sexta-feira, 29 de maio de 2026

HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE NOS LEVA A CAMINHOS CERTOS E NOS DÁ CONFORTO E MESMO ALEGRIA| falamos de uma «Acção Paralela» de António Guerreiro que nos conduz a «pequenas editoras» e à qualidade de João Barrento | QUE SORTE QUE NÓS TEMOS !

 

 
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SINOPSE 
 
«O Divã Ocidental-Oriental de Goethe demarca--se claramente de toda a sua poesia anterior, na medida em que é a expressão de um encontro e de uma troca singulares: o encontro entre Ocidente e Oriente («Quem a si e outros conhece, /Aqui há-de constatar / Que Oriente e Ocidente / Não se podem separar»), e a troca de experiências e de uma sabedoria comum entre o poeta alemão (Goethe-Hatem) e o poeta persa (Hâfez), com a intenção de fazer (re-fazer?) uma poesia que, de forma nova e num registo muito particular, dá expressão aos grandes temas universais da existência humana: o amor nas suas múltiplas facetas, o prazer do vinho (e a interacção afectiva que propicia), a sageza acumulada por gerações subtilmente expressa no poema, a «nostalgia de bem-aventurança», ou simplesmente de mundos distantes, a vivência de uma espiritualidade fora da ortodoxia e interiorizada (como na tradição do sufismo oriental), mas também os males do mundo, o despotismo e as guerras, a hipocrisia e o egoísmo… E assim os doze Livros se vão estruturando com uma grande unidade numa imensa diversidade de temas e motivos.»
João Barrento (excerto da introdução). Saiba mais.

BEM SABEMOS QUE NINGUÉM QUER SABER MAS NÓS AINDA NÃO DESISTIMOS DE ALERTAR PARA A ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA ONDE NOS AFOGAM | a publicação hoje no Diário da Repéblica de Estatutos de Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional leva-nos a uma vez mais chamar a atenção para a situação ... | POR UMA ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA !

 

 

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CCDR LISBOA

CCDR ALENTEJO

CCDR NORTE 

 CCDR CENTRO 

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Dada a situação em que se encontram os SERVIÇOS PÚBLICOS - da Saúde, passando pela Justiça, pela Educação ..., por tudo. Chegando à CULTURA que  na lista aparece sempre em último lugar a questão das ESTRUTURAS devia estar no centro do DEBATE, nomeadamente quando a REFORMA DO ESTADO continua a ser manchete na Comunicação Social. Bem vistas as coisas, talvez nem devesse «ESTAR NA MONTRA» porque o estudo e a investigação desta como de outras matérias precisam do «sossego dos gabinetes». Decididas as «opções», na circunstância  da «arrumação orgânica» das ORGANIZAÇÕES DAS ADMINISTRAÇÕES À LUZ DA GESTÃO PÚBLICA, com base na ciência, na técnica e nas boas práticas, obviamente que devem ser explicadas «sem fim» junto de todos ... Se bem elaboradas as «ESTRUTURA ORGÂNICAS» serão compreendidas e aceites pelas Populações, razão de ser de tudo. E naturalmente pelos  «Políticos» que até ficarão sem causa para mais «uma chamada ao parlamento». Como nada disto acontece lá continuamos com a ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA! Os diplomas acima são mais uma prova do que está a acontecer como NORMAL a que não se pode fugir... NÃO É VERDADE! Há outras POSSIBILIDADES! HÁ ALTERNATIVAS! 
Demos uma leitura à Portaria sobre a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo centrando-nos na CULTURA -  e estamos indecisos se é de rir ou de chorar ... Mas quem está connosco? 
 
 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

«O ESSENCIAL SOBRE POLÍTICA CULTURAL»

 

 

Novidade Editorial | «O Essencial da Política Cultural» de Carlos Vargas

«A cultura faz parte do nosso dia a dia, mas raramente pensamos como é criada, apoiada ou protegida. Este livro explica, de forma acessível e próxima, o que é a política cultural e porque é importante para todos nós. Entre artes, património, media digitais e participação cidadã, o leitor é convidado a perceber quem decide, com que objetivos e com que consequências. De forma sintética, mas rigorosa, este Essencial mostra como a cultura se cruza com a democracia, a igualdade e o quotidiano, oferecendo uma leitura clara, atual e apelativa sobre um tema que influencia diretamente o modo como vivemos em sociedade.

Vivemos num tempo em que a cultura ocupa, em simultâneo, o centro e a periferia das nossas vidas. Está em todo o lado (…). A cultura parece existir de um modo espontâneo, mas, na verdade, depende de um complexo conjunto de decisões, de políticas, de meios financeiros, mas também de visões criativas e de oportunidades de mercado que determinam o que se valoriza, o que se apoia e o que se torna acessível a todos. É exatamente neste contexto que surge a política cultural.

Falar de política cultural é perceber de que modo uma sociedade escolhe cuidar da sua vida simbólica, criativa e identitária. É compreender como o poder público — o Estado, as autarquias, as instituições e até as organizações da sociedade civil — define prioridades e cria condições para que a cultura se desenvolva e cresça. É também refletir sobre a liberdade de criação, sobre a igual­dade de acesso e de participação, e sobre o papel que a cultura desempenha no fortalecimento da democracia». Saiba mais.

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Sobre o livro
esta entrevista com o autor 
 
De lá:
 

«Olhando para a nossa história democrática, desde o 25 de abril de 1974, é possível identificarmos diferentes períodos da política cultural?

Sim, é possível identificar diferentes períodos na política cultural portuguesa desde o 25 de Abril de 1974. Embora estas periodizações sejam sempre relativas, ajudam-nos a compreender a evolução da relação entre cultura, democracia e intervenção do Estado.

Num primeiro momento, após a Revolução de Abril, a cultura surge profundamente associada ao processo de democratização. Tratava-se de romper com a censura e com os mecanismos culturais do Estado Novo, promovendo o acesso à criação, à fruição e à participação cultural. A cultura era entendida como instrumento de emancipação democrática e de transformação social.

Numa segunda fase, sobretudo a partir da consolidação democrática e da integração europeia, desenvolveu-se um processo de institucionalização das políticas culturais. Nascem novas organizações culturais, outras desaparecem ou fundem-se, surgem as primeiras redes de equipamentos culturais e experimentam-se novos mecanismos de financiamento, num processo acompanhado por uma progressiva profissionalização do sector. A adesão à Comunidade Económica Europeia acelerou igualmente processos de modernização administrativa e de descentralização cultural.

A partir dos anos 1990, a cultura começa também a adquirir uma dimensão mais estratégica e instrumental no contexto das políticas urbanas e económicas. Intensificou-se a relação entre cultura, cidades, turismo, regeneração urbana e indústrias culturais e criativas. Grandes eventos culturais e equipamentos emblemáticos passaram a funcionar, com maior ou menor sucesso, como instrumentos de projeção territorial e internacional. Em paralelo, a municipalização da cultura revelou-se um dos processos mais consistentes de democratização do acesso cultural em Portugal.

Entretanto, têm-se tornado mais evidentes diversas fragilidades estruturais do sector, entre as quais a insuficiente articulação entre educação e cultura, a precariedade laboral, o financiamento instável e a ausência de uma estratégia sustentada de internacionalização da cultura portuguesa. Simultaneamente, questões como participação cidadã, diversidade cultural, sustentabilidade e ação climática passaram a desafiar a própria definição contemporânea de política cultural. (...)».


Ora, aqui temos  um bom ponto de partida para se discutir o SETOR CULTURA e organizar MEMÓRIA CULTURAL nomeadamente na esfera de SERVIÇO PÚBLICO. E a nosso ver a IMPRENSA NACIONAL até poderia ter  um papel decisivo na organização INSTITUCIONAL disso mesmo não pertencesse ela ao universo onde está o DIÁRIO DA REPÚBLICA. Mas o legislado não nos diz tudo. Falta o PRATICADO e o que EMERGE em cada ocasião. E o que vai sendo TEORIZADO. Claro, os MODELOS DE DESENVOLVIMENTO onde progride a CULTURA. Hoje - neste mundo complexo, turbulento e em mudança  - para o pensamento e para a ação, uma vez mais lembremos:
 
e este maravilhoso ENSAIO:

Ou seja, como nos parece mostrar «O Essencial Sobre Política Cultural»,  a POLÍTICA CULTURAL é interdependente das demais Políticas Públicas, influencia e é influenciada,  e é determinada pelo seu MACROSISTEMA ... Nacional, Europeu, Mundial ... A este nível poder-se-à dizer que será aconselhável REFUNDAR A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: retomar o GESTIONÁRIO que veio com o 25 DE ABRIL e deixar  a ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA, nomeadamente nas ditas REFORMAS em curso, sem deixar de se cumprir «a Lei». Se competentes lá encontraremos a CULTURA E A ARTE com toda a sua FORÇA!  Começar por CRIAR UM MINISTÉRIO DA CULTURA digno desse nome e organizar a sua atividade em «ORÇAMENTOS - PROGRAMA» (quiçá reviver o passado do Ministério da Cultura/Secretaria de Estado da Cultura nesses domínios) é capaz de não ser má ideia ...

 
 

«Encontra-se a decorrer, até ao dia 30 de junho de 2026, o prazo para apresentação de candidaturas à 10.ª Edição do Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura»

 

 
 
Sabia deste PRÉMIO? Nós chegámos a ele pelos «ALERTAS» ... Reparamos, uma vez mais, na polivalência do GEPAC:  «As candidaturas devem ser instruídas com todos os elementos necessários à sua apreciação, nos termos previstos no Regulamento do Prémio, disponível para consulta Aqui». «As candidaturas devem ser enviadas por via eletrónica para dsri@gepac.gov.pt ou, quando tal não seja possível, entregues presencialmente no Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, através dos seguintes contactos:

Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais
Direção de Serviços de Relações Internacionais
Palácio Nacional da Ajuda, Ala Norte
1300-018 Lisboa, Portugal
Telefone: 21 384 84 00»