ELITÁRIO PARA TODOS
terça-feira, 4 de agosto de 2026
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
JOSÉ CARLOS BARROS |«Vocação para os Desastres»
SINOPSE
«Um conjunto de contos admiráveis e francamente originais sobre como algumas personagens parecem ser sempre atraídas para o abismo.
Memórias do Amor
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash». Saiba mais.
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash». Saiba mais.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
E AGORA SENHORA MINISTRA DA CULTURA (EM PART TIME)? | nós voltamos a dar uma ajuda - o «sistema» está esgotado. Tudo o que tem a ver com a DGARTES, FFC, GEPAC ... tem de ser reinventado| AH, NA CIRCUNSTÂNCIA TENTE ENCONTRAR A MEMÓRIA DA INICIATIVA «ORGANIZAÇÕES, CULTURA & ARTES» EM QUE TAMBÉM PARTICIPOU O ENTÃO RESPONSÁVEL DO TRIBUNAL DE CONTAS
No jornal o Económico
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De maneira natural trazemos para aqui a iniciativa seguinte, com alguns recortes, e pode ser que ajude a organizar esta memória e a divulgá-la. Como continua atual! Ao mesmo tempo, venha de lá um SITE PARA A CULTURA (como existe «lá fora») ...
Acompanhamento Financeiro das Organizações
introdução do moderador
Rogério Fernandes Ferreira
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Nem de propósito, ontem, no Jornal Público: Sem pedir nada em troca: um novo modelo de apoio às artes, de Hélder Sousa - «(...) No entanto, este modelo não responde às necessidades da criação artística contemporânea. Pelo contrário, impede e tolhe a liberdade de criação e de inovação das práticas artísticas. É um sistema competitivo, pouco justo e pouco inclusivo, e muito autoritário para a criação artística: impõe calendários, métodos, contextos e formas de produção, e induz conteúdos e assuntos sobre os quais os artistas devem trabalhar para terem acesso aos financiamentos e aos espaços de reconhecimento. (...)».
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E nós voltamos a João Oliveira,
ao que defendeu enquanto
Deputado do PCP
na Assembleia da República.
Agora está no
Parlamento Europeu
terça-feira, 28 de julho de 2026
MANUEL AUGUSTO ARAÚJO |«Inteligência Artificial, potencialidades contra banalização e normalização»
«A IA, com a sua extraordinária capacidade de colectar dados, deve dar um fortíssimo impulso a essa transformação, ao pensamento dialéctico marxista, o que assombra as gerações burguesas, a frivolidade da antropologia burguesa totalitária em transição para o neo-fascismo». Leia no AbrilAbril.
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A nosso ver, artigo a não perder. A nosso ver, opinião que nos faltava para refletirmos a IA na esfera da Cultura e da Arte. Por aqui somos particularmente sensíveis à questão da «banalização e normalização». Com ou sem IA, mas de facto o perigo está agravado com este avanço tecnológico. Contudo, também poderá funcionar contra a «uniformização». Aproveitar para assinalar, o que tantas vezes temos sublinhado no Elitário Para Todos, a intervenção estatal nos últimos anos no âmbito do Ministério da Cultura, agora metido num caldeirão, não promove a inovação. A excelência. Longe disso, trata o que é diferente de forma igual. E certamente dizendo que está a defender tratamento igualitário. Apetece gritar «santa ignorância!». Nem deve compreender o que já foi lema, como Visão: CADA PROJETO ARTÍSTICO É ÚNICO. Veja-se o que acontece com os famigerados concursos da DGARTES. Por este andar não tarda e vai recorrer a um «juri IA». Por outro lado, a falta da organização da memória na Cultura é objetivável. Faltam os sistemas de informação que a tecnologia nos permite. Assim sendo, não faremos parte do «MUNDO IA», desaparecemos, como cada um já o pode comprovar ... Sim, sim, há que digitalizar na Cultura e nas Artes, eventualmente mais urgente que nos «exames nacionais». Bem, mas nós não somos muito apologistas de «isto ou aquilo» sentimo-nos bem em múltiplas circunstâncias com «isto e aquilo». Mais, somos a favor do «nascer digital» sempre que as circunstâncias o recomendem ... Ou seja, são precisos ESTUDOS prévios. Vem nos manuais, e a vida assim o mostra. Podíamos uma vez mais, ilustrando, falar no que se está a passar nas Avaliações na Educação, mas também com os «Subsídios de Mérito Cultural». E pedir que se olhe para os «recursos» desbaratados com os CONCURSOS DA DGARTES que se espalham como «milho painço» ...
Rematando, obrigado, Manuel Augusto Araújo, pela sua reflexão. Que belo ponto de partida para tantas outras.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
MILITÂNCIA PELA EDUCAÇÃO | «As Humanidades» no Sistema Educativo | VEM A PROPÓSITO DO PRÉMIO DE ENSAIO JACINTO PRADO COELHO GANHO ESTE ANO POR ANTÓNIO CARLOS CORTEZ
De lá:
Densificando
«Em O Fim da Educação, António Carlos Cortez dá-nos a sua perspectiva sobre a falência da educação. Falência que é resultado, afirma, do tempo em que vivemos, adverso à cultura e inimigo do livro, da memória e do pensamento.
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória». Saiba mais.
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória». Saiba mais.
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A propósito
«O volume abre com um extraordinário “Preambulo sôbre a formação do professor”, do qual deixamos um excerto: “(...) Isto que fica dito sôbre a educação em geral é particularmente verdadeiro no que respeita a educação do sentimento poético. Não é o professor de disciplinas, o assimilador de compêndios de didáctica, o intelectual cujas idéias são incolores e descarnadas que poderá ensinar às crianças a beleza e a poesia das coisas — mas sim o homem amplamente humano, que enriqueceu e formou a sua alma ao contacto com a vida, e que a viveu em poesia, na sua totalidade misteriosa e complexa.” ». Veja aqui.
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E faz sentido lembrar de entre os muitos posts direta ou indiretamente ligados à matéria aqui no Elitário PARA Todos este CIÊNCIA E CULTURA | digam mais ... destacando o artigo seguinte de Rui Vieira Nery a que nos leva
Excertos:
«(...)
Compreende-se, deste modo, a
falácia dos critérios de pretensa
“utilidade económica” que têm
caracterizado algumas das políticas científicas neoliberais dos
últimos anos, segundo as quais
haveria que dar clara prioridade
às ciências aplicadas, geradoras de
patentes potencialmente lucrativas,
em prejuízo sistemático das
ciências ditas “puras”, que seriam,
nesta óptica, um fim em si mesmas
e por isso mesmo, por definição,
economicamente improdutivas.
Do mesmo modo que nas políticas
culturais se deveria privilegiar as
chamadas “indústrias culturais”,
vocacionadas para o impacto alargado
no grande público e enquanto
tal geradoras, por excelência, de
oportunidades de emprego e de
mais-valias acrescidas, em desfavor
das vanguardas artísticas experimentais,
alegadamente restritas
a elites auto-centradas e como tal
desprovidas de valor — é, de resto,
a visão que se encontra plasmada,
por exemplo, nos pressupostos do
programa Europa Criativa, que
veio substituir na União Europeia
os objectivos mais explicitamente
culturais do anterior programa
Cultura 2000
.
(...)
Mas independentemente deste
outcome económico, é no próprio
cerne do pensamento científi co
que esta interdependência incontornável
das ciências exactas tradicionais,
por um lado, e das ciências
sociais e humanas e das artes
e humanidades, por outro — ou, se
preferimos, da ciência e da cultura
como vertentes indissociáveis da
produção de conhecimento —, se
revela cada vez mais evidente.
(...)
Da mudança climática à pobreza e
à doença, os desafios do nosso tempo
são inevitavelmente humanos na
sua natureza e na sua escala, e as
questões da engenharia e da ciência
estão sempre mergulhadas em realidades
humanas mais amplas, desde
tradições culturais profundamente
enraizadas a normas de construção
civil e a tensões políticas. Por isso
os nossos estudantes precisam também de adquiri um conhecimento
aprofundado das complexidades
humanas — as realidades políticas,
culturais e económicas que moldam
a nossa existência —, bem como fluência nas poderosas formas de pensamento
e de criatividade cultivadas
pelas humanidades, as artes e as ciências sociais.
(...)
Mas o legado de José Mariano
Gago vai mais longe, ao lembrar-nos
de que a prossecução do conhecimento,
em qualquer ramo,
não é um gesto asséptico isolado
do contexto social mais amplo em
que se processa e livre das responsabilidades
de solidariedade
humana que este implica. E que
essa missão não faz sentido se não
estiver submetida a um forte imperativo
ético e cívico, que contraponha
ao primado neoliberal do
valor de troca como único critério
de utilidade social a construção de
valores mais nobres: os do Bom,
do Belo e do Justo. (...)».
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Ainda, como nos lembramos aqui fica esta conversa
sábado, 25 de julho de 2026
LISBOA | ainda pode assinar pela «Linha em laço» contra a «Linha circular» | E FAZER PARTE DO ABAIXO-ASSINADO QUE VAI SER ENTREGUE NO PRÓXIMO DIA 29 ÀS 14:00 COM CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DO MUNICÍPIO
de lá:
«Vamos entregar o abaixo-assinado contra a Linha Circular do Metro de Lisboa e pela concretização da solução da Linha em Laço.
Este abaixo-assinado dinamizado pelo PCP reafirma uma posição que, ao longo dos anos, reuniu apoio maioritário entre as forças políticas da cidade, incluindo a do actual Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que, em 2021, afirmou na sequência da aprovação de uma moção do PCP sobre este tema:
"Estou, naturalmente, satisfeito com a aprovação desta moção contra a linha circular do Metro, porque reforça o que tenho referido sempre sobre esta opção."
Passados vários anos, com muitos milhões de euros de derrapagem nesta obra, não existe qualquer justificação para não garantir a solução que melhor serve quem vive, trabalha e se desloca em Lisboa: a Linha em Laço, que assegura ligações mais eficientes e um acesso mais democrático ao centro da cidade.
A tua presença é importante. Participa e ajuda a divulgar esta iniciativa!».
Como é uma CAUSA que desde início nos mobilizou pelas manifestas vantagens que traz À QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS aqui estamos uma vez mais a corresponder a PEDIDO DE DIVULGAÇÃO. Fazer parte, sabe bem ...
sexta-feira, 24 de julho de 2026
NA ESFERA DA CULTURA A PARTIR DO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL NOS INFORMA SÃO MUITOS OS ASSUNTOS QUE MERECEM SER REFLETIDOS MESMO EM «TEMPO DE FÉRIAS» PARA QUEM AS PODE TER | neste momento uma vez mais escolhemos artigo de Luís Raposo à volta da gratuitidade de entrada nos museus ... | NO FUNDO TUDO TEM A VER COMO SE ESTRUTURAM «POLÍTICAS CULTURAIS»
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Nos dias que passam a Comunicação Social não para de nos trazer matéria «inspiradora» para se discutirem POLÍTICAS PÚBLICAS DE CULTURA. E talvez recorrer à velha imagem «O Rei Vai NU», por mais que a Governante da área não veja. Ilustrando, quase de memória:
- Uma vez mais entrevista de Álvaro Covões que nos conduz de imediato ao que é assegurado pelo jogo do mercado e à oferta pelo Serviço Público de Cultura como acontece por exemplo com a Educação e a Saúde, e o que, sem ironia, o NOS alive pode aprender com «os sem fins lucrativos», o para muitos TERCEIRO SETOR, por exemplo com o Festival de Teatro de Almada, as novidades introduzidas (ainda bem) por Covões fazem parte desde sempre da CTA ...
- O anuncio de que a questão da desafetação de salas de cinema vai acontecer até ao fim do ano. Tanto tempo! E quem no Aparelho Estatal tem verdadeiramente «voz na matéria»?
- Há uma nova Comissão Para Avaliar o Mérito Cultural que não funcionava: «A Comissão de Avaliação do Mérito Cultural não reunia desde 2022, deixando de funcionar durante cerca de quatro anos, com pelo menos 22 pedidos de subsídio por analisar. O Governo avançou recentemente com a nova composição do órgão e prevê uma reunião na primeira semana de setembro de 2026 para avaliar os processos pendentes» .É expectável que a Senhora Ministra da Cultura em part time averigue porque é que isso aconteceu e mande fazer RELATÓRIO sobre a questão e o resto para que as «mudanças» que diz querer introduzir sejam devidamente alicerçadas ... Sem perder o que lhe esteve na origem, lá longe. Ah, isto de se ir de férias antes de decidir sobre casos incomoda... Ou não?, Senhora Governante. Alguém, para comer ou comprar um medicamento, pode depender dessa verba . Já agora, da a crónica de Fernando Alves na TSF sobre o problema: «Com frequência desaparecem dos palcos, dos jornais, das conversas de café. Voltamos a saber deles, passado o longo desterro do silêncio, quando surgem no alinhamento noticioso às cavalitas da morte. Desata-se, nessa hora, a vénia fúnebre burocrática, a lamúria institucional. Suas Excelências apressam-se a dar conta, na rede social mais frequentada, de uma avassaladora "consternação" face a tão triste desaparecimento. Em alguns casos, os altos dirigentes declaram-se "prostrados". A mesura carpe com sibilina safadeza».
- E cá temos outra vez o ESTATUTO DO ARTISTA que a Senhora Ministra da Cultura em part time diz não percebemos bem o quê. Mas sabemos que não adianta que nada se resolve sem se dinamizar o setor ... Atente-se nisto tirado do jornal Público: «Na audição regimental da Comissão Parlamentar de Cultura, Juventude e Desporto, este foi um dos temas abordados pelos deputados com algumas questões sobre o estudo de soluções para casos particulares que estão directamente ligados à essência da actividade artística em Portugal — segundo o Observatório Português das Actividades Culturais, quatro em cada dez profissionais da Cultura correspondem ao típico perfil do trabalhador a recibo verde e um em cada cinco trabalhadores independentes desta área ganha o salário mínimo ou menos (dados de 2021)».
- Voltando ao Subsidio Mérito Cultural aos carenciados que toca muitas mais matérias. Acrescente-se, é penoso ouvir a Senhora Governante sobre quase tudo, mas sobre esta questão apetece mesmo chorar: será que a Senhora Ministra não põe sequer a hipótese de que esteve errada! Que deveria procurar «solução» ordinária ou extraordinária antes de acontecer o que aconteceu? Se a resposta é «sim» - aliás disse isto no Parlamento na audição, uma vez mais recorrendo ao Público: «Ministra admite rever lei para “melhorar” acesso ao Subsídio de Mérito Cultural - “Não sou indiferente e naturalmente que me preocupam as consequências da aplicação da lei, mas também não podia fazer de forma diferente”, disse a propósito dos casos em que foram criadas ou agravadas situações de carência em beneficiários idosos, para não “violar o princípio da igualdade”.- lamentamos informar V. Excelência: É CLARO QUE PODIA FAZER DIFERENTE. Doutra forma para que Governantes?, recorramos à Inteligência Artificial, a robots, em linha com a sua ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA ... É verdade, não escondemos, com emoção, este acontecimento «tira-nos do sério»...
- Não podemos esquecer a FLORESTA DOS CONCURSOS da DGARTES, e «todos os dias» aparece mais um ... Do que acaba de nos chegar:
DGArtes: Apoio simplificado a projetos abrange apenas 24% das 587 candidaturas
Senhora Ministra, peça apoio ao seu colega das «Reformas» e para começar avaliem à luz da «EFICIÊNCIA» todo este Caldeirão de concursos - os Senhores que tanto querem «fazer mais, com menos». Mas não se enganem: o que está em causa é o TODO que pede um PLANO PARA O DESENVOLVIMENTO HARMONIOSO DO PAÍS que nos leve a PROFISSIONAIS que na «reforma», ou antes disso, não precisem de recorrer à «ESMOLA DO FFC». Mas nada pode ser feito de supetão: enquanto não tivermos solução nova há que continuar com o velho ...
Para melhor está bem,
está bem, para pior
já basta assim
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Mas voltemos ao artigo de Luís Raposo
- excertos -
«(...) Claro que, entre preços proibitivos e gratuitidades universais, existem muitos meios-termos. E este é o terreno de fazer política. Atente-se no exemplo de uma família da Beira Alta, composta por casal e dois filhos jovens (13 e 15 anos), e que pretende fazer um fim-de-semana alargado (três dias) em Lisboa e arredores, para visitar museus e monumentos. Só na zona de Belém, querendo visitar todos, terá de pagar mais de 250 euros, mesmo tirando partido de “bilhetes de família” onde houver; no resto da cidade, desembolsará outro tanto; se, ainda por cima, pretender ir à zona de Sintra, mais 200. Tudo somado, 700 euros.Políticas culturais, gratuitidade e museus: avançar, recuando
Três noites em hotel ou alojamento local barato (2 estrelas) rondarão os 360 euros. Refeições, um pouco mais. Ou seja, um total de pelo menos 1500 euros pelo capricho de ver museus e monumentos em Lisboa e arredores. Tudo isto sem considerar custos de transporte e devaneios como os de na ida e na vinda passar por Coimbra, Batalha, Alcobaça, Tomar ou Mafra.
Imaginemos, finalmente (coisa que, pelo que se vê, os políticos de turno não conseguem fazer), que pai e mãe vivem com os respectivos salários mínimos nacionais, ou seja, cerca de 1630 euros mensais líquidos. Na prática, teriam de gastar o rendimento todo do mês para passar três dias em Lisboa a “dar valor” à cultura, neste caso apenas aos museus e monumentos (teatros ou óperas ser-lhes-iam uma espécie de “luxos asiáticos”). Mesmo se ganhassem o salário médio nacional, ou seja, cerca de 2500 euros líquidos na soma dos dois, ficariam somente com mil euros para o resto do mês, quem sabe se para pagar a renda da casa.
Afirma também a nossa servidora (é isso que significa ministra), com angélica candura, que o problema é que a Comissão Europeia não deixa continuar com a prática em vigor das 52 entradas gratuitas por ano para residentes no território português. Em tempos, no ICOM Europa, estudámos este assunto e concluímos que tal prática seria legal, a exemplo do que sucede noutras áreas. Mas admitamos que o Tribunal de Justiça (não a Comissão) decide em contrário. Bom, aí não se tratará nunca de fechar portas, mas de abrir outras — até porque em matéria de regimes de gratuitidade já estamos na cauda da Europa.(...)».
Ainda, reparamos, em particular,
neste destaque do Público:
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