quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA |«O Futuro já era» |TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | 1 a 24 MAR.2024 | ALMADA

 

 

«O futuro já era consiste num manifesto de fúria, fuga e revolta individual. É-nos contada a história de quatro jovens criados em agregados familiares altamente instáveis, numa das regiões mais degradadas de Inglaterra: o Noroeste desindustrializado. Rochdale é uma cidade sem esperança, em que a pobreza, a violência e o abuso fazem parte da vida quotidiana — um lugar onde as crianças têm de crescer demasiado depressa. Os únicos aspectos comuns a Don (uma rebelde obcecada pelas artes marciais), Peter (um rapaz polaco traumatizado), Karen (uma rapariga albina) e Hannah (uma órfã de Liverpool) são o ódio à realidade em que vivem, o amor pelo ‘GRIME’ (o estilo musical que substituiu o ‘punk’ como música dos revoltados e marginalizados), e a determinação em vingarem-se dos responsáveis pela sua miséria. A sua sede de vingança leva-os a Londres, onde se deparam com grupos de conservadores degenerados, com teóricos da conspiração, com programadores vacilantes entre a megalomania e a impotência, com agentes secretos cínicos, com corretores da bolsa chineses, com algoritmos que desenvolveram uma vida própria, e com vários perdedores que passam os dias a reviver o seu próprio passado patético, através da realidade virtual. O que começara como um grupo em busca de sucesso, transforma-se numa família improvisada, quando os quatro jovens tentam, debalde, criar um lar para si próprios numa fábrica abandonada na periferia da cidade.

O futuro já era baseia-se no romance GRM – Brainfuck, de Sibylle Berg, uma das mais renomadas escritoras suíças da actualidade, que venceu o Prémio para Melhor Livro Suíço 2019 e o Grand Prix de Literature em 2020. Pelo conjunto da sua obra, Berg viu ser-lhe atribuído também em 2020 o Prémio Bertolt Brecht». Saiba mais.

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E lembremos as CONVERSAS

 

VAI ACONTECER |«Summit of the Future»| 22-23 SETEMBRO 2024

 

 
 e a propósito:
 

De lá destaquemos:
 
«(...) Concerns have arisen regarding the published Zero Draft of the Pact for the Future ahead of the UN Summit of the Future, lacking the mention of culture largely in contrast with our campaign’s objectives. Despite widespread acknowledgment of culture’s significance, the initial draft fails to adequately address its importance, potentially perpetuating conventional approaches and impeding progress. Read our dedicated update to gain deeper insights into the issue.
In the coming years, the integration of a stand-alone culture goal into the global agenda remains a main objective. The central challenge lies not in debating “if” but in clarifying precisely “how” the culture goal will look like. In hindsight the absence of culture on the global agenda was, in part, a consequence of the perception that cultural actors operated in isolation. However, our efforts have fundamentally transformed this narrative. United for a common cause, we can contribute more effectively to the future developments of global policies, giving to the cultural dimension the stage it deserves».
 
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E do Draft existente, sobre a Juventude:

«(...) 4. Youth and Future Generations

103. We recognize that young persons will live with the consequences of our actions and our inaction. We welcome the important contributions of young persons and children as critical agents of change in promoting sustainable development, human rights and peace and security. We applaud their commitment and contribution to, inter alia, climate action, gender equality, social justice, humanitarian action, innovation, intergenerational justice, the promotion of culture and inclusion. We reaffirm the importance of the Convention on the Rights of the Child and we also reaffirm that the 2030 Agenda remains our commitment to the children and youth of today, so that they may achieve their full human potential.
104. We recognize that generating decent work and quality employment for young persons is one of the biggest challenges that needs to be tackled. We therefore emphasize that investment in universal, accessible, quality and inclusive education, at all levels, and professional training, both formal and non-formal, is the most important investment that States can make to ensure the immediate and long-term development of youth. (...)». Continue aqui na pg. 14.

 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

NO TEATRO DA RAINHA |« ÀS DUAS HORAS DA MANHû, DE FALK RICHTER |«Esta é uma peça contra as virtudes badaladas do progresso sem fim em que andamos metidos narrativamente, pelo menos desde o início do consumo em massa, da sociedade do espectáculo e do consumo de massas. Opta por estar na contracorrente. Sobe o rio a caminho da nascente. É o incómodo total, nenhuma corrente a favor. É uma experiência radical na forma, mesmo sem um corte absoluto com a tradição, antes a cavalo nela»

 

 
 
Recebemos o Convite acima, e com gosto divulgamos o espetáculo em linha com o que temos feito. E apetece-nos lembrar a quem tem obrigação de «ir ao teatro», nomeadamente pela ligação à comunicação social, que há TEATRO fora de Lisboa e Porto ... É verdade, também cobrem  mais uns poucos. A crise nos «média» não explicará tudo ... Muitas vezes nos interrogamos: qual será o critério?
 
 

 UM ARQUIPÉLAGO DE MONÓLOGOS

«Porquê este título, Às duas horas da manhã, pergunto ao Richter. Como não reage, tento respostas. Porque é a essa hora em que, acordados fora de horas, as agruras se tentam pensamento. Ou talvez não. Morre-se de insónia? Talvez, porque o sono é mais propício ao pensamento, esse que habita os sonhos. As vozes que povoam esta peça sonham? Sonham um pesadelo constante e parecido, o que vem de uma frustração que funde profissão e vida.
As experiências que nos são relatadas – nos diversos registos há naturezas formais diferentes – são todas elas pesadas. Ninguém acede à sua própria individualidade – o contrário daquela do “sê tu mesmo” – porque o exercício da profissão que todos exercem ou exerceram, num quadro de compulsão laboral permanente e obrigatoriamente “exaltante”, leva ao apagamento do próprio desejo, numa colonização do ser pelos valores de mercado e pelas operacionalidades empresariais. O sujeito extingue-se na sua entrega à competição e ao lucro, à velocidade digital, ao seu aprisionamento pelo ecrã e pela ditadura das imposições informáticas da chamada inteligência artificial, sistema que colhe dados para, na soma, gerar respostas mecânicas, não sensíveis, impostas como verdades absolutas.
Esta é uma peça contra as virtudes badaladas do progresso sem fim em que andamos metidos narrativamente, pelo menos desde o início do consumo em massa, da sociedade do espectáculo e do consumo de massas. Opta por estar na contracorrente. Sobe o rio a caminho da nascente. É o incómodo total, nenhuma corrente a favor. É uma experiência radical na forma, mesmo sem um corte absoluto com a tradição, antes a cavalo nela. Um texto que aposta num devir cénico sem receita e que revisita formas monologadas reconhecíveis — a primeira cena — e outras, a terceira e a entrevista de emprego, logo a seguir, que são “teatros” que não fogem à convenção, antes as usando. Mas os discursos ganham outras formas e a presença do autor está por toda a parte.
Não há teses neste teatro, há indagações em devir, reflect/acção, um caminhar possível para a introspecção que se faz análise, um bruto dos dados a associar para ensaiar como as palavras se ordenam enquanto compreensão através do jogo e da fala, actos físicos íntegros, complementares e integrados. O autor também se despe, nada vela, nem as memórias familiares íntimas.
Estamos perante uma obra assumida como sendo de autor cénico — encenador, actor, músico, coreógrafo —, isto é, aquele que faz do palco e da tridimensionalidade a página dos seus actos de escrita numa perspectiva multidisciplinar e interdisciplinar — há canções isoladas e momentos disciplinares, cenas dançadas como superação dos limites da linguagem falada, limites esses expostos numa referência à sua exaustão, ao uso inevitável e às suas limitações para se dizer o que se sente.
O espectáculo que esta partitura dramática estimular não será, no entanto, pós-dramático, naquele sentido do enterro do teatro como peça de teatro. E se as dimensões narrativa e lírica e as interdisciplinaridades concretas, a estrutura e as tecnologias usadas reclamam uma liberdade da cena a sobrepor-se ao drama escrito, na verdade, a estrutura — cenas autónomas que falam umas com as outras como se fossem monólogos contrapostos (Sarrazac di-lo a propósito de Koltès) — a dimensão dramática das cenas, a intensidade dramática dos conflitos, estão lá claramente: tanto no conflito interior, como no desejo de encontro com um outro e que é falhado. É um teatro do mal-estar civilizacional que aqui encontramos, pois Richter põe radicalmente em causa o nosso modo de vida, este suicídio progressivo, ritmado em velocidade stressante pelo sucesso da carreira, em direcção a um nada interior que é, como sabemos, também uma catástrofe natural e planetária».
Fernando Mora Ramos. Saiba mais.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

«Projecto de investigação, FANGA é um tríptico de perfinst (“FANGA I”, “FANGA II” e “FANGA III”) ao serviço do romance homónimo de Alves Redol, um dos ápices da literatura neo-realista portuguesa, que se inspira também nas gravuras com que Manuel Ribeiro de Pavia ilustrou a edição da obra de 1948. FANGA enaltece a força do exemplo, a consciencialização política, a dignidade popular, a solidariedade laboral, também o respeito pelo ambiente que Manuel Caixinha e companheiros protagonizam, numa obra que ecoa temáticas como as violências doméstica e de género, o assédio sexual, a exploração de classes, a pobreza, a iliteracia, entre outras, desafortunadamente ainda tão presentes nas sociedades mundiais contemporâneas»

 


APRESENTAÇÃO

Projecto de investigação, FANGA é um tríptico de perfinst (“FANGA I”, “FANGA II” e “FANGA III”) ao serviço do romance homónimo de Alves Redol, um dos ápices da literatura neo-realista portuguesa, que se inspira também nas gravuras com que Manuel Ribeiro de Pavia ilustrou a edição da obra de 1948. FANGA enaltece a força do exemplo, a consciencialização política, a dignidade popular, a solidariedade laboral, também o respeito pelo ambiente que Manuel Caixinha e companheiros protagonizam, numa obra que ecoa temáticas como as violências doméstica e de género, o assédio sexual, a exploração de classes, a pobreza, a iliteracia, entre outras, desafortunadamente ainda tão presentes nas sociedades mundiais contemporâneas.

“FANGA III” é uma leitura duracional de quatro horas por dia à razão de três dias por semana que investe nas obras originais de Redol e Pavia mas também na herança das suas gémeas “FANGA I” e “FANGA II“. O mesmo espaço do Gabinete Curiosidades Karnart em que decorreu “FANGA I”, acolhe entradas e saídas de visitantes que a qualquer momento desfrutam de um incessante e contínuo vaivém de trabalho plástico-performativo às mãos de uma intérprete-manipuladora, Valentina Parravicini, que constrói e instala, desconstrói e arruma objectos rurais, artesanais, naturais, sempre ditos com alma, numa vertigem acompanhada por criações fílmicas que se projectam não só mas também por via de técnicas de mapeamento vídeo. A anfitriã-bailarina, que solitariamente ocupa o tempo e a cena, resume e concentra ensinamentos e experiências das versões anteriores de FANGA, em cujas matrizes “FANGA III” ancora de forma determinante.

Saiba mais 

 

 

sábado, 24 de fevereiro de 2024

PORQUE É URGENTE ! | voltamos a lembrar: «O Movimento Outra Política para a Cultura vai estar na rua no dia 26 de Fevereiro, pelas 18H, em frente à Assembleia da República»

 

 

 

«O Movimento Outra Política para a Cultura vai estar na rua no dia 26 de Fevereiro, pelas 18H, em frente à Assembleia da República.

Porque é urgente colocar as questões da arte e da cultura no debate político. Porque é urgente construir uma política para a cultura que dê condições de trabalho aos profissionais e oportunidades de criação e fruição por parte das populações». Saiba mais.

 

 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

ARTUR JORGE | «Ora, além do interesse pela literatura e pela filosofia, e pela arte em geral, o que pouca gente sabe é que o homem escrevia poesia»

 

ARTUR JORGE acaba de nos deixar.

Curiosamente, embora tenha sido o futebol (de que por aqui se gosta) que o tornou uma figura conhecida,  ao sabermos da triste noticia, a primeira coisa de que nos lembrámos foi do «Vértice da água», e do seu gosto pela artes plásticas de que ainda recentemente nos tinham falado. Como se vê pelas imagens  estamos acompanhados.

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Outro «pormenor»:

 
De lá: «Um homem bom, que respirava futebol e esteve sempre do lado das causas certas. Descanse em paz Artur Jorge, obrigado pelas coisas bonitas». E muitos se lembrarão da sua expressão «coisas bonitas» ...
 
 

EXPOSIÇÃO | «Identidades Partilhadas» | NO MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

 

 
 
 
 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

«ÉVORA» | e quem a «inundou de cultura» | REVISITAR TEXTO DE ABÍLIO FERNANDES PRODUZIDO NO ÂMBITO DO SEMINÁRIO «ORGANIZAÇÕES, CULTURA & ARTES»| RIQUEZA A NÃO DESPERDIÇAR

 



«ÉVORA» destaca-se na informação que nos tem chegado nos últimos tempos:  desde logo porque vai ser Capital Europeia da Cultura; depois é o Cendrev é dizer-nos da sua atividade;  a CDU que tem uma jovem como cabeça de lista às Eleições em curso; é o Ministro da Cultura que foi a Évora e de lá como se pode ler, por exemplo, no jornal Público, diz-nos que «recusa aumentar polémica sobre quadro de Domingos Sequeira _ Adão e Silva remeteu a possível compra de Descida da Cruz para a comissão de aquisição de obras de arte. No domingo, o ICOM exigira respostas ao Governo sobre a saída da obra» - veja o post anterior. ... E tudo isto nos leva a olhar de forma mais demorada para ÉVORA em contexto cultural, nos dias mais recentes, e assim germina o que registamos neste post ...

De facto, como certamente se passa com outros, todos os dias nos chega informação sobre o que vai acontecendo por esse País fora na esfera da cultura e das artes. Para isso, é só constituirmos a «nossa rede» de alertas. Umas vezes reparamos no que nos chega, outras nem tanto - o tempo não chega para tudo. Mas foi nesta rotina que paramos na noticia acima «CENDREV levou 16.000 pessoas ao Emblemático Teatro Garcia de Resende, em Évora, em 2023» . Rastilho que nos levou a deambular pelo seu site . Com alguma nostalgia (mas cheia de futuro), confessemos, é que no Elitário Para Todos há quem tenha acompanhado a vida daquele Projeto desde o momento em que Mário Barradas logo a seguir ao 25 de Abril rumou a Évora (e no bolso apenas o dinheiro que o Norberto Ávila tinha adiantado - e quem sabe disso?). Certamente que na memória de muitos palavras e ações - autênticos programas -  que se foram desenvolvendo ao longo dos anos e que continuam a estar presentes: Teatro Garcia de Resende; Centro Cultural de Évora;   descentralização teatral; companhia de teatro profissional; Teatro amador; Bonecos de Santo Aleixo; Escola de Formação Teatral;  Unidade para a infância;  revista Adágio; Évora Capital Nacional de Teatro; BIME; Centro Regional das Artes do Espectáculo; Serviço Público de Teatro (ah, quando Mário Barradas falou pela primeira vez do conceito, o espanto) ...  Estudar o Centro Cultural de Évora/Centro Dramático de Évora, é conhecer um bom pedaço, e de qualidade, que nos chegou a partir do 25 de ABRIL. Uma boa iniciativa para, a nosso ver, se comemorar os 50 ANOS DE ABRIL. E a iniciativa devia ser, mais uma vez, na nossa avaliação, INSTITUCIONAL - como serviço público a garantir, além dos «procedimentos concursais». Naturalmente ... Talvez a DGARTES e a COMISSÃO ainda possam enriquecer a sua «parceria» - quem sabe!    


Veja aqui

É de perder a paciência, tem de haver VIDA para além dos CONCURSOS! Neste particular a intervenção estatal não se pode esgotar numa CENTRAL DE APOIOS! Até se podia discutir isto na esfera das COMEMORAÇÕES ... ao mesmo tempo que se fazia um balanço do percurso de abril. E uma vez mais até se pode/deve discutir na Campanha Eleitoral. Não desistimos!

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E foi neste ambiente que nos lembrámos do que Abílio Fernandes  - é a MEMÓRIA, como riqueza, que tanto prezamos e que tanta falta faz  - a que nos referimos em post anterior:ABÍLIO FERNANDES | QUE BELAS E MERECIDAS PALAVRAS A PROPÓSITO DO SEU DOUTORAMENTO HONORIS CAUSA PELA UNIVERSIDADE DE ÉVORA| «Inundou» a cidade de cultura | E LEMBRAMOS A SUA PARTICIPAÇÃO NO SEMINÁRIO «ORGANIZAÇÕES, CULTURA & ARTES». E aqui chegados, mais palavras para quê? Nada se pode sobrepor à reprodução do texto, e por isso o fazemos a seguir:



 

«Carta pública ao Ministro da Cultura e à Secretária de Estado da Cultura, solicitando esclarecimentos a propósito da obra Descida da Cruz de Domingos Sequeira»

 

 

Leia aqui

 

 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

BOAS NOTÍCIAS | «Portal Félix» | NA CINEMATECA PORTUGUESA | E ATÉ PODE SER PRETEXO PARA SE DEBATER CULTURA NA CAMPANHA ELEITORAL EM CURSO

 

 

«O Portal Félix é o ponto de acesso centralizado aos dados sobre o património cinematográfico português a cargo da Cinemateca. Dirigido tanto a investigadores como a qualquer público interessado, o Portal Félix dá acesso livre, sem limites de tempo ou de espaço, aos conteúdos informativos nele disponibilizados, designadamente:

  1. Produção filmográfica portuguesa (nesta data, informação sistemática e validada referente ao período 1896-1975);
  2. Catálogos:
    • imagens em movimento;
    • bibliografia;
    • iconografia (imagem fixa);
    • documentação de arquivo;
    • aparelhos e objetos (disponibilização em breve);
  3. Histórico de exibições (ciclos e sessões) da Cinemateca (nesta data, dados parciais);
  4. Estreias em Portugal (nesta data, informação relativa ao período 1918-2020). 

 Descubra e explore Filmes, Pessoas, Eventos, e os diversos documentos ou recursos informativos a eles associados. (...)». Continue a ler.

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Pois é, aqui temos a VALORIZAÇÃO DA MEMÓRIA. Coisa idêntica é de exigir para as Artes em geral.  «PALCOS» era um projeto desenvolvido pelos organismos que antecederam a atual DGARTES onde muito se investiu com verbas nacionais e comunitárias e que, a nosso ver,  tem de ser recuperado. O conceito era o de um verdadeiro PORTAL a construir por todos os intervenientes ... Na origem. Funcional e atrativo. E hoje para o efeito tecnologia não nos falta ... Muito tem acontecido, muitas «bases de dados» criadas, como se não tivesse havido passado - todos fazem a sua, ignorando as demais.  Mas falta «a tal» ... Isto é, sistema de informação global e integrado em tempo real, a permitir processos de trabalho de excelência. Por exemplo, a substituir  os já anacrónicos «procedimentos concursais» atuais. E se bem lemos, na presente CAMPANHA ELEITORAL todos apontam que é necessário modernizar a ADMINISTRAÇÃO ... Se a CULTURA não estivesse ausente dos Debates certamente que teriam de concluir que há que refundar ORGANISMOS CULTURAIS começando por criar um MINISTÉRIO DA CULTURA digno desse nome. 
Tentando ilustrar, se temos o PORTAL DAS FINANÇAS que nos «dá tudo» por que não ter o PORTAL DAS ARTES equivalente? Comecemos por fazer o inventário do que se fez e do que existe, necessariamente. Ah, parabéns à CINEMATECA! Sem alarde, Serviço Público razão de ser das ORGANIZAÇÕES ESTATAIS.