domingo, 6 de setembro de 2026

«Research on culture matters»

 

«Research on culture matters. Now is the time to not only claim it, but prove it.
ENCATC launches a collective advocacy action at the Congress in Nice
Europe is deciding its future funding priorities, and the stakes could not be higher. Right now, behind closed doors in Brussels, the draft text for the next EU Multiannual Financial Framework (MFF) 2028–2034 is being fiercely debated and rewritten. The decisions made this autumn will dictate whether Europe invests in its cultural infrastructure or sidelines it.
As a leading research network, ENCATC cannot afford to sit on the sidelines. We have a unique responsibility to ensure that the vital role of cultural research is not just recognised, but financially secured. (...)». Continue.


quarta-feira, 2 de setembro de 2026

REVIVER O PASSADO PREC («VERÃO QUENTE») ATRAVÉS DE UMAS NOTAS PROVOCADAS PELA LEITURA DO RECENTEMENTE PUBLICADO «TEATRO, PERFORMANCE E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO»| a ideia é tentar mostrar que a perspetiva «revolução administrativa» desses mesmos tempos nomeadamente no aparelho estatal da cultura tem de ser procurada como abundantemente temos defendido no Elitário Para Todos | ALÔ PARLAMENTO!| ALÔ ACADEMIA! | ALÔ GOVERNO! | ALÔ TODOS/AS!

 


 

 SINOPSE

O papel do teatro e das artes performativas na construção da democracia e as marcas do processo revolucionário no tecido teatral português.
O livro Teatro, Performance e o Processo Revolucionário em Curso propõe uma cartografia estética, política e afectiva das práticas teatrais que emergiram, se reinventaram ou ganharam nova visibilidade em torno do 25 de Abril de 1974.
Entre a rua e o palco, a criação e a intervenção, a experimentação artística e a reconfiguração institucional, acompanha-se um tempo em que a revolução transformou profundamente os modos de fazer, pensar e imaginar o teatro e em que o próprio teatro participou na invenção de novas formas de vida colectiva. Saiba mais.
 
 *
*   * 
 
 
 

 
SINOPSE -"O testemunho de uma experiência que talvez nos ajude a perceber, pelo prisma cintilante da cultura, a génese dos caminhos políticos que seguimos e das teias que tecemos: uma revisita desde a acção cultural possível no final do anterior regime, prosseguindo pelo fluxo e o refluxo da Revolução de Abril, até aos labirintos da actualidade do estado da nação. Saiba mais



*
*   *
 



*
*   * 
Ao que vimos com este post: continuar na cruzada em DEFESA DA MEMÓRIA NA ESFERA DA CULTURA aproveitando a  publicação de «TEATRO, PERFORMANCE E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO». Desde logo, levou -nos a reviver o passado no Palácio Foz indo ao demais que também  acima partilhamos. 
Para o livro da imagem inicial, o motivador,  coordenadas:«Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P.,no âmbito do projeto Performance e Teatro no PREC» o que pensamos associado às comemorações dos 50 anos do 25 abril. Imagens que o mostram:

É um trabalho académico de que tem cabimento mostrar o que busca: «O projecto PREC.PT Performance e teatro no PREC visa recuperar a memória do teatro, o que fez e como se fez, o que se pensou, escreveu, legislou e programou durante o Processo Revolucionário em Curso (1974-75). O projecto desenvolve-se em dois eixos de investigação principais: o mapeamento dos acontecimentos e das notícias de imprensa relacionadas com a actividade teatral sob a forma de um Diário do PREC e a realização de um conjunto de entrevistas aos agentes que intervieram, de diferentes modos e em contextos diversos, no sistema teatral português desse período». Não cremos que seja questão de preciosismo começar por dizer, assim o  pensamos, que com esta «investigação» não se recuperará «a» memória -  porventura mais ajustado dizer que   se contribui para isso. O que tem mérito, e em especial destacamos:  ajudar a não deixar que o problema da memória na Cultura continue perdido por aí ...  A nosso ver é uma grande problema que as ADMINISTRAÇÕES têm de equacionar. Tem de ir para a AGENDA. Aconselhável criar SOBRESSALTO que dê élan para a ação. E não esquecer a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL.  Avaliar o trabalho realizado não será função de blogue, mas havendo no Elitário Para Todos gente que viveu o designado «VERÃO QUENTE» e precisamente na CULTURA, metida organicamente no MINISTÉRIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL, oficialmente sediada na PALÁCIO FOZ, nos RESTAURADORES, é evidente que se fica preso ao que vai aparecendo  sobre realidade que se viveu «por dentro». Apaixonadamente. E ninguém era figurante. Deve ser por tal que não resistimos: obrigatório rendibilizar a ocasião. Assim, continuemos a dar  para «este peditório» e com «ponto de vista»: como abundantemente temos defendido em ocasiões diversas a questão da «MEMÓRIA NA ESFERA DA CULTURA» portanto também no TEATRO exige que as ADMINISTRAÇÕES em especial a CENTRAL encare a questão dos SISTEMAS DE INFORMAÇÃO DA CULTURA em particular na esfera das «artes da DGARTES». Para quem ainda precise de justificação aqui vai:  é fundamental para a GESTÃO PÚBLICA; não se percebe como a CLASSE POLÍTICA pode atuar sem ela; mostrar que o APARELHO ESTATAL não pode ser confundido com a ACADEMIA; ... Numa perspetiva maior, a nossa IDENTIDADE enquanto  Comunidade também passa por nos conhecermos na esfera da Cultura, da Cultura artística, da arte, sob várias óticas. Precisamos de INFORMAÇÃO sobre o PRESENTE, o PASSADO, o FUTURO ... Aliás, o  livro aqui em causa ilustra isso mesmo: pelos objetivos que fixa; pelo que regista e como o faz; pelo que não aparece; pelo que  é tocado de passagem quando eventualmente devia ser central; por ... A nosso ver, precisa-se de INTERVENÇÃO DE FÔLEGO a ser lançado pelo Aparelho Estatal Central e, olhando a atual Governação,  tem de estar na designada «REFORMA DO ESTADO» que bem vistas as coisas é «REFORMA DO APARELHO ESTATAL». E na CULTURA mais do que «reforma» tem de ser «reinvenção», «refundação».  «REVOLUÇÃO»!,  e não será ousado adiantar que por este lado teremos (temos de ambicionar) algo semelhante aos anos cobertos pela investigação. Olhe-se o titulo no artigo acima de António Dray - (« do seu currículo, «Em Julho de 1974 regressa a Portugal, tem uma passagem pela Administração Pública  , exercendo funções de Coordenador de Reorganização do Ministério da Comunicação Social e posteriormente Secretário-Geral desse mesmo Ministério»).
Mas não se pense que não valorizamos o Projeto. Pelo contrário, ao entrarmos na Livraria, num dos dias fuscos de Agosto 2026, foi com grande satisfação que vimos logo à entrada em prateleira de destaque  o Teatro, Performance e o Processo Revolucionário em Curso. Confessemos, de imediato trouxemos «Processo Revolucionário em Curso» para o presente - se lá estivesse PREC talvez não tivesse acontecido. Mas também porque acreditamos - ou será que apenas gostamos de pensar? - que há um processo revolucionário em curso ainda sem  visibilidade impositiva em torno da MEMÓRIA NA CULTURA. Mais,  aproveitando a REFORMA DO ESTADO com que o GOVERNO nos bombardeia talvez tenham na calha, quem sabe finalmente, e brevemente a ser lançado,  PROGRAMA que mais do que «reformar», REINVENTE  o Aparelho Estatal Cultura. Cogitando «em voz alta», (e até pensando que o Senhor Ministro das Reformas se vai meter na Plataforma do Mecenato) podem exigir-se TRANSFORMAÇÕES parcelares já, mas como vem nos manuais precisamos de um TODO logo à partida. Tratemos «árvores» mas não esqueçamos a «floresta». Claro, há que DIGITALIZAR (será que é de ter inveja boa das provas nacionais na educação?) - o que  emerge intensamente da investigação -  e isto pode, nem haverá outra forma,  ser feito «aos bocados» mas de maneira coordenada; é evidente que nesta atmosfera é de bom senso  exigir -  já! - que, ilustrando, nos devolvam o «SITE DA CORNUCÓPIA»,   para onde no livro nos dirigem em algum momento, mas, ó deuses,  já não vive online. Como é possível?, a nosso ver, neste ambiente, «crime».  Só isso e outras realidades equivalentes mas generalizáveis podiam  desencadear SOBRESSALTO. Mas vive-se letargia. E serem  ponto de partida para «módulo de atuação» - quem sabe os Senhores Deputados em linha com o que já fizeram para situações comparáveis (lembremos a propósito dos Blogues do SAPO) olhem para o assunto. Continuando a discorrer sobre iniciativas que não precisam de esperar - tecnicamente são «medidas imediatas» compatíveis com o que quer que se venha a desenhar de maneira global, interdependente, e  integrada -,  facilmente se pode retomar o que no TEMPO DO PREC  e anos seguintes existia em papel devidamente selecionado, «juntinha», em publicação: a legislação produzida da Cultura. Ou seja, o que então no «Palácio Foz» se designava por «Formal Vigente», hoje com as potencialidades tecnológicas pode ser enriquecida e disponível de forma convidativa na internet. A Inteligência Artificial pode fazer cruzamentos sem fim: quanto ao Resultado Final e sobre o Processo que a isso levou.  Atente-se no O Corpo de delito, acima , de Vasco Pinto Leite  - no seu currículo:«Após o 25 de Abril de 1974 foi convidado pelo 2.º Governo Provisório a exercer as funções de Director-Geral da Cultura Popular e Espectáculos e Presidente do C.A do Instituto Português de Cinema por inerência do cargo» -  a nosso ver aqueles anexos são «pérolas» para o que aqui nos move arriscando-se a dizer que será difícil encontrar sistematização «tão real» naquele género  - mas a que necessariamente se pode/deve juntar outras fontes, podendo até colocar-se «anúncio» para isso. Bom, mas durante o PREC quanto ao quadro legal não se ficou apenas na tentativa. Obviamente há legislação publicada  ainda que a Lei do Teatro não o tenha sido. Mas houve SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO, e apetece dizer PARTE DA POESIA NA RUA.   (Naquele Verão Quente, os dias eram anos. e se tivemos o «Grupo dos Oficiais sem sono» no Palácio Foz também houve uma TECNOCRACIA COMPETENTE (ou isso queria ser), verificável,  que dormia pouco. Assinalar o papel dos EXILADOS POLÍTICOS e outros que regressaram. Não há muito, numa das CONVERSAS COM O PÚBLICO, no Teatro Municipal Joaquim Benite, o papel destes «e/imigrantes» veio à baila. Voltando aos «Diplomas», embora não se deseje uma ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA mas sim uma ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA onde a lei tem de ser rigorosamente cumprida - tal como no PREC, na Cultura -,  hoje para este particular do quadro legal  é meter a INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda -  ao barulho, Senhor Ministro das Reformas. E desta forma não obrigar os INVESTIGADORES quais Sherlock Holmes a tentar encontrar fontes, ou seja, a fazer o que outras deviam ter feito ... E não sendo essa a sua função não será difícil «falhar». Será que estamos a falar de «Arquivos oficiais» termo que em algum momento aparece no livro da investigação? Como os nomear?
Depois, quer no Livro aqui em causa, como em muitas das iniciativas a que se assistiu há sempre algo ausente:  a TRANSFORMAÇÃO DO APARELHO ESTATAL. No PREC para a Cultura  o que António Dray nos deixou tem de ser organizador. Foi a alma de «uma revolução», que hoje podemos apelidar de GESTÃO PÚBLICA, que tem de ser estudada pelo que provocou à época do PREC e avaliar como ficou no «jeito» de quem continuou lá, na Secretaria de Estado da Cultura/Ministério da Cultura. Ilustremos com a introdução da «ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS». Se encontrado percebem-se as POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A CULTURA (artística, necessariamente). A propósito, talvez lhe interesse este post. De lá:
 
Bom, ainda estamos na silly season, e a publicação  «TEATRO, PERFORMANCE E O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO» foi, utilizando palavra de pessoa envolvida no «PREC  Palácio Foz»,  uma «sacanagem» (boa). Tirou - nos  do sossego em que estávamos cheios de preguiça a gozar os dias longos. Hoje fiquemos por aqui, mas «cheira-nos» que havemos de voltar à coisa. Ainda dá para sugerir à Senhora Ministra da Cultura em part time, tipo TPC,  que atente no que é dito logo no começo do Testemunho de  Christine Zurbach: 
 
 

Ou na forma como Vera San Payo de Lemos utiliza os PROGRAMAS dos espectáculos e as Críticas ...
Mais, chamando todo o Governo à liça, e suscitar  curiosidade que dele irradiará,  o Despacho seguinte, retirado do Testemunho de Luís Varela,  parte do livro:
 

Certamente que haverá lugar a «curiosidades», do tipo: 
- Foram criados mais Centros Culturais durante o Verão Quente?
- Ainda hoje no «sistema de apoios da DGARTES haverá resquícios  do que se passou na altura?
- O que separa a Rede de Teatros e Cineteatros  do presente
do Conceito subjacente à Descentralização  Teatral do PREC?
 
... e por aí fora
 
Até já!
 
 

sábado, 29 de agosto de 2026

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

DE ROBERT KRAMER EM DOCUMENTÁRIO DE SÉRGIO TRÉFAUT|«um testemunho único sobre o percurso do realizador norte-americano onde fala da sua militância política, da sua forma de fazer cinema, da sua relação com Portugal e com os movimentos revolucionários»


 
 
SINOPSE

«O último grande testemunho registado em vida do realizador, argumentista, ator e ativista norte-americano Robert Kramer (1939–1999), gravado pouco antes da sua morte. Kramer tinha uma ligação significativa a Portugal, tendo passado pelo país em 1975 e regressado mais tarde para realizar "Cenas da Luta de Classes em Portugal" (1977) e o profundamente autobiográfico "Doc's Kingdom" (1987). Este último depoimento de Robert Kramer é um testemunho único sobre o percurso do realizador norte-americano onde fala da sua militância política, da sua forma de fazer cinema, da sua relação com Portugal e com os movimentos revolucionários. O discurso brilhante de Kramer magnetiza o espetador».