ELITÁRIO PARA TODOS
sexta-feira, 13 de março de 2026
quinta-feira, 12 de março de 2026
QUE SAUDADES ! | do Mário Zambujal | FALECEU
aquele delicioso «Crónica dos bons malandros» ...
De um homem de causas. «Um dos nossos maiores»
como alguém já disse. Era «alegria»! «ternura»! «humor»!
tanta coisa boa ao mesmo tempo. Gente, gente !
terça-feira, 10 de março de 2026
ACONTECE E NEM CHEGAMOS A SABER | falamos por exemplo do que se passa na esfera da Câmara Municipal de Lisboa sobre o número de auxiliares de ação educativa nas escolas de Lisboa
«Vereador do PCP manifesta solidariedade com a Greve dos Trabalhadores Não Docentes do Agrupamento de Escolas Vergílio Ferreira
segunda-feira, 9 de março de 2026
PERGUNTA PATRÍCIA PORTELA | «Quando nos vamos, de facto, sentar a discutir a política cultural que desejamos para o país e para a Europa?»
no jornal Público
Vivo num país que se dedica a alocar fundos de forma arbitrária
Quando nos vamos, de facto, sentar a discutir a política
cultural que desejamos para o país e para a Europa?
Patrícia Portela
excerto: «(...)Há muito que o meu país anda à deriva em termos de política cultural. Ministros como Adão e Silva injectaram dinheiro em parte de concursos de artes do espectáculo após o seu fecho e durante o período de avaliação, pensando contribuir para o tecido cultural. O resultado foi um apoio bojudo para quatro anos a poucas companhias com um percurso sólido (e naturalmente reconhecido), com a possibilidade de ver esse apoio renovado automaticamente, deixando à míngua cerca de 80% de todos os outros apoios elegíveis, correspondentes a um sem número de estruturas mais pequenas que representam as gerações novas, a inovação, a experimentação, o trabalho comunitário, algumas com décadas de experiência e milhares de espectadores, muitas que não voltarão a erguer-se — quem consegue esperar uma década pela mudança e, entretanto, pagar as contas? (...)». Leia na integra.
PASSA-SE EM ÁFRICA | como a grávida chega ao hospital para ter o seu bebé ... | É BILL GATES QUE NOS CONTA SOBRE «M-MAMA»
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quinta-feira, 5 de março de 2026
TIAGO BARTOLOMEU COSTA | «A cultura é sempre a primeira a cair» | OBRIGADO AO AUTOR - HÁ SEMPRE ALGUÉM QUE PÕE O DEDO NA FERIDA ! | OBRIGUE-SE OS «PODERES» A OUVIR ! | PEÇA-SE AO SETOR E ÀS POPULAÇÕES QUE ARRANJEM UM TEMPO PARA DE FORMA ORGANIZADA SE (RE)REIVINDICAR «UM PLANO DE DESENVOLVIMENTO NACIONAL PARA A CULTURA»
«A Câmara Municipal de Coimbra mandou parar um concurso para a direção do Convento de São Francisco, para o qual o júri já havia feito a proposta de nomeação. Fê-lo não porque discordasse da escolha, o programador, encenador e autor Mickael de Oliveira, cujo percurso em diferentes instituições asseguraria, finalmente, uma orientação para um equipamento que, desde há muito, gostou sempre mais de se apresentar como a sala com as cadeiras mais caras do país. Fê-lo com o argumento de que “o comboio de tempestades” – adoro a ironia deste aforismo, num país sem investimento na ferrovia – criou outras prioridades, e ter alguém a gerir aquele equipamento era uma excentricidade. Cento e oito mil euros por três anos, ou seja, 36 mil euros ao ano, portanto três mil euros brutos por mês, a recibos, não podem ser cabimentados num orçamento municipal, quando, para mais, existem apoios específicos para a recuperação dos territórios afetados pela intempérie?
Ou é mais do que isso? É sempre, não é?
É preferível continuar sem estratégia, sem orçamento, em bolandas no (in)cumprimento da sua missão, de caso em caos, de caos em caso, como tem sido o seu histórico mais recente? Quantos diretores, consultores, programadores já ali passaram, e caíram sempre? E quem programa, se nunca há um nome? É mais transparente, curial, prioritário ser-se opaco? Ou manda-se fechar, porque com chuva não se vai ao teatro?
Foi assim com a pandemia: os apoios para a cultura demoraram a entrar nas contas da resiliência, e tantos anos depois ainda havia quem esperasse pela concretização das promessas do Garantir Cultura, garantidos que estavam já, e feitos, entregues e embalados, todos os projetos pagos pelo bolso de quem já tinha tão pouco ou quase nada.
Foi assim com o PRR, nem uma linha para a cultura, até que uma organização, feita por dentro e em surdina, num gesto raríssimo de confiança, se impôs, e agora é vê-los a sentarem-se à mesa, como os amigos da galinha que não estiveram lá para semear, colher, amassar, colocar no forno.
Espantará alguém que o precedente de Coimbra legitime outros municípios ao mesmo? Leiria, arrasada, voltará a investir em cultura, nos equipamentos e nos profissionais, quando investimento não é só limpar e abrir as portas ao público, pedindo desculpa pelos baldes de água a conterem as gotas que vão continuar a cair? E a Marinha Grande, ou a sempiterna adiada obra no Teatro António Campos, em Vieira de Leiria? E Alcácer do Sal ou Montemor-o-velho? E em Almada, fecham-se as praias? Paramos todos para se reconstruir porque a cultura distrai do essencial, como se alguma vez reclamasse dançar e rir em vez de reparar e reerguer? Não somos sádicos, mas não somos parvos.
Espanta ainda mais que esta decisão venha de uma ex-ministra da Coesão Territorial, onde couberam todos os projetos para a valorização do território, na sequência dos incêndios de 2017, e todos os outros que justificaram consensos, conferências de imprensa, promessas de que agora é que era, e depois não foi nada. Ou um equipamento a funcionar, finalmente liberto de conselhos de califas no lugar do califa, em segredo e sem escrutínio, como grassam pelo país em tantos equipamentos como este, e neste durante tanto tempo, é que é uma melhor gestão dos dinheiros públicos?
Sobre a cultura pesa sempre o anátema do despesismo. É mais fácil justificá-la assim. Mesmo que a fronteira da legalidade da decisão esteja a ser pisada. Mas valha-lhes o santo graal da inimputabilidade! (...)». Continue.
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