terça-feira, 27 de junho de 2017

PEDAÇOS DE UM COLÓQUIO (1) | Da reduzida participação à verdadeira discussão pública

Veja aqui

O Colóquio da imagem terminou há pouco, e o Elitário Para Todos esteve presente, e mais do que fazermos aqui uma sintese vamos pelo tempo que for necessário esmiuçar  o que aconteceu e a pretexto, caso se proporcione, acrescentar, quem sabe, umas ideias, ou factos.  Vamos lá a isso, e sem nenhuma ordem especial, comecemos por dizer: pouca afluência. Há uns anos seria diferente, ouviu-se. Causas: já não acreditam nos politicos; desistiram; emigraram; migraram para outras profissões; fecharam, ... Pois se o melhor de nós todos fechou!, ouviu-se vindo de Coimbra. Foi também de Coimbra mais reflexão clara e esclarecida em torno de «VERGONHA», «EMERGÊNCIA», «PREOCUPAÇÃO ADICIONAL». De memória, por exemplo: vergonha pela  % do Orçamento do Estado que vai para a Cultura; o estado de emergência em que se encontram os que sobreviveram; como não se pode estar preocupado se até hoje em torno da mudança nos apoios não houve um debatae sério mas sim ações de propaganda! E falou-se na Associação «criada pelo Ministério» - Performat -, pois que certamente de quem dela faz parte, veja-se «os Nacionais», tiveram que pedir autorização superior para isso ... A indignação sobre estes apoios extraordinários era patente  levando à estupefação.Não é reforço nenhum, porque exigem mais atividade! E será legal? No debate e pelos corredores: e os deputados não podem fazer nada! E soube-se que há agentes que foram avisados e outros, não. Da DGARTES dizem que lhes disseram que saíu no Diário da República ..., como se cada agente tivesse de ter alguém para todos os dias consultar o Diário da República. Como se a DGARTES não existisse também para isso, e não tivesse que ter comportamento idêntico para todos nestes procedimentos.
E terminemos assim: como junho está a chegar ao fim, em particular sobre a mudança do sistema dos apoios esperam pela VERDADEIRA DISCUSSÃO PÚBLICA.
Continua ...

segunda-feira, 26 de junho de 2017

“Este Governo está praticamente há dois anos em exercício e ainda não disse aos criadores nem ao país qual é a política teatral que prevê para o futuro»



 
Leia online


Excerto do artigo:«Começou com um murro na mesa. Sem estrondo, mas ainda assim com um murro, um claro protesto de Rodrigo Francisco, director artístico do Festival de Almada, relativamente ao financiamento que o evento e a estrutura que o põe de pé (a Companhia de Teatro de Almada) recebem do Estado. Na conferência de imprensa de apresentação do 34.º Festival de Almada, as primeiras palavras foram, por isso, não para a programação, mas para o facto de a companhia ter actualmente “o mesmo financiamento que em 1997” e de trabalhar “com um orçamento de troika quando a troika já saiu do país há três anos”.

Dispondo para o festival de um financiamento total de 820 mil euros, dos quais 200 mil são assegurados pelo Ministério da Cultura, via Direcção-Geral das Artes – o restante fica a cargo da Câmara de Almada e das parceiras e receitas do festival –, Rodrigo Francisco assume, conforme diz ao PÚBLICO, “um discurso contra-corrente, tendo em conta a euforia que vivemos por via do Europeu [de Futebol], do Festival da Canção e da recuperação económica”. “Este Governo”, volta a apontar o dedo acusador, “está praticamente há dois anos em exercício e ainda não disse aos criadores nem ao país qual é a política teatral que prevê para o futuro": "O único acto visível do ponto de vista teatral deste ministro da Cultura foi ir ao velório de uma companhia [Teatro da Cornucópia] que acabava de extinguir-se.”

Com mais de metade das assinaturas – que dão acesso aos 26 espectáculos de sala – vendidas ainda antes do anúncio público da programação, Rodrigo Francisco apela a uma maior participação do Estado para que “não se assista à degradação do Festival de Almada”. “Não estou disposto a tornar o grande festival que alcançámos no final dos 90 num evento de dimensão local – e o Estado não está a corresponder a esse esforço. Não chega vir alguém às sessões de abertura fazer um discurso bonito, dizer-nos que estamos a fazer um óptimo trabalho e dar-nos os parabéns. É preciso agir em conformidade.” (…)». Continue a ler.




«JUNTOS POR TODOS»


domingo, 25 de junho de 2017

PROGRAMAÇÃO DO 34.º FESTIVAL DE ALMADA DISPONÍVEL | Na apresentação Teatro cheio!



Veja a Programação aqui

Quem esteve lá no Teatro Municipal Joaquim Benite reparou:  sala cheia!,  e não era para ver um espectáculo mas para se informarem sobre os espectáculos que poderão ver no FESTIVAL. Depois, cá fora,  já se encontravam pessoas em pequenos grupos a  assinalarem nos seus Programas o que escolhiam para assistir.O fenómeno Teatro em Almada não caiu do céu: deve-se à capacidade da Companhia, ao talento e sabedoria de quem a fez e faz - claro, à grandeza do saudoso Joaquim Benite que via longe, até na forma como nos deixou sucessor natural,  Rodrigo Francisco; deve-se ao esforço continuado da Câmara Municipal de Almada na cultura e  nas artes (3% do orçamento da Câmara, pode ler-se no Boletim CUL distribuido na rua à porta do Teatro pelos Trabalhadores da Cultura de Almada do PCP). O Presidente Joaquim Judas diz que não é fácil a manutenção  deste investimento tão forte, só possível por opções claras sobre o papel da cultura, mas que é para continuar. Isto é o que se apelida de intervenção estruturante. Ou seja, estratégica, de futuro. É verdade,  o Estado através da Administração Central também tem subvencionado, mas nos últimos anos já todos sabemos o desastre que tem sido a politica de SERVIÇO PÚBLICO  através do agora Ministério da Cultura: o montante atribuido ao festival é o mesmo de 1997,  e o Diretor da Companhia sublinhou-o.  E isso não pode ser pretexto para «humor» nem para se afirmar que é estruturante a atual intervenção da DGARTES. Não é, e assim se contraria o que também lá foi dito  pela representante do Central, e que foi notado. Serão palavras que não passam de notas de rodapé (embora representante institucional tenha de medir o que diz em público) quando o essencial aí está: o 34.º Festival de Teatro de Almada!





 Por fim, como já o temos dito noutras ocasiões, estudar e explorar o que se passa em Almada na esfera da Cultura e das Artes é incontornável quando se está a reflectir o sistema de apoio às artes.


 

sábado, 24 de junho de 2017

«Memória», para os investigadores e para todos

Leia aqui, no site do Instituto Camões


«Disponível Catálogo em Linha dos Fundos Arquivísticos do Camões, I.P.

Com a implementação do projeto Arquivo Digital Camões, I.P., integrado no Programa Simplex +, é agora possível consultar o valioso acervo documental e informativo deste Instituto à distância de um clique» - é destaque  no site do Instituto Camões.
 A notícia como se pode avaliar pela leitura do artigo da imagem é, a nosso ver, estimulante, e pode/deve funcionar para benchmarking, ou seja, como «boa prática» com que se pode aprender. De facto, algo parecido tem de acontecer  para o arquivo da DGARTES - o mesmo que dizer para ela e para os organismos que a antecederam -, como tantas vezes já o temos dito aqui no Em Cada rosto Igualdade,  e eventualmente para outros organismos do Ministério da Cultura. O que será feito de Projetos, que foram públicos,  que visavam isso mesmo? Isto é, organizar e dar visibilidade a «memória» institucional na esfera das artes. Já se imaginou o que será encontrar documentos que tiveram a intervenção de pessoas como estas: João de Freitas Branco, David Mourão-Ferreira, Helder Macedo, Lima de Freitas, Fernando Calhau, Julião Sarmento, Lisa Santos Silva, João Vieira, Mário Barradas, Teresa Santa Clara Gomes, Teresa Patrício Gouveia, Rui Vieira Nery, Eduardo Prado Coelho, Correia Jesuíno, Romeu Pinto da Silva... Ver como decidiram,  e como está fundamentada a sua decisão ou como fundamentaram a de outros. É um trabalho imprescindível para se conhecerem as Politicas Públicas, ao longo dos anos,  nos diferentes domínios: Teatro, Música, Dança, Artes Plásticas, Equipamentos, Animação Cultural; Centros Culturais; ... Por aí fora! Por exemplo, em muito do que se vai ouvindo e lendo do trabalho em curso para alteração dos sistema de apoios às artes é notória a falta de passado. 
E não há volta a dar-lhe, também para isso há que refundar, reinventar, reestruturar - utilize-se o termo que se quiser - a DGARTES. O que está diagnosticado «há seculos»! Reforçado depois do PREMAC.







 


sexta-feira, 23 de junho de 2017

COLÓQUIO PARLAMENTAR | «Modelo de Organização do Sistema de Criação Artística Nacional» | 27 JUNHO 2017 | 14:30H | LISBOA


«Pretende-se, com esta iniciativa, ouvir as estruturas que atualmente têm contratos de apoio plurianual com a DGArtes nas diferentes áreas artísticas - apoios diretos (quadrienais e bienais) e apoios indiretos (acordos tripartidos, quadrienais e bienais) - e os profissionais do setor». 



P R O G R A M A




segunda-feira, 19 de junho de 2017

34.º FESTIVAL DE ALMADA | APRESENTAÇÃO INTEGRAL DA PROGRAMAÇÃO | 23 junho 2017 | 21:00h | TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE




«Lei n.º 4/2008 | Aprova o regime dos contratos de trabalho dos profissionais de espectáculos»



Leia aqui



Chegámos à conclusão que muito boa gente nem sabe da existência da Lei n.º 4/2008 de 7 de Fevereiro. Apetece comentar: «leis há muitas»;   «leis, uma praga portuguesa». São feitas e depois ignoradas. Talvez porque  não têm em conta a realidade concreta. Numa altura em que  se estudam e reivindicam mudanças para a cultura e as artes é capaz de ser acertado lembrar que nem tudo passa por mais legislação.  E em particular quando possibilitam leituras «para todos os gostos».



domingo, 18 de junho de 2017

JAMM`EUROPE

`





«Welcome to Jamm’Europe, an ephemeral online platform, an open space, to discuss what role culture and the arts can play in the future of Europe. Which scenarios, what policy proposals we, cultural players aspire to? How do we envision Europe of Culture?  
This spring, Juncker commission published the white paper on the Future of Europe presenting five possible scenarios for the EU’s future. As a result, Culture Action Europe (CAE) initiated discussion process among cultural operators to contribute to a vision guiding us into a sustainable future of the European project. We are reaching out, taking pulse of the cultural sector from Europe and beyond to collectively shape a cultural scenario. A joint manifesto, drafted by Culture Action Europe and opened for endorsements will be the final result of this reflection exercise. (...)». Continue a ler.





sábado, 17 de junho de 2017

«PCP compilou já um pacote para as artes»



Leia aqui, no Público,



Conforme se pode ler no trabalho da imagem,  o PCP, certamente dando continuidade ao recentemente anunciado, dá a conhecer de forma mais pormenorizada medidas que tem para as artes. Aguardemos pelo que virá por aí de outras proveniências, nomeadamente do Governo, para que o «povão» possa ter uma ideia de conjunto, e  a quem certamente virá a ser dado um tempo para se pronunciar ... Ou será que nem estão a considerar tal coisa! Aguardemos, aguardemos, ... Mas para já, estranha-se que a questão da reestruturação da DGARTES não apareça logo «à cabeça» ... Será que por tão óbvio já nem dão pela situação? Por favor, redirecionem atenções, porque em termos estruturais a herança PREMAC só tem vindo a piorar ... Avive-se a memória: a oposição criticou, e voltou a criticar, o amalgamento dos serviços, a redução dos funcionários,  as peripécias com as chefias; etc.etc ... Então, só pode ser esquecimento ... Bom, sobre isto dos serviços, por aqui pelo Elitário Para Todos a sintese existe: a DGARTES tem de ser refundada. Mesmo. Tal como o sistema de apoios. Não chega meter umas «buchas». Há dimensões em que só a ruptura com o que existe produz os efeitos necessários. E claro que não se pode agradar a todos. Ouvem-se todos, mas depois decide-se com base «em estudos». Necessariamente! Nada de «achismos» ... E depois explicam-se e volta-se a explicar, tantas as vezes que forem necessárias, as opções tomadas. 


 




quinta-feira, 15 de junho de 2017

SEM DRAMA | Explicar o papel das unidades de produção artística do Estado é capaz de ser avisado

Leia aqui


Ao ler-se a carta da imagem é natural que se procure o site da CNB para se saber da coisa, ou seja, o que institucionalmente está fixado. Mas como pode verificar perdeu-se a viagem. Contudo, quase de  saida não se pode deixar de reparar no que está na «História». Um mimo, do género «redação fofinha»:

Companhia Nacional de Bailado: 39 anos em 16 andamentos

2016 
O diálogo inspirado com as outras disciplinas artísticas, marcante no percurso da companhia, intensifica-se por múltiplas vias. Desde logo, a ligação à poesia: depois de uma temporada vivida sob o signo de Sophia, oferece-nos Adília Lopes. O cinema está presente na revisitação a um ano inteiro (2015) de produções, ensaios e inquietações registados por Cláudia Varejão, em No escuro do cinema descalço os sapatos. Cruzamentos felizes com o teatro assumiram formatos diversos: o dramaturgo e encenador Tiago Rodrigues criou o dueto A Perna Esquerda de Tchaikovski (para Mário Laginha e Barbora Hruskova); Rui Horta trouxe outro duo, os atores Carla Galvão e Pedro Gil, para se juntarem ao elenco da CNB, no seu Romeu e Julieta; um encenador, Carlos Pimenta, soprou as asas do Pássaro de Fogo, de Fernando Duarte; e os agradecimentos finais multiplicaram-se em Morceau de Bravoure (Cão Solteiro, André Godinho e Rui Lopes Graça). O património coreográfico não ficou por mãos alheias porque, além do regresso a Pedro e Inês, doze anos depois, o legado do Ballet Gulbenkian foi lembrado e homenageado. Os anais recordarão ainda o espetáculo coletivo Tábua Rasa, o solo Portrait Series: I Miguel, de Faustin Linyekula e o compósito Carnaval, de Victor Hugo Pontes, a caldear o elo – sempre por redescobrir – da dança com a música. (...)».

Tentou-se mais uns endereços, encontrou-se o Diploma da Opart, e site leva a outro site, até que chegámos a 1997:



Leia na integra
Agora, os objetivos andam por ali?, e a missão abaixo ainda cola ou são  outras  as coordenadas?



A questão é muito simples:o País necessita saber o que é hoje a CNB. Ou seja, em particular, temos direito a saber das verdades e dos exageros das cartas aos Diretores dos jornais quaisquer que elas sejam. Em especial, numa altura em que se está a discutir o ESTATUTO dos bailarinos da CNB é elementar, avisado, que se conheça o espaço da CNB. Clarear é preciso! SERVIÇO PÚBLICO É SERVIÇO PÚBLICO !


«THE DIGITAL ARTS AND CULTURE ACCELERATOR | An evaluation»





terça-feira, 13 de junho de 2017

A FORÇA DO TEATRO | «Júlio César» no Central Park apesar da controvérsia

Veja aqui



domingo, 11 de junho de 2017

CONGRESSO INTERNACIONAL | «Santuários, cultura, arte, romarias, peregrinações, paisagens, pessoas» | 13 a 17 JUNHO 2017








«Quatro locais do vale do Douro, Património da Humanidade, acolhem de 13 a 17 de junho o congresso internacional “Santuários, cultura, arte, romarias, peregrinações, paisagens, pessoas”.
"Trata-se de um encontro que tem como característica principal estimular e promover a troca de ideias por parte de estudiosos e interessados nos mais diferentes campos do saber", explica a organização, que preparou sessões em Régua, Lamego, Vila Real e Mêda.
O projeto "nasceu da vontade de um grupo de investigadores, pertencentes a diversas universidades europeias e brasileiras, de criar uma nova plataforma de diálogo entre as ciências sociais, humanas, exatas, as artes e as diversas expressões do Sagrado ao longo do tempo e nas mais diversas localizações geográficas".  Continue a ler.