sexta-feira, 28 de novembro de 2025

MALRAUX

 

 
e veja-se o que o Ministério da Cultura
 de França tem programado

«2026, Année Malraux : (re)découvrir tous les visages d'un visionnaire

A l'occasion du Cinquantenaire de la disparition de l'auteur de « L'Espoir », « 2026, Année Malraux » a été lancée vendredi 14 novembre 2025 au ministère de la Culture. A travers plus de 130 événements, l'enjeu est de célébrer, selon la ministre de la Culture, « tous les visages d'une personnalité visionnaire ». Veja aqui.

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E, quiçá, levados pelo post anterior, não há como não recordar «As Vozes do Silêncio». Por cá a edição é a das imagens seguintes, e lembram-se as conversas sem fim que provocaram com o saudoso MÁRIO BARRADAS  ... desaguando quase sempre no SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA. Chegando a dizer-se que há um antes e um depois dessas conversas. Gente de «depois de Abril»!, aproveitem 2026 para, se desconhecerem o Personagem, penetrarem no pensamento e na ação de ANDRÉ MARLRAUX . Se há VISIONÁRIOS está nesse panteão. Decididamente, não dispensamos Malraux.   

Daqui: «André Malraux nasceu em Paris a 3 de novembro de 1901. Figura central da cultura francesa do século XX, participou ativamente nas lutas revolucionárias do seu tempo e sobre elas produziu algumas das mais marcantes obras da literatura mundial, entre elas A Condição Humana (1933), centrado na revolução comunista chinesa, e A Esperança (1937), onde reflete a sua participação na Guerra Civil de Espanha. Membro da Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial, dedicou-se à vida política no pós-guerra, tendo desempenhado o cargo de ministro da Cultura nos governos de Charles de Gaulle, entre 1959 e 1969. Morreu em Créteil a 23 de novembro de 1976».
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Sabendo-se que o«francês»
já não será a língua que «todos sabíam»
 aqui vai uma sugestão de leitura. 
Desde logo, gostamos da capa.
 
«Iconoclastic study of the meanings of art in which the author designs a new set of categories for the artistic process and views artists and their work from  unique point of view».

NO ARTIGO DE OPINIÃO DE LUÍS RAPOSO NO JORNAL PÚBLICO | «as pessoas têm medo de perder o emprego, têm medo de prejudicar a sua instituição quando se manifestam»

 

 

 
Como se vê acima o artigo é «exclusivo» mas, a nosso ver, devia ser de ampla divulgação como, aliás, acontece com a generalidade dos trabalhos de Luís Raposo. Em particular, os dias que correm na esfera dos Museus inseridos  na globalidade das nossas vidas - passadas, presentes, futuras.
 
Excerto: 
 
«(...) É certo que os museus aprenderam há bastante tempo as artes de navegar nos limites do politicamente suportável, evitando muitos deles “fazer demasiadas ondas”. Nos últimos anos, por exemplo, souberam tratar “temas difíceis” das agendas do "estar acordado" (“comunidades” imaginadas, “racializados”, direitos das minorias, etc…), elegantes para algumas elites, essencialmente as “mais dos mesmos”, mas evitaram dar voz às iniquidades que sofrem as maiorias, a suor e povo, à opressão social, a más condições de vida e calaram a sub-representação de tudo isto em suas programações e em seus públicos. Abandonaram os "famélicos da Terra", onde se inclui hoje uma classe média baixa descrente do futuro, individualista e desconfiada do “outro”, composta por trabalhadores dos serviços acotovelados em bairros das periferias urbanas, fartos da má qualidade de vida e zangados com todos os poderes — por isso podemos dizer que continuamos sem “cumprir Abril” nos nossos museus. Afirmando-se comprometidos, como convém, mantiveram-se "neutros" em relação ao que realmente causa "desconforto" ao poder, formal e fáctico e assim contribuíram para a captura da revolta social pelas ideologias de extrema-direita, boçais ao ponto de já não admitirem aquelas veredas, tão estimáveis quanto habilidosas.
Agora, chegou verdadeiramente a altura de combater, de arriscar e veremos quem a tanto se disporá porque, como diz Julia Pagel, secretária-geral da NEMO, “as pessoas têm medo de perder o emprego, têm medo de prejudicar a sua instituição quando se manifestam”.
Como já estamos longe do tempo, porém ainda não muito distante, em que os profissionais sentiam ter liberdade para, por exemplo, nas assembleias gerais do ICOM, israelitas e iranianos dizerem publicamente que estavam de acordo na defesa dos valores por que nos batemos nos museus. Ou para, há menos de uma década, na celebração do 150.° aniversário do Museu do Hermitage, as comissões nacionais do ICOM da Rússia, dos Estados Unidos e da Alemanha se reunirem em São Petersburgo para discutir “Museus e Políticas”, ocasião em que pudemos apresentar a nossa “Declaração de Lisboa”, um apelo em defesa dos museus, especialmente em tempos de crise, na certeza de que eles “fortalecem as identidades culturais, apoiam a coesão social e desenvolvem a mediação intercultural”. (...)».


quinta-feira, 27 de novembro de 2025

ACONTECEU |«Culture Next _ Policy Summit _ Brussels» |« Discutiu-se o papel da cultura na democracia, na construção da paz e no desenvolvimento sustentável»| AH! ESTÁ A DECORRER NESTE PRECISO MOMENTO A APROVAÇÃO FINAL DO ORÇAMENTO DO ESTADO _ E GRITAM !

 

 

Veja aqui

O encontro a que se refere a imagem aconteceu, e quem se ocupa institucionalmente da CULTURA E DAS ARTES não o podia ignorar como não podia ignorar os equivalentes que se passam à volta. Para de forma permanente se planear e programar a  atividade razão se ser da ADMINISTRAÇÃO do setor.   Ou seja, para que o Ministério da Cultura (é sempre bom não esquecer agora diluído num caldeirão) se cumprisse. Formalmente seria o GEPAC a desenvolver esse trabalho. E só assim Estratégias e Políticas Culturais podem ser construidas, executadas, acompanhadas. Isso já aconteceu, por mais estranho que pareça  a alguns logo a seguir ao 25 de Abril. Depois, foi episódico, e nos anos mais recentes com as fusões e extinções «cegas» caminhou-se para o desastre em termos de GESTÃO PÚBLICA na área da Cultura e das Artes. Nisto, infelizmente, acompanha-se o que se passa com a desejada ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA embora apregoada como missão mas é «olha para o que digo, não olhes para o que faço».
A comunicação social, a generalista como a especializada, também não dá, a nosso ver, a cobertura que se impunha, que é necessária, à Cultura e às Artes na esfera, digamos, da Gestão. E quantas das vezes o que acontece é ignorado qualquer que seja o ângulo de abordagem. A Academia, na nossa avaliação, também está a falhar. Neste quadro gratos ao Diário do Sul pelo artigo, que nos chega via «alertas» a que  se refere a imagem seguinte:    
 
 

 Excerto:«Discutiu-se o papel da cultura na democracia, na construção da paz e no desenvolvimento sustentável. 

 A primeira Cúpula de Políticas da Culture Next foi realizada em Bruxelas, no dia 3 de novembro, na sede do Parlamento Europeu. O evento foi organizado pela Culture Next, uma rede de 39 cidades de 21 países europeus que reúne as Capitais Europeias da Cultura e as cidades candidatas, da qual a Fundação Matera Basilicata 2019 é membro fundador e parceira.

A cúpula reuniu membros do Parlamento Europeu, funcionários da Comissão Europeia e líderes das principais redes culturais da Europa para discutir o papel da cultura na democracia, na construção da paz e no desenvolvimento sustentável.

Os principais temas deste ano foram a campanha pela cultura como um objetivo de desenvolvimento sustentável na próxima agenda das Nações Unidas, #culturegoal2030 , a reforma do concurso Capital Europeia da Cultura e as prioridades culturais do novo ciclo político da União Europeia.

Concebida como um encontro anual para informação, atualização, criação de redes de contactos e colaboração, a Cimeira de Políticas da Culture Next visa promover o diálogo contínuo entre os decisores políticos, os membros da Culture Next e outras redes culturais, trabalhando em conjunto para reforçar o papel da cultura no futuro da Europa. (...)».

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Aproveitemos para relembrar 

 

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Neste preciso momento, no Parlamento, (também aos gritos), o «Ministro das Reformas» está a discursar - não se percebe a mensagem ... Palavras, palavras, ... Confuso! Afinal, qual é o PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO? Diga-nos, Senhor Governante, adotando, por exemplo, a técnica «ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS» que podia ser alicerce da sua «Reforma».  Há quadro legal para isso - já que a Administração Legalista não os larga - mais, aquela técnica o Governo a que pertence não a desdenha (veja a postura do seu Colega das Finanças, mas lembremos que já não se precisa de «pilotos» - veja aqui). Fundamentalmente  permite uma GESTÃO PÚBLICA TRANSPARENTE que devia (deve) ser o PONTO DE PARTIDA na LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO. Há que começar na raiz. 
Ou seja, valorize-se a CIÊNCIA, a TÉCNICA, as BOAS PRÁTICAS, que tanto quanto nos apercebemos também advoga. E claro tudo atravessado pela REVOLUÇÃO DIGITAL e pela INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Não queremos ser agoirentos, mas se daqui a uns tempos nos disserem que vai desistir da sua aventura no Governo, Senhor Ministro, não nos admiraremos, é que nos parece que não está a ir pelo caminho certo ... Bom, mas ainda sabemos pouco. Entretanto, Boa Sorte!, e para já  
     não se deixe dominar por isto:

 
mas não nos espantava que recorresse
 a Dante no momento da desistência ... 
 
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Por fim, em tudo, não esquecer
A FORÇA DA CULTURA E DAS ARTES - sugerimos que seja uma «ideia-força» das «suas reformas», Senhor Ministro - não há como negar, PORTUGAL É CULTURA, nomeadamente na luta contra a VIOLÊNCIA DOMÉSTICA de que tanto se falou nos últimos dias
  


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

NO PRÓXIMO SÁBADO EM LISBOA O PCP ENCERRA AS COMEMORAÇÕES DO V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE LUÍS DE CAMÕES | que dia tão cheio!, olhando para os oradores a não perder ...

 

 
A INICIATIVA que  nos chegou
 e com gosto divulgamos  
 
 
«No próximo sábado realizar-se-á, com início às 10h, o colóquio "Camões, poeta do povo num mundo em mudança". Este colóquio encerrará as comemorações do PCP do V Centenário do nascimento de Luís de Camões e nele, ao longo do dia, serão abordados vários temas relacionados com a obra do poeta.
O colóquio iniciar-se-á com uma intervenção do Secretário-Geral do Partido, Paulo Raimundo, seguindo-se os seguintes oradores:

Máximo Ferreira, astrónomo
Carina Infante do Carmo, professora na Universidade do Algarve
João Luís Lisboa, professor na Universidade Nova de Lisboa
Hélio Alves, professor na Universidade de Lisboa (Centro de Estudos Comparatistas)
António Carlos Cortez, professor na Escola Secundária de Camões
Rita Marnoto, professora na Universidade de Coimbra
José António Gomes, professor na Universidade do Porto
Sara Reis Silva, professora na Universidade do Minho
José Augusto Esteves, dirigente do PCP

A sessão da tarde iniciar-se-á com a participação dos artistas Marco Oliveira e Ana Sofia Paiva, a que se seguirão intervenções de:

Fausto Neves, professor na Universidade de Aveiro, sobre Camões e a música
Vítor Serrão, professor na Universidade de Lisboa, sobre Camões e a pintura
Maria João Brilhante, professora na Universidade de Lisboa, sobre Camões e o teatro
Paulo Cunha, professor na Universidade da Beira Interior, sobre Camões no cinema»
 
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resumindo, um  Sábado CHEIO! 
Até lá podemos saber mais
sobre Camões na, a nosso ver,
 bela  página das comemorações 
do PCP - aqui 
 

 
 

GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES CULTURAIS E DAS ARTES | a propósito da notícia «A Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (FCH-Católica) e o Centro Cultural de Belém (CCB) assinaram um protocolo de colaboração no âmbito do The Lisbon Consortium, a rede que liga os programas de mestrado e doutoramento em Estudos de Cultura a prestigiadas instituições culturais da capital».

Naturalmente, há  sempre satisfação quando vemos a «CULTURA» a ser objeto de atenção nomeadamente pela Academia em associação com as ORGANIZAÇÕES  em atividade no terreno. Ao mesmo tempos dos «ESTUDOS DE CULTURA» está diagnosticado em diversa ocasiões que temos défices na esfera da GESTÃO a não ser abordada apenas como «dimensão» mas de maneira a estar no CENTRO. E assim voltamos a lembrar a iniciativa lá longe «ORGANIZAÇÕES, CULTURA & ARTES»:

 


 
 
E tudo isto, talvez, a ser dirigido à Senhora Governante da Cultura. Não precisa começar do zero, é dar continuidade aos esforços passados, ou seja, rendibilizar investimentos feitos. Para isso, uma vez mais, organizar memória...   


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

A INICIATIVA DA CDU NA CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA SOBRE O «PÁTIO DA QUINTINHA» | coisas boas que são aprovadas ...

 



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Admitimos que a culpa seja nossa, mas a verdade é esta: perdemo-nos no site da Câmara Municipal de Lisboa. E não estaremos sozinhos. Durante as conversas havidas na recente campanha eleitoral promovidas pela CDU outros e outras se queixavam do mesmo. Não vamos desistir de saber de forma ágil  o que se passa na Capital de âmbito AUTÁRQUICO e quando descobrirmos um caminho aqui daremos conta. Entretanto, de maneira «avulsa» vamos partilhando acontecimentos. E aqui está sobre o «Pátio da Quintinha». Comecemos por lembrar que JOÃO FERREIRA faz parte do Executivo da CML e que como esperado continua com a mesma energia e empenho de quando era candidato - ilustra-o a nosso ver a iniciativa acima. Se não sabe o contacto do Vereador aqui fica:



PELA COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE CONTINUA O TRABALHO PERMANENTE CONTINUADO E SISTEMÁTICO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE

 

Estamos sempre a tentar partir do concreto, do que vai acontecendo, e assim numa de Políticas Públicas para a área da CULTURA ocorreu-nos isto: o que pensará a SENHORA GOVERNANTE («versátil», recorrendo a palavras que usou) para este particular da INFÂNCIA E JUVENTUDE?. Não importará tanto o que pensa pessoalmente - e voltamos a palavras da Senhora Ministra, «Não serei eu a dizer o que é Cultura» -, mas qual é a posição do MINISTÉRIO que governa. Antes que nos lembre o «PLANO NACIONAL DAS ARTES» que acompanhamos pedimos mais - o TODO - e até como aquele Plano se insere nele. 
Uma sugestão, comece por criar «MEMÓRIA», Senhora Ministra, e agora com a Revolução Digital/IA a coisa em termos de «processos de trabalho» está facilitada, mas a organização do passado, do presente, e do futuro, precisa de Gestão Pública, não a reduzindo a legislação, mais legislação, ..., de Resoluções de Conselho de Ministros aos Despachos Ministeriais ... Não nos afoguem numa Administração Legalista, até porque o Senhor Primeiro Ministro disse que ia fazer diferente. Porém, ao fim de tempo já significativo, nomeadamente na Cultura, nada ... Antes pelo contrário! De maneira exacerbada, governação via Diário da República! Claro, a legalidade tem de ser defendida, mas não é disso que estamos a falar - é da confusão, melhor, da autonomia do «direito» por um lado  e da identidade da  «gestão» por outro.
Neste ambiente, todos os momentos são bons para lembrar património como este: