ELITÁRIO PARA TODOS
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
MAS SERÁ QUE OS DIFERENTES INTERVENIENTES NA CRIAÇÃO DA «REDE DE TEATROS E CINETEATROS» NÃO SABIAM O QUE O ESTUDO AGORA DISPONIBLIZADO DIZ? | pela nossa parte estamos cansados de denunciar a situação que para ser ultrapassada exige nomeadamente um Ministério da Cultura digno desse nome ... , e em especial a refundação da DGARTES como em tempos (em especial depois da TROIKA) prometido pelo PS mas «ficou no tinteiro» ...
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
«(...)A ideia da cultura e do desporto, à maneira fascista, da gestão dos espaços culturais, quer dizer, gimnodesportivos, tem a ver, curiosamente, não com o primeiro governo cavaquista, mas com o primeiro governo em que há um Ministério da Cultura, e em que se começa a falar de uma indústria da cultura, e em conteúdos culturais – tudo isso era uma linguagem aberrante para a minha geração(...)».
Nos Divertimentos, as palavras são brinquedos que mexem. E fazem barulho. As peças do jogo são as letras, com os seus ritmos e sons. Com elas tudo se constrói.
Por vezes, vem a gralha e temos o caldo entornado. Basta uma letra mal posta e, em vez de se calar, temos a gralha a falar. Já se vê a importância de uma letra! Com o movimento das letras, as palavras empilham-se como caixotes, atiram-se ao ar como bolas, fazem comboios ou puxam umas pelas outras em direções desencontradas. Às vezes, ficam a pairar no eco como móbiles, com os olhos bem abertos para entrar luz. Assim criam coisas de que não se estava à espera.
Imagina tu agora a menina chamada Vampirina e a Irina a ir na via que vinha! Imagina o menino Francisco a ver com todo o seu ser! Imagina a Benedita, que tem um carrapato no carrapito! A Leonor, carregada dos livros da escola na sacola! E as formigas no carreiro, as lulas que pululam, um Capitão zangado com o apitão e tantos outros seres animais e animados!».
Há uma personagem que, a propósito de um projecto, é convidada a preencher um formulário no qual regista ‘Cultura e Desporto’, assim amalgamados. É uma coisa profética, se pensarmos no governo de Luís Montenegro.
Sem dúvida [risos]. Para nós, em 2007, isso era uma coisa totalmente impensável. A ideia da cultura e do desporto, à maneira fascista, da gestão dos espaços culturais, quer dizer, gimnodesportivos, tem a ver, curiosamente, não com o primeiro governo cavaquista, mas com o primeiro governo em que há um Ministério da Cultura, e em que se começa a falar de uma indústria da cultura, e em conteúdos culturais – tudo isso era uma linguagem aberrante para a minha geração. A noção de equipamento cultural, a noção de formação de público, que hoje se transformou numa coisa perfeitamente banal, na altura, estava a formatar-se a cultura nesses parâmetros. (...)».
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
JÁ «VALEU» ! O ESTUDO ORIGINOU ARTIGO DA «VISÃO» A NÃO PERDER | este: «Portugal a horas ou aquilo que já sabíamos»
Está bem, muito mais se poderia comentar mas para quê?, se, a nosso ver, já temos síntese de qualidade ... Bom, acrescentemos alguma coisa, por exemplo, será um estudo académico normal sem grandes ambições ... Talvez se esperasse mais atendendo aos autores. Em termos de «finalidade e objetivos» e de metodologia de conceção e ação. Ousamos: é UMA OPINIÃO A DOIS «pouco sofisticada». Ah, também reparámos no seguinte, que diz muito:
* *
terça-feira, 11 de agosto de 2026
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Adeus, Armando Teixeira da Silva
VOLTEMOS A TOM JOBIM PELAS ENCANTATÓRIAS CRÓNICAS DE RUY CASTRO
Do grande biógrafo de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson
Rodrigues:
RUY CASTRO REVELA O LADO HUMANO, CRÍTICO E MORDAZ DE TOM JOBIM, O HOMEM QUE
MUDOU A HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA.
99 crónicas cheias de música, informação e histórias de bastidores.
Tom Jobim, o
homem que compôs tratados musicais como «Garota de Ipanema» ou «Águas de
março», mudou a história da música brasileira com a bossa nova e as suas
canções imortais. Mas isso os leitores provavelmente já sabem. O que Ruy Castro
mostra agora no livro O Ouvidor do Brasil é um Tom mais inesperado e desconhecido, ecologista,
«piador», discreto mas atento, que olhava sempre para o Brasil, até da janela
do seu apartamento em Nova Iorque.
Estas crónicas de Ruy Castro, que o conheceu e entrevistou muitas vezes,
escritas ao longo de vários anos, formam um perfil biográfico fragmentado de um
dos maiores artistas do Brasil e do mundo, oferecendo diferentes e
surpreendentes ângulos em cada texto. Com o seu estilo inconfundível, o grande
biógrafo partilha ainda factos inéditos, histórias de bastidores e um horizonte
aberto para a cultura de um país e para as grandes figuras da cena musical nos
anos 1950 e 1960.
«Escrevi certa vez que, sempre que Tom Jobim abria o piano, o mundo melhorava. De seu piano saíram mares, rios, matas, serras, montanhas, peixes, aves, formando um corpo de beleza e de eternidade em forma de canção. Era como … Saiba mais.










