domingo, 24 de maio de 2026

«conceito de repertório» e precariedade

 

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Acabamos de receber  e-mail com a informação acima que é o pretexto para este post com dois propósitos: divulgar a iniciativa; voltar a mostrar a nossa surpresa sobre o conceito de «reportório» que lhe está adjacente. Bem, essa quase «perplexidade» já tinha surgido noutras ocasiões mas outras prioridades devem ter acontecido que há muito a tínhamos esquecido. Nós que como tanta gente ponderamos o lado bom e os perigos da Inteligência Artificial neste momento recorremos ao que nos diz sobre «o conceito». Aqui está:«O Teatro de Repertório é um modelo de produção e apresentação em que uma companhia mantém um conjunto de peças ativas e prontas a serem representadas. Os espetáculos alternam em cartaz, permitindo que o elenco represente uma peça diferente a cada dia ou semana». Para isso acrescenta o IA:
 
 
Nesta narrativa há uma certa dimensão «naif» mas pode-se testemunhar que contempla o essencial do que institucionalmente foi (já foi) considerado TEATRO (COMPANHIA) DE REPORTÓRIO (naturalmente assente no conhecimento teórico disponível e nas práticas de referência por esse mundo fora). Ousamos acrescentar ser inquestionável:  sem «ELENCO RESIDENTE» será abusivo falar de «reportório». Assumidamente no primeiro GOVERNO GUTERRES o diploma orgânico do TNSJ fixa que não vai ter COMPANHIA RESIDENTE . Contrariamente ao que se decidiu relativamente ao TNDMII. Naturalmente que não é cada TEATRO NACIONAL que decide isso. Confirma-se uma vez mais, precisamos de MEMÓRIA organizada sobre a GLOBALIDADE DO SETOR CULTURA nomeadamente em torno  do INSTITUCIONAL, do PRATICADO, e do que EMERGE em cada momento ... Sobre o TODO e de cada ORGANIZAÇÃO. Por acaso fomos ao site do TNSJ - à HISTÓRIA - ver o que por ali poderia existir sobre o assunto: nada! Talvez depois do  ciclo de conferências DEDICADO ao conceito de REPORTÓRIO se possa rever  aquela apresentação. Já agora, aqui pelo ELITÁRIO PARA TODOS defende-se que haja TEATROS nomeadamente NACIONAIS com COMPANHIAS RESIDENTES e demais ESTRUTURAS REGIONAIS (do Setor Público, do Terceiro Setor, do Privado). Mais, só com ORGANIZAÇÕES SÓLIDAS se acabará com a PRECARIEDADE DOS PROFISSIONAIS NA CULTURA E NAS ARTES.

   


sexta-feira, 22 de maio de 2026

quinta-feira, 21 de maio de 2026

QUEM OUVE A DENÚNCIA? | QUEM CONTROLA OS «DISLATES» VINDOS DA GOVERNAÇÃO NA ÁREA DA CULTURA? | QUEM NÃO SE ENVERGONHA DOS «DISPARATES OFICIAIS SOBRE JOÃO ABEL MANTA»?| diz Alexandre Pomar: « A ingénua ministra principiante não pode ser "incomodada" por estes dislates? O partido não percebe? Quem escreve estas prosas oficiais disparatadas?»

 

 
No  Blogue de ALEXANDRE POMAR : 
 
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2. Uma incorrecta homenagem a João Abel Manta
A ingénua ministra principiante não pode ser "incomodada" por estes dislates? O partido não percebe?
Quem escreve estas prosas oficiais disparatadas? "UMA CRÍTICA À BURGUESIA E AO CONCEITO DE FAMÍLIA"...!!!
"Fiel a uma conceção de arte como intervenção cívica, a obra em análise apresenta uma crítica à burguesia e ao conceito de família, recorrendo à representação de uma fotografia de retrato doméstico segundo os estreitos cânones formais oitocentistas."
Como se podem pedir responsabilidades a um organismo do Ministério da Cultura, a empresa MMP? A um governo de centro-direita assim infestado por complexados e provocadores (anónimos?) em rédea solta, sob tutelas ignorantes e desacreditadas, que deixam correr.
Infiltram-se aqui afirmações inconsequentes e interpretações erradas ao sabor das modas, agora parasitadas por um esquerdismo infantil.
João Abel Manta foi um homem de família, dos pais que herdou à família que criou e com quem viveu.
Falar em "crítica à burguesia" é também um abuso, e poderia dizer-se o contrário. Esta burguesia que retrata e de que faz parte é antiga e sólida, assumida como tal, digna e orgulhosa, uma burguesia consciente e interventiva - e não se trata de forma alguma de uma caricatura. (...)». Leia na integra.
E nós acrescentamos: as políticas são determinantes, mas as Pessoas e os Organismos também. Aliás, são quem as engendra e aplica, tantas vezes na pior versão do antecipado. Alô, Esquerda(s)! Mais, custa-nos acreditar que no PARLAMENTO não haja Eleitos do PSD que se envergonhem do que acima é denunciado e equivalentes não raros nos dias que correm... Tudo isto também se deverá a o facto de não termos MINISTÉRIO DA CULTURA, não apenas formalmente, mas que seja digno desse nome. A propósito lembremos post recente donde de A.C. Grayling (o destaque é nosso):
  

«(...)Apesar do diagnóstico sombrio, o livro aponta soluções. Quais são as reformas mais importantes para proteger a democracia?

Há duas frentes essenciais. A primeira é cívica: os cidadãos têm de estar informados, envolvidos e dispostos a resistir a ataques às liberdades civis. Cada dia de indiferença é um dia ganho pelos autoritários. A segunda é institucional. Os sistemas eleitorais devem ser genuinamente representativos. Muitos países operam ainda segundo modelos — como o de Westminster — que distorcem a representação e excluem vozes relevantes. E a governação não pode ser uma continuação permanente da campanha. Instituições bem desenhadas, com responsabilidades claras e fiscalização contínua, reduzem o risco de abuso. Como defendeu Frederick Douglass, a chave é criar instituições que impeçam mesmo as más pessoas de causar danos graves quando chegam ao poder».

Ora, bastaria olhar para acontecimentos vários para se concluir que no nosso País na Cultura temos um APARELHO ESTATAL ESCANGALHADO que o PS prometeu reinventar, coisa que não fez ..., e a seguir a situação só piorou. Onde os PERFIS GOVERNAMENTAIS como se vê não são ponderados e depois não é de surpreender que o mesmo aconteça nos Serviços. Ah, é de ler a outra denúncia de Alexandra Pomar no mesmo Post:   
De lá, de artista admirada

Maria José Aguiar (Barcelos, 1948)

Festas das cruzes, 1974

Óleo e acrílico sobre tela, 160 x 130 cm

 

Escreve Alexandre Pomar 
  
«É também o caso da pintura de Maria José Aguiar, que é sem dúvida a melhor obra do conjunto de aquisições. Ou é mesmo a única obra importante adquirida. De uma pintora original e admirada que escolheu há anos uma situação de invisibilidade face ao panorama aviltante das artes actuais. Mas o preço é exagerado e inverosímil (algum intermediário meteu a unha. Se não a própria comissão)
Não sou o único a dizer que se trata de casos de polícia».

«POR TODOS NÓS» | em cena no Teatro Aberto em Lisboa | CONTINUEMOS A COMEMORAR OS «50 ANOS DE ABRIL» !

 

 

Veja aqui 

 

quarta-feira, 20 de maio de 2026

CONTINUEMOS COM O QUE ACONTECE NO ESPAÇO IBEROAMERICANO NA ESFERA DA CULTURA |«Quinze companhias de teatro de seis países ibero-americanos participam este ano no Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA), que arranca na quinta-feira e que vai passar pelos distritos de Beja, Portalegre e Setúbal»| QUE NOS LEVOU À «RedeArtes» RECENTEMENTE CRIADA EM BOGOTÁ

 

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Excerto: « Quinze companhias de teatro de seis países ibero-americanos participam este ano no Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA), que arranca na quinta-feira e que vai passar pelos distritos de Beja, Portalegre e Setúbal. 

"O FITA é, como o próprio nome indica, um festival internacional de teatro que ocorre em todo o Alentejo [e] tem um perfil ibero-americano, com predominância de espetáculos oriundos do espaço sul-americano", explicou hoje à agência Lusa o diretor artístico do certame, António Revez.

O festival, que se prolonga até dia 30 deste mês, é organizado pela companhia bejense Lendias d'Encantar e vai apresentar espetáculos de teatro e de música, debates, conferências e formações artísticas nos concelhos de Beja, Ferreira do Alentejo, Mértola, Ponte de Sor, Portalegre e Santiago do Cacém.

Segundo António Revez, a Colômbia é o país convidado desta 13.ª edição do FITA, que conta também com companhias de teatro e músicos oriundos de Portugal, Espanha, Chile, Argentina e Brasil. (...)». Leia na integra.

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Para nós faz sentido cruzar este FESTIVAL com a recente notícia: «Portugal assume liderança da rede de cooperação entre ministérios ibero-americanos da Cultura em 2027-2028». Excerto: «(...)A RedArtes é uma plataforma de cooperação entre ministérios ibero-americanos da Cultura e entre as prioridades definidas "estão o intercâmbio de metodologias, a formação de profissionais, a investigação, a avaliação de impacto e a partilha de boas práticas". (...)».  Querendo saber-se mais la fomos em busca. Detivemo-nos neste artigo: 

  

Leia aqui

 
 
 e depois no espaço sobre o CONGRESSO no site OEI
 

Aqui

 ONDE NOS DIRECIONAM PARA AQUI:

Paremos, para voltarmos mais tarde. Neste momento, o que se quer sublinhar: pensamos que todos estaremos de acordo que  a ADMINISTRAÇÃO ESTATAL PORTUGUESA DA CULTURA (CERTAMENTE EM REDE COM DEMAIS ) devia proporcionar INFORMAÇÃO sobre o que se passa no ESPAÇO IBEROAMERICA  para o que aqui nos interessa. Para nomeadamente termos  CRUZAMENTOS  vários,  desde o FITA passando pelo FITEI pela REDEARTES pela ACADEMIA  IBEROAMERICANA DAS ARATES DE CENA, pela IBERCENA, pela ... Talvez voltar ao Comunicado da nossa MINISTRA DA CULTURA (em part time): «2026-05-18 às 09h45

Portugal assume vice-presidência da nova RedArtes e liderança em 2027»

O assunto terá de ser aprofundado, não é verdade Senhora Governante? Um pedido especial, se puder tirar aquele « posicionamento», (está bem, é capaz de ser uma embirração nossa) talvez não fosse má ideia. Está nesta passagem:«Com a RedArtes, Portugal reforça o seu posicionamento no espaço ibero-americano e consolida um papel ativo na construção de uma agenda comum entre cultura e educação. A criação da rede ocorre num contexto internacional em que a educação artística e cultural é cada vez mais reconhecida como essencial para o desenvolvimento humano, a cidadania democrática, a coesão social e a promoção da paz, afirmando-se assim como uma prioridade estratégica»Sem ironia, GOVERNO atente nestas palavras - estão para lá da RedeArtes  ibero-americana. E do nosso Plano de Artes referido no Comunicado assim:«Portugal contribui com a experiência do Plano Nacional das Artes (PNA), presente em mais de 70% dos agrupamentos escolares do país e reconhecido pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) como uma referência internacional». Ótimo, mas a coisa tem de ser mais ampla ... E a nossa CONTRIBUIÇÃO não se pode esgotar num iniciativa de missão ...., embora gostemos do FORMATO, havendo que discutir em que circunstâncias ... Pensando bem, quem sabe matéria a refletir no ESPAÇO IBEROAMERICANO.