quinta-feira, 14 de maio de 2026

A SENHORA MINISTRA DA CULTURA (EM PART TIME) DECIDIDAMENTE É UMA ADEPTA DA ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA FUGINDO COMO «O DIABO DA CRUZ» DA ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA ATÉ SE AFASTANDO ASSIM DO QUE O SENHOR PRIMEIRO MINISTRO DIZ DEFENDER | vem tudo isto a propósito do que a Governante adianta sobre não poder considerar o aumento dos «apoios quadrienais» em função da inflação porque não está na lei ... | SENHORA MINISTRA SE O PROBLEMA É ESSE VENHA DE LÁ MAIS UM DIPLOMA ! |MAS SERÁ MESMO PRECISO?

 


 

                                                                              Leia aqui

Excerto: «(...) O requerimento do grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) foi aprovado por unanimidade na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto com os votos a favor do PS, Chega e Iniciativa Liberal e a abstenção do PSD.(...)».


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Os recortes acima fazem-nos uma sinopse do que está em causa. E confirmam um padrão, a Senhora Ministra da Cultura (em part time), e porventura por isso, tem uma apetência especial para «governar por decreto». Assim sendo não tarda nem se precisa de Governante para a área, põe-se tudo em diplomas e um robot assente na Inteligência Artificial a Governar a coisa. A bem da verdade, haverá quem se lembre de palavras do Senhor Primeiro Ministro que contraria isso. Ou seja, e assim o interpretamos, está com a ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA, mas nada de confusões, onde o respeito pela legalidade é rei em interdependência com o resto - que é muito. Bom, é penoso ler e ouvir  o que a Senhora Governante diz sobre o que aqui está em causa:Para já, temos de cumprir a lei e a lei é muito clara neste sentido. Quem fez a lei, de facto, poderia ter acautelado a inflação, mas não foi isso que aconteceu”, afirmou à agência Lusa a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, em Ponta Delgada, Açores, onde está a decorrer a terceira edição do Fórum Cultura». Se calhar disse isto porque terá para si que tem de ter sempre resposta para o que quer que seja ... Mas, Ó Senhora Ministra se precisa de um diploma de que está à espera para o elaborar?  Mas será que é preciso? Sem muito se procurar lembremos isto: 
 
 
 E cá temos a dita Declaração Anual - por acaso
 parece-nos pobre e não responder
 à totalidade do legislado, Senhora Ministra
 
e um «mapa» concreto com os valores
aqui e lá o «Programa de apoio sustentado»
 
Assim, de repente, Excelência,  será que o institucionalizado não lhe permite responder ao REIVINDICADO PELO SETOR? Uma sugestão, vá ao PARLAMENTO com notícia nesta direção: vai rever a DECLARAÇÃO ANUAL 2026. Mas, insistimos, se sente mais confortável em linha com a ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA que nos parece defender,   vá em frente, utilizando as palavras de V. Excelência,  com a «lei que seja clara». 

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A terminar, voltemos a dizer, é cada vez mais penoso olhar para o que se passa no SETOR DA CULTURA E DAS ARTES. Impressiona observar como nos desgastamos no curto prazo - mas tem de ser - deixando o futuro para quando?  No caso «em cima da mesa», é fundamental saber como se apura  o que do ORÇAMENTO DO ESTADO vai para a CULTURA, não esquecendo para o debate o já icónico 1%. «Cheira-nos» que já não será suficiente para o que todos dizemos sobre a importância da CULTURA PARA O DESENVOLVIMENTO HARMONIOSO DO PAÍS.  Quanto ao FINANCIAMENTO DO TERCEIRO SETOR DA CULTURA (designação preferida por muitos e muitas) lembremos o que o PCP (não nos falha nestas matérias ...) defendeu no PARLAMENTO pela voz do então deputado JOÃO OLIVEIRA em que muitos agentes culturais se reviram, havendo quem tenha dito que havia um antes e um depois do Debate promovido pelo PCP em Plenário: 
 
 
Não tenhamos medo de discutir
O SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA!
 É isso que está no centro ...  
 


 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

NA «VISÃO» | POR MARGARIDA DAVIM |«Os Contratos Milionários de Lisboa com a Media Livre»

 

 
 
Começa assim:« Em cinco anos, a gestão de Carlos Moedas assinou com a Media Livre contratos no valor global de €617 796, quer diretamente através da Câmara Municipal de Lisboa quer através da EGEAC (a empresa municipal de Cultura) ou da Gebalis (a empresa que gere os bairros municipais). É um valor que representa um aumento de 186% face ao que tinha sido contratualizado nos oito anos da gestão de Fernando Medina com a empresa de média que detém o Correio da Manhã e a CMTV, mas também o canal Now, no qual Moedas acaba de se estrear como comentador, com um “programa de autor” em horário nobre. Se a conta for feita anualizando o valor, o aumento face à era Medina é ainda mais gritante: uma subida de 358% nos contratos assinados com aquela empresa. (...)».
 
  
 
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Sobre o assunto o comentário
 do Vereador JOÃO FERREIRA 
 
«É evidente que isto levanta duas ordens de questões:
👉 sobre as fronteiras (tornadas porosas) entre jornalismo, comentário político e publicidade paga
👉 sobre onde e como Moedas/PSD/CDS/IL/CH gasta os recursos públicos que administra».
 
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E nós acrescentamos:
tudo seria mais TRANSPARENTE
se na CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
 se adotasse  a ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS.
Ah está previsto na CONSTITUIÇÃO
e é recomendado por Organizações de referência.
 Bom, é aconselhável que na ACADEMIA seja
 ensinado e que se conheça o que
 foi praticado com «ABRIL».
Tem cabimento sugerir
 

O MAIS PREOCUPANTE É QUE OS ENVOLVIDOS NA APROVAÇÃO DAS ALTERAÇÕES AOS BENEFÍCIOS FISCAIS NA ESFERA DA CULTURA ESTARÃO CONVENCIDOS DE QUE É ISSO QUE VAI «REVOLUCIONAR» O FINANCIAMENTO PÚBLICO AO SETOR ! | lamentamos mas não ... | ENTRETANTO VOLTAMOS A SUGERIR QUE INVESTIGUEM O CONCEITO DE «MECENATO» ...

 

 
Publico - 10 maio 2026 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

«PARA O POVO _ Combater o Autoritarismo e salvar a Democracia» | de A. C. Grayling

 

 
Excertos:
 

No livro, descreve como países outrora liberais estão a deslizar para o autoritarismo. Qual é a maior ameaça atual à democracia?

É muito difícil apontar apenas uma. A ameaça principal é, evidentemente, a ascensão do sentimento autoritário — não só enquanto atitude, mas enquanto prática governativa. Vemo-lo em governos como o dos Estados Unidos [EUA]. Na Europa, apesar da derrota de Viktor Orbán na Hungria, há outros sinais claros: a Alternativa para a Alemanha, a extrema-direita em França, a presença de partidos de extrema-direita em Portugal e nos Países Baixos, ou a governação em Itália — ainda que Giorgia Meloni tenha sido, em certa medida, contida pela realidade do poder. Ao mesmo tempo, e estas duas coisas estão intimamente ligadas, assistimos a um crescimento da insatisfação com o próprio processo democrático. Há a perceção de que as instituições democráticas das economias avançadas não estão a servir as pessoas que enfrentam maiores dificuldades. Vivemos, por isso, um momento particularmente difícil, agravado pelo exemplo de Donald Trump nos EUA, que encorajou e legitimou forças da extrema-direita em vários países. (...)  

E porque é que a perda de confiança se tornou tão transversal?

As sociedades democráticas tornaram-se complacentes. As pessoas habituaram‑se às liberdades civis e ao ato de votar, mas desligaram‑se do esforço necessário para sustentar uma democracia: envolvimento, informação e participação ativa. Em simultâneo, a democracia é lenta e ruidosa — e isso tem custos. Nos últimos 50 anos, a influência do dinheiro reduziu a capacidade do Estado de financiar educação, habitação, saúde e proteção social. Parte significativa da população ficou para trás, sentindo-se ignorada e ressentida. Esse ressentimento é explorado pelos populistas, que oferecem respostas simples e culpados convenientes — imigração, elites, conspirações — para problemas complexos.

Apesar do diagnóstico sombrio, o livro aponta soluções. Quais são as reformas mais importantes para proteger a democracia?

Há duas frentes essenciais. A primeira é cívica: os cidadãos têm de estar informados, envolvidos e dispostos a resistir a ataques às liberdades civis. Cada dia de indiferença é um dia ganho pelos autoritários. A segunda é institucional. Os sistemas eleitorais devem ser genuinamente representativos. Muitos países operam ainda segundo modelos — como o de Westminster — que distorcem a representação e excluem vozes relevantes. E a governação não pode ser uma continuação permanente da campanha. Instituições bem desenhadas, com responsabilidades claras e fiscalização contínua, reduzem o risco de abuso. Como defendeu Frederick Douglass, a chave é criar instituições que impeçam mesmo as más pessoas de causar danos graves quando chegam ao poder».

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Sinopse
 Uma análise das razões pelas quais os alicerces da democracia estão a ser corroídos, e uma proposta de soluções para preservar a liberdade, as liberdades civis, os direitos humanos e o Estado de direito.
Nos últimos vinte anos, o mundo enfrentou uma sucessão de crises - na finança global, migrações, a pandemia de covid-19 e uma guerra de agressão em grande escala no continente europeu -, com consequências sociais, económicas e políticas graves, que resultaram em frustração, medo e ira.
Ao apoiar-se no descontentamento social, o extremismo propõe soluções simplistas e estereotipadas em resposta às ansiedades e incertezas que afetam as nossas sociedades. E a consequência é que, por todo o mundo, os alicerces da democracia estão a ser corroídos.
Neste livro, analisam-se as razões e o modo como isto está a acontecer e propõem-se soluções - ou, pelo menos, melhoramentos. Porque o que as democracias oferecem aos seus povos em matéria de liberdades civis, direitos humanos e Estado de direito é demasiado precioso para se perder. Ainda vamos a tempo de resistir. Saiba mais.
 

sábado, 9 de maio de 2026

AGORA QUE ESPEVITARAM A NOSSA CURIOSIDADE QUEREMOS «SABER TUDO» SOBRE A(s) COMUNIDADE(s) IBEROAMERICANA(s) | pronto, está bem, confessemos, é a «Cultura e a arte» que nos move ...

 

 
 
« O FITEI no TNSJ começa com dois regressos desejados. Primeiro, o de Federico León – figura emblemática da cena artística independente de Buenos Aires –, com El Trabajo, inspirado na sua experiência em workshops. León imagina um grupo de participantes que enfrentam as provas mais temerárias em busca de uma forma de experimentação artística radical. De regresso ao Teatro São João está também Há Qualquer Coisa Prestes a Acontecer, a criação de Victor Hugo Pontes que se inspirou num verso da canção de José Mário Branco, Inquietação. Obra que reclama a liberdade absoluta, transforma um grupo de corpos nus numa irreprimível massa física coletiva. O corpo é o símbolo dessa liberdade maior, o grande signo em cena. O FITEI traz-nos ainda Zombi Manifiesto, a peça de Santiago Sanguinetti estreada em maio de 2023 em Montevideu, cinquenta anos depois do golpe de Estado de 1973 que instalou uma ditadura civil-militar no Uruguai. Quando dois jovens descobrem que os soldados enterrados no cemitério local podem ganhar vida como zombies, despertam e sequestram um tenente do Exército Nacional, obrigando-o a aprender filosofia marxista. Comédia negra? Farsa irreverente? Obra profundamente política, reafirma o teatro como lugar de debate e de reflexão».


 
 


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Andamos, num processo que queremos ir partilhando no Elitário Para Todos, na construção de uma «ATMOSFERA  IBEROAMERICA» que nos permita mergulhar em especial na «A Academia Iberoamericana de las Artes Escénicas» recentemente criada que reúne representantes de 17 países.  Recorde-se: EM BUSCA DA IDENTIDADE DE CADA UMA DAS ENTIDADES QUE JÁ ATUAM OU QUEREM VIR A INTERVIR NA ESFERA DAS «ARTES CÉNICAS» NO ESPAÇO IBEROAMERICANO | neste momento haverá quem fique com a ideia que há coisas que todos fazem ou querem fazer havendo o que ninguém faz ...| NA GESTÃO CHAMA-SE A ISSO «CONFLITOS POSITIVOS» DEVENDO HAVER A PREOCUPAÇÃO DE OS ULTRAPASSAR APOSTANDO NAS TÃO PROPALADAS «SINERGIAS».
Desde logo, imagine-se !, pensávamos, (o que desejávamos?), que bastaria googlar para termos  informação básica organizada. Claro, não encontramos. Assim, acima,  uma vez mais bocados para desenvolvermos um contexto global a fim de enveredarmos na CULTURA IBEROAMERICA e em especial nas «Artes Escénica». Tentando uma síntese intermédia:
 
 - A programação do FITEI (como de outras iniciativas) mostra que no terreno sempre foi acontecendo a ligação entre agentes culturais do «Bloco Iberoamericano». Olhe-se a imagem inicial.

- Naturalmente, se encontrada tínhamos de a divulgar:

mas é melhor ir por este endereço 
 
 
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continua ... 
 
 
 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

ALÔ SENHORES DECISORES NOMEADAMENTE PÚBLICOS! TALVEZ LHES INTERESSE - SE É QUE TÊM TEMPO PARA ESTUDAR E REFLETIR TAL É A CORRERIA QUE PARECEM SER AS VOSSAS VIDAS - O QUE SE PASSA NOS PAÍSES NÓRDICOS NO QUE SE REFERE AO USO DE IMÓVEIS EXISTENTES |«Inspiration Catalogue for Policy Measures to Improve the Use of Existing Buildings» | É A ECONOMIA CIRCULER A FUNCIONAR PARA O PENSAMENTO E PARA A AÇÃO

 

 

mas tem esta versão para ler online 
 
 
Abstract
«The inspiration catalogue is prepared by the Nordic Sustainable Construction in relation to the Circularity Work Package focusing on floor area optimisation, lifetime extension and transformation. It provides examples on policy measures across the Nordic region that are introduced or can be used to improve the use of existing buildings rather than demolishing and building new. Building on the hierarchy of resource-efficient construction guiding whether to utilise, maintain, renovate and transform, extend lifetime or build new, the catalogue suggests five action to guide policymakers and authorities to enhance sustainability, adaptability and efficiency when working with existing buildings. The examples show that renovation, reuse and adaptation are viable and scalable alternatives to demolition and new construction and leads a more resource efficient and climate-conscious sector». 
 
 

quinta-feira, 7 de maio de 2026

A DECORRER EM LISBOA|«Festival 5L»-Festival Internacional de Literatura e Língua Portuguesa | JUSTO LEMBRAR: NA ORIGEM UMA PROPOSTA DO PCP/CDU

 

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e talvez, via IA, seja
 justo recordar isto  
 
 
Gostamos de notar que a Cultura e a Arte sempre estiveram na ATIVIDADE AUTÁRQUICA da CDU. Aliás, isso era reconhecido por todos como marca distintiva. Alô ACADEMIA quem sabe este post tipo lembrete para trabalhos académicos ... E sempre que recordamos isto inevitavelmente o envolvimento camarário no CENTRO CULTURAL DE ÉVORA embora até se possa dizer de «iniciativa da Administração Central» na senda da criação de uma rede de CENTROS REGIONAIS centrados no TEATRO. Importante seria haver a «história» desta memória... Alô, Senhora Ministra da Cultura em part time... Ah, não esquecer o «espólio» a organizar do que MÁRIO BARRADAS nos deixou ...