sexta-feira, 24 de abril de 2026

ÀS PORTAS DO 25 DE ABRIL 2026 | NO JORNAL EXPRESSO SOBRE «LISBOA» | compare por si ... , o que diz João Ferreira, Vereador do PCP _ e o que adianta Pedro Moreira, Presidente da EGEAC

 

 
 

Começa assim: « Os seis primeiros meses do segundo mandato de Carlos Moedas caracterizam-se por uma confrangedora incapacidade da gestão PSD/CDS/IL, com o apoio do Chega, para enfrentar problemas que se arrastam há muito. Pior, esta gestão constitui-se como um fator de agravamento destes problemas.
 O acordo celebrado entre Moedas/PSD/CDS/IL e o Chega contribuiu, desde o primeiro dia, para acentuar os traços mais negativos da gestão Moedas do primeiro mandato. Alguns exemplos:
 - A grave limitação e condicionamento da intervenção dos vereadores sem pelouro, reforçando o pendor antidemocrático de uma gestão que teima em não reconhecer o carácter plural do executivo municipal e em desprezar os contributos construtivos da oposição;
- A distribuição de lugares de responsabilidade, incluindo cargos dirigentes, na Câmara e empresas municipais, fugindo dos concursos públicos (mesmo nos casos em que a lei obriga à sua realização) e optando por critérios de amiguismo, compadrio e favores, em detrimento da competência e adequação ao cargo das pessoas escolhidas;
 (....)».
Termina deste modo:  Na educação, o parque escolar da cidade atinge níveis de degradação preocupantes, sem que se mobilizem os meios necessários à sua requalificação. Nem obras, nem sequer projetos. Sublinhe-se ainda o enorme atraso na atribuição dos apoios nas áreas da cultura e do desporto, em muitos casos superior a um ano, o que desestabiliza o tecido cultural e o movimento associativo da cidade, contribuindo para desqualificar ainda mais a oferta cultural e desportiva, já degradadas.
Pelo seu carácter simbólico, vale a pena assinalar a pobreza e o apagamento relativo das comemorações do 25 de Abril. Pelo segundo ano consecutivo, a Câmara não promoverá sequer o tradicional concerto na noite de 24. Mas mais do que exemplos setoriais, o que estes primeiros meses do segundo mandato de Moedas/PSD/CDS/IL confirmam é a total ausência de uma visão estratégica, de um projeto de transformação da cidade, promotor da coesão social, da melhoria ambiental e da qualidade de vida.
Perante este cenário, só a mobilização popular, a participação cidadã, de diversas camadas da população, em torno de causas e de problemas concretos, poderá contrariar as consequências mais negativas desta gestão e forçar medidas necessárias. Mesmo tendo de vencer a inércia, ou até a contragosto, da gestão municipal. Não esperemos de braços cruzados pelos próximos três anos e meio. O PCP não o fará». (o destaque é nosso).
 
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Pedro Moreira garante que a visão de Moedas para a Cultura não inclui "cedências aos extremos" e nega haver uma desvalorização do 25 de Abril, mas assume que objetivo é retirar carga ideológica às opções culturais. “Em breve” serão explicados os “motivos” por detrás das não reconduções no TBA e Aljube

Reforçando a entrada do artigo,  um excerto, centrado no «em breve» - a nosso ver, risível: 

 

 «(...) Sobre esta polémica, o presidente da Lisboa Cultura garante que dará todas as explicações “em breve”, possivelmente no próximo mês. “Explicaremos exatamente os motivos, o que esteve em causa nesta não recondução e as alterações que foram efetivadas não só nestes dois equipamentos, como na própria estrutura da empresa”, avança. Até agora, a empresa municipal apenas tinha emitido um comunicado com os novos diretores artísticos do TBA e do Aljube e com a indicação de que os restantes dirigentes seriam reconduzidos. Pedro Moreira justifica o silêncio da empresa municipal com a necessidade de “não criar mais ruído”. “O nosso compromisso é com a cultura da cidade de Lisboa, isso, para mim, é o mais importante. Por isso é que me rendi ao silêncio”.(...)».
 

 

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

PELA COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | «Um Assobio no Escuro» é a peça em cena na sala experimental que sendo violenta é tocada por «um charme da burguesia» talvez expresso na qualidade do apartamento ainda que despojado e na elegância da roupa dos protagonistas que será o que se busca e/ou se imita ... | QUE OBRA ! | A NÃO PERDER NA REFLEXÃO SOBRE OS «CLUBES DE BOÇALIDADE» E OS «BRONCOS» DOS NOSSOS DIAS ! | E SOBRE OS «ELES»

 

 
«Houve uma época em que deixar a Irlanda parecia a única coisa a fazer para escapar à pobreza. Instalado em Coventry, na Inglaterra, com a sua nova mulher (inglesa), Michael Carney está a tentar levar uma nova vida. Mas não é fácil libertar-se do passado. Quando recebe a visita do pai e dos irmãos mais novos, homens marcados pelo espírito amargo de um povo marginalizado, que cresceram a expressar-se com a violência e o ódio, contra os outros e contra si próprios, Michael percebe que não quer ser esse tipo de homem. Mesmo que para isso tenha de sofrer o bullying tribal e sexista daqueles que são carne da sua carne.(...)». Continue a ler.
 

 Veja aqui

 

 


 


 
 
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Faz parte do ADN da Companhia de Teatro de Almada: cada peça em cena de produção própria é coisa maior, como se pode verificar pelas imagens acima sobre «Um Assobio no Escuro». Comecemos por acrescentar que nos fazem falta os CRÍTICOS DE TEATRO que já tivemos e agora não temos. No caso presente, como qualquer obra artística pode ter leituras várias pelos públicos. Naturalmente que não serão imunes às linhas criativas que «saltam do palco» continuadas por exemplo pelo que a propósito se escolheu para as CONVERSAS. No caso, em torno da IMIGRAÇÃO/EMIGRAÇÃO. Nada contra, obviamente, mas apetece-nos sugerir que se organize outro CICLO DE CONVERSAS inserindo a peça num outro problema que marca os nossos dias associado à DIREITA e à EXTREMA DIREITA que vai conquistando terreno e que pegando até em palavras ditas pelos atores visando isto: os, digamos, «CLUBES DE BOÇALIDADE» a que até com orgulho há pessoas que vão aderindo destacando-se jovens; como germinam os «BRONCOS», homens e mulheres, e como se pode fugir a isso na origem e ao longo da vida; qual o papel dos «ELES» tão presentes no «Um Assobio no Escuro». A nosso ver, a peça em cena no TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE convoca-nos primordialmente para estas questões. Para estes PROBLEMAS que não há maneira de serem encarados de frente pelos «ELES» que irão dos Políticos, aos comentadores, passando pelos investigadores, por ... Por todos nós. Não, não, contrariando o que se ouviu recentemente numa das tantas conversas que vão acontecendo, a solução não estará em falar «às massas» com a linguagem da extrema-direita ... Certamente que na base há que cada pessoa viva e não sobreviva. Mas todos têm os seus sonhos. Talvez ilustrados na peça pelo «charme discreto da burguesia» que emana de um apartamento despojado mas funcional, pela elegância do guarda-roupa ... Isolar as «migrações» e dar-lhes centralidade, de repente,  quase parece «coisa fofinha» ... Bem sabemos que não, antecipam-se cada vez mais, devido às guerras, aos fenómenos extremos por causa das mudanças climáticas, ao ... Enfim, há que ao MESMO TEMPO debater tudo.
    
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quarta-feira, 22 de abril de 2026

«O 25 de Abril de Carlos Moedas» _ saibamos mais ... | SAIBAMOS PORQUE «PERSONALIDADES DEFENDEM A NECESSIDADE DE «OCUPAR A CIDADE [LISBOA] COM ABRIL» E ACUSAM O PRESIDENTE DA CÂMARA DE NÃO O FAZER

 

 
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a Petição 
 
na integra
 nesta data já tinham assinado 774
 
 

«Abril, mágoas mil»

 



 Já só falta transformar o 25 de abril num festival de cerveja artesanal chamado Li-beer-dade
 
 

«Há quem aproveite o mês da liberdade para mostrar ressentimento. Como tem chovido pouco por esta altura nos últimos anos, o provérbio passou a ser "Abril, mágoas mil". O Centro Interpretativo do 25 de Abril está bloqueado porque o governo não cedeu o espaço que estava previsto para a instalação do museu, no Terreiro do Paço. Faz sentido. Não é exactamente um museu, é um centro interpretativo; portanto, não é essencial que abra mesmo, basta que se interprete que existe. É um museu que não se visita, imagina-se.

O governo já sugeriu alternativas à localização, como a lindíssima, central e muito visitada freguesia da Pontinha. Não é que isto signifique necessariamente que o governo da AD esteja contra o centro interpretativo, mas, colocando tantos entraves à sua abertura, correm o risco de serem mal interpretados.

O que não dá para grande espaço para interpretações é a atitude do Presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, face ao 25 de abril. Depois de acabar com o concerto de 24 para 25 de abril, a Câmara de Lisboa quis agora renomear as Festas de Abril para Festas da Primavera. São decisões que agradam ao tipo de pessoa que considera que a liberdade não se deve ao 25 de abril, mas ao primeiro carro, oferecido aos 18 anos pelos pais.

Já só falta transformar o 25 de abril num festival de cerveja artesanal chamado Li-beer-dade. Não seria melhor cancelar as comemorações populares do 25 de abril e fechar antes da Avenida da Liberdade para uma parada de celebração do Dia Mundial do Pinguim, que se celebra no mesmo dia? Estou certo que o Guaraná Antártida patrocinaria essa mudança.

Qual é a ideia? Tornar o 25 de abril num 15 de agosto: uma daquelas datas em que as pessoas agradecem não ter de trabalhar, apesar de não conseguirem precisar o motivo do feriado? Antigamente, uma certa esquerda reclamava para si o 25 de abril. Hoje, há uma certa direita que faz questão de rejeitá-lo abertamente».

 
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veio-nos à memoria 
 

 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

DESNORTEADOS(AS)? | a propósito de «As bandas de música e filarmónicas vão ter acesso a uma linha de apoio de 700 mil euros, proveniente da Direção-Geral das Artes e do Fundo de Fomento Cultural, anunciou hoje o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto» | PODE LER-SE NA COMUNICAÇÃO SOCIAL E NO PORTAL DO GOVERNO

 

 

Veja aqui

 


  


 

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A noticia começou por nos chegar via «alertas Google». Depois procuramos para ver se alguém nos dizia como apareceu mais este «concurso» da DGARTES em parceria com o Fundo de Fomento Cultural. (Para já, o que dirá a Inspeção geral de Finanças?).  E se alguém criticava esta iniciativa. Mas, nada! Criticava no sentido, por exemplo, do que no âmbito das BANDAS compete à Administração Central, às CCDRs, aos Municípios, às CIMs, às Áreas Metropolitanas ... Naturalmente que haverá atribuições e competências para cada um dos níveis ... Atentemos no que está no jornal Público: «Citada no comunicado, a ministra Margarida Balseiro Lopes afirma que esta linha de apoio se enquadra nos objectivos do Governo de "reforço da criação e da qualificação artística, para o alargamento do acesso e da participação cultural e, acima de tudo, para a valorização da Cultura portuguesa - em toda a sua diversidade e em todo o território"». Senhora Ministra da Cultura (em part time) esta «redação» dá para tudo, e todas e todos, o que há que nos mostrar é o que compete desde logo a cada nível da ADMINISTRAÇÃO. De seguida, objetivamente mostrar ESTRATÉGIAS E POLÍTICAS. E quem reflete a matéria por exemplo a  nível CENTRAL, ou seja, pelo que se lê, na DGARTES. Saberá a Senhora Governante qual é o historial da coisa? Terá a Senhora Governante conhecimento - ai! a memória -  que em dado momento depois do extraordinário trabalho feito na esfera das Bandas na Divisão de Música - veja o Decreto Regulamentar 19/80 -   houve a decisão institucional de que o «PROFISSIONAL» ficava no CENTRAL e que o «AMADOR» (a coisas amada) ia para o LOCAL? Só isso dará para o grito: DESNORTEADOS(AS)? com diversos destinatários ... Ou seja, quase o mesmo incomodo: o provocado pelo Governo e a sua estranha Governação à vista como a ausência de reação critica ... Eventualmente, tudo se resumirá a mais um concurso com toda a «legalidade» ..., impulsionado pela «criatividade do dia». 
 
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a propósito 
 
 

sábado, 18 de abril de 2026

CUBA !

 

 
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A propósito de CUBA

 Do que lá se pode ler:

«O convite partiu do lendário músico e ex-deputado da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba Sílvio Rodriguez, uma das mais conhecidas e marcantes vozes latino-americanas. Trinta e quatro anos depois da última visita, Chico Buarque de Hollanda voltou a desembarcar em Cuba, num momento em que as sanções fora-da-lei contra a ilha agravam a crise económica e energética, numa «demonstração de solidariedade ao povo do país».

Para além da «doação de medicamentos essenciais ao Ministério da Saúde cubano», Chico Buarque anunciou nas suas redes sociais a gravação de uma nova versão do tema Sueño con Serpientes, de Sílvio Rodriguez, com o cantautor cubano, num estúdio em Havana. Não é a primeira vez que a canção ganha expressão brasileira – em 1980, Milton Nascimento incluiu-a no seu disco Sentinela, com a participação da cantora argentina Mercedes Sosa.

A escolha de Sueño con Serpientes não é aleatória. Prefaciada pelo poema de Bertold Brecht Os que Lutam, sobre as mulheres e homens «imprescindíveis» que não abdicam da luta pela construção de uma vida melhor, a canção foi censurada pelo fascismo espanhol e chileno. A nova versão, com a participação de Buarque, vai ser divulgada em todas as plataformas de música. (...)».


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e não resistimos