, procuremos grandeza: será que no Ministério da Cultura se está a responder à Resolução da Assembleia seguinte?

 Falta dizer que estamos satisfeitos com tudo o que leva «a pingar» mais uns euros nos projectos culturais.Enquanto não sairmos do granel em que nos encontramos, o critério vai ser esse: todos os financiamentos, são pouco ... Se não tens cão, caça com gato ..., também é capaz de se aplicar! Tentemos por tudo o que é sitio. Contudo, por aqui já se sabe, defendemos uma REDE NACIONAL DE ARTES com cabeça, tronco e membros, que concilie EQUPAMENTO com PROJECTO ARTÍSTICO, que articule FUNDOS COMUNITÁRIOS com NACIONAIS, que atenda ao ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO... Foi isso que se esperou desta solução governativa. Somos uns «naifs». Talvez o voltem a prometer  nas próximas campanhas eleitorais ... E lá vamos outra vez acreditar. Será?


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

OLHAI O PLANO NACIONAL DAS ARTES | Procuremos o que contar ... | A PARTIR DA RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS n.º 42/2019




Como se pode ver pela imagem acima no passado 21 de fevereiro foi publicada a RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS n.º 42/2019, e não param de nos chegar reações. Comecemos pelas mais fáceis, assinalando-se desde logo  que dada a situação em que se encontra a reflexão sobre a cultura e as artes no nosso País, e a falta de informação sobre o setor, não será fácil mostrar a justeza das reações. E prefigura-se reação às reações que poderá andar à volta do seguinte: então, mas não é importante haver um Plano Nacional das Artes! ... Claro que é, e em tempos, institucionalmente, na esfera da DGARTES, como foi público, estudou-se a criação de uma REDE NACIONAL DAS ARTES que organizaria precisamente a intervenção desta Direção-Geral na esfera do Serviço Público que a justifica em articulação com todos os implicados. Sim, o sistema de financiamentos estava incluído. Os equipamentos a cruzarem-se com o Projeto Artístico. E era para todos. Obviamente que essa REDE funcionando como um sistema trataria também a população escolar, com as suas especificidades, população essa para a qual, necessariamente,  ao longo dos anos terá havido  projetos. Quais foram? Que balanços?
Mais, em geral, onde é que nos encontramos? O ano de 2018 nisso foi pródigo: deu a conhecer que a intervenção estatal na cultura e nas artes precisa de ser refundada. Em particular, o novo sistema de  financiamento nasceu velho, continua velho, independentemente das alterações que se venham a operar propostas pelo Grupo de Trabalho criado para o melhorar.O Poder resiste em reconhecer o óbvio, e empurra para a frente, e vai lançando iniciativas avulsas ... Os movimentos de 2018 mostraram a fragilidade em que se encontra a DGARTES: expressa no número de trabalhadores que dela fazem parte; na entrada e saída alucinante de dirigentes; no orçamento que lhe é atribuído; na burocracia dos processos; na informação para a decisão que não produz; ... Assim , neste quadro, compreende-se que ao lerem a Resolução acima muitos não entendam à cabeça a própria designação do Plano; que embora não haja nenhuma Rede Nacional de Artes seja a DGARTES, com todos os défices apontados, onde a Equipa de Missão se vai «sedear». E para muitos brada aos céus: a equipa do Plano Nacional das Artes, em termos de Dirigentes, é uma mega Direção-Geral - há  equivalente a um Diretor-Geral e a dois Subdiretores-Gerais. Apenas para se perceber melhor: a Biblioteca Nacional tem unicamente uma Diretora-Geral. A própria DGARTES somente um Diretor-Geral e uma Subdiretora-Geral, e uma única Direção de Serviços que trata de Teatro, Dança, Música, etc., etc, ...
 
  Excerto da Resolução:

«(...) 5 — Determinar que o comissário e os subcomissários exercem as suas funções em comissão de serviço, nos termos do n.º 5 do artigo 28.º da Lei n.º 4/2004, de 15 de janeiro, na sua redação atual, e são equiparados para efeitos remuneratórios, de competências e de incompatibilidades, impedimentos e inibições, respetivamente, a dirigente superior de 1.º grau e a dirigente superior de 2.º grau. 6 — Determinar que as remunerações do comissário e de um subcomissário são suportadas pela Direção -Geral das Artes (DGArtes), e que a remuneração do outro subcomissário é suportada pela Direção -Geral da Educação (DGE). (...)»
 __________

 Continua ...

Mas, entretanto, voltemos à experiência de outros - França. Sem ambiguidades: educação artística e cultural. 





E há uma Plataforma:
«La plateforme EAC est une application qui contribue à donner une plus grande visibilité aux projets EAC portés par les acteurs culturels dans les territoires et qui aide les enseignants à identifier et mettre en oeuvre ces projets. Pour que toujours plus d'enfants puissent rencontrer et expérimenter les arts et la culture.
Se devant de servir la réalité des pratiques, cette plateforme se construit progressivement et continuellement, à partir des contributions et suggestions de ses usagers. En d'autres termes, cette plateforme c'est la vôtre !».