quinta-feira, 18 de abril de 2019

LANÇAMENTO DE LIVRO | «A Noite que Mudou a Revolução de Abril / A Assembleia Militar de 11 de Março de 1975 (Transcrição da gravação original) | 22 ABRIL 2019 | 18:00H |NA ASSOCIAÇÃO 25 ABRIL | LISBOA




«Tenha-se sempre presente que a Assembleia de 11 de Março de 1975 se realizou poucas horas depois de ter ocorrido um ataque armado violento, com meios aéreos e terrestres, contra uma Unidade à qual pertenciam militares participantes nessa mesma Assembleia. Mas, e tal é liminarmente claro na gravação, uma ou outra intervenção mais emocionada ou desabrida, ou até apelo a retaliação violenta sobre os chefes golpistas, fruto da situação recém-vivida, não tiveram qualquer eco no coletivo e nas decisões tomadas, bem pelo contrário, nem consequências, nem ecos externos imediatos.» 
[Carlos de Almada Contreiras] «Em 25 de Abril de 1974, os Capitães de Abril prometeram aos portugueses um novo Portugal. (…) Gostaríamos de recordar apenas as boas - onde a aprovação da Constituição da República em 2 de Abril de 1976, depois das primeiras eleições livres (Assembleia Constituinte) em 25 de Abril de 1975, ocupa lugar cimeiro - mas, para que os erros no passado nos ajudem a construir um futuro melhor, não podemos ignorar os acontecimentos que poderiam mesmo ter inviabilizado a consumação do projeto de Abril.»
[Vasco Lourenço] «A transcrição das gravações permite desfazer alguns equívocos, boatos e falsidades sobre o que efectivamente se passou na Assembleia. (…) Este é um momento importante da história da Revolução de Abril, já que uma parte, ainda que bastante minoritária da Assembleia, procurou radicalizar a revolução, aproveitando a vitória em dia de golpe militar, levando-a para um regime de terror e possivelmente para uma guerra civil. Essa possibilidade foi tratada num momento-chave em que o poder (Presidente da República, JSN, Governo e Coordenadora) se expôs directamente, corpo a corpo, a uma assembleia bastante numerosa, onde estavam presentes as mais variadas tendências políticas, com soldados armados na sala e muitos nervos à flor da pele. Por estas circunstâncias já seria histórica esta Assembleia, o que aumenta o valor documental da gravação que a registou.»
[Jacinto Godinho]. Saiba mais.


VOLTEMOS AO IMPACTO DAS ARTES | Voltemos a lembrar como é visto na «Americans for the Arts»









terça-feira, 9 de abril de 2019

OLÁ, «INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS» | Vai haver um seminário promovido pela AICEP que tem como principal objetivo dar a conhecer instrumentos financeiros disponíveis para quem procura apoio para a internacionalização da sua atividade cultural e criativa.




Saiba mais

E veja aqui também

Bom, já que estamos em maré de «Indústrias Criativas»,   de «Indústrias Culturais e Criativas», de «Áreas Criativas e de Cultura» (Caixa Geral de Depósitos), 
veio à memória, do tempo do Plano Tecnológico, o Documento de Trabalho seguinte:

 

MINISTRA DA CULTURA | «Até acho que a Cultura devia pedir mais do que 1% do orçamento»



 Um dos destaques do Ípsilon (jornal Público) 
à entrevista dada pela Ministra da Cultura.

  Excerto da entrevista:
«(...)
  Com alguma dor do sector…
Sim, e neste caso nem foram dores de crescimento… Mas quando tomei posse assumi declaradamente dois objectivos: resolver os problemas prementes, de modo a pacificar as relações com as artes, o cinema, o património e os museus; e começar a preparar o futuro numa lógica de médio prazo. Há um bom exemplo que costumo dar de crescimento de investimento público com uma estratégia clara e duradoura, que é [a acção] do Mariano Gago na área da Ciência: fez-se um caminho definindo por que é que era importante mais investimento em Ciência, que impacto teria, qual devia ser o crescimento para Portugal se aproximar da média europeia. Na Cultura devíamos fazer o mesmo: não basta dizer que queremos 1% [do OE], eu até acho que podíamos dizer mais…

Porque ainda estamos nos 0,4%.
Certo, mas não é uma questão de números. Queremos 1% (ou 2% ou 3%…) do OE com que política? O que é que queremos conseguir nos próximos dez anos para o teatro, o património, o cinema? Como vamos alterar a relação das pessoas com a ida à sala de cinema, como conseguimos dar mais abrangência ou expressão territorial ao teatro? Também é preciso discutir política, não se pode discutir só o 1%. Eu percebo o ponto, é simbólico, mas gostaria de discutir numa base diferente: para onde é que vamos daqui a dez anos? Porque para lá chegar precisamos se calhar de mais do que 1%, mas há que identificar para quê.
  
Herdou um ministério seriamente descredibilizado pelos atrasos nos apoios às artes. Viu-se na posição de ter de salvar a face do Governo junto de um sector que teoricamente até seria favorável ao PS?
Senti-me na pele de ter de reconstruir uma relação que de facto estava fragilizada pelo atraso nos concursos, mas também pela forma como as estruturas experienciaram a mudança do modelo [de apoio às artes]. Quando chegámos, foi essa a prioridade – e havia várias coisas a fazer

  Começámos por olhar para as estruturas que tinham ficado fora do concurso de 2018 e garantir-lhes apoio para um ano de transição, de forma a que conseguissem manter actividade e ir a este concurso bienal que acaba de abrir – trabalhámos com a Seiva Trupe, o Ensemble, a Karnart, a Barraca... Um segundo passo foi aceitar todas as propostas consensuais do grupo de trabalho [constituído para rever o modelo de apoio às artes]. Terceiro ponto, muito importante, um reforço de dois milhões de euros face ao concurso anterior, de 16 para 18,6 milhões de euros. Quarto, a simplificação dos formulários: ouvi muitas companhias dizerem que a plataforma era muito complicada, eu experimentei e percebi que não conseguiria preencher alguns daqueles campos.(...)».
 ____________________

Comentários   que  a entrevista, e em particular o que está no recorte sublinhado a amarelo, suscitam:

- Por pior que tenham sido as práticas do PS nesta legislatura, não queremos acreditar que só agora vão começar a preparar o futuro numa lógica de médio prazo. Então aquele documento para a década foi mandado às urtigas? E o que estava no Programa do PS, e depois no do Governo, não era numa lógica de médio e até de longo prazo? Já não se percebe nada!

- A Cultura (será as pessoas que vieram para a rua e se manifestaram e continuam a manifestar?) devia pedir mais do que 1% diz a governante. E pediram e pedem, Senhora Ministra: no mínimo 1%, é o que dizem em termos orçamentais. E nunca pediram apenas isso, pedem isso mesmo que a Senhora Ministra diz que vai começar. E vão até mais longe, querem um PLANO NACIONAL PARA A CULTURA concreto, com objetivos e estratégias claras, quantificadas,  sim senhor, em linha com o que o Ministro Mariano Gago fez para a Ciência. E como ele percebia a importância da cultura para a ciência ! 

- Portanto é oficial, e que bom, estão a ser resolvidas situações que utilizando as palavras da Senhora Ministra «tinham ficado fora do concurso». Mas tem que se tornar público como é que isso se processou, e está a processar, e quem são exactamente as estrutura abrangidas, e ...  Se bem se percebe, contrariamente ao que o Governo nunca quis assumir, os júris, afinal, deviam ser questionados ....E aqueles que embora não tenham «ficado fora do concurso» mas viram os seus financiamentos drasticamente reduzidos ( e estamos a lembrar-nos, por exemplo, de Almada) também já viram a sua situação revista?
- Relativamente à Plataforma, não são apenas «melhorias» ao que existe, a«CULTURA» pedia/pede uma mudança de conceito, das candidaturas aos relatórios ...
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E ficamos por aqui. Hoje. 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

TRABALHADORES DO CENTRO CULTURAL DE BELÉM VÃO ESTAR EM GREVE

Leia aqui na TSF

Um excerto:

 «(...)
André Albuquerque, do Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA - STE) revela as principais exigências dos funcionários: "A revisão total da tabela salarial e do plano de carreiras, aumentos salariais [que não acontecem desde 2011], negociação do Acordo de Empresa e a contratação de mais pessoal."
Outras reivindicações são o elevado número de horas extraordinárias e as diferenças salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções, com base na alegada distribuição arbitrária do Conselho de Administração. (...)».


sábado, 6 de abril de 2019

«Caixa Invest Cultura Criativa»



Desde logo, uma primeira aproximação à iniciativa da imagem através da comunicação social. Assim, via plataforma SAPO:

CGD assina protocolo com FEI para financiamento das áreas criativas e de cultura.Depois (encontrar um método para se entrar nestas coisas é sempre avisado), sigamos para o site da Caixa Geral de Depósitos, e é de lá a imagem acima a que está associado o seguinte:


E no site da CGD  podem ver-se as condições para a LINHA DE CRÉDITO.

.

.    .


O que ocorre após uma leitura rápida: à cabeça, tudo o que beneficie a cultura e as artes é de saudar; e a nosso ver fica bem à CGD distingui-las; e uma nota, que pretende ser divertida, aquele  titulo da linha de crédito parece bem «criativo» - (começando, está em que lingua?).
Mas certamente que muitas pessoas haverá que gostariam de ter um estudo que fundamentasse o protocolo, onde nomeadamente nos mostrassem o potencial universo de interessados, que relacionassem esta com linhas de crédito anteriores comparáveis, que ...
E uma pergunta recorrente: em termos da Administração Pública, QUEM TRATA DAS DESIGNADAS INDÚSTRIAS CRIATIVAS (OU EDUIVALENTE) EM PORTUGAL? E, por exemplo, qual a linha que as separa do SERVIÇO PÚBLICO EM CULTURA... Para não irmos mais longe, na  vizinha Espanha, do que se pode saber pela internet no Ministério da Cultura e Desporto:

 
Ora aqui está um assunto a que certamente se voltará.