quarta-feira, 12 de agosto de 2026

JÁ «VALEU» ! O ESTUDO ORIGINOU ARTIGO DA «VISÃO» A NÃO PERDER | este: «Portugal a horas ou aquilo que já sabíamos»

 

 
Foi o artigo da imagem lido na Visão em papel que nos levou ao estudo abaixo. Depois, verificamos que está online.  O resultado, leia-se o artigo de opinião sobre o trabalho e está «tudo dito». É mesmo a não perder - só por isso já valeu a encomenda: «um estudo independente encomendado por CIP – Confederação Empresarial de Portugal e IDL – Instituto Amaro da Costa».
Está bem, muito mais se poderia comentar mas para quê?, se, a nosso ver,  já temos síntese de qualidade ... Bom, acrescentemos alguma coisa, por exemplo, será um estudo académico normal sem grandes ambições  ... Talvez se esperasse mais atendendo aos autores. Em termos de «finalidade e objetivos» e de metodologia de conceção e ação. Ousamos: é UMA OPINIÃO A DOIS «pouco sofisticada». Ah, também reparámos no seguinte, que diz muito:
 

Quem terão sido os «contribuidores»?



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Mas vamos ao que não se pode perder. Para aguçar a curiosidade, começa assim o artigo de Filipe Luís: ‘‘Portugal mantém um modelo de compadrio, burocracia e instituições pouco eficazes que limita a concorrência, trava o investimento e impede o País de convergir com as economias mais avançadas da Europa.” Se for eu ou o leitor a tirar esta conclusão, ninguém lhe dará valor. Mas se for um Prémio Nobel americano da Economia a escrevê-lo num estudo oficial, ganha força de “descoberta científica”. Se fosse só para isto, não valia a pena à CIP e ao Instituto Amaro da Costa gastarem uma pipa de massa no estudo encomendado a James A. Robinson, Nobel da Economia 2024, e ao académico português Nuno Palma, sobre o estado da economia portuguesa. Bastava-lhes perguntarem-nos a nós, a mim e ao leitor. Diríamos isto de borla.
Acontece que o documento, intitulado Desbloquear o Crescimento de Portugal – Reformas Estruturais e Desafios à Implementação de Medidas Económicas, embora fazendo diagnósticos já muito requentados, também vai mais além, na identificação de problemas concretos e na sugestão de medidas para os resolver. Que fique já dito: é um estudo sem “palha” e com valor. Mas não é nenhuma bíblia, como veremos já a seguir. O relatório tem uma virtude que o distingue dos textos maçudos e ilegíveis que costumam envolver este tipo de documentos. É curto (88 páginas) e é escrito numa linguagem clara, acessível e despretensiosa. E procura agarrar o leitor, logo de início, pegando em exemplos e histórias da vida real: “Uma empresa contesta uma liquidação fiscal que considera errada. O proprietário recorre aos tribunais administrativos. O tempo até à primeira decisão: mais de dois anos. Se o processo for para o tribunal de recurso, o tempo adicional de resolução esperado ultrapassa os 1000 dias: cinco vezes a mediana europeia.” Segundo exemplo: “Uma jovem professora, excecional segundo qualquer medida de resultados em sala de aula, que se candidata para lecionar numa escola em Lisboa. Perde a colocação para uma colega que nunca conheceu. A razão: essa colega formou-se uma década antes, (...)». Ainda, um dos destaques tirado da edição em papel e com que se abre online:
 
 

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E não resistimos a recomendar 
aos autores  da compra
 o artigo seguinte 
no mesmo número da VISÃO
  
 
excerto:
 
«(...)  Mas é hoje muito clara a tese deste tempo: de Lisboa a Berlim, de Roma a Varsóvia, de Londres a Atenas, a Europa aceitou a vil existência de ser um corpo-fantasma. Nenhum dos políticos europeus sequer pode olhar-se ao espelho: não há alma e não há espírito a refletir-se na superfície aquosa de um vidro baço, que lembra já águas lodosas. O paralelismo pode não ser feliz, mas é real: a Europa, se não sabia quem era em 1989, quando Lourenço escreveu Da Europa como Cultura, em 2026 sabe em absoluto que não importa saber o que é, ou o que foi. A amnésia é o único projeto de forte investimento que sai das reuniões de Bruxelas. (...)»
 
 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Adeus, Armando Teixeira da Silva

 

 
Quem esteve /está atento ao Movimento Sindical não pode deixar de se sentir tocado pela notícia: «É com profunda tristeza que a CGTP-IN informa do falecimento de Armando Artur Teixeira da Silva, primeiro coordenador da CGTP-IN, lutador pela valorização do trabalho e dos trabalhadores, pelos valores e conquistas de Abril, por um Portugal de progresso e justiça social. (...)». Continue a ler. De memória, muito viva a imagem que nos chega é de um «príncipe» em luta pelo 25 de abril ... A figura certa para dias tão cheios e irrepetíveis. A nosso ver, a não esquecer. 
A notícia no jornal AbrilAbril: 
 
 

VOLTEMOS A TOM JOBIM PELAS ENCANTATÓRIAS CRÓNICAS DE RUY CASTRO

 

 

Do grande biógrafo de Carmen Miranda, Garrincha e Nelson Rodrigues:
RUY CASTRO REVELA O LADO HUMANO, CRÍTICO E MORDAZ DE TOM JOBIM, O HOMEM QUE MUDOU A HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA.

99 crónicas cheias de música, informação e histórias de bastidores.

Tom Jobim, o homem que compôs tratados musicais como «Garota de Ipanema» ou «Águas de março», mudou a história da música brasileira com a bossa nova e as suas canções imortais. Mas isso os leitores provavelmente já sabem. O que Ruy Castro mostra agora no livro O Ouvidor do Brasil é um Tom mais inesperado e desconhecido, ecologista, «piador», discreto mas atento, que olhava sempre para o Brasil, até da janela do seu apartamento em Nova Iorque.
Estas crónicas de Ruy Castro, que o conheceu e entrevistou muitas vezes, escritas ao longo de vários anos, formam um perfil biográfico fragmentado de um dos maiores artistas do Brasil e do mundo, oferecendo diferentes e surpreendentes ângulos em cada texto. Com o seu estilo inconfundível, o grande biógrafo partilha ainda factos inéditos, histórias de bastidores e um horizonte aberto para a cultura de um país e para as grandes figuras da cena musical nos anos 1950 e 1960.

«Escrevi certa vez que, sempre que Tom Jobim abria o piano, o mundo melhorava. De seu piano saíram mares, rios, matas, serras, montanhas, peixes, aves, formando um corpo de beleza e de eternidade em forma de canção. Era como … Saiba mais.

 

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Antônio Carlos Jobim, Vinicius de Moraes - Garota de Ipanema

 

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

PETER STEIN | «Uma Outra Perspetiva – Vida e teatro de um mestre» | EM ESPECIAL SUGESTÃO DE LEITURA PARA QUEM NECESSITA TER «PONTO DE VISTA» SOBRE POLÍTICAS PÚBLICAS NA ESFERA DO TEATRO

 

 
Por onde começar? Pelo que podemos ler no site do TNSJ: 
 
«No dia 7 de julho, às 18h00, o Teatro Nacional São João apresenta o livro Uma Outra Perspetiva – Vida e teatro de um mestre, de Peter Stein, integrado na coleção Empilhadora, uma parceria editorial com a Edições Húmus. A sessão de lançamento terá lugar no âmbito do Festival de Almada e contará com a presença do autor.
A apresentação reunirá um conjunto de convidados ligados ao livro e ao percurso de Peter Stein: o ator Gianluigi Fogacci, interlocutor do volume; Pedro Sobrado, presidente do Conselho de Administração do TNSJ; Edmundo Cordeiro, responsável pela tradução, introdução e notas; e Rodrigo Francisco, diretor do Festival de Almada e autor do prefácio.
Uma Outra Perspetiva apresenta-se como um diálogo entre Gianluigi Fogacci e Peter Stein, oferecendo uma extensa travessia pela vida e obra de um dos mais influentes encenadores do teatro contemporâneo. Da infância marcada pela Segunda Guerra Mundial às experiências de teatro coletivo na Berlim Ocidental das décadas de 1970 e 1980, passando pelas criações emblemáticas na Schaubühne e pelas produções operáticas, o livro propõe uma reflexão profunda sobre a arte, a sociedade e a condição humana.
O volume constitui uma panorâmica singular da trajetória de uma figura central da cultura europeia do pós-guerra, tendo como pano de fundo as transformações políticas e sociais que moldaram as práticas artísticas das últimas décadas. No centro, permanece a convicção de Stein na arte como instrumento de deslocação do olhar – uma forma de ver o real a partir de “uma outra perspetiva”.
Nascido em Berlim, em 1937, Peter Stein destacou-se como encenador a partir da década de 1960, dirigindo entre 1970 e 1985 a mítica Schaubühne de Berlim e assinando produções marcantes de autores como Ibsen, Ésquilo e Tchékhov. O seu percurso inclui igualmente uma relevante atividade na ópera e a direção do Festival de Salzburgo, tendo sido distinguido com diversos prémios internacionais. Gianluigi Fogacci, nascido em Bolonha em 1966, formou-se como ator e colaborou com Stein, desenvolvendo também trabalho em cinema e televisão.
Para além do livro Uma Outra Perspetiva, de Peter Stein, estarão à venda no Festival de Almada outros livros editados pelo TNSJ, como As Três Irmãs, de Anton Tchékhov, e Histórias do Teatro, de Tobin Nellhaus.
 Estes e outros livros com o selo TNSJ podem ser adquiridos em qualquer altura nas bilheteiras do Teatro São João e do Teatro Carlos Alberto, nas livrarias e nas lojas virtuais ou em tnsj.bol.pt».
 
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Não estivemos na Apresentação, mas já lemos o livro que adquirimos lá no Festival na banca do TMJB, e como a nosso ver é de leitura obrigatória por profissionais e públicos nomeadamente os que não se distanciem das políticas públicas quem sabe tentar um preço mais acessível. Ainda, muita gente haverá que deve a «Almada» conhecer obra de Peter Stein. Este ano tivemos o maravilhoso Platónov:  
 
A peça dura cinco horas. Desfrutar as peças e os livros de Peter Stein - ter prazer e tirar saber -  não será de supetão. Exigirá que o Teatro faça parte da nossa vida. E por isso, não nos cansamos de o dizer, estamos com quem reclama SERVIÇO PÚBLICO CULTURA - no caso Teatro. 

 
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Voltando ao livro,  de início apeteceu-nos trazer para aqui alguns excertos, mas tantos eram que desistimos, quase se podendo dizer que não conseguimos eleger. Mas ousamos, de memória, um rol de matérias que em especial, estamos em crer,   Governantes ( e demais políticos - homens e mulheres - os que elegemos ou a isso se candidatam ) ganhariam em se familiarizar de maneira sistémica e não esfarrapada. Assim, do pensamento e obra que os públicos puderam usufruir, longe de se esgotar:
-  A dinâmica cultural que permita estabilidade profissional sob vínculos diversificados
- Teatros com companhias permanentes onde gestão participada na esfera artística e o que de bom, quiçá único,  vem do «ensemble»
- Uma peça «amadurece» durante a sua exibição ao público
- O tempo que um mestre/companhia esperou até se atrever a fazer determinado autor: por exemplo,Tchékhov   
- Não, os atores/atrizes não são todos iguais. Se cultos é outra coisa
- A importância do «palco», uma peça feita para determinado espaço não pode andar por aí ... 
- A duração de uma peça. Os períodos de uma apresentação aos Públicos
- O financiamento do Teatro, que  nos leva aos «padrões» de custos de partida que os Políticos devem ter para discussão 
- O «rigor», a excelência procurada, que pode levar o encenador a abandonar uma produção pela tradução da peça que está a ser seguida 
- A liberdade de escolha de um Elenco
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Olhamos para aqueles temas e não podemos
deixar de   reparar no que é discutido, e como é debatido, quando, ilustrando, governante da cultura vai ao Parlamento. Podemos ir ao mais recente. Mas podemos também olhar para o Acompanhamento e Fiscalização pelos Organizações competentes. Ah, mas não tem de ser assim ...