quarta-feira, 8 de abril de 2026

AMANHÃ - DIA 9 DE ABRIL ÀS 18:30 EM LISBOA |«É com uma alegria cromática contagiante que a Procur.arte convida para a inauguração da exposição "Encontrar-te-ei" de Guillaume Vieira» | AH! DÁ IDEIA QUE SERÁ À VOLTA DO TURISMO E NÃO ESQUECE O DE LISBOA

  

 
 
É com uma alegria cromática contagiante que a  Procur.arte convida para a inauguração da exposição Encontrar-te-ei*,
de Guillaume Vieira.
 
   
O CONVITE DIZ MAIS  - ISTO:
(o destaque é nosso) 
 
 

«Viver é uma tour: uma longa viagem para regressarmos a nós próprios. Turismo. [τόρνος]

A ideia nasce em França com a família Della Tour, que deu colo ao Rei Luís XV pela Europa fora, assegurando para si rotas comerciais exclusivas.

[Pensavas que a aristocracia a subornar poder era um conceito moderno? Que fofura]

 França aperfeiçoou o Grand Tour ao longo do século XVIII como privilégio reservado aos mais abastados. Hoje, celebramos o seu descendente democrático: os cruzeiros dos Bateaux Mouches Parisiens, onde a cada 15 minutos vende um passeio pelo Sena, numa ida e volta da Torre Eiffel à Place de la Bastille. A mim, a ti, e a mais quinhentos dos nossos estranhos mais íntimos.

O Turismo tornou-se tão vasto, tão implacavelmente grande, tão contagiante por todas as camadas do CMYK, que evoluiu numa entidade em si mesmo: o mito de satisfazer o desejo antes de atingir um conhecimento assumiu a forma física com que o contemplamos hoje..

Hoje, em Lisboa, expande-se de tantas formas que somente um neoliberalista as consegue apreciar.

Olha à tua volta. Onde estás agora? Consegues encontrar-te? Tenho a certeza de que estás aqui, algures. E é precisamente por isso que nos reunimos: para celebrar a Arte de Olhar. [Procur.arte]

Mas não te preocupes. Não há razão para FOMO (fear of missing out), como se diz por aí.

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*Guiar-te-ei da melhor forma que me for possível. Juntos, encontrar-nos-emos.

 

Dia 09 de Abril a partir das 18h30, na Procurarte.


 
R. Neves Ferreira, 8B
Penha de França
Lisboa 1170-068 Portugal
 
 

terça-feira, 7 de abril de 2026

PROPOSTAS DO PCP PARA UM SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA | a conhecer e debater no Centro de Trabalho Vitória na Avenida de Liberdade em Lisboa | Sobre Cinema, Teatro, Música, Dança | COMEÇA NO DIA 13 DE ABRIL 2026 COM O CINEMA | ÀS 19:00 | PROMETE!

 

 
As iniciativas acima chegaram-nos  com o BOLETIM  «VOZES AO ALTO» do  SETOR INTELECTUAL DA ORGANIZAÇÃO  REGIONAL DE LISBOA do PCP. Dizem-nos isto: «Estas reuniões têm por objectivo ouvir os trabalhadores e agentes das diversas áreas do sector e expressões artísticas, e discutir caminhos para a construção e concretização desta proposta, [de SERVIÇO PÚBLICO] cada vez mais urgente na realidade que atravessamos». 
A nosso ver, e tantas vezes o temos tentado mostrar no Elitário Para Todos, de facto é fundamental debater o SETOR CULTURA. Portugal é Cultura e Arte. Ao MESMO TEMPO: medidas imediatas que não há razão para esperarem e comprometem o futuro caso não desencadeadas;   conceber e  fixar um PLANO PARA O DESENVOLVIMENTO CULTURAL DO PAÍS. Embora interligadas, não confundir os propósitos, os ritmos, os métodos ... 
Ou seja, as sessões propostas pelo PCP são por demais oportunas. Como se depreende são ABERTAS e o email dos organizadores é este:  
 s.intelectual@dorl.pcp.pt
 
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e ocorreu-nos lembrar Gramsci 
 

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e logo nos lembramos 
de Manuel Gusmão 
que saudades! 
 



segunda-feira, 6 de abril de 2026

CULTURA | do que nos vem da Presidência da República ... | APROVEITEMOS PARA DAR ALGUMAS IDEIAS | EM TORNO DA FORÇA DA CULTURA E DAS ARTES NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA | E SOBRE A REPOSIÇÃO DO FINANCIAMENTO A AGENTES CULTURAIS NO VALOR «ANTES DA TROIKA»

Tirada daqui

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Veja aqui

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Mais terão reparado no que acima nos chegou pela Comunicação Social. Mais terão notado que os assuntos recentes não passaram disso mesmo, de notícias breves, sem «comentário ao lado». Cá por nós não queremos deixar passar «em branco» e queremos adiantar o que se segue - vale o que vale.
No Elitário Para Todos ficou-se satisfeito pelo facto de o PRESIDENTE DA REPÚBLICA ter assinalado o Dia Mundial do Teatro e ainda por cima fora de Lisboa. E com o Teatro da Rainha. E pronto, esperamos que Presidente apoiado pelo «consultor» (ou será «assessor»?, ou «conselheiro»?, ou ...) dê continuidade através do tão propalado  «magistério de influência» à força da cultura e da arte nas nossas vidas - na circunstância do Teatro. Até parece que estamos em linha com a Presidência porque  estamos com este post do EM CADA ROSTO IGUALDADE: 
 

 Veja aqui

Já agora, Senhor Presidente, uma chamada de atenção a que poderá dar eco, e sugerir que se atente no assunto: longe vão os tempos em que «críticos»- mulheres e homens - , e  tanto nos ensinaram a ver teatro, criticavam, e iam pelo  País, ... Certamente associada à crise da Comunicação Social, onde estão? Quantos foram, por exemplo, às Caldas da Rainha?
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Agora, vamos lá, ao «consultor» anunciado, e pensar no que de imediato poderá sugerir a bem da cultura e da arte em geral, e do Teatro em particular. Claro que é ousadia fazê-lo quando estamos perante figura conhecida e respeitada no Setor. E com leitores, que os tem também no Elitário Para Todos. Definitivo, foi quem o Senhor Presidente escolheu, e lá terá as suas razões - a intervenção no livro, na leitura, e nas livrarias, só por si é capaz de o justificar ...  . De imediato, no geral, o «clima» não será o mais auspicioso se olharmos para o tempo em que foi Secretário de Estado da Cultura, e os recortes acima darão ideia do que queremos dizer. Mas até por isso, saberá o Senhor Presidente que há AGENTES CULTURAIS NO TEATRO que ainda não recuperaram o valor dos financiamentos que tinham antes da TROIKA? Nos processos que se seguiram acabaram por ser injustiçados, afogados nas enxurradas que os concursos da DGARTES provocaram, (veja-se, ilustrando, 2018) nomeadamente  porque intervenções e decisões «à vista» sem os estudos devidos ... A nossa ideia, era que se fosse ao PASSADO para  tratar de forma diferente o que não é igual. Não se fazer justiça com injustiças. Atuar de maneira profissional qualquer que seja o momento. Melhor, Excelência, peça ao seu «conselheiro» que aja de maneira a que se REINVENTE O FINANCIAMENTO ESTATAL ÀS ARTES.Ou seja, que da PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA  venha incentivo para REFLEXÃO do tipo «PORTUGAL, QUE CULTURA?».
 
 
 

É UM PROGRAMA de 400.000 EUROS | «O Programa LVT +Cultura destina-se a suportar e acelerar, numa lógica pontual e de complementaridade, projetos de entidades culturais, recreativas, artísticas e/ou patrimoniais, de carácter não profissionalizado e de âmbito local ou regional, a realizar nos 52 municípios da circunscrição de Lisboa e Vale do Tejo» | APROVEITE-SE PARA REFLETIR E DELIMITAR O QUE COMPETE À DGARTES, À CCDRs , AOS MUNICIPIOS, ... |HÁ QUE ENCONTRAR IDENTIDADE ... | COMO ESTÁ «NÃO DÁ»!

 


sábado, 4 de abril de 2026

PODCAST «O QUINTAS DO AVANTE!» | «É um espaço de conversa em torno da cultura, do convívio, do trabalho e da luta. Nele passarão gente das artes - literatura, música, cinema, teatro, entre outras»

  

 

«Este ano as Quintas do Avante vêm com as estações!
 Uma temporada por cada curso natural do ano, à conversa com artistas, escritores, músicos, cineastas, atores e outros importantes agentes do nosso património vivo. 
 Esta quinta-feira, chega, por isso, a tão aguardada PRIMAVERA.  O Quintas do Avante! é o podcast da Festa do Avante!. É um espaço de conversa em torno da cultura, do convívio, do trabalho e da luta. Nele passarão gente das artes - literatura, música, cinema, teatro, entre outras - que nos darão a conhecer, na primeira pessoa, as suas experiências e opiniões. Não percas!».
 

segunda-feira, 30 de março de 2026

«A minha mensagem neste dia é, uma vez mais, uma mensagem que não pode ser só de esperança. Tem de ser de acção. Aos agentes culturais pede-se que não cedam aos ataques que estão sendo feitos à cultura. Partidarizar a cultura é asfixiar a liberdade de acção e de pensamento num sector que se deve exigir que seja livre e com gente competente e sã dirigindo-o. Contra essa doença da partidarite lembremos Léopold Sedar Senhor, segundo o qual o primeiro dever do político é deixar de o ser»

 

 

Leia na integra aqui

Nestes dias que correm em que «a vulgaridade» atravessa muito do discurso oficial - veja o que se ouve por exemplo nos debates autárquicos em Lisboa a propósito das não reconduções no Museu do Aljube e no Teatro do Bairro Alto - é um bálsamo ler António Carlos Cortez a propósito do Dia Mundial da Poesia. Mais, em conversas - e tantas há por aí - dá ideia que muitos e muitas pensam que os «mais desfavorecidos» vivem em torno deste titulo de programa: «eu só como e bebo, por acaso trabalho». A quem se  deve chegar através das «redes sociais» como fazem os Partidos da extrema-direita. Sem se diabolizarem as «redes sociais», olhem que não, olhem que não ... Atentemos nesta outra passagem da mensagem (o destaque é nosso):
 
 «(...) O tempo em que estamos é um tempo armadilhado: as redes sociais são a nova arma da opressão sobre os povos. Sob a capa de uma humanidade em rede, mais livre porque conectada (detestável verbo, este), não me lembro de um modo mais ínvio de arregimentar, de formatar, de decapitar. As redes sociais são inimigas da liberdade, da independência crítica, da cultura livresca, da poesia e das artes. Nenhum filho dos donos dos mamutes digitais tem tablets ou está atolado em telemóveis. Os filhos dos donos do digital lêem Platão e T. S. Eliot, sabem o que foi a comuna de Paris, não ignoram quem foi Rosa Luxemburgo.

Nós , os pobres? Nós, o povo? Afogamo-nos no mar digital. Os olhos secam-nos em face dos ecrãs. A imaginação, ao contrário da promessa do Maio de 68, não chegou, não chegará ao poder. A única rosa que venceu foi a rosa de Hiroxima, “estúpida e inválida”, cantou Ney Matogrosso. Hoje, de novo o nuclear nos ameaça. Ler Violeta Parra e cantar “A Los Dezasasiete” é fazer poesia. Eles não querem isso. Nas sociedades actuais, à luz da nova narrativa, é preciso fazer a guerra para consolidar a paz (supremo paradoxo na Europa e nos EUA). Eles, os mandantes do mundo, prometem aos povos apenas uma coisa: um dia-a-dia “sórdido, canino, policial”, como escreveu, sobre outra época, Alexandre O’Neill. Tudo isto importa neste DIA MUNDIAL DA POESIA. (...)».

Pois é, todos têm, e isso  deve ser respeitado e acompanhado, SONHOS, a ter em conta ao mesmo tempo que se luta pelo dia-a-dia com a qualidade a que se tem direito.