Vamos lá começar, tínhamos reparado no diploma abaixo, coisa natural na Administração legalista que cada vez mais nos domina. Verdadeiramente, o que estará em causa será uma Orquestra Regional para o Alentejo de que se vinha a falar ... E quem não quererá isso? Não conhecemos. E será essa circunstância equivalente a tantas outras «avulsas» que depois nos turvam a reflexão. E é para participar na construção de um SERVIÇO PÚBLICO NA ESFERA DA MÚSICA digno desse nome - em que o ESTADO CENTRAL GARANTA E NÃO SE LIMITE A «APOIAR» através dos famigerados concursos (imaginem isso para as ESCOLAS) - que aproveitamos o momento e aqui estamos mais uma vez a olhar para as «Orquestras». Mas já que é o ALENTEJO que está na ordem do dia comecemos bem: ouçamos Dulce Pontes - veja acima.
*
* *
Agora, olhemos para a floresta de informação disponibilizada no site da DGARTES.
DGARTES promove sessão de esclarecimento sobre concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo
[17 de julho, 15h, Évora]
«A Direção-Geral das Artes realiza no próximo dia 17 de julho, a partir das 15h00, no Convento de São Bento de Cástris, em Évora, uma sessão de esclarecimento sobre o concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo.
Acolhida pela Associação Évora 2027, esta sessão tem como objetivo reforçar, junto dos agentes culturais, políticos e demais setores da região do Alentejo, a informação sobre os principais desígnios e critérios subjacentes ao concurso, que será lançado em breve.
Com um montante global disponível de 1.620.000 € (a atribuir por um período de dois anos), o concurso tem como principais objetivos contribuir para a afirmação do património musical português e valorização da música erudita, incentivando o seu cruzamento com outras artes e facilitando o acesso cultural no Alentejo mediante uma programação regular e diversificada.
Destina-se a associações culturais sem fins lucrativos com sede no Alentejo, cujos órgãos sociais integrem, no mínimo, cinco municípios da região, podendo ainda envolver outros agentes locais ou regionais, reforçando o papel destas estruturas na dinamização cultural dos territórios, fortalecendo a coesão territorial.
A sessão será presidida pela Senhora Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
+++++++++++++++
«A Direção-Geral das Artes (DGARTES) divulga hoje, dia 6 de maio de 2026, o teor do aviso de abertura do concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo.
A presente divulgação foi anunciada pelo Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, na sessão de esclarecimento realizada ontem, dia 5 de maio, no Convento de São Bento de Cástris, em Évora.
A DGARTES procede à publicitação dos principais elementos do Aviso, permitindo às entidades interessadas o acesso atempado às disposições do concurso.
A abertura do prazo de submissão de candidaturas será oportunamente divulgada pela DGARTES.
O concurso para criação da Orquestra Regional do Alentejo prevê a atribuição de um apoio anual de 810.000,00€, para atividades a realizar nos domínios da criação, edição, circulação nacional, ações estratégicas de mediação e internacionalização.
São destinatárias deste concurso as associações culturais sem fins lucrativos com sede na região do Alentejo, cujos órgãos sociais deverão incluir, no mínimo, cinco municípios do Alentejo, podendo abranger outros agentes locais ou regionais da região.
Dos objetivos estratégicos deste concurso, destacam-se a promoção e valorização da música erudita, incentivando o seu cruzamento com outras artes e facilitando o acesso cultural no Alentejo através de uma programação regular e diversificada. Valoriza-se, ainda, a articulação com entidades locais e agentes culturais, promovendo o desenvolvimento regional, a inovação e a intervenção ativa nas comunidades.
São ainda objetivos a promoção da mediação cultural, formação e inserção profissional, bem como a valorização contínua dos músicos. Procura-se, também, afirmar o património musical português, criar redes nacionais e internacionais com outras orquestras e contribuir para a inclusão social, a cidadania e o trabalho coletivo através da prática orquestral.
Consulte aqui os principais elementos do Aviso de Abertura. *
* *
É claro que podíamos voltar ao de sempre e voltar a perguntar onde está o ESTUDO subjacente à iniciativa aqui em causa que nos mostre memória e horizonte. Assinalar «o padrão» da Ministra da Cultura em «part time» para ouvir em sessões públicas. Reparar na cronologia e nos intervenientes na comunicação. Em particular insistirmos como se apurou o valor de 1.620.000 €. Etc.Etc...
Mas decidimos recorrer a outros e olhando para o que se passa em França pedir que o GOVERNO compare e nos esclareça seguindo aquela realidade qual «cábula». Sejamos TECNOCRACIA ESCLARECIDA: fazendo BENCHMARKING ...
Veja aqui
*
* *
Ah, talvez seja boa ideia revisitar Posts passados - escolha aqui