sexta-feira, 9 de agosto de 2019

ZECA AFONSO | à atenção da Senhora Ministra da Cultura


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Senhora Ministra da Cultura, não desista, continue em busca dos «masters», mas inspirando-nos no que se ouviu no 10 de junho  de 2019 -"Deem-nos qualquer coisa em que acreditar" -, com as devidas adaptações: dê-nos, diga-nos, alguma coisa institucional que esteja à altura do que  Zeca Afonso representa para tantos de nós. Pare com essa abordagem burocrática.  Estejamos ao nível  do momento e da figura  Zeca Afonso  com ou sem «masters». Pare com os «mas» ou acompanhe-os com algo que os anule. Uma sugestão: como tanto apadrinha o Plano Nacional das Artes, inclua nele uma «iniciativa Zeca Afonso»! Entretanto, olhe à volta, e veja, por exemplo:


FOI APROVADA EM  SESSAÃO PLENÁRIA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA



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Leia aqui, no Público





quarta-feira, 7 de agosto de 2019

PARTIDO SOCIALISTA | O QUE É FEITO DOS PROGRAMAS ELEITORAIS PARA A CULTURA COM QUE NOS TINHA HABITUADO?



Excerto  do Programa Eleitoral 2019 do PS



Concordando-se ou discordando-se, em regra, o PS, pelo menos desde os Estados Gerais de 1995, apresentou Programas Eleitorais para a Cultura bem estruturados. Claros, exigentes no conteúdo e na forma.  Se os cumpriu já é outra coisa! Pois bem, o que nos é dado ler no presente para 2019 é uma tristeza. É um rol de «coisas» sem lhe vermos o sentido estratégico, sem hierarquias, repetitivo, onde se põe em igualdade a grande iniciativa com o pequeno acto «eleitoralista» direcionado a eleitores precisos. Confunde designios com a espuma dos dias. Ignora o que passa à volta: sejam as Recomendações vindas do Parlamento, ou o que se grita na rua! É um Programa confuso que ambiciona prometer, prometer,  tudo a todos, não percebendo que ao enveredar por aí acaba por não responder ao essencial e leva até que não se perceba o que quer dizer. O recorte da imagem acima pode ser tomado como uma boa ilustração. Por exemplo, alguém percebe o que está sublinhado? Porque não se associa ao 1% do Orçamento do Estado para o Ministério da Cultura? E já agora, como não temos de ser especialistas fomos à internet à procura de saber o que é «despesa discricionária», o que encontramos:
«As despesas discricionárias, também chamadas de custeio e investimento, são as despesas que o governo pode ou não executar, de acordo com a previsão de receitas. É sobre as despesas discricionárias que recai os cortes realizados no orçamento quando cai a previsão de receitas arrecadadas para o ano».Tenham dó!
E aquela das diferentes áreas culturais e indústrias culturais: desde logo,quais as competências do Ministério da Cultura e dos demais, e quem tem a «tutela» das indústrias culturais? E porque não referem o óbvio: vão ou não reformular o SISTEMA DE FINANCIAMENTO ÁS ARTES, vão ou não refundar a DIREÇÃO-GERAL DAS ARTES? Vão ou não explicitar o que lhe compete e o que é do Plano Nacional das Artes? E se querem entrar pelo imediato: como vão resolver a situação do Diretor-Geral da DGARTES que já ultrapassou há muito o tempo permitido em regime de substituição? Querem ver que a legislação existente também não é para «levar à letra». E ainda decorrente do recorte acima: tanto quanto se sabe a Conta Satélite já está implementada, se não se desenvolveu é porque não há dados e informação preparada para a alimentar. É só ver o que se passa com o Sistema de Informação da DGARTES.
Resumindo, o Programa Eleitoral para a Cultura do Partido Socialista revela o desastre que foi a legislatura que agora acaba na esfera da cultura e das artes e, mais grave, não augura  o futuro de que precisamos ...



sábado, 3 de agosto de 2019

CONTINUAMOS A SABER PELA COMUNICAÇÃO SOCIAL QUE O MINISTÉRIO DA CULTURA ANDA A ATIVAR SUBSIDIOS EXTRAORDINÁRIOS E AINDA BEM MAS HÁ QUE SABER MAIS




Ao vermos a notícia no Porto Canal a que se refere a imagem interrogamo-nos: como é aquilo possível ? Em particular, como é possível um Governante vir dizer o que diz quando está a decorrer um concurso? E por hipótese, e se os Projetos dos Agentes que a Ministra diz ter «subsidiado» extraordinariamente até aos concursos, entretanto abertos, não vierem a ser contemplados, nomeadamente com os orçamentos disponíveis? Voltam a ser financiados extraordinariamente? Aumentam-se os Orçamentos? E os Projetos dos quai foi dito publicamente que vão ser reforçados por se considerar que os resultados dos concursos não foram justos - ex. Companhia de Teatro de Almada - e que são quadrienais como se resolve a situação?

Resumindo, qual o SISTEMA DE FINANCIAMENTO ÀS ARTES NESTE MOMENTO? 

Para se perceber melhor o que acabou de se escrever revisitem-se posts anteriores:





«Se é artista interprete ou executante, o Tratado de Pequim é importante para si»




Entretanto,

Veja aqui

quarta-feira, 31 de julho de 2019

«ESPÓLIOS»


LEIA AQUI

Mais um caso (lembram-se do não muito distante caso  Cornucópia?) para nos alertar de que é fundamental ter uma política pública para defender e rendibilizar estes patrimónios ... Mas quem nos ouvirá !



segunda-feira, 29 de julho de 2019

GILLES LIPOVETSKY |«Agradar e Tocar / Ensaio Sobre a Sociedade da Sedução»



Sinopse


«O desejo de agradar e os comportamentos sedutores parecem intemporais, uma vez que as espécies se reproduzem sexualmente. No entanto, a hipermodernidade liberal marca uma rutura importante nessa história milenar, uma vez que impõe às nossas sociedades a generalização do ethos sedutor e a supremacia dos seus mecanismos.
As palavras de ordem não são restringir, ordenar, disciplinar, reprimir, mas sim «agradar e tocar».
A economia consumista oferece diariamente anúncios atrativos que são dominados pelo imperativo de captar o desejo, a atenção e os afetos; o modelo educativo é elaborado para assentar na compreensão, no prazer, na escuta relacional; na esfera política, longe vão os tempos da convicção no poder da propaganda uma vez que se impõe a sedução por formas de comunicar através da imagem, completando a dinâmica de secularização da autoridade do poder. A sedução tornou-se a figura suprema do poder nas sociedades democráticas liberais». Saiba mais.

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Sobre a obra veja  aqui.




sábado, 27 de julho de 2019

CONTA SATÉLITE QUE ESTÁ A FAZER O SEU CAMINHO



«O Instituto Nacional de Estatística (INE) e a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) divulgaram os resultados da terceira edição da Conta Satélite da Economia Social (CSES), relativa ao ano 2016. O projeto foi desenvolvido pelo INE em parceria com a CASES, no âmbito de um protocolo de colaboração entre estas entidades.
Com esta nova edição da CSES, disponibiliza-se informação estatística mais atualizada para uma avaliação exaustiva da dimensão económica e das principais características da Economia Social (ES) em Portugal. As duas edições anteriores da CSES foram relativas aos anos de 2013 e 2010.
Resumo
Em 2016, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) da Economia Social representou 3,0% do VAB da economia, tendo aumentado 14,6%, em termos nominais, face a 2013. Este crescimento foi superior ao observado no conjunto da economia (8,3%), no mesmo período.
A Economia Social representou 5,3% das remunerações e do emprego total e 6,1% do emprego remunerado da economia nacional. Face a 2013, as remunerações e o emprego total da Economia Social aumentaram, respetivamente, 8,8% e 8,5%, evidenciando maior dinamismo que o total da economia (7,3% e 5,8%, respetivamente).
Por grupos de entidades da Economia Social, as Associações com fins altruísticos evidenciavam-se em número de entidades (92,9%), VAB (60,1%), Remunerações (61,9%) e Emprego remunerado (64,6%)».

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E a Conta Satélite da Cultura, em que ponto estamos ?