quarta-feira, 17 de junho de 2026

VERGONHA !

 


 
 
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 Excertos da crónica de Ana Cristina Leonardo: «(...) Não faltam casos bem piores. Modigliani morreu tuberculoso e na miséria, Rembrandt foi enterrado numa vala comum, assim como Mozart. Oscar Wilde morreu acima das suas possibilidades, Paul Verlaine na pobreza. Ângelo de Lima morreu em Rilhafoles, mais tarde baptizado Hospital Miguel Bombarda. António Gancho passou pelo Júlio de Matos (por onde também pernoitou Luiz Pacheco) e pelo Miguel Bombarda, para morrer esquecido na Casa de Saúde do Telhal. Camilo Pessanha foi-se em condições deploráveis, consumido pelo ópio. Bocage morreu doente e na miséria, o funeral custeado por amigos. E faltando-nos decerto muitos, falta-nos sobretudo Camões — celebrou-se ainda há pouco o seu dia — que apesar de ter produzido 8816 versos — só para Os Lusíadas — morreu na penúria, enterrado em campa rasa, a tença incerta e aleatoriamente protelada, pensão real que Sophia de Mello Breyner imortalizou no poema de 1972 Camões e a Tença: “Irás ao Paço. Irás pedir que a tença/ Seja paga na data combinada/ Este país te mata lentamente/ País que tu chamaste e não responde/ País que tu nomeias e não nasce (…)”.
Camões sempre lembrado pela palavra inveja, a última de Os Lusíadas. Bordão de recurso sempre à mão quando alguém grita “o rei vai nu” face a arrebatamentos inexplicáveis sobre frases tão pueris como “A literatura lava com lágrimas ardentes os olhos frios da História”. Adiante. 
 Falávamos de inveja. No caso, à palavra inveja prefiro acrescentar a palavra miserabilismo (porventura selectivo). Explico-me.
O Subsídio de Mérito Cultural é criação antiga. Recua a 1982. Reconhece o mérito cultural e visa impedir situações de carência em profissionais da cultura. Nomes (re)conhecidos como Mário Cesariny, Armando Cortez ou Luiz Pacheco constam como tendo beneficiado dessa “tença”, embora a maioria, como se percebe, opte pelo anonimato. O número de beneficiários situa-se em média em 100 pessoas e tem o valor exacto de 222,50 euros. Nunca foi atribuído a “artistas milionários” — ponha-se a inveja de lado —, estando sempre dependente do valor dos rendimentos de cada um.
Eis que novas regras do Ministério da Cultura, sob pretexto da uniformização administrativa, vêm impor outros métodos de atribuição. À avaliação humana e flexível que imperava até agora e que ponderava situações “de, por vezes, pungente carência económica”, negando “qualquer forma de ingerência no âmbito da Previdência Social, porquanto não se pretende colidir com as atribuições que, neste campo, estão legalmente cometidas a outros órgãos e serviços dependentes de outros ministérios” (segundo o espírito e a letra do Decreto-Lei n.º 415/82 de 7 de Outubro), veio agora o Estado contrapor a aritmética da Segurança Social, face à qual quaisquer cêntimos extra ao tecto mínimo de rendimentos significam que já não existe carência e muito menos mérito, contabilizando para mais não só os rendimentos do artista, mas do seu agregado familiar — o mérito cultural já não é do próprio, será da família? — cortando os exorbitantes 222,50 euros, que passam a ser considerados indevidos. Quem sabe, um roubo ao erário público. É o mérito cultural a ir pelo ralo do assistencialismo miserabilista, com os velhos artistas e agentes culturais — como se compreenderá, o mérito cultural não se atinge aos 20 anos — a verem ser-lhes sonegado um subsídio que deixou de ser de mérito para estar dependente da decisão burocrática e informática de uma folha de cálculo.
E até parece que estamos de novo a ver Camões a pedir a tença ou, na linguagem vigente, o Rendimento Social de Inserção. (...)».

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Começa assim o trabalho de Joana Amaral Cardoso: «Cortes recentes no Subsídio de Mérito Cultural (SMC), uma medida de apoio a artistas de carreira reconhecida que, pela natural intermitência do seu trabalho, vivem situações de carência económica, deixaram vários beneficiários, sobretudo idosos, sem um contributo essencial para a sua subsistência que recebiam há décadas. À luz das novas regras implementadas pelo Ministério da Cultura, da Juventude e do Desporto, muitos perderam-no, outros viram-no cortado. Em causa estão montantes entre os 128 e os 600 euros por mês, que passaram de 85 beneficiários em 2025 para apenas 65 à data de hoje.
Um dos beneficiários afectados pela medida tentou o suicídio, outros recorrem a programas de ajuda alimentar ou deixaram de poder pagar cuidados de saúde. Uma acção judicial e uma providência cautelar estão a tentar travar o que a tutela considera ser a aplicação de “critérios iguais para todos”.
Após meses de silêncio por parte do Ministério da Cultura e do Fundo de Fomento Cultural (FFC), que medeia a atribuição do SMC, estes beneficiários de um subsídio do qual no passado usufruíram nomes como Mário Cesariny ou Herberto Helder souberam por email que as regras tinham mudado. Já desde Novembro tentavam saber o que se passava.
No dia 2 de Junho, o fotógrafo Guilherme Silva, após ter tido conhecimento de que o seu SMC, que já não recebia desde Janeiro por motivos que desconhecia, passara de 470 para 128 euros, tentou o suicídio. Aos 78 anos, com despesas de habitação e saúde a seu cargo, e dadas as consequências a longo prazo da precariedade que caracteriza o trabalho na Cultura, considerou que o seu acto serviria “para quem vem a seguir”: um manifesto de indignação por parte de quem se sente privado de uma caução de dignidade. Fotografou o 25 de Abril, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, dedicou a vida à fotografia. (...)».
 
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A nosso ver, VERGONHA é o que todos nós devíamos sentir  face ao que está a acontecer com os nossos concidadãos na esfera do MÉRITO CULTURAL que os trabalhos acima nos dão a conhecer. De imediato há que reverter as medidas tomadas pela SENHORA GOVERNANTE, Ministra da Cultura (em part time), que depois de ter permitido o que ficamos a saber não nos parece ter condições para isso. Uma vez mais, SENHOR PRIMEIRO MINISTRO venha  a terreno. Mais, pensamos que o SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA não poderá ignorar esta «náusea». 
Neste blogue temos por diversas ocasiões alertado para a situação desta intervenção do Estado, sublinhando a grandeza que lhe esteve na origem, e diagnosticando que há que TOMAR MEDIDAS IMEDIATAS para fazer face às situações de hoje que só serão travadas no futuro com um PLANO DE DESENVOLVIMENTO PARA A CULTURA.
E uma «perguntinha»: não há Recomendações nos Serviços sobre tudo isto? Ou a Senhora Governante apenas obedece à Inspeção das Finanças? Se assim é, Ministra da Cultura (mesmo que em part time)  para quê?
 
 

terça-feira, 16 de junho de 2026

NA APRESENTAÇÃO DO FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA | «os custos» | POIS É SENHORES POLíTICOS O PROBLEMA DO FINANCIAMENTO DA CULTURA E EM PARTICULAR O DAS «ARTES DA DGARTES» ESTÁ PARA LÁ DAS ATUALIZAÇÕES EM FUNÇÃO DA INFLAÇÃO ... O QUE DEVIA SER «AUTOMÁTICO»

 

 

Tirada daqui da Plataforma SAPO

Excerto
 
«(...)  Apesar da estabilidade registada nos últimos anos, Rodrigo Francisco alertou para o aumento significativo dos custos de produção, considerando que o atual financiamento começa a revelar-se insuficiente para manter o festival nos moldes habituais.
“Desde a pandemia para cá, triplicaram os custos de produção do festival”, afirmou o diretor artístico do evento durante a conferência de imprensa.
Ao ALMADENSE, Rodrigo Francisco recordou ainda que a “subvenção camarária é a mesma desde 2015”, admitindo que “foi difícil manter o palco ao ar livre” nesta edição e acrescentando que algumas cenografias mais complexas deixaram de poder ser transportadas para Portugal devido aos custos elevados. (...)».
 
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e no Jornal Público
o trabalho seguinte de Gonçalo Frota - se tiver
 acesso online aqui

Mohamed El Khatib e Israel Gálvan, Milo Rau, Keersmaeker, Najd e Stein chamados a Almada
Nas mesmas datas de sempre, de 4 a 18 de Julho, o 43.º Festival de Almada dá uma atenção especial a peças que dialogam com A Gaivota e diz-se “no último dos últimos recursos” face à subida dos custos.

 donde estes recortes:
 
mais isto:
 
«(...) Na apresentação à imprensa desta sexta-feira, na Casa da Cerca, o director da Companhia de Teatro de Almada e do Festival de Almada, Rodrigo Francisco, começou, no entanto, por chamar a atenção para o contexto de organização do festival, que “tem sofrido agravamentos de alguns anos a esta parte”, com os custos ligados à logística a triplicarem desde a pandemia, sem que os valores da participação da Câmara Municipal se tenham alterado.

“O festival é subvencionado em um terço pela Câmara Municipal, noutro terço pelo Ministério da Cultura e no restante terço por receitas próprias”, explicou Rodrigo Francisco ao PÚBLICO, detalhando as partes do orçamento de 630 mil euros. “Em relação às receitas próprias, resolvemos manter o preço das assinaturas [o passe geral custa 100€, 80€ no caso do Clube de Amigos do Teatro Municipal Joaquim Benite] porque o contexto não é propício a aumentos; o apoio por quatro anos da Direcção-Geral das Artes acabou agora e temos a expectativa que haja uma actualização desses valores à inflação; a subvenção da Câmara Municipal é a mesma desde 2015.”
Face ao aumento de custos da montagem do palco na Escola D. António da Costa, das viagens das equipas artísticas, do transporte de cenários e do alojamento, o director sustenta que “um festival que presta um serviço de público precisa também de investimento público”.
“Estamos no último dos últimos recursos”, diz ainda. “Não podemos transformar o festival internacional do país numa mostra de teatro sem cenografia e feita de monólogos.” (...)».

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O que acrescentar? É complicado, em ambiente que devia ser de Festa total em volta do Teatro não se poder fugir uma vez mais à questão central: SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO. E o UNIVERSO COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA  é do ideal para se carregar no PROBLEMA. Sim, há as medidas imediatas a lançar - fazer face à penúria com decisões excecionais  se for caso disso sem esperar pelos «procedimentos de estimação»  da Senhora Ministra da Cultura (em part time) que vê uma árvore aqui outra acolá mas que dá mostras de estar longe da FLORESTA - o caso da inflação pode ser metido nisso. Mas não confundir com a REINVENÇÃO DA INTERVENÇÃO do ESTADO no SETOR CULTURA, na circunstância do TEATRO. Senhor Primeiro Ministro, talvez chamar a si a questão «CULTURA» . Talvez ganhe em ver o que aconteceu em 2018 e vir a terreno como o fez o Primeiro Ministro de então. E temos a Inteligência Artificial que nos ajuda:
 

 Senhores Políticos, verdadeiramente a situação não mudou - em especial, o PS  «deixou tudo na mesma», no auge da crise tomou como se viu medidas «inéditas» que não tiveram continuidade  - por exemplo em termos de ORÇAMENTO a cultura continua a ser o parente pobre. E o SETOR continua com uma vida longe dos Países ditos de referência. No Teatro temos acontecimentos «penosos», ilustrando: a CORNUCÓPIA FECHOU; o UNIVERSO COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA/TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE/FESTIVAL DE ALMADA chegou ao acima denunciado. Ah, já agora era interessante comparar os financiamentos da CTA à data da crise 2018 com o de hoje: que saibamos ainda não recuperou dos Tempos da TROIKA - é assim que governamos ... 
Hoje vivemos no CALDEIRÃO DE CONCURSOS DA DGARTES onde os da REDE DE TEATROS E CINETEATROS,  e até tentando alguma ironia podia adiantar-se que reparássemos na «única» da PSU - PRESTAÇÃO SOCIAL ÚNICA - no que parece haver consenso (em muito do resto concordamos que teremos coisas miseráveis), para se revolucionar o «albergue» em que se transformou o que devia ser um SISTEMA luminoso.
Pôr fim aos «procedimentos concursais» não pode significar apoiar os que tiveram pontuação para isso mas que não aconteceu por falta de verba. Precisamos que se pratique, no mínimo,  o que  acontece  nos demais SETORES - saúde, educação, transportes ...
Sumarizando,  precisamos de um SISTEMA NACIONAL DE ARTES que cubra o PAÍS com uma diversidade de ORGANIZAÇÕES que garantam estabilidade sem o que não se porá fim à precariedade na CULTURA. Em particular,  para o TEATRO não nos cansamos de o defender: COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA/TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE a TEATRO NACIONAL . 
 
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atualizado 
 

segunda-feira, 15 de junho de 2026

EM LINHA COM DIGAMOS O SEU «GOSTO» PELA ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA A SENHORA MINISTRA DA CULTURA (EM PART TIME) PUBLICOU EM DIÁRIO DA REPÚBLICA MAIS UM PROCEDIMENTO | «Para um Cinema deixar de o ser» | ONDE ATÉ «DÁ ORDENS» ÀS CCDRS - É O VICE-PRESIDENTE QUE É CONSULTADO ! |FICAMOS SEM SABER O QUE PODERÁ ACONTECER PARA QUE A «SALA» NÃO ENCERRE ...

 


 

Se tiver acesso aqui

  


 Disponível aqui

 

 

Disponível aqui

 

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Já não há paciência para se seguir a atividade da Senhora Ministra da Cultura (em part time) objetivamente marcada pela sua formação académica - direito. Sim, fomos confirmar  - veja no Portal do Governo. Sim, lembramos Governantes anteriores da Cultura. A Portaria acima é um bom exemplo daquilo que a Senhora Ministra tem produzido e certamente assim continuará. Em particular, as noticias sobre o diploma destacam a «burocracia» mas da qual nem percebemos o «circuito» e não se destaca a razão de tanto tempo no Gabinete ..., e ...
Neste quadro, temos pedidos muito simples:
 
- Senhora Governante (e no pressuposto que Portaria é o grau de diploma adequado) faça uma adenda ao agora publicado que adiante possibilidades de REINVENÇÃO DAS SALAS DE CINEMA EM VIAS DE FECHAR. Inspire-se no que tem aparecido na Comunicação Social (de que os recortes acima são mais exemplos) e no HISTÓRICO do que ao longo dos anos foi acontecendo na Secretaria de Estado da Cultura/Ministério da Cultura, a organizar.
- Ao mesmo tempo, crie um SITE par a CULTURA onde de maneira profissional «saibamos tudo» sobre CINEMA na perspectiva de Políticas Públicas diretamente ou indicando «portas». Para insistirmos no que de há muito reclamamos, para benchmarking, visite o site do Ministério da Cultura de França :
 
 
Já agora, de lá esta notícia:
 

«Europe : l'engagement fort de 17 ministres pour défendre le cinéma

A l’occasion du Festival de Cannes, la ministre de la Culture a réuni ses homologues, ministres de la Culture de l’Union européenne, afin d’ évoquer les grandes échéances européennes pour la création cinématographique et audiovisuelle. Publié le 

CONTINUANDO COM O CINEMA | retalhos para debate em busca da desejada POLÍTICA PÚBLICA ....


sábado, 13 de junho de 2026

AÍ ESTÁ! | O FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA 2026 | sob o signo de «A Gaivota» ... | QUE SORTE QUE NÓS TEMOS !

 

 
 
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e como gostamos 
de conversas destacamos
  

A GAIVOTA

Moderação João Carneiro

ENCONTROS DA CERCA

A gaivota estreou em 1896, em São Petersburgo. Desde então, o teatro passou por muitas alterações, tal como os contextos em que ele acontece. A peça de Tchecov atravessou os tempos, resistiu e, eventualmente, modificou-se. Continua a fazer parte do teatro, tal como ele se faz hoje. No Festival de Almada de 2026 há quatro espectáculos que se relacionam com a peça e, cada um à sua maneira, a apresentam ao público. Partindo destes exemplos, pareceu pertinente reunir um grupo de pessoas cuja vida, em algum momento, se cruzou com a peça do autor russo, para, em público, falar desse encontro. Saiba mais .
 
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E como admiramos Miguel Seabra uma nota especial para o «Sentido dos Mestres» e para a ambição da  pergunta organizadora: «O que fazemos nós aqui?»
 

«Convidámos o actor e encenador Miguel Seabra para dirigir a 13.ª edição d’O sentido dos Mestres. A formação deste ano propõe uma abordagem teórica e prática aos processos de criação teatral desenvolvidos no Teatro Meridional — a companhia que co-dirige com Natália Luiza —, tendo o actor como figura central enquanto criador e único elemento indispensável num espectáculo de teatro.
Ao longo de cinco sessões, serão explorados os princípios fundamentais dos mecanismos de encenação usados em diferentes espectáculos do Meridional, com especial enfoque na autonomia criativa, na responsabilidade artística do intérprete enquanto agente criador, e na construção de uma visão integrada do espectáculo, o ‘Todo’ subjacente à edificação de qualquer criação cénica.
Partindo da experiência do formador, serão abordadas as diferentes etapas do processo criativo teatral: a escolha de um texto; o conceito temático subjacente a essa escolha; o processo de pesquisa e/ou escrita cénica de um espectáculo; a definição das respectivas equipas artísticas, técnicas e de produção, e o modo como se articulam essas diferentes áreas. Serão ainda abordados outros aspectos da criação — a escolha da linguagem formal para cada peça; a relação com os actores/intérpretes; o espaço cénico/cenografia; o desenho de luz; a música/espaço sonoro; a projecção vídeo; os figurinos; os adereços; a maquilhagem; a organização dos tempos de ensaio, temporadas, reposições e circulação; a relação com o público — entendidos pelo actor e encenador como também essenciais para o exercício profissional da prática artística.
Dentro deste caminho, haverá espaço para uma reflexão prática sobre o papel do encenador e do actor no contexto contemporâneo, entendendo o processo de criação como um território de risco, escuta, falha, descoberta, edificação e transformação».

De 13 a 17 Julho
das 15h00 às 18h00
Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, Almada
A inscrição no curso faz-se mediante o envio de CV e carta de motivação para geral@ctalmada.pt e tem um custo de 40€ (20€ para assinantes do Festival).
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