domingo, 24 de junho de 2018

A CULTURA NO PLANO NACIONAL PARA O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO | «PNPOT: um pinote na cultura?»



Leia aqui

O debate público parece já estar encerrado mas estes processos estão sempre em aberto, e para o atual estado na cultura e nas artes o DEBATE ainda nem terá começado ... Se quiser saber mais veja aqui.

 

sábado, 23 de junho de 2018

JOSÉ CARLOS DE VASCONCELOS | «O apoio às artes»


No Jornal de Letras de 20 JUN a 3 JUL 2018


Ao lermos o artigo/editorial da imagem, não será ousado adiantar que há pontos de contacto com o que se diz em post anterior deste blogue - NOMEADO GRUPO DE TRABALHO PARA «APERFEIÇOAMENTO DO MODELO DO APOIO ÀS ARTES». Neste vai-se mais longe, como decorre do que se escreveu: para lá dos «vencidos» e «vencedores» do Grupo de Trabalho (e o que é eles irão dizer que já não tenha sido dito?), será «natural e recomendável» que o Ministério da Cultura sistematize e divulgue tudo o que já vimos, ouvimos e lemos. Em particular o que foi produzido no âmbito do inquérito que realizou aquando da elaboraçãodo seu «NOVO» SISTEMA DE APOIO ÀS ARTES. Mas perante a diversidade a que necessariamente o PROCESSO ADOPTADO - (há outras formas para que a coisa seja transparente, participada e colaborativa, é ver o que já foi feito com bons resultados lá fora e cá dentro) - conduz há que PRODUZIR AS ESTRTAÉGIA E AS POLITICAS para o SERVIÇO PÚBLICO aqui em questão, e parece que aí a coisa colapsa! Bem vistas as coisas, e pensando am Almada Negreiros, parece que estaremos perante a sua célebre conclusão:


“Quando eu nasci, as frases que 
hão-de salvar a humanidade já 
estavam todas escritas, só faltava
 uma coisa - salvar a humanidade.”





segunda-feira, 18 de junho de 2018

NOMEADO GRUPO DE TRABALHO PARA «APERFEIÇOAMENTO DO MODELO DO APOIO ÀS ARTES»




Muito bem, face ao despacho da imagem, temos um Grupo de Trabalho para «RETOCAR». Agora falta o Grupo para REFUNDAR, ou será que no MC só se ouve o que se quer ouvir! 
Mas para o que há não pode deixar de se reparar no seguinte:

- Aquelas entidades certamente que vão repetir o que já disseram, por isso talvez fosse adequado  voltarem a divulgar os seus documentos .  Pelo menos algumas defendiam mudanças radicais não só para o sistema de apoios como para o sistema maior em que  está inserido.
- E as entidades «representativas» (não se sabe de que parte do dito SETOR)   logo à partida deviam insistir para que todos os CONTRIBUTOS FOSSEM TORNADOS PÚBLICOS  tivessem sido em resposta ao inquérito do MC/ DGARTES ou não. Mais,  que fossem sistematizados os artigos de opinião ou equivalentes havidos na Comunicação Social a serem também disponibilizados. Caso contrário  não se percebe porque se deve ouvir uns e outros não ..., nem como se pode ignorar tanta reflexão, e «de borla».
- E uma vez mais, o assunto, por demasiado importante, não diz respeito apenas ao SETOR ...E, lembram-se?, o Decreto-Lei nunca esteve em discussão pública.
- Insista-se,  aquelas estruturas não representarão todas as entidades nem todos os profissionais, e isto numa perspectiva sindicalista, e no pressuposto, que parece vingar, que os SUBSIDIOS são para as pessoas/entidades (a velha ideia dos subsidiodependentes) em vez de ser para o SERVIÇO PÚBLICO que se consubstancia em PROJETOS.
- De facto, para lá do ângulo «sindicalista» terá de haver o das ARTES - teatro, dança, música, circo, fotografia, ... com as suas lógicas internas ... Digamos, o lado dos criadores.E quem as está a pensar naquele grupo? Como vão ser tidos em conta «os pontos de vista» dos nossos melhores?
- De facto, tem havido mais criticas e contributos, e opções de vida artística,  do que aquelas estruturas e pessoas possam transmitir (embora, verdadeiramente de algumas nem seja conhecido o que pensam nem o que do seu curriculo as recomendou, e sobre isso não podia haver dúvidas, e há que ultrapassar esta falha).
- Outras defendem posições que são o oposto do que outras defendem e que não estão no Grupo. E agora?
- Há, de qualquer jeito, algo que ressalta na esfera das individualidades e que foi detetado por muitos e que  nos chegou: o seu estatuto de reformados. Ora, até pusemos «água na fervura»: vamos lá, dissemos, parece que é preso por ter cão e preso por não ter, dirão. E   até se pode saudar  esta aposta do Ministério no envelhecimento ativo... ( mas, pensando bem, tudo parece muito desequilibrado, e já falam com a conhecida imagem «brigada do reumático»). Não havia necessidade. Um aspecto a sublinhar, talvez através da transmissão oral os mais velhos possam dizer sobre o passado e ajudar a colmatar a falta de informação e conhecimento que existe ... E se calhar até foi por isso. Aqui no Elitário Para todos já tivemos uma categoria designada RELEMBRAR O PASSADO NÃO SERÁ MAU ... que tinha essa filosofia. Por exemplo recordámos:


E digam-nos, porque não se aciona o Conselho Nacional de Cultura para todo este processo? E como se vai compatibilizar tudo isto com as situações de emergência vividas no terreno e com as iniciativas de quem não se conforma com as decisões de que foram objeto? E também com as Resoluções da Assembleia da República, e ... 
Como se vê, muitos «mas» ou equivalentes ... Aguardem-se os próximos capitulos. E, claro,  a REINVENÇÃO do sistema. Não se vai lá com «buchas», como há muito, muitos dizem. E há que continuar a dizê-lo, aos Governantes, à Assembleia da República,  às Populações. Alguém em algum momento vai ouvir.


domingo, 17 de junho de 2018

OS IMPACTOS CULTURAIS, ECONÓMICOS E SOCIAIS DA CRISE NA ESFERA DO SERVIÇO PÚBLICO ATRAVÉS DA DGARTES



Leia aqui

O artigo da imagem, do DN, de Maria João Caetano,  tem data de 5 junho de 2018, mas podia ser de hoje. E na circunstância cada dia conta, muito.Leia, e atentemos nas consequências culturais e das interdependentes sociais e económicas da crise que se vive na esfera do SERVIÇO PÚBLICO NAS ARTES. Em particular, ao Governo pede-se que quantifique (não querem transformar tudo em euros! - veja-se o SIMPLEX), e Prestem Contas ao País. E encontrem-se responsáveis.  E o óbvio: é preciso um PLANO DE EMERGÊNCIA: não,  a situação não está superada. Não se pense que a constituição de um Grupo de Trabalho para fazer uns retoques nos diplomas consegue empurrar o problema não sabemos para onde, e fazê-lo esquecer.
   

sábado, 16 de junho de 2018

A GENTE NÃO VAI PARAR (8) | Felizmente vem aí o Festival de Almada, diferente do imaginado | E ANUNCIAM-SE CONVERSAÇÕES PARA RESOLVER «UMA QUESTÃO PONTUAL»

 

«Vem aí o Festival de Almada (mas não o imaginado há seis meses)


Depois de superada a ameaça sobre a 35.ª edição, o Festival de Almada vai mesmo ter lugar, de 4 a 18 Julho. E foi anunciado por Inês de Medeiros o início de conversações com a Secretaria de Estado da Cultura que possa garantir a sua viabilização futura.
 (...)

O texto assinado pela presidente da Câmara de Almada incluído no programa desta edição — que decorre de 4 a 18 de Julho —, acusa o corte no financiamento da companhia de ser “tanto mais incompreensível e absurdo" pois "surge a poucos meses da abertura do festival, comprometendo assim parte da sua programação”. Essa mesma ideia é confirmada ao PÚBLICO por Rodrigo Francisco. “Este não é o festival que tínhamos imaginado”, reconhece. “Não contávamos com o que aconteceu este ano no concurso da DGArtes. Nada fazia prever isto.”
Inês de Medeiros havia, no entanto, de revelar no seu discurso que estarão a ser encetadas conversações com a secretaria de Estado da Cultura para a questão ser resolvida atempadamente nos próximos anos. Ao PÚBLICO declarou em seguida que o objectivo é ver reconhecido “o festival enquanto acontecimento único e estruturante do país”. No seu entender, não se trata de abrir um regime de excepção para o Festival de Almada, mas sim de “resolver uma questão pontual” que possa contribuir para a abertura de uma “reflexão sobre os grandes eventos culturais do país”, valorizando “a sua importância estratégica para o desenvolvimento, a promoção, a internacionalização, a renovação de todo o nosso tecido cultural”».

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É evidente que o que aconteceu à Companhia de Teatro de Almada é um absurdo, como amplamente temos deixado denunciado aqui ano Elitário Para Todos, a várias vozes. E tem de ser resolvido, porque está no domínio do escândalo, mas que de forma solidária deve servir para se olhar para outras situações não tão «famosas» mas igualmente injustas. Pode servir o raciocínio: se isto aconteceu a Almada ...
Face a isto questiona-se a postura que queira resolver o problema como «uma questão pontual», recorrendo-se à maior ou menor facilidade  no acesso ao poder, como o mostra a notícia acima ou declarações anteriores:


Ou seja, há um problema pontual porque há um problema geral. Precisa-se de um Serviço Público nas Artes que considere cada PROJETO COMO ÚNICO!, e não algo anónimo a que se aplica uma formula, ao que é dado ver «mediocre». Em síntese,  o «NOVO» SISTEMA DE APOIOS nasceu velho e não vamos lá com «retoques» ou mobilizando influências, sem com isto se querer desvalorizar o conhecimento que os intervenienetes têm entre si.  Mas o que aqui está em causa tem de ser tratado com o máximo profissionalismo e de forma institucional. PARA TODOS.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

A GENTE NÃO VAI PARAR (7) | "Parece que nos estão a querer fazer descer de divisão", tentando que a ACERT se remeta "ao local e ao regional", disse Pompeu José à agência Lusa, no final da reunião | O PCP VAI FAZER UMA PERGUNTA AO GOVERNO SOBRE O CASO ESPECÍFICO DA ACERT



A imagem certeira, de Pompeu José, «DESCER DE DIVISÃO» parece, infelizmente, que se pode colar a tudo o que vem a acontecer de há muito ... Lembram-se da Cornucópia? Bem vistas as coisas, o que queriam é que «baixasse de divisão». Como se um dado PROJETO se pudesse desenvolver com qualquer orçamento! Por outro lado, sublinhe-se das palavras da deputada a «REVISÃO DO RESPECTIVO MODELO DE APOIO», porque como já se percebeu, há muito, os Governantes da Cultura querem reduzir o que há a fazer a «meros acertos» mantendo a essência do seu REGIME. Ora, nem parece que tenha sido esse o entendimento do PRIMEIRO MINISTRO. Ou seja, de facto, A GENTE NÃO PODE PARAR (nem se pode distrair) enquanto não se restaurar a dignidade em tudo isto. O SISTEMA TEM DE SER REFUNDADO! Mas quem mostra  isso o Ministério da Cultura parece não querer ouvir! Será a célebre imagem: mudar alguma coisa para que tudo continue na mesma.

segunda-feira, 11 de junho de 2018