ELITÁRIO PARA TODOS
sexta-feira, 17 de julho de 2026
quarta-feira, 15 de julho de 2026
PARA A RESPOSTA AO FALHANÇO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PROVADO COM A AVALIAÇÃO DIGITAL EM CURSO DO 12.ºANO | «Carta ao ministro da Educação ou a ditadura digital» de António Carlos Cortez no semanário Expresso| OUSAMOS ALARGAR SUGERINDO QUE NÃO SE DESLIGUE O PROBLEMA DA FALTA DE «GESTÃO PÚBLICA» SUBSTITUIDA PELA «ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA» COM QUE NOS AFOGAM NO DIÁRIO DA REPÚBLICA
A esquerda política – nomeadamente o PS – é responsável, de largos anos, pelo estado a que o ensino chegou. A digitalização da escola não pode dissociar-se das mistificações educativas: desde o “aprender a aprender” passando pela concepção do aluno como centro de tudo quanto é a escola e a universidade (o estatuto do aluno foi a porta aberta para a legitimação da indisciplina em Portugal), com a gravíssima concepção do professor como mero “facilitador de aprendizagens”. Tudo isto conduziu-nos até aqui: à precarização da profissão docente, ao esfacelamento da estabilidade da carreira, e, de forma maquiavélica, à desunião entre a classe e, de forma gravíssima, à alienação de gerações de alunos que, saídos de 12 anos de escolaridade obrigatória, nada leram, escrevem mal, são vítimas de um sistema que os quer amestrados, desvitalizados, sem imaginário e sem qualquer sonho e utopia de futuro.
Tudo isto se preparou ao longo do tempo: começou com o fim da PGA, prova exigente, consolidou-se com o consulado de Maria de Lourdes Rodrigues, inventando a figura do professor-titular, e atinge, com a pandemia, o seu clímax. A pandemia COVID-19, serviu apenas para, no campo do trabalho e da educação, diluir serviços, transformar professores e alunos em cobaias de experiências online que jamais os donos das Big Techs defendem para os seus próprios filhos.
Senhor ministro da Educação, caro colega Fernando Alexandre, reconheça o erro. Não é ao Grupo Vinci que deve servir, nem será com empresas privadas do digital que solucionará esta calamidade nacional. Gastou 7 milhões de euros neste processo caótico. Há professores a corrigir mais de 300 itens de exames! Se o seu projecto é – com a desculpa do rigor e da excelência – fazer com que paulatinamente os professores trabalhem também em agosto, saiba que tudo isto está já muito para além das férias (merecidas). A questão central, Fernando Alexandre, é que as sucessivas tutelas degradaram de tal maneira a escola pública que os estudantes portugueses nada sabem. Confirmam-no o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study) e outras estatísticas. Confirmam-no os índices de violência escolar e, senhor ministro, estes exames no digital são (como bem sabe) outra estratégia de embrutecimento dos que ensinam e dos que aprendem.(...)».
domingo, 12 de julho de 2026
A PRETEXTO DA ORQUESTRA REGIONAL PARA O ALENTEJO | aproveitemos para refletir «serviço público» além de procedimentos «concursais» avulsos

quinta-feira, 9 de julho de 2026
NA REVISTA VISÃO | «Mérito Cultural - As histórias de quatro artistas ameaçados pela miséria» | NÃO DEIXEMOS ESTAS PESSOAS DESAMPARADAS! EXIJAMOS AOS PODERES INSTITUCIONAIS QUE DE IMEDIATO OLHEM COMO GENTE PARA ESTA GENTE E QUE SE ESTRUTURE UM MINISTÉRIO DA CULTURA DIGNO DESSE NOME PARA QUE HAJA PRESENTE E FUTURO PARA OS PROFISSIONAIS DA CULTURA E DAS ARTES | OBRIGADO AOS VISADOS QUE ESTÃO «A DAR A CARA» ...
segunda-feira, 6 de julho de 2026
CULTURA | (RE)VISITAR LEGADO DE ÁLVARO CUNHAL| o livro «A arte, o artista e a sociedade» que levou a entrevista de Clara Ferreira Alves em 1997 e continua disponível | A tradução «O Rei Lear» que já esteve e vai voltar a palco a partir de 15 de julho 2026 | NUMA ALTURA EM QUE TANTO SE PRECISA DISCUTIR CULTURA E ARTE COM GRANDEZA E NÃO NOS DEIXARMOS AFOGAR NO QUE NOS CHEGA DO «MINISTÉRIO CALDEIRÃO» ONDE INSTITUCIONALMENTE SE ENCONTRAM MERGULHADAS | SEM SE DEIXAR DE QUESTIONAR E REIVINDICAR | OBVIAMENTE!
A toda esta longa elaboração do génio popular, a todo este longo trabalho colectivo de gerações, Shakespeare (embora aproveitando de obras anteriores ideias fundamentais, incidentes e até palavras e frases) deu forma nova, definitiva e superior, animando as velhas lendas com o espírito crítico da Renascença e com um ideal de justiça e humanidade que em "O Rei Lear" está mais constantemente presente que em qualquer outro dos seus dramas.»
Da introdução de Álvaro Cunhal - Saiba mais.
A partir da obra de William Shakespeare, com tradução de Álvaro Cunhal e encenação de António Pires, Rei Lear conta-nos a história de um monarca envelhecido que decide dividir o reino entre as três filhas, esperando retirar-se do governo, mas conservar a autoridade e a reverênciade todos. Ao exigir declarações públicas de devoção, desencadeia um jogo político que rapidamente se volta contra ele. Expulso do poder e traído pelas próprias alianças que julgava seguras, Lear vagueia num mundo que já não lhe pertence. Na tempestade e na ruína descobre demasiado tarde a fragilidade do poder e da própria condição humana».
sábado, 4 de julho de 2026
ARTES | PELA SOBREVIVÊNCIA VENHAM DE LÁ OS PROCEDIMENTOS CONCURSAIS RECLAMADOS PELA PLATEIA SENHORA MINISTRA DA CULTURA (EM PART TIME) ... | já que não refunde o que existe pelo menos cumpra o que decorre da lei e que prometeu ...
quarta-feira, 1 de julho de 2026
«Estou farta de repetir isto»
«O CACE - CENTRO inaugura no próximo dia 1 de julho, concretizando uma das mais relevantes medidas de valorização, preservação e divulgação da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado.
A criação do CACE - CENTRO permite dotar esta coleção pública de arte contemporânea de um espaço de acervo centralizado, representando um ganho significativo em termos de organização, gestão e conservação. Esta nova infraestrutura garante melhores condições para coordenar, articular e irradiar a atividade da Coleção por todo o país, fortalecendo a sua presença pública e territorial.
A nova sede da CACE, localizada em Alcabideche, cumpre padrões internacionais de conservação preventiva e integra reservas visitáveis, áreas de trabalho especializado, espaços expositivos e um serviço educativo dedicado à mediação cultural e artística junto de diferentes públicos. A concentração de grande parte da coleção num único local representa igualmente um ganho de eficiência na gestão dos recursos públicos, permitindo reduzir significativamente os encargos associados ao armazenamento externo das obras.
Com a abertura do CACE - CENTRO, a Museus e Monumentos de Portugal reforça o seu compromisso com a preservação, estudo, divulgação e fruição da arte contemporânea, disponibilizando aos cidadãos um novo espaço de conhecimento, descoberta e contacto com a criação artística contemporânea.
A inauguração do CACE - CENTRO marca o início de uma nova etapa para a coleção pública de arte contemporânea e para a política cultural de valorização do património artístico nacional.
Exposição Dual Sim reúne obras integradas na Coleção
A exposição Dual Sim assinala a inauguração das novas instalações da CACE. Com curadoria de Filipa da Rocha Nunes e Sofia Montanha, reúne vinte e três obras integradas na Coleção a partir dos programas anuais de aquisição de arte contemporânea, que tiveram início em 2019.
Esta exposição reflete, também, a identidade deste novo espaço: uma coleção pública, aberta e visitável, mas também estruturada para circular, descentralizar a oferta cultural e abranger o território nacional». Tirado daqui.
Continuo a dizer: isto são r-e-s-e-r-v-a-s. Para além do CACE-Centro, a dinâmica de programação descentralizada vai continuar e com maior eficácia. Isto permite-nos gerir melhor a resposta a essas solicitações, seja com entidades onde temos depósitos, seja com cedências a outros museus. A CACE é uma colecção de todos, tem de estar no território. Estou farta de repetir isto. (...)». Se tiver acesso na integra aqui. Por aqui somos «antigos», e pensamos que um SERVIDOR PÚBLICO nunca pode estar farto de repetir ...

















