ELITÁRIO PARA TODOS
quarta-feira, 13 de maio de 2026
NA «VISÃO» | POR MARGARIDA DAVIM |«Os Contratos Milionários de Lisboa com a Media Livre»
O MAIS PREOCUPANTE É QUE OS ENVOLVIDOS NA APROVAÇÃO DAS ALTERAÇÕES AOS BENEFÍCIOS FISCAIS NA ESFERA DA CULTURA ESTARÃO CONVENCIDOS DE QUE É ISSO QUE VAI «REVOLUCIONAR» O FINANCIAMENTO PÚBLICO AO SETOR ! | lamentamos mas não ... | ENTRETANTO VOLTAMOS A SUGERIR QUE INVESTIGUEM O CONCEITO DE «MECENATO» ...
segunda-feira, 11 de maio de 2026
«PARA O POVO _ Combater o Autoritarismo e salvar a Democracia» | de A. C. Grayling
No livro, descreve como países outrora liberais estão a deslizar para o autoritarismo. Qual é a maior ameaça atual à democracia?
E porque é que a perda de confiança se tornou tão transversal?
As sociedades democráticas tornaram-se complacentes. As pessoas habituaram‑se às liberdades civis e ao ato de votar, mas desligaram‑se do esforço necessário para sustentar uma democracia: envolvimento, informação e participação ativa. Em simultâneo, a democracia é lenta e ruidosa — e isso tem custos. Nos últimos 50 anos, a influência do dinheiro reduziu a capacidade do Estado de financiar educação, habitação, saúde e proteção social. Parte significativa da população ficou para trás, sentindo-se ignorada e ressentida. Esse ressentimento é explorado pelos populistas, que oferecem respostas simples e culpados convenientes — imigração, elites, conspirações — para problemas complexos.
Apesar do diagnóstico sombrio, o livro aponta soluções. Quais são as reformas mais importantes para proteger a democracia?
Há duas frentes essenciais. A primeira é cívica: os cidadãos têm de estar informados, envolvidos e dispostos a resistir a ataques às liberdades civis. Cada dia de indiferença é um dia ganho pelos autoritários. A segunda é institucional. Os sistemas eleitorais devem ser genuinamente representativos. Muitos países operam ainda segundo modelos — como o de Westminster — que distorcem a representação e excluem vozes relevantes. E a governação não pode ser uma continuação permanente da campanha. Instituições bem desenhadas, com responsabilidades claras e fiscalização contínua, reduzem o risco de abuso. Como defendeu Frederick Douglass, a chave é criar instituições que impeçam mesmo as más pessoas de causar danos graves quando chegam ao poder».
Nos últimos vinte anos, o mundo enfrentou uma sucessão de crises - na finança global, migrações, a pandemia de covid-19 e uma guerra de agressão em grande escala no continente europeu -, com consequências sociais, económicas e políticas graves, que resultaram em frustração, medo e ira.
Ao apoiar-se no descontentamento social, o extremismo propõe soluções simplistas e estereotipadas em resposta às ansiedades e incertezas que afetam as nossas sociedades. E a consequência é que, por todo o mundo, os alicerces da democracia estão a ser corroídos.
Neste livro, analisam-se as razões e o modo como isto está a acontecer e propõem-se soluções - ou, pelo menos, melhoramentos. Porque o que as democracias oferecem aos seus povos em matéria de liberdades civis, direitos humanos e Estado de direito é demasiado precioso para se perder. Ainda vamos a tempo de resistir. Saiba mais.
sábado, 9 de maio de 2026
AGORA QUE ESPEVITARAM A NOSSA CURIOSIDADE QUEREMOS «SABER TUDO» SOBRE A(s) COMUNIDADE(s) IBEROAMERICANA(s) | pronto, está bem, confessemos, é a «Cultura e a arte» que nos move ...
- A Secretaria-Geral Ibero-Americana será o sitio onde se encontra informação geral indispensável:
Veja aqui
sexta-feira, 8 de maio de 2026
ALÔ SENHORES DECISORES NOMEADAMENTE PÚBLICOS! TALVEZ LHES INTERESSE - SE É QUE TÊM TEMPO PARA ESTUDAR E REFLETIR TAL É A CORRERIA QUE PARECEM SER AS VOSSAS VIDAS - O QUE SE PASSA NOS PAÍSES NÓRDICOS NO QUE SE REFERE AO USO DE IMÓVEIS EXISTENTES |«Inspiration Catalogue for Policy Measures to Improve the Use of Existing Buildings» | É A ECONOMIA CIRCULER A FUNCIONAR PARA O PENSAMENTO E PARA A AÇÃO
quinta-feira, 7 de maio de 2026
A DECORRER EM LISBOA|«Festival 5L»-Festival Internacional de Literatura e Língua Portuguesa | JUSTO LEMBRAR: NA ORIGEM UMA PROPOSTA DO PCP/CDU
O TITULO DO ARTIGO DE MANUEL AUGUSTO ARAÚJO NO JORNAL AVANTE! DIZ TUDO |«Arte, dinheiro, alienação estética» | ASSIM QUEIRAMOS DEBATER «À SÉRIA»...
Neste estado de sítio a crítica de arte foi substituída, foi contaminada pelas bulas dos departamentos de comunicação das empresas, dos coleccionadores-empresários, das fundações que garantem uma sólida relação entre o dinheiro e a arte que são a regra do sistema da arte contemporânea, que manipulam os valores de mercado com uma opacidade extraordinária, fabricando narrativas e veículos publicitários que sustentam as especulações das variações de valor que nunca se desvalorizam, em que o kitsch e a moda são dominantes. Promove-se uma transferência simbólica da perdida aura da arte, como Walter Benjamin radiografou2 para a aura fática dos objectos de luxo, do nicho de mercado em que passaram a se inscrever...».
Tudo se acelerou quando o segredo bancário foi levantado na Suíça, alguns paraísos fiscais foram escrutinados, o que torna não impossível, mas mais difícil, fazer circular o dinheiro livremente fugindo aos impostos. A aquisição de obras de arte, colocando-as em paraísos fiscais, fechando-as em cofre-fortes no Luxemburgo e Singapura, onde ficam a levedar, a utilização do mecenato para ocultar negócios tornou-se prática corrente.
É o cinismo, a hipocrisia de uma sociedade sem dignidade que infecta as artes e a cultura atirando-as para os pântanos das estéticas-mercadorias, a mais acabada alienação estética, o que torna mais urgente uma frente de luta em que as artes, a cultura e a política, sejam um bem comum, não só interpretem o mundo mas lutem para o transformar tendo por horizonte que «na “tradição dos oprimidos” (Walter Benjamin), aprendemos a não ceder aos desastres, aprendemos a trabalhar para estoirar o tempo contínuo das derrotas e a perscrutar os momentos em que algo de diferente foi possível, mesmo que por umas semanas ou meses ou décadas.
«O trabalho da esperança que magoa ensina-nos que o que foi possível, e logo derrotado, será possível (de outra forma), outra vez», como assertivamente afirmou Manuel Gusmão3».






