sexta-feira, 6 de novembro de 2026

«Paraiso, hoje.»

 

de lá 
 
«O projeto Paraíso, hoje. explora criticamente a contemporaneidade enquanto “paraíso”, considerando que vivemos nas melhores condições de sempre, impulsionados por um acesso a tecnologias avançadas. No entanto, coexistem iniquidade e exploração desmedida de recursos naturais – um paraíso paradoxal onde evolução e desigualdade colidem. Em Portugal, o paraíso é frequentemente simbolizado por praias e paisagens costeiras, mas esta realidade inclui pressões urbanísticas, especulação e sobrecarga turística, enquanto o interior enfrenta uma acentuada perda demográfica.
 Distantes da ideia de uma utopia harmoniosa, pretendemos com esta análise perceber o papel da arquitetura como agente de transformação da paisagem e contribuir para um futuro melhor, onde a arquitetura é central na construção de soluções positivas e ações coletivas – ecoando o repto de Carlo Ratti – um lugar, uma solução; aproveitar toda a inteligência ao nosso redor.
 O projeto propõe uma instalação que funciona como um dispositivo tecnológico, arquitetónico e artístico, criando um ambiente imersivo e uma experiência sensorial interativa com o público. A proposta visa sensibilizar e despertar reflexões sobre a relação entre a ação humana e a natureza. Este tema é desenvolvido no Atlas, onde a arquitetura surge como veículo para a construção harmoniosa da paisagem contemporânea – o Paraíso».

 Terça a domingo, das 10h às 18h30

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CONVERSAS, VISITAS GUIADAS TEMÁTICAS  E OFICINAS

Participação gratuita mediante inscrição prévia | servico.educativo.museu@ccb.pt ou 213 612 800



Tirado daqui



quinta-feira, 5 de novembro de 2026

SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE | PRESCRIÇÃO CULTURAL? | há estudos que vão nesse sentido de prescrever uma «dose de arte» _ porque «Engaging in the arts in our daily lives is not just a pleasure but an essential»

 

 

 e no The Art Newspaper
 
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a propósito lembremos 
 
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até por este lado se confirma,
 a cultura não é um luxo
 
e olhando para a Conclusão
 ao acaso esta passagem:
 
«(...)  We live in a time when a lot of health and wellness advice relates to cutting down or stopping certain behaviours - things like smoking, drinking, eating too much sugar or ultra processed food. If nothing else, the new ‘Recommended Dose of Art’ is a refreshing invitation to start something. A simple, joyful investment in your own wellbeing»
 
 E AUTORIDADES E DEMAIS PODERES
NÃO ESQUEÇAM O SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA
QUE FACILITE ÀS POPULAÇÕES EM 
GERAL E A CADA PESSOA A  «DOSE DE ARTE»
 PARTE DA  SUA QUALIDADE DE VIDA
  
 

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

NOS TEXTOS D´ALMADA NA ESFERA DO ESPECTÁCULO EM CENA «MEDIDA POR MEDIDA» | «Quem julga os juízes?»



 
  organização
Saiba mais
 

Para  o Público da Companhia de Teatro de Almada/Teatro Municipal Joaquim Benite  o que nos  é disponibilizado a propósito da peça em cena, MEDIDA POR MEDIDA, é um clássico. Veja este post recente. Ainda assim, continua a «arrepiar» aquela Sala Principal  cheia e as «vozes daquele silêncio» quando acontece - e foi o que partilhamos, uma vez mais, no sábado. E havia quem desprevenido tenha ido em busca de uma Entrada depois de ter participado na CONVERSA COM O PÚBLICO desse dia. Paciência, estava esgotado. Volta depois. E continua a surpreender a capacidade daquela OFERTA que não perde qualidade, mas certamente reajustada em função dos Apoios (ou será Auxílios?) que vêm de uma INTERVENÇÃO DO ESTADO através da DGARTES (agora em concorrência aberta com o Fundo de Fomento Cultural ?) que não há maneira de ser REFUNDADA. Mas deixemos estas nuvens negras por momentos e continuemos a olhar para a OPERAÇÃO GLOBAL «MEDIDA POR MEDIDA», e neste deslumbramento paramos no Texto acima - 90. Mas o que é isto! Quase apetece ir para as ACAMPADAS e pedir que seja lido em voz alta. E não resistimos em divulgar aqui  «Quem julga os juízes?» e agradecer à CTA por a nosso pedido  o proporcionar - SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO também se faz assim ... Tudo está em tudo.

 
  
 

 
 
  

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

«“A demand for agency”|Culture Action Europe’s State of Culture 2026 is out»

 

 
 «The central contradiction running through State of Culture 2026 is that culture is praised more than ever and protected less than ever. It is a public good in every EU institution’s vocabulary, yet still funded and evaluated as though it were an industrial output, measured in projects, KPIs and short cycles». 
 
 
 
  
 
 
 “If this report amounts to one finding above all the others, it is this: recognition was never the finish line, only the starting condition. Culture’s value has rarely been stated this clearly or this often by European institutions and, yet, it still has not been matched by the funding, protection, or governance necessary for it to be realised. Two years ago, the question this report asked was whether culture could be heard at all. This edition asks a harder one: now that it has been, what is it actually allowed to do with that recognition?”
— Lars Ebert, State of Culture 2026
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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

TEATRO DA RAINHA|«A EXPERIÊNCIA»|«Temas como a homofobia, a apropriação cultural, a turistificação, a bipolarização política, a gentrificação, a violência no namoro, a interrupção voluntária da gravidez, a toxicodependência, são ateados como acendalhas logo apagadas pela agitação de um pensamento que em nada se fixa, em nada se concentra, nada reflecte»

 



«Uma casa de campo, um jardim com jacuzzi, cinco amigos reunidos para uma experiência. Ao longo de quatro estações, os temas sucedem-se, atropelam-se, os diálogos sobrepõem-se num tratado de desconversação que deixa tudo pela rama, nada aprofunda, e o silêncio não tem lugar. Temas como a homofobia, a apropriação cultural, a turistificação, a bipolarização política, a gentrificação, a violência no namoro, a interrupção voluntária da gravidez, a toxicodependência, são ateados como acendalhas logo apagadas pela agitação de um pensamento que em nada se fixa, em nada se concentra, nada reflecte.
Se o propósito inicial era relaxarem, os cinco jovens convocados para A Experiência acabam traídos pela tensão das relações mal resolvidas. E o que se encontrava recalcado surge inesperadamente à superfície revelando um retrato geracional assaz pertinente.
Livremente inspirada em Veraneantes, de Maxim Gorky, A Experiência desenha a traço grosso um retrato panorâmico de uma geração encalhada entre a superficialidade das relações e a intimidade subjectiva, fazendo uso de uma linguagem simples, directa, crua, desempoeirada, informal, sustentada por diálogos deliberadamente caóticos.
Escrita no âmbito do programa Writing on New Realities, uma parceria entre A Turma e a Galata Perform, de Istambul, A Experiência chega agora ao palco depois de um primeiro encontro com o público em 2024, através de uma leitura encenada em Istambul. A passagem do texto para cena sucede numa nova etapa do seu percurso, desta feita através de uma cocriação entre A Turma e o Teatro da Rainha».Saiba Mais.

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Uma Companhia fora de Lisboa, mas aqui tão perto da Capital  - nas CALDAS DA RAINHA - com a nosso ver trabalho de excelência. Em termos Institucionais há que encontrar ESTATUTO que o reflita - não tratar de forma igual o que é diferente, distinguir o que nos devia orgulhar no âmbito do SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO. Aqui, no ELITÁRIO PARA TODOS, há quem se lembre do tempo do saudoso Paulo Cunha e Silva que ia nessa direção e disso foi dado conhecimento público. Em busca de uma verdadeira REDE DE TEATRO - havia realidades  identificadas para lançar. Se bem se lembra BRAGA; AVEIRO; CALDAS DA RAINHA; ALMADA ... A ideia, mais do que «apoiar», «garantir»... Por TEMPO LONGO ...Não, não tinha nada a ver com a atual Rede de Teatros e Cineteatros que burocraticamente se cruza com a multiplicidade de Programas de Apoio, cada vez com menos identidade e onde nos perdemos ...   
 O que será feito desse trabalho?    
 
Aproveitemos para voltar a lembrar isto:
 
Política, neutralidade e espírito
«O chavão não tem força conceptual, vive da repetição, é reactivo, tique mental que afirma um já pensado que não chegou a ser pensamento. O chavão cavalga a onda, surfa no fluxo do ruído e circula entre os detritos do lixo comunicativo com o peso da coisa arrumada lançando névoas de vulgaridade sobre a clareza do potencialmente entendível. Quando se diz que uma política cultural é uma política do espírito confunde-se expressamente o que será uma política com o que foi um adestramento do povo e tenta-se tirar disso um efeito definitivo, um ponto final no assunto, contaminando-se de propósito instrumental fascizante o que seja “uma política”, qualquer seja ela. A política do espírito foi ideológica, orientada para a conformação do povo à pobreza, viveu da multiplicidade convergente da acção de organismos do Estado – educação, interior, propaganda, turismo, eventos, como agora - e forçava o consenso empolando valores nacionais – culturais – supostamente únicos: passado glorioso além-mar, fé ocidental mata-mouros e virtudes rurais de odor primaveril, tudo embrulhado numa aura de felicidade campónia em que a povo era décor, alegre no trabalho, inocência nos rostos mais pose espontânea ordenada, muitas ceifeiras e nenhuma Catarina, claro.
A política do espírito consistiu em formas eficazes de mistificar o real. Foram formas políticas de propaganda ligadas ao restaurar da “alma portuguesa” de rastos com as políticas liberais, no dizer dos “restauradores”. Já uma política cultural, em democracia, é estruturar condições livres – democráticas – de criar, de fazer cultura, isto é, não só de produzir cultura e arte de modo livre pelos que são profissionais e criadores, apoiados pelo Estado de modo legitimado constitucionalmente mas não tutelado paternalmente, mas também de fazer o contrário do que tenha sido orientar o espírito para uma concepção única, a passividade adestrada pelo consenso corporativo, passividade “espontaneamente agradecida” como gostariam os governantes que se verificasse com a política de espírito agora dominante, a “austeridade”, este voto renovado na pobreza como futura libertação que se vende em todos os horário e bancas – é curioso que esta via da austeridade vem directamente do espírito salazarento das virtudes da pobreza, excelsas e únicas, mexilhão aplaudindo a onda do mando com fé.
Uma política do espírito é sim a vulgata da austeridade como uma inevitabilidade, a ideia do poupar e do menos gastar, do pagar ao rico o que não deves com o que não tens, depois de infinitas estatísticas de conveniência financeira te acusarem e culparem – que legitimidade têm estas taxas de juro obscenas, o saque da qualidade de vida de um povo pela destruição dos serviços públicos? E de onde lhes vem, aos credores, a acumulação financeira que possuem e usam como arma de guerra exercendo uma chantagem constante e antidemocrática? De algum lado virá, será virtuoso? Somos todos culpados de viver acima das posses? Mas que posses e quem? O exercício cidadão da vontade popular democrática será específico da crise, puro sofrimento e nada relacionado com os valores fundacionais da modernidade? Igualdade, fraternidade, solidariedade, condições de acesso idênticas à educação, à saúde e aos bens culturais e artísticos? Nada disto diz nada?
Se pouparmos, se aceitarmos os cortes, se formos consensuais, se aceitarmos o horizonte de pobrezinhos, seremos compensados num além que fará crescer a economia – dela nem se fala a sério - mas que não se sabe onde vive e que não se divisa mais qualificado que um mítico purgatório de classe menos que média baixa, pobreza envergonhada e desemprego duradouro, já que o paraíso só mesmo para quem frequenta hotéis de cinco, seis e novidade do último marketing turístico, sete estrelas: às portas do céu golfes e saunas te esperam quando, depois de empobreceres enriqueceres num amanhã que canta num Eldorado de acesso publicitário.
Quando se diz política cultural também se diz política económica e nisso não há catequese alguma, nem nenhum pecado verbal original. E dizer política significa nobilitar o estatuto daquilo que é, ou possa vir a ser, um programa. Então o que será uma política? É justamente a inscrição de um desígnio de acção íntegro – inteiro, completo ou tendente a -, de uma direcção para concretizar medidas articuladas num programa face a uma realidade que delas necessita. Um ordenamento, um plano director, uma coerência integrada de medidas, são formas de política. Já a não política, a neutralidade hipócrita, só pode fingir-se, e assume pela inacção ou ausência, entregar à selva as coisas do real para que o predador mor as ordene pela força do seu poder selvagem e não democrático – a lei da selva não tem sujeito ético e pelos vistos a lei legislada e a não aplicada também não.
É essa violência que o novo tirano dos povos, os respeitáveis credores, os mercados especulativos, têm concretizado como tragédia em marcha – na Grécia há jovens alunos a desmaiar em escolas por terem fome. A ordem da selva é a lei do mais forte e uma política é justamente o combate pelo direito de todos contra a imposição da lei do mais forte. Enfim, será necessário salvar a política dos políticos? Ou a fome será mesmo uma das formas de aceder ao tal progresso e à tal modernidade?»
Fernando Mora Ramos/Encenador na província
 
Em especial,  recomenda-se
 a quem vai discutir o ORÇAMENTO DO ESTADO na especialidade ... É isso, há que olhar com GRANDEZA. A CULTURA NÃO É UM LUXO ... Voltemos a Tolentino de Mendonça:
de lá, com a chancela
 da Pastoral da Cultura:
 
«Vende um dos teus pães/
 e compra 
um lírio: A cultura não
 é um luxo»