quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Volta Secretaria de Estado da Cultura, talvez estejas perdoada ...

 






Leia no DN


Não, senhor Ministro, há pessoas que defendem «1% para a Cultura» e não têm aquele raciocínio. Seguem o que Organismos Internacionais de referência, e outros Ministros (de referência),  propõem com fundamento. É verdade Senhor Ministro, «1% para a Cultura» é apenas um aspecto dos graves poblemas que se vivem na Cultura e nas Artes em Portugal. E neste momento com o que nos rodeia talvez tenhamos um outro dado o nosso estádio de desenvolvimento: para que serve a cultura e as artes em tempo de tragédias? Uma coisa será certa, mais do que Ministros de rotinas precisamos de Governantes que vejam longe, que «briguem» pelo que acreditam, e que para a Cultura e as Artes criem novos «élans» e não arranjem desculpas para que não se esteja a cumprir o que se prometeu!Por favor parem de agir como se o que este Governo encontrou estivesse certo, esquecendo-se que se levou anos a dizer o contrário.Bem vistas as coisas, qual o resultado de quase dois anos de governo «das esquerdas» na cultura e nas artes? Em grande medida legitimaram o que encontraram. O que se passa na DGARTES é  paradigmático. Volta Secretaria de Estado da Cultura, talvez estejas perdoada ... É que o «raciocínio» subjacente a Ministério parece estar para as calendas! Assim não vale a pena, e o melhor será voltar à «estaca zero» e saber qual a leitura da realidade que o Governo faz, estudar os assuntos, e /ou ouvir quem os tenha estudado,  para nos dizerem qual é a direção comum ... Cultura e artes,  com futuro, na esfera institucional, precisa-se ! Só não vê quem não quer ver. Mesmo em Agosto de desespero, ou por isso mesmo.



« If you're going to San Francisco»








«1967: O Verão do Amor

Há 50 anos, São Francisco tornara-se o centro de uma revolução cultural, social e musical, alimentada a rock e LSD. O sonho hippie começou a desmoronar-se no mesmo ano, mas deixou ecos (e muitos grandes discos) que perduram até hoje». Leia no jornal Negócios.


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If you're going to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you're going to San Francisco
You're gonna meet some gentle people there
For those who come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
In the streets of San Francisco
Gentle people with flowers in their hair
All across the nation
Such a strange vibration
People in motion
There's a whole generation
With a new explanation
People in motion
People in motion
For those who come to San Francisco
Be sure to wear some flowers in your hair
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there
If you come to San Francisco
Summertime will be a love-in there

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

JOSÉ MEDEIROS FERREIRA | «Memórias Anotadas»




Um excerto:
«(...) Penso então que alguma forma de responsabilidade deve ser exigida a esses decisores ou proponentes de decisões tão drásticas e que tocam nas condições de vida de tanta gente indefesa. Alguma forma terá de ser encontrada para que os funcionários administrativos do Estado, os adjuntos de grupos de estudo, funcionários do FMI e burocratas de Bruxelas deixem de se sentir impunes perante as medidas que projetam a coberto da responsabilidade de um escalão politico tantas vezes incompetente e impotente. Retirar o estatuto de impunidade ou, pelo menos, torná-lo mais inseguro na prática, leva-me a perceber que se possa agir para se assustar esses instalados na sombra. (...)» -  Pgs. 429/430.




«Artes: Estado e modalidades de apoio»



Leia aqui



terça-feira, 8 de agosto de 2017

«O Ministério da Felicidade Suprema»



«SINOPSE
Num cemitério da cidade, Anjum desenrola um tapete persa puído entre duas campas. Num passeio de betão surge um bebé, como que do nada, num leito de lixo. Num vale coberto de neve, um pai escreve à filha de cinco anos, falando-lhe do número de pessoas que estiveram presentes no seu funeral.

Num apartamento, sob o olhar atento de uma pequena coruja, uma mulher solitária alimenta uma osga até à morte. E, na Jannat Guest House, duas pessoas dormem abraçadas como se tivessem acabado de se conhecer. 

Uma viagem íntima pelo subcontinente indiano, desde os bairros superlotados da Velha Deli e os centros comerciais reluzentes da nova metrópole às montanhas e os vales de Caxemira, com um elenco glorioso de personagens inesquecíveis, apanhadas pela maré da História, todas elas em busca de um porto seguro. Contada num sussurro, num grito, com lágrimas e gargalhadas, é uma história de amor e ao mesmo tempo uma provocação. Os seus heróis, presentes e defuntos, humanos e animais, são almas que o mundo quebrou e que o amor curou. E, por este motivo, nunca se renderão. 

Vinte anos após o enorme sucesso de O Deus das Pequenas Coisas surge o tão aguardado segundo romance da inigualável Arundhati Roy». Saiba mais.




domingo, 6 de agosto de 2017

«HIROSHIMA MON AMOUR »







ÓPERA EM PORTUGAL | «RECICLAR» | E UMAS COISITAS MAIS

Revista «E» | Expresso | 5 AGOSTO 2017



Mas que maçada termos  que  pensar nestas coisas - na ópera, imagine-se! - no QUERIDO MÊS DE AGOSTO! Não lhes chegam os bailaricos e romarias! (De que por aqui, por acaso,  se gosta, atenção!). É verdade Senhor Primeiro Ministro há quem não desista de cultivar a exigência, e de lhe pedir (devia ser exigir) que cumpra os seus programas.  Que se assegure um SERVIÇO PÚBLICO - o mercado está a fazer o seu caminho, já reparou nos Concertos de Verão que há por aí ... Para os lados da  Ajuda  não vale a pena qualquer clamor porque a atitude já tem padrão: burocratimente à espera do que o Primeiro Ministro decida. A propósito, de que tratará o Conselho de Ministros no que à cultura e às artes diz respeito?


sábado, 5 de agosto de 2017

UMA REALIDADE DRAMÁTICA PARA O SETOR



Leia no site doCENA.STE



Do site do CENA.STE:
«Nas sessões públicas de apresentação do novo Modelo de Apoio às Artes, o Ministério da Cultura (MC) e a DGArtes informaram o sector que no final de Julho teríamos conhecimento dos Regulamentos dos Concursos. Hoje é 4 de Agosto e podemos já perguntar onde param os Regulamentos?

No dia 1 de Agosto o CENA-STE enviou para o MC um pedido de informações sobre o estado dos documentos não tendo havido resposta até ao dia de hoje. Mantemos a nossa posição de que só com a análise cuidada destes Regulamentos podemos ver esclarecidas váras questões ainda por responder na arquitectura do novo modelo. 

E visto que a abertura dos concursos para os apoios sustentados do próximo quadriénio está planeada para a segunda quinzena de Setembro, qualquer dia de atraso na publicação dos Regulamentos pode significar um dia de atraso na abertura de concursos, e essa realidade seria uma vez mais dramática para o sector». 

Não há como dar a volta à situação, a verdade dos factos é esta:
- Não se conhecem os regulamentos nem se conhece o Diploma que os antecede aprovado em Conselho de Ministros, apenas foram divulgadas em texto corrente umas coordenadas que suscitaram muitas perguntas.
- Não deixa de ser lamentável que ao fim de todo este tempo de Governo que dizia ir estar atento às Artes, e em particular ao sistema de Apoio através da DGARTES, estejamos onde estamos.
- Naturalmente, o estado de emergência em que nos encontramos em nada favorece a reflexão que o assunto exige.
- E  curiosidade óbvia:  sobre abertura de concursos sem situação orçamental  equacionada. E aprovada.
-  ...
Que mais iremos ver neste Querido Mês de Agosto! Realmente, tempo ideal para se apreciar legislação... Tenham dó!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

SAM SHEPARD



Sam Shepard morreu. Para recordá-lo  
ou saber quem foi, visite o seu site
Foi actor, e muito mais. 
Por exemplo no Jornal Público:

«O dramaturgo que aplicou o bisturi no lado negro do quotidiano americano

Aos 73 anos, parte Sam Shepard, um dos mais importantes autores de teatro norte-americano da segunda metade do século XX, período em que a sua obra se concentrou a escalpelizar a miragem do sonho americano. Leia mais.







«No fundo, 45 anos de democracia não mudaram o Estado paternalista que fomenta a ignorância para proteger o próprio cidadão»


 «(...)
E parte desse funcionamento adequado perante uma tragédia é saber disponibilizar toda a informação oficial ao cidadão comum num canal de acesso fácil e universal. Não o fez. Porque, em 2017, apesar de toda a conversa e de todos os imensos avanços tecnológicos, prevalece a mentalidade da informação ser poder. Que não deve ser partilhada com os cidadãos. No fundo, 45 anos de democracia não mudaram o Estado paternalista que fomenta a ignorância para proteger o próprio cidadão. Pedrógão Grande apenas reforçou esta mentalidade. Que tenha sido com o mesmo governo que insiste na modernização administrativa é mera coincidência. (...)».Leia na integra «Um Estado sem boas práticas» de Nuno Garoupa, no DN.





segunda-feira, 31 de julho de 2017

JEANNE MOREAU







Jeanne Moreau morreu.Como não recordá-la!, neste dia que nos deixa. 
«Houve um tempo em que me deixei levar por ela, senão com a totalidade de mim, com alguns dos meus melhores bocados. Foi o tempo em que ela cantava a canção do Jules et Jim. “Elle avait des yeux / des yeux d’opale / qui fascinaient / qui fascinaient.” Em noites de lua, subia às árvores, de calças brancas, convocando o turbilhão da vida. […] Mostrou-me, pela primeira vez, coisas que nessas épocas ainda eram boçalmente excitantes nos nomes latinos que as rodeavam.»
João Bénard da Costa, Muito lá de Casa, Assírio & Alvim. 






domingo, 30 de julho de 2017

AUTO-DIVULGAÇÃO | «Património Cénico - Defesa e Rendibilização»

Disponível aqui



O fim da Cornucópia levou-nos a pensar, uma vez mais, a questão do que designamos por Património Cénico, e a lembrar as conversas que tivemos com Luís Miguel Cintra a pretexto, e daí recuperarmos o artigo (de 2001) a que se refere a imagem. Quem sabe pode interessar a alguém, e daí a partilha. Mais, talvez, qualquer sistema de apoio às artes não deva  passar ao lado destas coisas ... E, por maior força de razão, em tempos de Economia Circular. É da natureza da gestão, anda tudo ligado, a abordagem tem de ser sistémica. Em particular, as politicas públicas têm de ser cruzadas.




sábado, 29 de julho de 2017

Afinal não se discute!| Então alertemos: «cuidado com os métodos»

Leia aqui

Caros leitores, por aqui estamos também perplexos, porque como alguns que nos contactaram, e como tantos outros que publicamente se manifestaram,  estávamos «à espera do projecto do Decreto» para vermos preto no branco a «reforma». Se é o que parece ser, reforma para que te quero! Onde está ela?  Verdadeiramente a «novidade» são aquelas «parcerias» que podem ser tudo e nada! Parcerias já existiam, ainda que algumas não acionadas. Eventualmente, podem apenas ser aqueles Apoios Extraordinários do sistema ainda em vigor.  Mas deixemos que tudo apareça, e aguardemos também a reação do Parlamento! Prometeram que iam refletir o que o Governo ia pôr cá fora ... E para os mais desanimados, sim ainda temos a Assembleia da República que pode sempre chamar a si o «dossiê». Em qualquer altura! E pelo andar da carruagem se assim não for, não se augura nada de entusiasmante!
Senhor Primeiro Ministro, bem sabemos que aprovou o que aprovou, mas talvez mereçamos umas palavrinhas, a mostrar que o que foi aprovado está em linha com o seu Programa do Governo e a sua Estratégia para a Década!  É que  nós não o vislumbramos! E quanto aos contributos pedidos e dados, estavam a mangar! Apenas procuravam  palmas para a sua «obra» que, pelo que se conhece, em nada mudou desde início. (Ah aqueles comunicados a referirem  adesão! cheiram a tempos que se julgavam passados, é propaganda). Isto em democracia paga-se caro. Desiludam-se os que pensam que tudo se pode fazer, e que o tempo leva ao esquecimento. Olhem que não, olhem que não, o tempo é também «o grande escultor»!
Mas sejamos pragmáticos, por este andar o melhor é tentar fazer algumas economias e pensar em ser «público» lá fora, e lembramo-nos disto ao lermos a crónica de Jorge Calado na Revista do Expresso de 22 de Julho, donde este excerto:


E se não puder fazer economias? Pois é, o caminho está traçado:  temos que continuar a lutar por um verdadeiro SERVIÇO PÚBLICO nas artes, fundamentado, partilhado, do século XXI,  e não o que nos querem fazer querer, e crer, como única possibilidade. Não acreditem,  há alternativas !«Eles» é que não vêem ou não querem ver, o que vai dar ao mesmo.




sexta-feira, 28 de julho de 2017

A REFORMA DOS INTERMITENTES DO ESPECTÁCULO EM FRANÇA | em Portugal um estudo sobre os profissionais do espectáculo reformados é bem necessário | PENSAR NESTAS MATÉRIAS EM AMBIENTE DE «NOVO SISTEMA DE APOIOS» FAZ SENTIDO






O Resumo em inglês:
 «Abstract 
Pensions for retired entertainment industry professionals in intermittent work: more pension recipients receiving lower pensions through successive generations Almost 14,000 retired entertainment industry workers now receive a retirement pension at the end of an “intermittent” career, i.e. a career based on a succession of short-term contracts. Since 1989, their number has dramatically increased, following on from the growth in entertainment industry professionals and the rise project based employment practices over the last thirty years. These professionals’ basic pensions rely on a legislation that is common to all wage earners. They also benefit from a supplementary professional pension, paid by Audiens. On average, intermittent workers retire at the age of 62, and the vast majority of them (93%) benefit from a full pension. In 2009, the annual average total pension paid to former intermittent workers in the entertainment industry is 18,180 euros, i.e. 1,520 euros a month. The average amount of total pensions is falling, due to the depreciation of basic and supplementary pensions. New generations of retired intermittent receive lower pensions than previous ones, e.g. an intermittent retiring in 2009 would have a pension 10% lower in value than that of another one retiring in 1999. Regarding the basic pension, this is essentially explained by a decrease in the annual reference salary on which it is calculated. The evolution of supplementary pensions is more contrasted: although they decrease overall, they increase for certain categories, such as artists, thus providing a compensatory effect to their diminishing basic pensions. Finally, the analysis of pensions over a twenty-year period reveals profound intergenerational, but also professional and gender inequalities. Thus, the total annual pension for artists and technicians who retired in 2009 was almost 13,000 euros per year lower than executives’. Female intermittent professionals generally retire a little later than men, and get a lower pension, which reflects women’s disadvantageous wage progression path. However the gender inequality gap is progressively closing when it comes to retirement pensions. But this phenomenon is more attributable to the decrease of men’s pensions than to an improvement of women’s ones».
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E faz sentido pensar estas matérias neste momento em que se está a reflectir o sistema de apoio às artes no nosso País. A reforma que cada um  vai ter  dependerá da maneira como a vida activa se desenvolveu. E tem de haver padrões de remunerações, e fazer os descontos, e ...  O orçamento do Estado que vai para as artes, ou seja, o seu montante, também tem de reflectir  estas coisas ...

  

quinta-feira, 27 de julho de 2017

NOVO SISTEMA DE APOIO ÀS ARTES | «Programa em parceria - acordos previamente estabelecidos entre a área da cultura, através da DGARTES, e outras pessoas colectivas públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, assentes em objetivos comuns» | E MUITOS JÁ PERGUNTARAM O QUE É QUE ISTO QUER DIZER



«The Arts Impact Fund is a £7 million initiative set up to demonstrate the potential for impact investment in arts. The fund provides repayable finance to arts organisations with ambitions to grow, achieve great artistic quality and have a further positive impact on society.
We believe the arts play an essential role in our everyday lives, our cultural identity and our economy. They inspire, challenge and educate us.
As a business sector, the arts create economic growth, job opportunities and valuable income for our communities. And there are shining examples of how arts organisations can touch the lives of people and help tackle some of the most entrenched social problems.
 We want to invest for artistic, social and financial return. We focus on both artistic and other social outcomes in order to promote the wider positive impact art has on society and support more organisations to benefit individuals and communities through their work.
By investing in the arts, we want to support more organisations to become enterprising and resilient. We want arts organisations to see impact investment as another route to sustainability and achieving their goals. By demonstrating how ambitious organisations can grow and have greater impact using unsecured loans, we want to attract more impact capital to the arts to benefit the wider sector».

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«The Arts Impact Fund is a collaboration of public, private and charitable partners and supporters who share a commitment to supporting the arts and a belief in their importance to society. 
They are: Arts Council England, Bank of America Merrill Lynch, Nesta and Esmée Fairbairn Foundation, with additional funding from Calouste Gulbenkian Foundation». +.

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E neste ambiente,  a notícia recente via NESTA:


Leia aqui

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Nem sabemos bem a razão mas ao penetrarmos no que acabamos de expor veio-nos à memória esta passagem de um dos documentos disponibilizados pelo Ministério da Cultura sobre o «Novo sistema de apoio às artes»: «Programa em parceria - acordos previamente estabelecidos entre a área da cultura, através da DGARTES, e outras pessoas colectivas públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, assentes em objetivos comuns» - Veja aqui na pg.3.  É o que acontece quando não se percebe o que é que aquilo verdadeiramente quer dizer.
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E a propósito,  sabia que em Portugal existe o Laboratório de Investimento Social Portugal Inovação Social.E certamente que por lá haverá lugar à cultura ... Mas quem o sabe !  
Assim, de repente, até parece que há dinheiro ... E cruzar os fundos comunitários com os orçamentos nacionais, de forma organizada, transparente e estruturante,  é uma cruzada aqui pelo Elitário Para Todos. Mas ninguém nos ouve ! Parece que só escutam se perguntarem. Acordem, estamos no sec. XXI ! há que aproveitar toda a informação, todos os palpites,  venham de onde vierem ...