quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O TITULO DIZ TUDO| «Novo protocolo sobre a colecção Ellipse é um “disparate”, um “absurdo” e “uma pena”» |E ASSIM VAMOS NO MINISTÉRIO DA CULTURA & Cª. ...

 

 
Se tiver acesso ao artigo, como se vê, chamado à primeira página, está aqui.
 
Começa assim: «A lista de signatários da carta aberta à ministra da Cultura, Juventude e Desporto que considera "crucial" que a Colecção Ellipse fique no Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB) não parou de crescer nos últimos dias.

Está neste momento nos 182 signatários, incluindo agora personalidades tão conhecidas do meio como Joana Vasconcelos ou João Fernandes, além de outros artistas como Júlia Ventura, Noé Sendas, Daniel Blaufuks, João Tabarra e Paulo Catrica, que se vêm juntar a Ângela Ferreira, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, José Pedro Croft, Fernanda Fragateiro, entre vários curadores, coleccionadores, galeristas e gestores culturais. O grupo heterogéneo opõe-se igualmente à gestão da Ellipse e das suas mais de 800 obras, nacionais e internacionais, pela Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), que em Junho vai inaugurar o CACE Centro em Alcabideche, em Cascais, depois de o Governo ter comprado um edifício para o efeito em Dezembro, por 3,45 milhões de euros.

Eleita por Leiria, bem como o seu braço-armado para os museus e o património, a Museu e Monumentos de Portugal (MMP), estavam concentrados em mitigar as consequências da tempestade Kristin, acabou por ser assinado na segunda-feira um protocolo que não vai ao encontro das preocupações dos mais de 180 signatários. O MAC/CCB terá acesso privilegiado, em regime de comodato, a 250 obras da Colecção Ellipse, ficando as restantes obras no CACE Centro, integrando as suas reservas visitáveis e alimentando a circulação nacional e internacional da CACE, num espaço que, conforme foi anunciado, terá horário de abertura ao público, sob a responsabilidade de Sandra Vieira Jürgens, curadora da colecção do Estado.(...)».
 
 
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«POBRE» É A GESTÃO PÚBLICA QUE ESTÁ A SER PRATICADA! E VIVA A ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA QUE O GOVERNO DIZIA QUE IA COMBATER! MAS AFINAL DÁ ESPAÇO NOMEADAMENTE A QUE NO MINISTÉRIO DA CULTURA & cª. ACONTEÇA O QUE SE VÊ ... EM SUMA, SEM CONCEITO, SEM TÉCNICA, SEM INTUIÇÃO ... E POR ISSO «DISPARATE», «ABSURDO», «UMA PENA»? 
 
 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

JOÃO CANIJO | depois do choque, cuidemos o seu futuro ...

 

Veja aqui

 

 

UMA CARTA PESSOAL + UMA CARTA ABERTA | DIRIGIDAS À MINISTRA DA CULTURA | porque é que os subscritores não foram ouvidos antes?

 


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«Carta aberta à ministra da Cultura considera “crucial” que Colecção Ellipse fique no MAC/CCB

Mais de 140 artistas e outros profissionais ligados à cultura enviaram carta a Margarida Balseiro Lopes a defender um depósito de longa duração em Belém no protocolo que está em negociação». Disponível aqui

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Pois é, Senhora Ministra da Cultura em part-time, à medida que o tempo passa vai compreender que para o bem de todos nós é fundamental que os Governantes não se precipitem, e muito menos quando não se domina o SETOR em que têm responsabilidades. No caso, a CULTURA. Nunca é tarde para se aprender.  Somos levados a perguntar porque não foram ouvidos antes? Aqueles subscritores e demais que se expressam no Espaço Público. Bem nos queria parecer que o sistema de auscultação da Senhora Ministra - e já lhe fizeram pergunta a respeito - era muito deficitário. Mais, tecnicamente, NÃO É SISTEMA ... Com o devido respeito era/é uma «forma de assim ...». Será por tudo isso que há quem diga que está «verde» para a função? Certamente que não terá nada a ver com a idade... Pela nossa parte gostamos de ver «gente de depois de abril» nos Cargos Públicos e, em particular, se são MULHERES ... É isso, a luta pela «paridade em lugares de topo» ainda está longe ... E também pensamos que o seu trabalho é especialmente escrutinado... Mas não estamos com quem age assim. Contudo, confessemos, e se calhar por esse escrutínio ficamos satisfeitos quando brilham, e irritados quando acontece o que está a acontecer na Cultura ... 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

COPIANDO A EXPRESSÃO TÃO DITA NA TSF | OBRIGADA COMUNICAÇÃO SOCIAL! | POR NOS PROPORCIONAR UM TRABALHO QUE TOCA EM MUITAS DAS FERIDAS DE QUE PEDECE O SETOR CULTURA EM PORTUGAL VINDAS DO INSTITUCIONAL| é o que concluimos ao lermos o trabalho de hoje no jornal Público «Entre críticas e elogios, falta fazer mais no Fórum Cultura — e na acção da tutela»

 

 
 
Entretanto, destaques retirados
 de suportes diferentes 


 


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No meio da tragédia que vive o País onde Populações passam por situações que quem não está no «furacão» nem consegue imaginar, à partida até sentimos algum incomodo ao lermos e querermos divulgar o artigo acima, e a partir dele refletir  mazelas do nosso SETOR CULTURAL. Mas, depois,  até sentimos obrigação de o fazer - por respeito por quem neste momento está a passar o que há uns dias era impensável ...
Assim, comecemos por dar os parabéns à autora do trabalho - Mariana Duarte - a nosso ver captou pontos essenciais. Neste momento esta ideia: aproveitemos a  falta de preparação da Governante da Cultura em part-time para os profissionais da cultura, chamando as populações,  desenvolverem o verdadeiro fórum de que a CULTURA PRECISA. Associamo-nos a muito do que está fixado no trabalho do Público como aliás o temos revelado ao longo da existência deste blogue. Apenas a titulo ilustrativo para o tal debate - que pode partir do trabalho jornalístico aqui pivot - algumas notas de seguida.
 
- Ainda que mal se pergunte, a Senhor Ministra não reúne regularmente com cada um dos seus Dirigentes e em conjunto. Precisa de um fórum «à porta fechada»?
- O que distingue a DGARTES do Fundo de Fomento Cultural? Dá ideia que os desígnios da Reforma do Estado (ou será Administração?) de não termos «todos a fazer a mesma coisa» estão a ser mandados às urtigas (perdoe-se a expressão).
 
- Já que gosta tanto de «concursos» - mais um para a internacionalização, em 2027, continuando-se a não nos dizerem como fixaram o valor anunciado - não se querendo interferir no «gosto» da Senhora Ministra da Cultura em part-time, diga-nos pelo menos uma alternativa que não passe por «procedimentos concursais». Mas com CRITÉRIOS, obviamente.
 
- Diga-nos Senhora Governante qual a IDENTIDADE DO GEPAC. 
 
- Para quem parece ter na ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA o seu modelo, contrariando a ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA que parecia ser a referência teórica e técnica  do atual Governo, não percebemos que faça anúncios que pelo que sabemos não passaram pelos circuitos de aprovação que se pensam básicos. Ilustremos com Capital Nacional de Cultura, e mesmo com a dita Internacionalização, ou com  o que se está a passar em torno da Coleçã da Arte Contemporânea do Estado, ou ...
- Que memória detém a Senhora Governante sobre qualquer «assunto» que lhe cai nas mãos? É visível que está mal informada sobre o passado, e quanto ao presente, dá ideia que sabe o que as pessoa e organizações que recebe directamente lhe proporcionam - e qual será o critério nas escolhas dessa entidades, sejam individuais ou colectivas ? - e de quem vai encontrando por aí ...       
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Para o tal FORUM NACIONAL DO SETOR que advogamosr, um tema que do nosso ponto de vista não pode faltar, e abordado pelo CENA-STE no artigo do Público: O SETOR CULTURA - coexistência harmoniosa do Serviço Público de Cultura com  o Serviço que é garantido pelo Mercado. Não, Senhora Ministra, não chega, longe disso, abrir mais um concurso em que todos podem concorrer. Há que tratar de maneira diferente o que não é igual, Senhora Governante. A bem de ambas as partes.
 
-------- fiquemos por aqui, hoje.   
 
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Ainda, a rematar, voltemos a algo 
que já temos trazido para o 
ELITÁRIO PARA TODOS 
 

De lá:«Dans sa volonté de participer aux débats contemporains, d’impulser de nouveaux sujets de réflexion, de mettre la lumière sur les innovations culturelles et de porter la voix de la réflexion scientifique, le ministère de la Culture a lancé en 2022 un cycle de tables rondes réflexives et participatives.

 Faisant intervenir des experts de tous les horizons, laissant la parole à celles et ceux qui font, pensent et investissent le monde culturel de demain, le ministère de la Culture souhaite à travers ce cycle faire connaître les champs multiples de ses politiques publiques dans son aspect le plus concret. 

S’adressant aux professionnels de la culture, mais aussi, si la thématique le permet, au grand public, les tables rondes du ministère de la Culture se placent dans une démarche tant de valorisation de l’information que de production de débat d’idées». 

Sabe Senhora Governante, os «seus Foruns» podem aprender com as Mesas  Redondas do Ministério da Cultura Francês, mas antes, vá lá, ao mesmo tempo - vem nos livros - temos de criar em Portugal um MINISTÉRIO DA CULTURA dignos desse nome. Ah!, em especial, reparamos «na inovação cultural«;  na «inovação cientifica no setor»; no «grande público» que tem de ser chamado - sem a sua assunção da cultura e das artes tudo será quase sem sentido ... Pensamos nós.  


sábado, 31 de janeiro de 2026

QUANDO NO ESPAÇO PÚBLICO APARECEM AS «PALAVRAS» E AS «IMAGENS» NUMA EQUAÇÃO QUE MUITA GENTE PROCURAVA SOBRE VIDA DA COMUNIDADE | a nosso ver só há um caminho _ contribuir para uma ampla divulgação | ESTAMOS A REFERIR-NOS AO «OBRIGADO, BANGLADESH» DE MIGUEL SOUSA TAVARES COM ILUSTRAÇÃO DE HUGO PINTO NO SEMANÁRIO EXPRESSO DESTA SEMANA

 



Ilustração Hugo Pinto 
 
Se puder não perca na integra, aqui «apenas» esta passagem  que termina o texto:  
«(...)  O Dr. André Ventura, licenciado em Direito e candidato à Presidência da República, também está em guerra contra o comportamento deste “jornalismo”, que, tal como “os partidos de esquerda” e o “socialismo que mata”, desvaloriza “tudo o que é violador, assaltante e bandido que entra em Portugal”. O Papa Francisco, um homem que os cristãos e os não cristãos respeitavam, disse em tempos que o que matava era “este capitalismo”, e não o socialismo. Mas é sabido que Ventura não gostava do Papa Francisco, achava-o nada menos do que “um anti-Cristo”. Bem vistas as coisas, Ventura não é cristão, é católico português, coisa bem diferente. “Este jornalismo”, de que Ventura não gosta, é aquele que revela os números e as verdades que contrariam as suas teses sobre os imigrantes: que são eles que respondem pelos lucros da Segurança Social e, graças a isso, a contenção do défice público; que são eles que asseguram uma taxa de natalidade positiva; que são eles que garantem a viabilidade económica da agricultura, da construção civil, do turismo, das pescas; que são eles que limpam as ruas das nossas cidades, que nos trazem comida ou remédios a casa, que tomam conta por nós dos nossos pais e avós, que constroem as pontes, as estradas, as vias férreas e as Expo com que o país se quer mostrar modernizado — e, ao contrário do que queria Ventura, a taxa de criminalidade entre os imigrantes é irrelevante. O que Ventura não suporta é que o jornalismo recorde isso aos portugueses, que vá ouvir os empresários que reclamam mais imigrantes e não menos, que desfaça a tese insultuosa de Ventura de que os imigrantes vivem de subsídios. O que não suporta é que o jornalismo demonstre que é ele que vive de mentiras, chegando ao ponto de inventar, em directo na RTP, uma “notícia do dia” sobre um cigano que teria entrado aos tiros numa escola, “disparando para o ar sobre as crianças” (?) — e que era absolutamente falsa, como tantas outras que ele e o seu partido divulgam sem sombra de pudor. E não gosta que o jornalismo conte que há elementos do Chega entre os grupúsculos neo­nazis de camisas pretas que querem derrubar a democracia — a que Ventura prefere chamar o “sistema”.

“Deus, pátria, família e trabalho”, eis o credo de André Ventura, “o candidato do povo” contra o sistema. Soa familiar e é familiar. Pobre povo se algum dia voltar a querer viver em ditadura, às mãos de quem quer pôr isto na ordem! Logo verá o chefe dizer-lhe que se ocupe da família e do trabalho, que de Deus e da pátria ocupa-se ele. E assim viveremos mais 50 anos felizes, como as nações sem história». 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

DO QUE SE PASSA NA «AUTARQUIA LISBOA» | a CDU na linha do seu passado continua a trazer a «Cultura» para a agenda | A PROPÓSITO LEIA A INTERVENÇÃO DE SOFIA LISBOA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

 

 
A verdade dos factos: a CDU, em linha com a sua intervenção de sempre  no Portugal de Abril, tem uma  forma pensada de trabalhar na Gestão Autárquica: profissional. Facilmente se reconhecerá que assenta em saber técnico e no conhecimento que emerge do que vai sendo praticado. Sempre em progresso. O que mais surpreende é que isso está a passar de geração em geração ... Estamos em pensar neste mundo complexo e turbulento, cheio de acontecimentos nunca antes vistos - naturais e humanos - que as populações não «têm tempo» para acompanhar «a diferença» que a CDU continua a trazer ao Poder Local. E muito menos para identificar as ruturas que têm de ser feitas «à esquerda», e de que a Coligação não abdica  ... E menos ainda para refletir os significados políticos em cada momento. Há valores de sempre mas na ação haverá que encontrar caminhos de fazer outros - por exemplo, não haver «frentes eleitorais» de alternância - tipo mais do mesmo -  quando é a ALTERNATIVA que está em causa. É isso que os tempos pedem. Será por aí que se compreenderá porque as pessoas se estão a distanciar das Esquerdas.   
No que se refere a LISBOA estará na memória de muitos a excelência reconhecida a João Ferreira aquando das mais recentes Eleições - foi eleito, mas a Capital, a nosso ver, teria ganho se mais gente da CDU o tivesse sido.
Desde sempre que a CULTURA  está na Gestão Autárquica da CDU. Até seria útil elaborar ESTUDO sobre isso mesmo. Lá longe  provocava espanto... Nunca foi adorno. 
Nesta moldura que acabamos de escrever, não nos surpreende que na ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA  a CULTURA tenha sido objeto de apresentação de SOFIA LISBOA. Mas também só demos por ela porque alguém a fez chegar ao ELITÁRIO PARA TODOS. Também nós nestes dias de difícil quotidiano temos tempo contado. Talvez não fosse má ideia a CDU arranjar mecanismo ágil e atrativo - outro - que fizesse com que as populações acompanhassem de forma permanente, continuada e sistemática o trabalho da CDU, bem vistas as coisas, que acontece «ao seu lado», no seu território - expressão que «está na moda», e nada contra. Claro, com as redes sociais e além delas - são tantas as pessoas que conhecemos e que não lhes ligam nenhuma ... Ah, naturalmente, em especial, continue-se com as ARTES E A CULTURA, aliás o paradigma DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (que enche a boca de todos) assim o pede. Mas,   como acontece com o Executivo de Lisboa, depois, vai a ver-se, «nada».
  
 
«o rosto da notícia»
 
Como decorre do post, FOI ELEITA. 
Não é Presidente mas faz o que tem de ser feito ... 


 

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

CONTINUEMOS COM A DISCUSSÃO | DEFINITIVAMENTE NA RUA? | estamos a falar da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) e companhia | FACE ÀS OPINIÕES PUBLICADAS O QUE SE PEDE É QUE INSTITUCIONALMENTE DE MANEIRA FUNDAMENTADA TRANSPARENTE E ACESSÍVEL AO COMUM DAS PESSOAS NOS APRESENTEM O QUE É NORMAL - ESTUDO QUE NOS FALE DE ESTRATÉGIAS QUE ACOLHAM A AÇÃO DEFENDIDA PELO GOVERNO | PODERÁ PARECER ESTRANHO MAS À LUZ DA GESTÃO PÚBLICA TUDO ISTO TEM A VER COM A TRANDFORMAÇÃO ORGANIZACIONAL QUE A NOSSO VER DEVIA SER O CENTRO DA TAL REFORMA DO ESTADO (OU SERÁ ADMINISTRAÇÃO?)

 

 
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Alguns excertos 
 
do CACE: muito barulho por nada - «(...) Enquanto alguns se digladiam sobre questões acessórias, os verdadeiros problemas dos artistas visuais e o funcionamento deste sector continuam a estar longe das preocupações. Para a AAVP, o mais premente problema do sector da arte contemporânea é a precariedade. Devido à instabilidade laboral e suas consequências remuneratórias, são poucos os profissionais em exclusividade nesta área. Esta é uma realidade profissional, social e económica por muitos desconhecida ou majestaticamente ignorada por alguns protagonistas do sector e pelo poder político.
Numerosos aspectos da nossa actividade enquanto artistas visuais continuam ausentes das discussões públicas, tal como subsiste a inexistência de um museu de arte contemporânea portuguesa onde, de forma regular e permanente, se pudesse oferecer um panorama da arte portuguesa ao longo do século XX e XXI, dando relevância e valorização públicas à criação portuguesa contemporânea. (...)».
 
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de Delfim Sardo: “Creio não haver alternativa séria ao depósito da Colecção Ellipse no MAC/CCB”: «(...) “O que é determinante é que a Ellipse seja um espólio em depósito permanente num museu em que dialoga com outras importantes colecções internacionais. Só um museu estruturado, com uma equipa curatorial, um serviço educativo activo e experiente, uma equipa editorial, um posicionamento local e uma estratégia internacional pode potenciar uma colecção com o âmbito da Ellipse, integrando-a e dando-lhe contexto.” Essa decisão, acrescenta, parece não só “natural” como “consensual”, tendo em conta as opiniões publicadas recentemente neste jornal pelos historiadores de arte Raquel Henriques da Silva e Pedro Lapa.
A gestão partilhada com a CACE, com o objectivo de internacionalizar este acervo que começou a ser constituído em 1976 e tem um perfil até agora sobretudo nacional, é contestada pelo antigo administrador. “A resposta é muito simples: internacionalizar um museu e as suas colecções é um processo longo e só possível a partir da relevância dos seus espólios. Internacionalizar não é fazer uma exposição; é desenvolver um trabalho que parte de um contexto, não de um mero fundo de aquisições, por mais relevante que seja. É procurar relações com outras instituições, desenvolver elos ao longo do tempo. É compreender as dinâmicas entre as colecções e as exposições individuais que os museus vão realizando, dar visibilidade aos artistas locais no contexto das colecções internacionais que o museu acolhe e apresenta, conserva, divulga e estuda.”

Delfim Sardo diz que não pode alongar-se sobre o que está pensado para o CACE Centro, porque não compreende, até agora, o modelo em causa. “Creio não haver alternativa séria ao depósito da Colecção Ellipse. As antigas instalações da Colecção Ellipse em Alcoitão [Alcabideche] poderão ser relevantes como local de armazenamento, até como reservas visitáveis, mas não é isso um museu. Um museu é um serviço que é prestado aos seus públicos. Foi essa utilização como depósito que em tempos foi discutida, nomeadamente em visitas ao espaço de que participei.”
Além disso, acrescenta, não compreende a necessidade de um novo centro de arte contemporânea, nomeadamente em Cascais e nestas condições, “quando os museus existentes fazem um trabalho sério, com direcções competentes e se encontram subfinanciados”, sublinhando que o pode dizer com grande independência, porque não tem actualmente quaisquer responsabilidades institucionais. “Não temos recursos ilimitados no campo da cultura, muito pelo contrário. Assim, é essencial que as linhas estratégicas de intervenção sejam muito bem definidas: potenciar e dar poder às instituições existentes é fundamental. Em termos simples, usar bem o que temos de melhor.” (...)»

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Entretanto no site da CACE
Exposição da CACE  no  guia da «The Art Newspaper»