quinta-feira, 17 de setembro de 2026

«Os trabalhadores do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) alertaram hoje para “o cansaço físico e psicológico” e para as “condições improvisadas” de trabalho, nas vésperas da reabertura ao público desta instituição cultural, em Lisboa»

 

 
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Outra notícia 
 
 Excerto: «(...) Vários anos de desgaste não desaparecem com a reabertura das portas. O cansaço físico e psicológico é hoje uma realidade que não pode ser ignorada. Existem sérias preocupações relativamente à saúde mental e emocional da equipa, que não se resolvem com a celebração do dia 18 de Setembro", denuncia a comissão de trabalhadores.
Segundo os trabalhadores, "a maioria dos postos de trabalho ainda não conta com o mobiliário necessário", tendo sido identificadas "e comunicadas superiormente" várias situações, como "o bloqueio de elevadores e de monta-cargas, [o] sistema de detecção de incêndios ainda não plenamente assegurado e a inexistência de ar condicionado".(...)».



terça-feira, 15 de setembro de 2026

«AMADOR, A COISA AMADA»


O artigo da imagem chamou a nossa atenção. 
E como podia ser diferente?

Começa assim:

«Em causa está a necessidade de reforçar o investimento público no Movimento Associativo Popular (MAP). Composto por 33 mil colectividades, clubes e associações, onde trabalham 450 mil dirigentes voluntários e milhões de associados, o MAP é descrito pela Confederação Portuguesa de Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) como tendo um «papel determinante no acesso popular à cultura, recreio e desporto». Porém, denuncia a petição, «continua sem ter investimento regular a partir do Orçamento do Estado, «à altura do serviço público que presta». 

Acresce o facto de o sector enfrentar uma situação económica crítica, agravada pela covid-19, pelos despejos e pelo aumento das rendas, e, sobretudo este ano, pela destruição resultante de intempéries e pela escalada da guerra contra o Irão, que provocou a subida galopante dos preços e comprometeu «milhares de actividades promovidas pelo MAP em todo o território nacional, assim como a própria continuidade de muitas colectividades».

São motivos de sobra para as exigências urgentes colocadas ao Governo de Montenegro, encabeçadas por uma linha de apoio plurianual ao funcionamento regular das colectividades, clubes e associações. Ao mesmo tempo, as colectividades reclamam a redução do IVA do gás e da electricidade para 6%, bem como a devolução do IVA pago na compra de materiais e equipamentos para actividades culturais e desportivas. A actualização da isenção de IRC para 35 mil euros e outra linha de apoio, esta dedicada à regularização dos edifícios do Movimento Associativo e Popular, são também reivindicações apresentadas ao primeiro-ministro. (...)».

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Face ao exposto, necessariamente
 o Governo tem de intervir. 
Há que dar resposta à URGÊNCIA
 
lá o link para assinar 
 
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Também reparámos na imagem do artigo do AbrilAbril que nos leva imediatamente a este raciocínio: as realidades aqui em causa terão pontos COMUNS, mas depois há as ESPECIFICIDADES. A nosso ver há muito que refletir, e fazer HISTÓRIA sob várias óticas. Por várias vezes nos temos debruçado sobre a matéria referenciados à CULTURA E ÀS ARTES. E há uma dimensão que nos convoca com insistência: AMADOR e PROFISSIONAL.  Neste momento apenas sublinhar, por exemplo, a intervenção da DGAC (lá longe organismo anterior à atual DGARTES) e as transformações havidas cumulativamente decorrentes dos novos ordenamentos do Território e das Orgânicas dos Serviços do Ministério da Cultura/Secretaria de Estado da Cultura que se foram sucedendo. Ilustrando: procure-se o que se fazia no Departamento de Teatro e em particular quando NORBERTO ÁVILA esteve lá. Na ocasião identidade clara para:  PROFISSIONAL, AMADOR, UNIVERSITÁRIO, ESCOLAR. Nesta abordagem, na COIMBRA CAPITAL DE TEATRO o Projeto «Amador, a Coisa Amada» quis, nomeadamente, realçar a sua importância na tal «formação de Públicos». E há que lembrar o papel do Profissional com o Teatro Amador em sede de Centros Culturais - para isso é ir ao magnifico Testemunho de Luís Varela neste livro recentemente publicado, onde o trabalho com o Teatro Amador... 
Ainda, - mas tudo isto é inicio de conversa, bem sabemos, continuação para muitos - a questão da «figura jurídica», e lembrar que ser associação, por exemplo,   não significa que não possa ser profissional ... 
 
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Senhora Ministra da Cultura em part Time o que nos diz a tudo isto? Por favor, não dispare em todas as direções e/ou não faça mais um regulamento. E principalmente, não «sacuda a água do seu capote»... Mas é verdade, talvez chegue a esta conclusão em «duas penadas»:  parece que ninguém sabe realmente quais as competências do Central ao Autárquico ... 
Antigamente,  talvez tenha curiosidade em visitar este Diploma Orgânico (já gora aproveitemos para pedir à Senhora Ministra para providenciar no sentido de termos uma melhor digitalização).
 
  Em particular:
 
 
 Ah,  Senhora Governante, mande organizar memória sobre o que aquele maravilhoso Departamento de Música fez no âmbito das BANDAS. Qual o quê!, em tudo. Estamos certos que teremos muito com que nos orgulhar e aprender.  Aquilo, era COMPETÊNCIA EM AÇÃO ... Um privilégio para quem fez parte.
 
 
 Muito mudou, felizmente, depois do 25 DE ABRIL
mas REGRESSAR ÀS ORIGENS  e estudar o PERCURSO recomenda-se. Para mais QUALIDADE NOS DIAS QUE CORREM.Lembrar que há o ETERNO! E A SABEDORIA adquirida nas ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM   - vem nos livros. Como todos presenciamos nisso estará parte de FALHANÇOS  DO ATUAL GOVERNO ... Sim é TRANSPARENTE (assim grita, por exemplo, o Ministro da Educação), contudo a trapalhada (para não dizermos incompetência) decorre aos olhos de todos nós. E porquê? porque falta a dimensão COLABORATIVA e PARTICIPATIVA ... 
Tudo parte de uma ADMINISTRAÇÃO ABERTA - se quiser densificar procure INTERVENÇÕES DE BARACK OBAMA, naquele registo só dele! Sim, mas há literatura, e as «práticas de referência» ...Talvez (de certeza)  no nosso País faltem CURSOS SOBRE GESTÃO PÚBLICA 
onde se ensine e aprenda, e  sobre ORGANIZAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS  em geral. E cá estamos com as que estiveram na origem deste Post!
    

domingo, 13 de setembro de 2026

HÁ UMA GOVERNANTE QUE DEVE ESTAR FELIZ - A SENHORA MINISTRA DA CULTURA EM PART TIME | a sua Administração Legalista continua o caminho - olhemos para o Aviso acabado de ser publicado relativo ao «Programa de Apoio a Projetos de Mérito Cultural» pelo Fundo de Fomento Cultural | AINDA QUE MAL SE PERGUNTE : APOIAM-SE PROJETOS QUE NÃO SEJAM DE MÉRITO CULTURAL?

 


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É verdade, perante os «ouvidos moucos» de quem devia ouvir o ESPAÇO PÚBLICO SOBRE A ADMINISTRAÇÃO na ÁREA DA CULTURA apetece desistir. E seguir quem adianta que NÃO VALE A PENA - não querem e/ou não sabem mudar nada. Há mesmo quem acrescente: parece nem compreender de que se está a falar ... Pela nossa parte ainda não vai ser desta  que vamos desistir. E não se querendo apenas «marcar o ponto» perante mais uma determinação no Diário da República, revisitemos do que já temos abordado no Elitário Para Todos a propósito desta matéria. Assim, de facto paramos logo na designação «Projetos de Mérito Cultural» - digam-nos por favor qual é o conceito. A seguir, insistimos em que nos esclareçam qual a diferença entre o concurso do FUNDO DE FOMENTO CULTURAL e os da DGARTES.   Já agora, afinal que tipo de Organismo é o GEPAC?, na sua designação olhamos isto: 
 
Mas o que vemos é um ESPAÇO  onde cabe tudo menos aquilo que emerge do seu nome ...
Não nos apetece desenvolver mais uma narrativa decorrente do Aviso - mas devíamos. Em substituição este post passado:  

HÁ PROBLEMAS NO FUNDO DE FOMENTO CULTURAL? | venha de lá mais um «regulamento» ...

Terminemos, por agora, com este LEMBRETE ao SENHOR MINISTRO DAS REFORMAS: o que estão a fazer não está em linha com o que anunciou, depois dos diagnósticos e criticas que fez..., também ninguém o confronta. Mas pronto!, melhores dias virão ...   

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Ah,  na esfera da Senhora Governante, não é apenas na Cultura que a ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA progride. Também acontece na IGUALDADE. Estamos a referir-nos a este post  no Blogue Em Cada Rosto Igualdade:«Despacho n.º 11130/2026 _ Cria o Grupo de Trabalho para a prevenção e combate às práticas nocivas, designadamente casamentos infantis precoces e forçados, mutilação genital feminina e crimes de honra». E quem sabe vai aparecer um «PROJETO COM MÉRITO CULTURAL» nestes domínios e que vai ser «escolhido» ..., no Concurso do Fundo de Fomento Cultural. Aqui chegados, apetece-nos chorar  - mas será por pouco tempo. Haja alegria! Para a MUDANÇA NECESSÁRIA.
 
 
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

«A URGÊNCIA DE UMA FRENTE CULTURAL» | de Manuel Augusto Araújo | NO BLOGUE PRAÇA DO BOCAGE

 

 
Excertos: «( ...)» Há sempre uma leitura de esquerda bem distinta da de direita o que a direita procura sempre subverter ou simplesmente alisar. Na actualidade as artes e letras contemporâneas escapam a juízos críticos, subtraem-se a qualquer relação com as comunidades porque se vive o que Georges Steiner define como um «casino cósmico» em que há « uma cultura de impacto máximo e obsolescência imediata». (3) É o paradigma dos mercados que só conhecem a hierarquia cultural do que é vendável, numa sequência de episódios desconexos, inconsequentes, tendo por único horizonte um valor de diversão, a fogueira inquisitorial em que ardem as Seis Propostas para o Próximo Milénio de Italo Calvino (4). A resultante, como Terry Eagleton consigna, é que, actualmente, tanto a teoria cultural quanto a literária são bastardas, registando que não há hoje qualquer poeta, dramaturgo ou romancista britânico que questione os fundamentos do modo de vida ocidental, marcando um contraste significativo com séculos anteriores. Afirma que esse estado de sítio é decorrente do « humanismo liberal que é, ao mesmo tempo, altamente ineficaz e a melhor ideologia que a atual sociedade burguesa consegue ter» (5) o que já tinha feito Steiner soar sirenes apocalípticas «penso que o eclipse das humanidades , no seu sentido e presença primeiros, implica, na cultura e na sociedade de hoje, o eclipse da humanidade» (6) Um estado de sítio que se aplica hoje à cultura, às artes e às letras, em que nos referidos séculos anteriores tinha muitas e brilhantes excepções, bem mais comprovadas quando as vanguardas artísticas colaboraram com as vanguardas políticas, em que os trabalhos e pesquisas estéticas se identificavam com os empreendimentos revolucionários. Com o declínio das vanguardas artísticas a situação cultural iniciou uma genealogia de perversão até à inquietante situação actual em que os artistas parecem não responder a nada, indiferentes à brutal desumanidade das sociedades embora episodicamente, nas variantes mais radicais, simulem insubmissões contra os poderes públicos enquanto se fazem subvencionar com largueza por eles. O que não tem paralelo com anos anteriores em que a distanciação entre a vida social e política e as artes, até foi desmentida por escritores politicamente conservadores como Vitor Hugo (7) e Balzac (8) ou assumidamente fascistas como Céline (9), Ezra Pound (10), Curzio Malaparte (11) em que o que procuram colocar à porta lhes entra desaforadamente pelas janelas, acabando por retratar, de forma directa ou oblíqua, as lutas de classes e a decadência da sociedade.

Derivas das Actividades Culturais

Formalismos e Divertimentos

Na actualidade uma parte considerável da actividade cultural não tem outra função social que não seja distrair o público, desviá-lo da situação política, divertindo-o enquanto em paralelo nas artes e letras se assiste à exasperação dos formalismos que culminam na defesa da arte pela arte, o que «termina sempre na utilização publicitária do trabalho sobre a forma» (12). Arte pela arte que Walter Benjamin denuncia: « Fiat ars- pereat mundus, diz o fascismo que, como confessou Marinetti, espera da guerra a satisfação artística transformada pela técnica. Trata-se visivelmente da consumação da arte pela arte. A humanidade. que antigamente. com Homero, foi objecto de contemplação para os deuses olímpicos, tornou-se objecto de contemplação para si própria. A alienação de si própria atingiu o grau que lhe permite viver a sua própria aniquilação como um prazer estético de primeira ordem. É assim a estetização da política praticada pelo fascismo. O comunismo responde-lhe com a politização da arte» (13). O risco é essa politização da arte atolar-se em vulgatas marxianas que são o outro lado do espelho da inventividade teórica de Marx e Engels, com obras medíocres para que Engels, muito antes das perversões idanovistas, tinha advertido no Anti-Durhing : «assim quem parte, neste domínio, à caça de verdades definitivas, em última análise, verdades autênticas, absolutamente imutáveis, poucos resultados obterá além de banalidades e de lugares-comuns da pior espécie».(14) (...)».


domingo, 6 de setembro de 2026

«Research on culture matters»

 

«Research on culture matters. Now is the time to not only claim it, but prove it.
ENCATC launches a collective advocacy action at the Congress in Nice
Europe is deciding its future funding priorities, and the stakes could not be higher. Right now, behind closed doors in Brussels, the draft text for the next EU Multiannual Financial Framework (MFF) 2028–2034 is being fiercely debated and rewritten. The decisions made this autumn will dictate whether Europe invests in its cultural infrastructure or sidelines it.
As a leading research network, ENCATC cannot afford to sit on the sidelines. We have a unique responsibility to ensure that the vital role of cultural research is not just recognised, but financially secured. (...)». Continue.