terça-feira, 27 de outubro de 2026

NO «DIA MUNDIAL DO PATRIMÓNIO AUDIOVISUAL»


 

Veja no site da CINEMATECA 

de lá:
«Uma seleção de seis filmes percorre diferentes momentos da animação portuguesa e enquadra a projeção de A LENDA DE MIRAGAIA, realizado em 1931 e considerado o primeiro filme de animação feito em Portugal através da técnica denominada de silhuetas. Dado como perdido durante décadas, o filme foi recentemente descoberto e depositado nos cofres do ANIM. Esta extraordinária descoberta é acompanhada por filmes de Servais Tiago, Artur Correia e Ricardo Neto, Pedro Serrazina, Regina Pessoa e Abi Feijó, permitindo acompanhar algumas das transformações da animação portuguesa ao longo de mais de seis décadas. A sessão integra igualmente o programa “ANIM, 30 Anos».

Sobre o «filme perdido»
 no jornal Público
 
Excerto: «Nada de melhor para celebrar o Dia Mundial do Património Audiovisual do que exibir um filme português que se julgava perdido há quase um século. É o que a Cinemateca Portuguesa faz, nesta terça-feira, às 18h30, com a “redescoberta” de A Lenda de Miragaia, de Raúl Faria da Fonseca (1908-1950) e António Cunhal (1910-1932). Curta-metragem muda de 20 minutos inteiramente realizada em animação de silhuetas, técnica popularizada pela grande animadora alemã Lotte Reiniger (1899-1981), A Lenda de Miragaia estava dada como perdida desde a sua estreia, em 1931 — apesar de existir bastante documentação sobre o filme, nenhum material fílmico sobrevivera.

Ou assim se julgava até à descoberta, em Maio último, do negativo de imagem em película de nitrato e ainda em bom estado, encontrado pelo cinéfilo Duarte Veloso em duas latas de filme numa das muitas bancas e lojas de antiguidades da Feira da Ladra. Ao perceberem o que tinham em mãos, Veloso e o seu pai depositaram os materiais na Cinemateca com o intuito de preservar A Lenda de Miragaia. O filme foi restaurado no laboratório do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e os intertítulos e a montagem original foram reconstruídos de acordo com as fontes de época existentes e as próprias indicações encontradas na película.

Inspirado numa das histórias recolhidas no Romanceiro de Almeida Garrett, o filme foi uma tentativa pioneira de utilizar a animação de silhuetas no nosso país — desenhos recortados filmados fotograma a fotograma em contraluz para criar a ilusão de movimento, num processo lento e laborioso. Os seus autores vinham de mundos muito diferentes. De um lado, António Cunhal era pintor e ilustrador (e irmão mais velho de Álvaro Cunhal); do outro, Faria da Fonseca, com formação de arquitecto, era um cinéfilo ávido, crítico, cenógrafo e realizador. (...)».
 
 
Recorte do Público 

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

BOAS NOTÍCIAS! | ESTREIA PELA COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«Medida Por Medida» de William Shakespeare| DE 30 OUT A 29 NOV 2026

 

 

«Ao ser escolhido para substituir o duque de Viena durante a ausência deste da cidade, Ângelo aproveita-se do cargo para extravasar a sua maldade: condena Cláudio à morte, por este não ter cumprido os trâmites legais no casamento com Julieta, que já casou grávida. A irmã de Cláudio, Isabela, tenta interceder, mas Ângelo chantageia-a e exige a sua virgindade em troca da vida do irmão. Ao tomar conhecimento desta chantagem, o duque intervém, orquestrando um plano com Mariana, a antiga noiva de Ângelo, de modo a expor a sua hipocrisia.

MEDIDA POR MEDIDA é uma peça de William Shakespeare escrita em 1603 ou 1604 e publicada em 1623, originalmente definida como uma comédia, embora a sua complexa trama torne difícil classificá-la, avisa o encenador Ignacio Garcia, que identifica os temas, recorrentes em Shakespeare, que aqui encontramos: “A bondade ou a perversão do poder, a usurpação da identidade, a justiça ou a injustiça exercidas pelos governos, o amor e a luxúria que se emaranham e se enredam até se confundirem, a lealdade e a traição como a cara e a coroa da própria condição humana”. A atmosfera em que as personagens se movem é de intriga, mentira, traição e imoralidade. “Medir e ser medido, sempre e incessantemente, julgar e ser julgado sem descanso, viver a infelicidade de uma supervisão constante e permanente, impiedosa, com a esperança como único remédio, porque, como diz o próprio texto: os infelizes não têm outro remédio senão a esperança”.

O encenador IGNACIO GARCÍA é bem conhecido do público do TMJB: em 2017 dirigiu História do cerco de Lisboa, de José Saramago; em 2019 voltou a trabalhar com a CTA em Reinar depois de morrer, de Luis de Guevara; e em 2021 dirigiu Nem come nem deixa comer, de Lope de Vega. Saiba mais.

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Dossier informativo 
de lá: 
 


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E nova Produção da CTA sem  CONVERSAS COM O PÚBLICO seria estranho. Por isso com MEDIDA POR MEDIDA  continuidade ao que vem de longe. Só nos «irrita» o tempo contado. Gostávamos que fossem conversas  sem fim, até que apetecesse ... Não deve haver muita gente que  nos acompanhe, mas também é uma forma de dizermos o quanto valorizamos  esta prática de sempre da Companhia de Teatro de Almada. O que temos aprendido com esses encontros!
Aproveitando a atmosfera:  QUAL A SERÁ O PODER DAS CONVERSAS? As do Teatro Municipal Joaquim Benite, e  as de outros - e cada cada vez mais acontecem.
Ligando ao momento, às REVOLTAS EM TORNO DA HABITAÇÃO, OS PODERES OFICIAIS, alguns  com manifesto atraso, querem e pedem para conversar. Pelo histórico, a muitos deles faltará saber e sabedoria para ouvir, ver, e ler ...
Contudo, mais vale tarde que nunca. E alguns governantes, homens e mulheres, são tão jovens!  Ah, e que tal irem ver «MEDIDA POR MEDIDA»? Acreditemos na FORÇA DA CULTURA E DA ARTE, nomeadamente para se exercer a AUTORIDADE - «apenas» uma forma de Poder.  E talvez para quem não o tenha na AGENDA comece a ponderar e a trabalhar o SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA. Nem sabem o bem que fará a todos nós ... E é um DIREITO que vem na CONSTITUIÇÃO, como  o de ter uma CASA DIGNA PARA VIVER ... Potenciam-se mutuamente. Como diz José Tolentino de Mendonça, A Cultura não é um luxo. Como a CASA não é um luxo.  São Direitos. 
 
 

 
 
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e apetece-nos ir ao passado,
 recorrendo ao Facebook do 
TAS e com este gesto
homenagear a maravilhosa
 CLARA JOANA que nos deixou ...
 
«É com profundo pesar e consternação que a Direção e a equipa do TAS – Teatro Animação de Setúbal tomam conhecimento do falecimento da atriz Clara Joana, figura maior das artes cénicas e do cinema em Portugal.
Nascida em Lisboa a 4 de agosto de 1941, Clara Joana construiu ao longo de décadas um percurso exemplar de entrega ao teatro, marcado pela sensibilidade, rigor técnico e paixão pela representação.
Destaca-se, entre o seu valioso contributo, a sua memorável participação na emblemática coprodução de Medida por Medida, de William Shakespeare, com encenação de Mário Barradas em 1977 — um marco estruturante da atividade profissional da nossa Companhia.
Com uma carreira admirável que cruzou o palco, o cinema e a formação artística, Clara Joana deixa-nos um legado de dedicação à cultura e ao serviço da arte dramática.
Neste momento de dor, a Direção do Teatro Animação de Setúbal endereça à família, aos amigos e a todos os seus colegas de profissão as mais sentidas e fraternas condolências». (O destaque é nosso)
 

domingo, 25 de outubro de 2026

CERTAMENTE IMPULSIONADOS PELO LANÇAMENTO DO LIVRO DE MIGUEL TIAGO SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PRÓXIMO DIA 4 DE NOV | reparamos com mais atenção na lista de «leituras» adiantadas na mais recente NOEMA do Berggruen Institute - «Ten deep dives into the fundamental questions that AI poses»

 

 
É certo que nos dias que correm afogam-nos em Inteligência Artificial, e como noutras ocasiões e matérias há que selecionar. Praticamente tínhamos acabado de saber da publicação da autoria de Miguel Tiago - «A Inteligência Artificial e as contradições do capitalismo» - a que nos referimos no post anterior, e eis que recebemos a Newsletter do Berggruen Institute - que seguimos regularmente -  com uma relação dos seus trabalhos  sobre a matéria. Há que rendibilizar!

Começa assim: «AI’s climb up the capability ladder is moving more rapidly, even exponentially, than its progenitors expected. To keep up and put it in perspective, Noema has compiled a reading list of our best essays and interviews from a couple of years ago through the present. No doubt, we will need a new list again a few months down the road.
For now, here is a resource for following the trajectory of the most important technological breakthrough of this century so far.

  

e seguindo link, o artigo: 
 
«The history of economic progress is a graveyard of tools. The water frame replaced the spinning jenny; the automobile replaced the horse; the spreadsheet replaced the ledger clerk. Each transition was accompanied by moral panics about the end of human utility. Yet, in each instance, the economy didn’t collapse into a heap of idleness. The lump of labor merely shifted its weight.
 Today, we face a similar shift, one likely more profound even than the arrival of the internet but perhaps less catastrophic than the doomsayers suggest. Mastery of the blinking cursor, long a symbol of professional status and middle-class stability, is becoming a relic. As a recent Wall Street Journal article argued, virtually all tasks involving what might informally be described as “doing stuff with a keyboard” seem destined for automation. Companies are aggressively capturing the institutional knowledge and digital practices of their employees, distilling decades of experience into digital models that never need a bathroom break or demand a better 401(k) match. (...)». Continue. E volte ao inicial.
 
Olhamos para a LISTA DA NOEMA como uma síntese, e nós cá por casa gostamos de sínteses. Tipo pontos de situação para depurar antes de  dar os passos seguintes ...  Ah, e alinhamos com este lema:
 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

LANÇAMENTO | de Miguel Tiago - «A Inteligência Artificial e as contradições do capitalismo» | com apresentação de João Ferreira | 4 NOV 2026 | 18:00 | AUDITÓRIO FERNANDO PESSA _ CASA DOS DIREITOS SOCIAIS | LISBOA


 
do Convite recebido: «(...) A Inteligência Artificial, sob o comando do capital, é, entre outros aspectos, um instrumento de intensificação da exploração, desvalorização salarial e vigilância. A Inteligência Artificial, sob controlo público, social e democrático, significaria devolver tempo livre a todos aqueles que tudo produzem, permitindo o desenvolvimento pleno das capacidades intelectuais, artísticas, científicas, físicas, sociais e políticas de cada ser humano.
A disputa que hoje se trava sobre o que será o futuro da Inteligência Artificial não se desenvolve à parte, mas antes no seio, da luta mais geral pela construção de uma sociedade socialista. (...)».
 
 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

«PREVISIBILIDADE» PARA QUE TE QUERO !

 

A notícia  a que se refere a imagem é toda ela um «programa» sobre o que temos e não temos na Cultura e nas Artes por parte do Estado e do Aparelho Estatal, central e local. Escolhendo e sintetizando: onde está a PREVISIBILIDADE   que enche os discursos Oficiais e sustenta «políticas»? Não é só o mercado que precisa dela. Mas vejamos, ilustrando, o que se passa no Município de Évora -  neste endereço. Por outro lado, facilmente se deteta que na base está um entendimento de SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA assente em «APOIAR» e não em «GARANTIR». Ó gente, temos que sair disto! Se queremos um PROGRESSO  EQUILIBRADO como decorre do PARADIGMA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Lembremos:
 

 E no entanto, não desconhecemos,
 por exemplo, que está a decorrer isto:

 

 

 
Mas ...  
 
Basta olhar para isto:
 
 



«ONDE ESTÁ O CINEMA DA MARGEM SUL?» | vai discutir-se no Salão das Carochas no Primeiro Encontro Cinecarochas a 30 de outubro pelas 21:00 |ALMADA

 

 
«(...)  Esta é também uma oportunidade das entidades nacionais como ICA, Plano Nacional de Cinema ou Portugal Film Comission contactarem de perto com uma parte significativa da indústria que representa.
Este encontro acontecerá mediante inscrição para o email do Salão das Carochas (cinecarochas@cma.m-almada.pt) terá também um painel de discussão “A Margem Sul Como Território de Cinema”, composto por profissionais do Barreiro, Almada, Setúbal entre outros. Começa pelas 21h00». Saiba mais