sábado, 28 de fevereiro de 2026

«Guia para gerir incidentes e promover segurança na Cultura»

 

 

 
antes assim descrito:
 

«A guide to managing incidents and promoting safety in Culture

The cultural sector has been the target of disruptive demonstrations – in some cases even violent, on a psychological and physical level. Within this context, citizens’ artistic and cultural rights have been undermined and the cultural and creative sectors have been subject to threats to their artistic freedom. It is necessary to guarantee the freedom, well-being, and physical and psychological safety of all citizens, including cultural and creative professionals.

Within this backdrop, five associations based in Portugal have released a guide aiming to support cultural professionals and cultural organisations in managing disruptive or violent incidents, both at an individual and an institutional level. (Access Culture, BAD – Portuguese Association of Librarians, Archivists, Information and Documentation Professionals, ICOM Portugal, Performart, REDE – Association for Contemporary Dance).

The guide is available in both English and Portuguese and is split across four main sections:

  • What is happening?
  • What to do (before, during, and after)?
  • What are our rights and duties?
  • What resources are available to us?» - Veja aqui.

 

 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

ADEUS, VÍTOR DIAS

 

 

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Veja aqui

De lá:  «Quem vos escreve é a filha do Vítor. O nosso pai faleceu ontem após um período de doença. O velório acontece hoje a partir das 15h na Igreja Matriz da Amadora e o funeral sai amanhã, sexta-feira, da Igreja às 14h30, com destino ao cemitério da Amadora». 


 

NA ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA QUE ESTÁ A SER PRATICADA NÃO SE PODE PERDER DE VISTA O «DIÁRIO DA REPÚBLICA»|vejamos o que hoje nos traz sobre o que já foi designado por «Unidades de Produção do Estado» na esfera da Cultura ... | EM TUDO SE PODE LER A FRAGILIDAE DO SETOR

 

 
 
Ao mesmo tempo que estávamos a fazer a «visita», mais ou  menos diária, ao Diário da República ouvíamos na rádio falar da
«marca reformista» do Governo. Pois bem, e centrados na Cultura ainda não vimos nada. O grande resto é o aumentar da barafunda, de remendos que nem o chegam a ser, de concursos para tudo e mais alguma coisa ao ponto de nos perdermos da identidade de cada um, ... Ao de cima em particular a falta de dados, informação e conhecimento que pelos vistos a Senhora Ministra da Cultura em part-time quer colmatar com fóruns. Mas parece não dar qualquer acolhimento «às narrativas» - o termo é da Senhor Governante - que vêm de outras fontes ... Qualquer dia ainda vamos ver nesses encontros institucionais (quer-nos parecer e já o dissemos no Elitário Para Todos que no Governo não haverá memória do «diálogo» que existiu ao longo dos tempos) votações - tipo Assembleias promovidas pelas Associações dos Estudantes - e que será nisso que vai assentar a intervenção do Governo na Cultura e nas Artes. A PRÁTICA porque para uma INTERVENÇÃO PLANEADA não vemos onde esteja a CAPACIDADE INSTALADA no aparelho estatal da área. Basta olhar para a realidade do GEPAC -   Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais.   
 
Agora, sobre a Resolução acima, algumas notas:
 
- Desde logo, onde está a tónica Reformista? O que há de diferente? E vai haver?, é de perguntar ...
-  Pegando na passagem « Incumbe ao Estado a prestação de serviço público na área da cultura», sendo de assinalar que serviço público  não foi banido, mas talvez em vez «de», «do», e seria aconselhável que se fixasse. E sim, mostrar o que compete às UNIDADES DE PRODUÇÃO DO ESTADO - as contempladas na Resolução - e ao assegurado pelo TERCEIRO SETOR (designação que tem muitos aderentes). Neste quadro, de uma vez por todas o GOVERNO ( certamente através de proposta a levar à Assembleia da República) cunhar a Estratégia Pública para a a intervenção na Cultura e nas Artes assegurada pelo jogo do MERCADO ...
- Aproveitemos, em particular, vai haver mais «NACIONAIS»? É sabido, por aqui, em especial, defendemos que a COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA/TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE  seja «nacional».  
- Naturalmente, por maioria de razão porque a Resolução é sobre VERBAS, convém olhar para elas à luz do célebre «1%   para a Cultura» e explicarem - nos como chegaram àqueles valores ...
- Já agora aproveite-se para aconselhar que se explore, estude,  a  RENDIBILIDADE  DO GRATUITO até porque lemos ontem que o ESTATUTO DO ARTISTA vai ser retomado (antecipamos pelo que vai acontecendo para se meter «umas buchas»)  ... E o MECENATO está «na berra» ... A oferta cultural que temos é em grande medida financiada pelos «baixos salários»  e pelo «gratuito» dos profissionais do setor. Depois, as REFORMAS DE MISÉRIA. Como é que isto se reflete no diploma aqui em causa? A nosso ver, está ausente, uma vez mais, um suporte burocrático. Há que, e bem, respeitar a lei, e prevenir uma inspeção  do Ministério das Finanças.  Mas falta o resto.
- Termina assim, a Resolução:
 

É mesmo o que se chama «gerir por decreto». Na circunstância «resolução». Não se acautelaram os «duodécimos»! Foi distração Senhora Governante»? Não deve imaginar os constrangimentos que podem acarretar ... Eficiência, e Eficácia, para que vos quero!
 
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 Aproveitemos para reviver do passado. Recordar JORGE SILVA MELO
 talvez ajude na Governação - assim 
o saibamos ler 


 


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

DISCUSSÕES «ATOMIZADAS» | uma vez mais o «Mecenato» ... e nada de novo ... | MINISTÉRIO DA CULTURA DIGNO DESSE NOME PRECISA-SE! | TAMBÉM JÁ O SABÍAMOS

 

 
Excerto: 
 
 
Na rotina de se  olhar para o que nos diz a Comunicação Social paramos no que nos é enunciado na imagem inicial. Confessemos que já estamos «fartos de mecenato» mas aquele «Especialistas» para nós funcionou. Quem seriam?, e o que será um especialista em mecenato? Depois de lido nada de novo. Afinal, verdadeiramente tudo anda à volta de «Especialistas em Fundações». Ainda assim, até nos dá vontade de sugerir que se dê seguimento ao Encontro com outro em que se debata o que sublinhamos no excerto acima. Aqui, no Elitário Para Todos  não largamos esse ângulo. Como insistimos, insistimos, na falta de DADOS, INFORMAÇÃO, e CONHECIMENTO sobre o SETOR CULTURA - resumindo, sobre a necessidade de um MINISTÉRIO DE CULTURA digno desse nome. Ainda, mas a Senhora Ministra da Cultura em «part-time» não alterou recentemente o que «erradamente» apelidamos de Lei do Mecenato? - afinal, esgota-se em «benefícios fiscais». 
Bem, não deixemos passar o momento, e insistamos no «nosso ponto de vista» que pensamos fundamentado, recorrendo a post passado: 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

«A UNESCO acaba de publicar a mais recente edição do seu relatório de referência, “Re|pensar as Políticas para a Criatividade”, um documento que analisa um panorama cultural em profunda transformação, marcado pela digitalização acelerada, pelo avanço da inteligência artificial (IA), pela reconfiguração do comércio mundial e pelo aumento das ameaças à liberdade artística»

 

 
 
 
 
«The 2026 edition of the Re|Shaping Policies for Creativity report provides an in-depth overview of policy developments shaping the cultural and creative sectors worldwide. 
It examines key challenges and emerging opportunities related to the digital environment and Artificial Intelligence, global trade, sustainable development, mobility, gender equality and artistic freedom. As the fourth report monitoring the implementation of the 2005 Convention, it strengthens the evidence base for informed, inclusive and forward-looking cultural policymaking at national and international levels».

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Sobre o Relatório no «bom dia Europa»
 
 
 Reproduzimos:

«Segundo Khaled El-Enany, diretor-geral da UNESCO, o relatório — considerado uma referência internacional na última década — propõe uma renovação do apoio a artistas e profissionais da cultura, apresentando um roteiro com mais de 8.100 medidas políticas destinadas a responder aos desafios estruturais que a IA e a transformação digital colocam às indústrias criativas.

Diversidade cultural reconhecida, mas insuficientemente estruturada

O documento sublinha que, embora as indústrias culturais e criativas sejam cada vez mais reconhecidas como motores de crescimento económico, coesão social e desenvolvimento sustentável, os sistemas que as sustentam continuam frágeis e desiguais.

Cerca de 85% dos países inquiridos integram as indústrias culturais nos seus planos nacionais de desenvolvimento. No entanto, apenas 56% estabeleceram metas culturais específicas, evidenciando um desfasamento entre compromisso político e ação concreta.

O comércio mundial de bens culturais duplicou, atingindo 254 mil milhões de dólares em 2023, sendo que 46% das exportações provêm de países em desenvolvimento. Ainda assim, estes representam pouco mais de 20% do comércio global de serviços culturais, refletindo disparidades crescentes num mercado cada vez mais orientado para formatos digitais. Paralelamente, o financiamento público direto da cultura permanece residual — menos de 0,6% do PIB mundial — e continua em declínio.

 A mobilidade artística enfrenta também obstáculos persistentes: enquanto 96% dos países desenvolvidos apoiam a mobilidade dos seus artistas para o exterior, apenas 38% facilitam a entrada de criadores oriundos de países em desenvolvimento.

A fratura digital agrava desigualdades

A digitalização ampliou o acesso a ferramentas criativas e a novos públicos, mas aprofundou desigualdades económicas e estruturais. Atualmente, as receitas digitais representam 35% dos rendimentos dos criadores, face a 17% em 2018 — uma mudança estrutural acompanhada de maior instabilidade financeira e de riscos acrescidos de violação da propriedade intelectual.

Até 2028, prevê-se que a IA generativa possa provocar perdas globais de receitas na ordem dos 24% para criadores musicais e 21% para o setor audiovisual. A assimetria de competências digitais é igualmente significativa: 67% da população nos países desenvolvidos possui competências digitais essenciais, contra apenas 28% nos países em desenvolvimento.

A concentração do mercado em torno de um número reduzido de plataformas de streaming e a opacidade dos seus algoritmos de seleção de conteúdos contribuem para a marginalização de criadores independentes. Além disso, apenas 48% dos países produzem estatísticas que permitam acompanhar o consumo cultural digital, limitando a eficácia das políticas públicas.

Liberdade artística sob pressão

O relatório destaca ainda o aumento das ameaças à liberdade artística e à segurança dos profissionais da cultura. Apenas 61% dos países dispõem de organismos independentes para monitorizar a liberdade de criação. Em contextos de instabilidade política, conflito ou deslocação forçada, os riscos intensificam-se, mas apenas 37% dos Estados reportam iniciativas específicas de proteção.

Os mecanismos de apoio a artistas em risco permanecem fragmentados e subfinanciados, ao mesmo tempo que a vigilância digital e os enviesamentos algorítmicos colocam novos desafios à liberdade de expressão.

Desigualdades de género persistem

Apesar de progressos, as disparidades de género continuam evidentes. A representação feminina na liderança de instituições culturais nacionais aumentou de 31% em 2017 para 46% em 2024. Contudo, a diferença entre regiões é significativa: nos países desenvolvidos, as mulheres representam 64% dos dirigentes, enquanto nos países em desenvolvimento esse valor não ultrapassa os 30%. O relatório observa ainda que muitas políticas continuam a posicionar as mulheres sobretudo como consumidoras de cultura, em vez de as apoiar como criadoras e líderes.

Convenção de 2005 como eixo estruturante

Há mais de duas décadas que a UNESCO coloca a cultura e as indústrias criativas no centro das políticas globais, através da Convenção de 2005 sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais. A edição de 2026 do relatório constitui a quarta avaliação do progresso na implementação desta convenção.

Com o apoio do Governo da Suécia e da Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, a organização já auxiliou mais de 100 países na conceção ou reforma de políticas culturais, reforçando a proteção socioeconómica dos artistas, promovendo a transição digital e capacitando comunidades vulneráveis.

Mais de 8.100 medidas culturais foram adotadas pelos Estados-Partes da Convenção, e, através do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, foram apoiados 164 projetos em 76 países do Sul Global, abrangendo áreas como cinema, artes performativas, artes visuais, design, música, edição e media.

 Num contexto de rápidas transformações tecnológicas e tensões geopolíticas, a UNESCO conclui que o reforço das políticas culturais não é apenas uma questão sectorial, mas uma condição essencial para assegurar diversidade, inclusão e sustentabilidade no ecossistema criativo global».

 

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ó DEUSES! ESTAMOS A OUVIR O SENHOR PRIMEIRO MINISTRO SOBRE O PTRR E NÃO RESISTIMOS JÁ | mas afinal como se desenvolve «planeamento» nomeadamente de um País ? | NORMAL E FACE A UMA CALAMIDADE ... | APETECE RECORDAR JOÃO SALGUEIRO

 

 

 
a «governança» PÚBLICA JÁ ERA UM EMARANHADO E O CAUDAL CONTINUA A CRESCER, este o pensamento que nos ocorre ao ouvirmos neste momento (por acaso) o Senhor Primeiro Ministro  no fim do Conselho de Ministros. Em termos de Aparelho Estatal quem vai assegurar esta «confusão»? Garantir a «conciliação»  sublinhada com o que está no Programa do Governo? Ah, quanto  ao «envelope financeiro» ser depois,  voltemos à ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS para tudo, e ... atente-se no PROCESSO a seguir - é isso, primeiro o DESÍGNIO NACIONAL, os OBJETIVOS, os, ... Depois, «escolhas», «decisões»  em função dos «recursos» financeiros e outros - ARGUMENTADAS. POR APROXIMAÇÕES SUCESSIVAS.  Vem nos livros, e há as práticas da experiência... 
Ou seja, a teoria e as técnicas de planeamento estão «descobertas». 
Sim, sim, deve ser colaborativo, e partilhado ... Faz parte, sendo por isso de espantar que se apresente como «novidade» só agora descoberta. Já suspeitávamos.    
   Bom, isto a quente, vamos refletir ...
Ainda, pergunta de «estimação»: e o 
que nos diz o
 SENHOR MINISTRO DAS «REFORMAS»? 
Pelos vistos, continua em «contexto de invisibilidade» 
 
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Aproveitemos a atmosfera
para lembrar João Salgueiro
 através do livro acima ... 
Como se costuma dizer,
 nem de propósito !