Por onde começar? Pelo que podemos ler no site do TNSJ:
«No dia 7 de julho, às 18h00, o Teatro Nacional São João apresenta o livro Uma Outra Perspetiva – Vida e teatro de um mestre, de Peter Stein, integrado na coleção Empilhadora, uma parceria editorial com a Edições Húmus. A sessão de lançamento terá lugar no âmbito do Festival de Almada e contará com a presença do autor.
A apresentação reunirá um conjunto de convidados ligados ao livro e ao percurso de Peter Stein: o ator Gianluigi Fogacci, interlocutor do volume; Pedro Sobrado, presidente do Conselho de Administração do TNSJ; Edmundo Cordeiro, responsável pela tradução, introdução e notas; e Rodrigo Francisco, diretor do Festival de Almada e autor do prefácio.
Uma Outra Perspetiva apresenta-se como um diálogo entre Gianluigi Fogacci e Peter Stein, oferecendo uma extensa travessia pela vida e obra de um dos mais influentes encenadores do teatro contemporâneo. Da infância marcada pela Segunda Guerra Mundial às experiências de teatro coletivo na Berlim Ocidental das décadas de 1970 e 1980, passando pelas criações emblemáticas na Schaubühne e pelas produções operáticas, o livro propõe uma reflexão profunda sobre a arte, a sociedade e a condição humana.
O volume constitui uma panorâmica singular da trajetória de uma figura central da cultura europeia do pós-guerra, tendo como pano de fundo as transformações políticas e sociais que moldaram as práticas artísticas das últimas décadas. No centro, permanece a convicção de Stein na arte como instrumento de deslocação do olhar – uma forma de ver o real a partir de “uma outra perspetiva”.
Nascido em Berlim, em 1937, Peter Stein destacou-se como encenador a partir da década de 1960, dirigindo entre 1970 e 1985 a mítica Schaubühne de Berlim e assinando produções marcantes de autores como Ibsen, Ésquilo e Tchékhov. O seu percurso inclui igualmente uma relevante atividade na ópera e a direção do Festival de Salzburgo, tendo sido distinguido com diversos prémios internacionais. Gianluigi Fogacci, nascido em Bolonha em 1966, formou-se como ator e colaborou com Stein, desenvolvendo também trabalho em cinema e televisão.
Para além do livro Uma Outra Perspetiva, de Peter Stein, estarão à venda no Festival de Almada outros livros editados pelo TNSJ, como As Três Irmãs, de Anton Tchékhov, e Histórias do Teatro, de Tobin Nellhaus.
Estes e outros livros com o selo TNSJ podem ser adquiridos em qualquer altura nas bilheteiras do Teatro São João e do Teatro Carlos Alberto, nas livrarias e nas lojas virtuais ou em tnsj.bol.pt».
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Não estivemos na Apresentação, mas já lemos o livro que adquirimos lá no Festival na banca do TMJB, e como a nosso ver é de leitura obrigatória por profissionais e públicos nomeadamente os que não se distanciem das políticas públicas quem sabe tentar um preço mais acessível. Ainda, muita gente haverá que deve a «Almada» conhecer obra de Peter Stein. Este ano tivemos o maravilhoso Platónov:
A peça dura cinco horas. Desfrutar as peças e os livros de Peter Stein - ter prazer e tirar saber - não será de supetão. Exigirá que o Teatro faça parte da nossa vida. E por isso, não nos cansamos de o dizer, estamos com quem reclama SERVIÇO PÚBLICO CULTURA - no caso Teatro.
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Voltando ao livro, de início apeteceu-nos trazer para aqui alguns excertos, mas tantos eram que desistimos, quase se podendo dizer que não conseguimos eleger. Mas ousamos, de memória, um rol de matérias que em especial, estamos em crer, Governantes ( e demais políticos - homens e mulheres - os que elegemos ou a isso se candidatam ) ganhariam em se familiarizar de maneira sistémica e não esfarrapada. Assim, do pensamento e obra que os públicos puderam usufruir, longe de se esgotar:
- A dinâmica cultural que permita estabilidade profissional sob vínculos diversificados
- Teatros com companhias permanentes onde gestão participada na esfera artística e o que de bom, quiçá único, vem do «ensemble»
- Uma peça «amadurece» durante a sua exibição ao público
- O tempo que um mestre/companhia esperou até se atrever a fazer determinado autor: por exemplo,Tchékhov
- Não, os atores/atrizes não são todos iguais. Se cultos é outra coisa
- A importância do «palco», uma peça feita para determinado espaço não pode andar por aí ...
- A duração de uma peça. Os períodos de uma apresentação aos Públicos
- O financiamento do Teatro, que nos leva aos «padrões» de custos de partida que os Políticos devem ter para discussão
- O «rigor», a excelência procurada, que pode levar o encenador a abandonar uma produção pela tradução da peça que está a ser seguida
- A liberdade de escolha de um Elenco
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Olhamos para aqueles temas e não podemos
deixar de reparar no que é discutido, e como é debatido, quando, ilustrando, governante da cultura vai ao Parlamento. Podemos ir ao mais recente. Mas podemos também olhar para o Acompanhamento e Fiscalização pelos Organizações competentes. Ah, mas não tem de ser assim ...















