ELITÁRIO PARA TODOS
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
PETER STEIN | «Uma Outra Perspetiva – Vida e teatro de um mestre» | EM ESPECIAL SUGESTÃO DE LEITURA PARA QUEM NECESSITA TER «PONTO DE VISTA» SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS NA ESFERA DO TEATRO
Por onde começar? Pelo que podemos ler no site do TNSJ:
«No dia 7 de julho, às 18h00, o Teatro Nacional São João apresenta o livro Uma Outra Perspetiva – Vida e teatro de um mestre, de Peter Stein, integrado na coleção Empilhadora, uma parceria editorial com a Edições Húmus. A sessão de lançamento terá lugar no âmbito do Festival de Almada e contará com a presença do autor.
A apresentação reunirá um conjunto de convidados ligados ao livro e ao percurso de Peter Stein: o ator Gianluigi Fogacci, interlocutor do volume; Pedro Sobrado, presidente do Conselho de Administração do TNSJ; Edmundo Cordeiro, responsável pela tradução, introdução e notas; e Rodrigo Francisco, diretor do Festival de Almada e autor do prefácio.
Uma Outra Perspetiva apresenta-se como um diálogo entre Gianluigi Fogacci e Peter Stein, oferecendo uma extensa travessia pela vida e obra de um dos mais influentes encenadores do teatro contemporâneo. Da infância marcada pela Segunda Guerra Mundial às experiências de teatro coletivo na Berlim Ocidental das décadas de 1970 e 1980, passando pelas criações emblemáticas na Schaubühne e pelas produções operáticas, o livro propõe uma reflexão profunda sobre a arte, a sociedade e a condição humana.
O volume constitui uma panorâmica singular da trajetória de uma figura central da cultura europeia do pós-guerra, tendo como pano de fundo as transformações políticas e sociais que moldaram as práticas artísticas das últimas décadas. No centro, permanece a convicção de Stein na arte como instrumento de deslocação do olhar – uma forma de ver o real a partir de “uma outra perspetiva”.
Nascido em Berlim, em 1937, Peter Stein destacou-se como encenador a partir da década de 1960, dirigindo entre 1970 e 1985 a mítica Schaubühne de Berlim e assinando produções marcantes de autores como Ibsen, Ésquilo e Tchékhov. O seu percurso inclui igualmente uma relevante atividade na ópera e a direção do Festival de Salzburgo, tendo sido distinguido com diversos prémios internacionais. Gianluigi Fogacci, nascido em Bolonha em 1966, formou-se como ator e colaborou com Stein, desenvolvendo também trabalho em cinema e televisão.
Para além do livro Uma Outra Perspetiva, de Peter Stein, estarão à venda no Festival de Almada outros livros editados pelo TNSJ, como As Três Irmãs, de Anton Tchékhov, e Histórias do Teatro, de Tobin Nellhaus.
Estes e outros livros com o selo TNSJ podem ser adquiridos em qualquer altura nas bilheteiras do Teatro São João e do Teatro Carlos Alberto, nas livrarias e nas lojas virtuais ou em tnsj.bol.pt».
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Não estivemos na Apresentação, mas já lemos o livro que adquirimos lá no Festival na banca do TMJB, e como a nosso ver é de leitura obrigatória por profissionais e públicos nomeadamente os que não se distanciem das políticas públicas quem sabe tentar um preço mais acessível. Ainda, muita gente haverá que deve a «Almada» conhecer obra de Peter Stein. Este ano tivemos o maravilhoso Platónov:
A peça dura cinco horas. Desfrutar as peças e os livros de Peter Stein - ter prazer e tirar saber - não será de supetão. Exigirá que o Teatro faça parte da nossa vida. E por isso, não nos cansamos de o dizer, estamos com quem reclama SERVIÇO PÚBLICO CULTURA - no caso Teatro.
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Voltando ao livro, de início apeteceu-nos trazer para aqui alguns excertos, mas tantos eram que desistimos, quase se podendo dizer que não conseguimos eleger. Mas ousamos, de memória, um rol de matérias que em especial, estamos em crer, Governantes ( e demais políticos - homens e mulheres - os que elegemos ou a isso se candidatam ) ganhariam em se familiarizar de maneira sistémica e não esfarrapada. Assim, do pensamento e obra que os públicos puderam usufruir, longe de se esgotar:
- A dinâmica cultural que permita estabilidade profissional sob vínculos diversificados
- Teatros com companhias permanentes onde gestão participada na esfera artística e o que de bom, quiçá único, vem do «ensemble»
- Uma peça «amadurece» durante a sua exibição ao público
- O tempo que um mestre/companhia esperou até se atrever a fazer determinado autor: por exemplo,Tchékhov
- Não, os atores/atrizes não são todos iguais. Se cultos é outra coisa
- A importância do «palco», uma peça feita para determinado espaço não pode andar por aí ...
- A duração de uma peça. Os períodos de uma apresentação aos Públicos
- O financiamento do Teatro, que nos leva aos «padrões» de custos de partida que os Políticos devem ter para discussão
- O «rigor», a excelência procurada, que pode levar o encenador a abandonar uma produção pela tradução da peça que está a ser seguida
- A liberdade de escolha de um Elenco
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Olhamos para aqueles temas e não podemos
deixar de reparar no que é discutido, e como é debatido, quando, ilustrando, governante da cultura vai ao Parlamento. Podemos ir ao mais recente. Mas podemos também olhar para o Acompanhamento e Fiscalização pelos Organizações competentes. Ah, mas não tem de ser assim ...
terça-feira, 4 de agosto de 2026
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
JOSÉ CARLOS BARROS |«Vocação para os Desastres»
SINOPSE
«Um conjunto de contos admiráveis e francamente originais sobre como algumas personagens parecem ser sempre atraídas para o abismo.
Memórias do Amor
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash». Saiba mais.
A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash». Saiba mais.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
E AGORA SENHORA MINISTRA DA CULTURA (EM PART TIME)? | nós voltamos a dar uma ajuda - o «sistema» está esgotado. Tudo o que tem a ver com a DGARTES, FFC, GEPAC ... tem de ser reinventado| AH, NA CIRCUNSTÂNCIA TENTE ENCONTRAR A MEMÓRIA DA INICIATIVA «ORGANIZAÇÕES, CULTURA & ARTES» EM QUE TAMBÉM PARTICIPOU O ENTÃO RESPONSÁVEL DO TRIBUNAL DE CONTAS
No jornal o Económico
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De maneira natural trazemos para aqui a iniciativa seguinte, com alguns recortes, e pode ser que ajude a organizar esta memória e a divulgá-la. Como continua atual! Ao mesmo tempo, venha de lá um SITE PARA A CULTURA (como existe «lá fora») ...
Acompanhamento Financeiro das Organizações
introdução do moderador
Rogério Fernandes Ferreira
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Nem de propósito, ontem, no Jornal Público: Sem pedir nada em troca: um novo modelo de apoio às artes, de Hélder Sousa - «(...) No entanto, este modelo não responde às necessidades da criação artística contemporânea. Pelo contrário, impede e tolhe a liberdade de criação e de inovação das práticas artísticas. É um sistema competitivo, pouco justo e pouco inclusivo, e muito autoritário para a criação artística: impõe calendários, métodos, contextos e formas de produção, e induz conteúdos e assuntos sobre os quais os artistas devem trabalhar para terem acesso aos financiamentos e aos espaços de reconhecimento. (...)».
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E nós voltamos a João Oliveira,
ao que defendeu enquanto
Deputado do PCP
na Assembleia da República.
Agora está no
Parlamento Europeu
terça-feira, 28 de julho de 2026
MANUEL AUGUSTO ARAÚJO |«Inteligência Artificial, potencialidades contra banalização e normalização»
«A IA, com a sua extraordinária capacidade de colectar dados, deve dar um fortíssimo impulso a essa transformação, ao pensamento dialéctico marxista, o que assombra as gerações burguesas, a frivolidade da antropologia burguesa totalitária em transição para o neo-fascismo». Leia no AbrilAbril.
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A nosso ver, artigo a não perder. A nosso ver, opinião que nos faltava para refletirmos a IA na esfera da Cultura e da Arte. Por aqui somos particularmente sensíveis à questão da «banalização e normalização». Com ou sem IA, mas de facto o perigo está agravado com este avanço tecnológico. Contudo, também poderá funcionar contra a «uniformização». Aproveitar para assinalar, o que tantas vezes temos sublinhado no Elitário Para Todos, a intervenção estatal nos últimos anos no âmbito do Ministério da Cultura, agora metido num caldeirão, não promove a inovação. A excelência. Longe disso, trata o que é diferente de forma igual. E certamente dizendo que está a defender tratamento igualitário. Apetece gritar «santa ignorância!». Nem deve compreender o que já foi lema, como Visão: CADA PROJETO ARTÍSTICO É ÚNICO. Veja-se o que acontece com os famigerados concursos da DGARTES. Por este andar não tarda e vai recorrer a um «juri IA». Por outro lado, a falta da organização da memória na Cultura é objetivável. Faltam os sistemas de informação que a tecnologia nos permite. Assim sendo, não faremos parte do «MUNDO IA», desaparecemos, como cada um já o pode comprovar ... Sim, sim, há que digitalizar na Cultura e nas Artes, eventualmente mais urgente que nos «exames nacionais». Bem, mas nós não somos muito apologistas de «isto ou aquilo» sentimo-nos bem em múltiplas circunstâncias com «isto e aquilo». Mais, somos a favor do «nascer digital» sempre que as circunstâncias o recomendem ... Ou seja, são precisos ESTUDOS prévios. Vem nos manuais, e a vida assim o mostra. Podíamos uma vez mais, ilustrando, falar no que se está a passar nas Avaliações na Educação, mas também com os «Subsídios de Mérito Cultural». E pedir que se olhe para os «recursos» desbaratados com os CONCURSOS DA DGARTES que se espalham como «milho painço» ...
Rematando, obrigado, Manuel Augusto Araújo, pela sua reflexão. Que belo ponto de partida para tantas outras.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
MILITÂNCIA PELA EDUCAÇÃO | «As Humanidades» no Sistema Educativo | VEM A PROPÓSITO DO PRÉMIO DE ENSAIO JACINTO PRADO COELHO GANHO ESTE ANO POR ANTÓNIO CARLOS CORTEZ
De lá:
Densificando
«Em O Fim da Educação, António Carlos Cortez dá-nos a sua perspectiva sobre a falência da educação. Falência que é resultado, afirma, do tempo em que vivemos, adverso à cultura e inimigo do livro, da memória e do pensamento.
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória». Saiba mais.
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória». Saiba mais.
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A propósito
«O volume abre com um extraordinário “Preambulo sôbre a formação do professor”, do qual deixamos um excerto: “(...) Isto que fica dito sôbre a educação em geral é particularmente verdadeiro no que respeita a educação do sentimento poético. Não é o professor de disciplinas, o assimilador de compêndios de didáctica, o intelectual cujas idéias são incolores e descarnadas que poderá ensinar às crianças a beleza e a poesia das coisas — mas sim o homem amplamente humano, que enriqueceu e formou a sua alma ao contacto com a vida, e que a viveu em poesia, na sua totalidade misteriosa e complexa.” ». Veja aqui.
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E faz sentido lembrar de entre os muitos posts direta ou indiretamente ligados à matéria aqui no Elitário PARA Todos este CIÊNCIA E CULTURA | digam mais ... destacando o artigo seguinte de Rui Vieira Nery a que nos leva
Excertos:
«(...)
Compreende-se, deste modo, a
falácia dos critérios de pretensa
“utilidade económica” que têm
caracterizado algumas das políticas científicas neoliberais dos
últimos anos, segundo as quais
haveria que dar clara prioridade
às ciências aplicadas, geradoras de
patentes potencialmente lucrativas,
em prejuízo sistemático das
ciências ditas “puras”, que seriam,
nesta óptica, um fim em si mesmas
e por isso mesmo, por definição,
economicamente improdutivas.
Do mesmo modo que nas políticas
culturais se deveria privilegiar as
chamadas “indústrias culturais”,
vocacionadas para o impacto alargado
no grande público e enquanto
tal geradoras, por excelência, de
oportunidades de emprego e de
mais-valias acrescidas, em desfavor
das vanguardas artísticas experimentais,
alegadamente restritas
a elites auto-centradas e como tal
desprovidas de valor — é, de resto,
a visão que se encontra plasmada,
por exemplo, nos pressupostos do
programa Europa Criativa, que
veio substituir na União Europeia
os objectivos mais explicitamente
culturais do anterior programa
Cultura 2000
.
(...)
Mas independentemente deste
outcome económico, é no próprio
cerne do pensamento científi co
que esta interdependência incontornável
das ciências exactas tradicionais,
por um lado, e das ciências
sociais e humanas e das artes
e humanidades, por outro — ou, se
preferimos, da ciência e da cultura
como vertentes indissociáveis da
produção de conhecimento —, se
revela cada vez mais evidente.
(...)
Da mudança climática à pobreza e
à doença, os desafios do nosso tempo
são inevitavelmente humanos na
sua natureza e na sua escala, e as
questões da engenharia e da ciência
estão sempre mergulhadas em realidades
humanas mais amplas, desde
tradições culturais profundamente
enraizadas a normas de construção
civil e a tensões políticas. Por isso
os nossos estudantes precisam também de adquiri um conhecimento
aprofundado das complexidades
humanas — as realidades políticas,
culturais e económicas que moldam
a nossa existência —, bem como fluência nas poderosas formas de pensamento
e de criatividade cultivadas
pelas humanidades, as artes e as ciências sociais.
(...)
Mas o legado de José Mariano
Gago vai mais longe, ao lembrar-nos
de que a prossecução do conhecimento,
em qualquer ramo,
não é um gesto asséptico isolado
do contexto social mais amplo em
que se processa e livre das responsabilidades
de solidariedade
humana que este implica. E que
essa missão não faz sentido se não
estiver submetida a um forte imperativo
ético e cívico, que contraponha
ao primado neoliberal do
valor de troca como único critério
de utilidade social a construção de
valores mais nobres: os do Bom,
do Belo e do Justo. (...)».
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Ainda, como nos lembramos aqui fica esta conversa
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