quarta-feira, 15 de abril de 2026

«Casa dos Mortos - A PIDE/DGS em Moçambique 1964-1974»

 


Resumo

 

«A HISTÓRIA SILENCIADA DA VIOLÊNCIA COLONIAL EM MOÇAMBIQUE ENCAPSULADA NUMA DÚZIA DE CAIXAS DE PAPELÃO.

Um livro que reúne os artigos de investigação que desvendaram as provas documentais de homicídios, tortura, violações dos direitos humanos e crimes cometidos pela PIDE/DGS entre 1964 e 1974.

Entre Maio e Agosto de 1974, uma comissão de inquérito criminal formada pelo exército português em Moçambique ouviu milhares de vítimas, testemunhas, funcionários da PIDE, da PSP e de vários órgãos da administração colonial sobre a violência sistemática e discricionária exercida pela polícia política contra civis na antiga colónia.

Ao longo desses meses, a Comissão abriu inúmeros processos-crime por homicídio e ofensas corporais e comprovou a prática quotidiana de tortura, violações dos direitos humanos e crimes de guerra cometidos nas instalações da polícia e nas cadeias oficiais e clandestinas. Até que, em Setembro de 1974, os trabalhos foram abruptamente encerrados e os processos documentais tiveram destino incerto.

O livro Casa dos Mortos, que nasceu como um conjunto de artigos de investigação jornalística e arquivística, desvenda pela primeira vez as provas documentais desta violência silenciada. Isso foi possível graças à descoberta, em finais de 2024, de uma Comissão de Verdade cuja existência nunca fora tornada pública e cujo trabalho estava guardado em 12 caixas no Arquivo PIDE/DGS, à guarda da Torre do Tombo». Saiba mais.



terça-feira, 14 de abril de 2026

ANTÓNIO PINTO RIBEIRO |«O Poder da Cultura _ Questões Permanentes»| E A PROPÓSITO IDEIAS PARA DEBATE ...

 

 
 
 

Sinopse

 

Reflexões pertinentes sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e esperança colectiva.
Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do mundo actual e do talento colectivo de agir sobre ele.
As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico mundial transforma-se a cada minuto, obrigando as democracias a exercícios de prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais e coletivas.

 
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Claro,  é sempre de aplaudir a chegada ao mercado de mais um trabalho de António Pinto Ribeiro. Agora, para lá da obra em si temos o que nos chega a propósito do livro, acima. Temos seguido com apreço o que já foi adiantado na Comunicação Social e em programas «especializados», como o «e Agora ?»  de Nuno Artur Silva de ontem na RTP 2. É  um privilégio ver, ouvir e ler,  «cabeça tão organizada» que evidencia o conhecimento teórico e a experiência de Pinto Ribeiro. É de tal maneira forte que dificulta contra-argumentação, mas ao mesmo tempo é um desafio para questionar, e só se pode admirar e agradecer. Ilustrando, a partir do que veio para o espaço público nos últimos dias, pensamos que há lugar para se debater coisas como as seguintes:
 
-  Conceito de SISTEMA, será que varia consoante a área do conhecimento em questão?
 - Indústrias Criativas, eventualmente haverá confusão  porque se associou o termo  à cultura e à arte quando a «criatividade» é património da indústria e da gestão em geral ...
 - Em tudo isto não se pode esquecer o que caracteriza o APARELHO ESTATAL dos vários Países ao longo do tempo, e ver como enfrentaram SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA, havendo quem o desenvolve assumidamente em paralelo com a atividade cultural ORDENADA PELO MERCADO, e quem o dilui nas tais INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS ...
 - SIM, há que discutir a figura «PROGRAMADOR»  sabendo-se que há quem fuja do «Perfil» propalado, mas não terão voz no espaço público que o mostre - nem têm tempo para isso -, mas têm prática convincente.
 - O FINANCIAMENTO para o SETOR CULTURA tem de ser justificado, temos de saber como se chegou aos valores praticados, qual o racional seguido no todo e na parte.
 
-  Fiquemos por aqui... 
 
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Certamente por este clima
 reparamos no que nos acaba
 de chegar ao computador 
  
do JN de hoje 
lá estão as Indústrias Culturais
  
 
e cumprindo quase rotina, lá fomos
ao Ministère de la Culture de França -
 sim, somos devotos de Malraux 
que continua por lá
 

Veja aqui
 
Já agora:
 
 
 
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Concluindo, obrigado António Pinto Ribeiro por uma vez mais servir de rastilho para refletirmos  matérias que pensamos interessam ou deviam preocupar não só o SETOR (visto como sistema ou não - bem, mas por aqui a abordagem sistémica-contigencial é rainha) como a generalidade das populações. Nós que acreditamos no SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA e na ATIVIDADE CULTURAL que se organiza em função das regras do MERCADO e que não pode ser ignorada pelo Estado - serão as tais «indústrias»? E, sim, em tudo a CRIATIVIDADE. Por fim, neste século XXI temos de reaprender a ensinar e aprender estas matérias. A investigar. E encontrar novos processos para debater. Porque como dizia Maria de Lurdes Pintasilgo TUDO ESTÁ EM TUDO.
 

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Rematando, mesmo, em vez de «PODER»
temos vindo a preferir «FORÇA» DA CULTURA
e quase sempre nos lembramos de Urbano Tavares Rodrigues quando o ouvimos - há muito - dizer que «há um saber e um prazer que só a cultura e a arte nos podem dar» ... 
 
 

domingo, 12 de abril de 2026

MORREU DIOGO RAMADA CURTO| e neste momento triste lembramos conversas havidas, textos seus na agenda para serem (re)lidos com calma, e o que pretendiamos falar quando passássemos pela Biblioteca Nacional ...

 

 
 
A imagem é de um dos trabalhos de Diogo Ramada Curto  à espera de voltar a ser lido com calma.  É verdade,  temos na agenda «Ramada Curto». O propósito:  continuar a falar sobre assuntos passados que acolheu enquanto investigador,  e futuros, nomeadamente tendo em conta o seu lugar como Diretor da Biblioteca Nacional. Mas já não o vamos encontrar por lá, por acaso, ou de maneira combinada ... Dias tristes estes. Gostávamos do «seu jeito».  
  

sexta-feira, 10 de abril de 2026

CONTINUANDO COM O CINEMA | retalhos para debate em busca da desejada POLÍTICA PÚBLICA ....

 

 
 
  

 «(...)

Resistências e reconfiguração

Apesar das alterações nos hábitos de consumo, a retração do cinema comercial não é uniforme. Em Lisboa e no Porto, algumas salas independentes têm registado crescimento de público. O Cinema Trindade, no Porto, e o Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, surgem como exemplos de espaços onde a programação especializada e a relação próxima com o público criaram dinâmicas distintas das dos multiplex que têm vindo a encerrar portas. A escala é menor, mas a proposta é mais delimitada: ciclos, reposições, sessões comentadas.

Enquanto os hábitos dos espectadores se transformam, a indústria reorganiza-se à escala global. Em janeiro de 2026, a Netflix anunciou uma proposta para adquirir a Warner Bros. Discovery por cerca de 82,7 mil milhões de dólares. O acordo prevê a separação dos ativos de televisão por cabo e a integração dos estúdios e da produção cinematográfica na estrutura da plataforma, mas este filme ainda pode ter sequelas. Em jogo está ainda a Paramount Skydance, que tem em cima da mesa uma oferta pública de aquisição sobre a totalidade da Warner Bros. Discovery. O prazo termina esta sexta-feira, mas as movimentações no início da semana — o fecho desta edição da revista aconteceu na segunda-feira — deixam algum suspense no ar. No final da história, é certo que estas dinâmicas globais produzirão efeitos ampliados num mercado de menor dimensão como o português. Há cadeiras de cinema vazias, outras retiradas, e uma certeza: haverá muito conteúdo para ver no sofá.

João Miguel Salvador

 
  
 
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Centrados na Governante 

  

 
Excertos: «(...) Margarida Balseiro Lopes falava no final de uma sessão pública promovida esta sexta-feira pelo seu ministério a propósito dos recentes fechos de salas de cinema no país, que deram origem a um grupo de trabalho. (...)
Margarida Balseiro Lopes revelou que em Março aquele grupo de trabalho, que integra o ICA e a Inspecção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), terá um relatório sobre o panorama da exibição de cinema; só depois tomará decisões sobre os pedidos de desafectação pendentes. (...)».

Ainda mais este recorte do trabalho do Público:

e vamos a institucionalizado
  
 
 
 
 
 
e temos estudos 
 
 
 
  

 
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Claro, não ignorar a SABEDORIA DO MEIO
ilustrando
 
  
 
 
 
 
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Olhando para as imagens, por onde começar?  Ensaiemos: qualquer pessoa minimamente interessada nas Políticas Públicas na esfera da Cultura e das Artes,  concordará que há que debater esta matéria do CINEMA. Estamos em crer que as declarações da Senhora Ministra da Cultura (em part time) proferidas na sequência do  Sessão Pública havida a que se referem os recortes acima terão provocado algum sorriso a algumas pessoas. Mas até dá ideia que a Senhora Governante percebeu que o problema é maior que a questão das salas - vejamos, ilustrando, fala na formação de Programadores. Não sabemos como chegou a essa conclusão, mas teremos mais um concurso ... Criou um Grupo que ia apresentar um Relatório em março sobre a exibição cinematográfica - já está pronto? . Estamos curiosos para ver o que acrescentará ao diagnosticado no «Atlas» acima ...
Mas curiosidade, curiosidade, é percebermos como é que o Aparelho Estatal da Cultura articula o que está institucionalizado com o que vem do meio ... Como se vê, ao nosso alcance os olhares dos profissionais do Setor; trabalhos de quem tem memória e reflexão qualificadas, e muito mais haverá. Sim, e o que nos diz o Conselho Nacional de Cultura? E ...
Bom, talvez os «retalhos» constantes deste post possam agitar qualquer coisa ...
E como acabamos de ler a coluna de Miguel Sousa Tavares - O que une um governante, uns banqueiros e uns bispos? -  de lá estas palavras que em algum momento pensamos se ajustam a muitos/as de nós:
 
 «(...)tenho vergonha de ser português e só me consolo um pouco pensando que quem só faz o que sabe não é inteiramente responsável por toda a ignorância que carrega».
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A propósito, lembremos o post anterior 
 

e os debates do PCP: