ELITÁRIO PARA TODOS
quinta-feira, 2 de abril de 2026
segunda-feira, 30 de março de 2026
«A minha mensagem neste dia é, uma vez mais, uma mensagem que não pode ser só de esperança. Tem de ser de acção. Aos agentes culturais pede-se que não cedam aos ataques que estão sendo feitos à cultura. Partidarizar a cultura é asfixiar a liberdade de acção e de pensamento num sector que se deve exigir que seja livre e com gente competente e sã dirigindo-o. Contra essa doença da partidarite lembremos Léopold Sedar Senhor, segundo o qual o primeiro dever do político é deixar de o ser»
Nós , os pobres? Nós, o povo? Afogamo-nos no mar digital. Os olhos secam-nos em face dos ecrãs. A imaginação, ao contrário da promessa do Maio de 68, não chegou, não chegará ao poder. A única rosa que venceu foi a rosa de Hiroxima, “estúpida e inválida”, cantou Ney Matogrosso. Hoje, de novo o nuclear nos ameaça. Ler Violeta Parra e cantar “A Los Dezasasiete” é fazer poesia. Eles não querem isso. Nas sociedades actuais, à luz da nova narrativa, é preciso fazer a guerra para consolidar a paz (supremo paradoxo na Europa e nos EUA). Eles, os mandantes do mundo, prometem aos povos apenas uma coisa: um dia-a-dia “sórdido, canino, policial”, como escreveu, sobre outra época, Alexandre O’Neill. Tudo isto importa neste DIA MUNDIAL DA POESIA. (...)».
PUBLICIDADE DA ATIVIDADE CULTURAL | nomeadamente da financiada pelo Estado através do agora em «part time» Ministério da Cultura | LEMBRAMO-NOS DE VOLTAR AO ASSUNTO IMPULSIONADOS PELO DIÁRIO DA REPÚBLICA
sexta-feira, 27 de março de 2026
quinta-feira, 26 de março de 2026
LISBOA | PARA CONHECERMOS O VERDADEIRO PRESIDENTE DA CÂMARA |«Sobre as perguntas hoje [foi ontem] feitas na Câmara Municipal de Lisboa a Carlos Moedas, acerca de dois importantes equipamentos culturais da cidade, do afastamento de dirigentes competentes e da nomeação de outros, sem concurso, na base de insondáveis critérios»
Acreditamos no poder da cultura e da arte na qualidade de vida das pessoas. Acreditamos que uma boa informação por parte dos Organismos nomeadamente autárquicos faz parte do SERVIÇO PÚBLICO razão de ser da sua existência. Acreditamos que os POLÍTICOS NÃO SÃO TODOS IGUAIS. Revemo-nos no que Gonçalo M. Tavares diz no recorte acima e pensamos nos novos leitores que gostávamos de ter e que não é favorecido pelo cansaço do quotidiano ... Procuramos pertinência e qualidade nas nossas escolhas na convicção, no caso, que muito tem de MUDAR NA GESTÃO DA AUTARQUIA DA CAPITAL e nisto tem cabimento conhecer de facto o PRESIDENTE MOEDAS ... Nesta teia pretendendo-se contribuir para a INFORMAÇÃO do País e em especial dos Munícipes de Lisboa, não será uma perda de tempo ler o que o Vereador JOÃO FERREIRA acaba de escrever no Facebook - a linguagem é clara e o «relato» do que aconteceu na Reunião tem momentos, depois de apetecer «chorar», que até chegam a ser divertidos ... Esforcemo-nos, porque LISBOA precisa de nós todos, e todos nós dela - MENINA E MOÇA!
«Perguntei hoje, diretamente, na reunião pública de câmara, a Carlos Moedas porque afastou Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto e Rita Rato do Museu do Aljube.
Moedas não deu razões, também não as tinha dado até aqui, limitou-se a dizer, hesitante, que se tratava de um “novo ciclo” e que a “rotação” nos cargos dirigentes é um princípio saudável. Nenhuma explicação sobre porque se entra num “novo ciclo” nestes dois casos e apenas nestes dois casos, sabendo nós que outros dirigentes há que estão há mais tempo em funções do que os dois agora afastados. O secretário-geral agora a contas com a justiça, por exemplo, tinha já atingido o limite de anos no cargo, estipulado na lei, e nem por isso Moedas o afastou em 2024, quando o reconduziu, sem concurso. Manteve o “ciclo” neste caso, mas também não disse porquê.
Quando questionado sobre que avaliação tinha feito acerca do “ciclo” que agora termina nestes dois equipamentos - afinal de contas, qualquer bom gestor da coisa pública deve pautar as suas decisões por avaliações dos ciclos que define - Moedas voltou a não responder. Não sabia, por exemplo, que o Teatro do Bairro Alto apresenta a mais elevada taxa de ocupação média dos teatros municipais. Curiosidade: também não soube indicar uma peça que tenha visto neste teatro nos últimos cinco anos (desde que é presidente da câmara), isto porque não viu uma única peça neste teatro.
Quando questionado sobre que estratégia ou projeto tinha para estes dois equipamentos (ele que assumiu para si, não delegando em nenhum vereador, a responsabilidade pela “estratégia para a cultura”), mais uma vez, nada disse de substantivo. Ensaiou algumas vacuidades, como dizer que não quer uma cultura apenas para elites. Ora, recordado de que foi esta direção do Museu do Aljube a que mais fez pela abertura do museu à sociedade, confrontado com o número inédito e significativo de visitantes, em especial oriundos das escolas, e com a abrangência da atividade do museu, Moedas engoliu em seco. Mudo. E mudo ficou quando confrontado também com a circunstância de, contrariamente aos dois diretores afastados, que foram nomeados na sequência de um concurso ao qual submeteram um projeto para os respeitosos equipamentos culturais, os nomeados de agora, sem concurso, não terem projeto conhecido rigorosamente nenhum para aqueles equipamentos.
Tudo isto são razões bastantes para reforçarmos o escrutínio sobre o que por aí virá pela mão destas pessoas. Para Moedas, a “estratégia para a cultura” resume-se ao compadrio institucionalizado e à distribuição de lugares a clientelas partidárias e outras que tais. Pelo caminho, afastam-se dirigentes competentes, mas incómodos - por razões que não quis descortinar, mas que nós adivinhamos…».
«TUDO SOBRE O IRÃO»
quarta-feira, 25 de março de 2026
AINDA QUE MAL SE QUESTIONE SOBRE O QUE SE ESTÁ A PASSAR COM O CONVENTO SÃO FRANCISCO EM COIMBRA| O PROBLRMA DE FUNDO TERÁ A VER COM A FUNÇÃO DA CULTURA E DA ARTE MAS É TAMBÉM DE PERGUNTAR QUAL O QUADRO LEGAL EM PRESENÇA | por exemplo vai o visado ser ressarcido por anularem o que lhe tinham comunicado?
(...) “Em Fevereiro, recebi a notificação a dizer que tinha vencido. Em Março, a mensagem de que estava cancelado”, conta ao PÚBLICO Mickaël de Oliveira, à distância dos dias que lhe permitiram digerir o que aconteceu. “Percebi há muito tempo que não havia grande vontade deste executivo camarário em levar por diante este projecto” (...).
«Mickaël de Oliveira fala de “um concurso exímio em termos de procedimento”, mas com o passar do tempo começou a adivinhar “contornos estranhos em termos políticos”, adensando “uma certa reserva”. Mesmo assim, já estava à procura de casa na cidade. “Já me estava a ver lá”, sublinha, para executar o projecto que submeteu, assente na actividade e programação do convento, no apoio à criação, todo ele “muito virado para captar novos públicos”, ao abrigo de uma ideia que traz consigo desde sempre: “Democratizar as práticas culturais nos meios pequenos.” Pensava nas várias valências que o espaço permite, no que seria possível fazer “numa sala muito bem equipada”, como é a do antigo convento, e onde imaginava as grandes agências nacionais da cultura, com todas as áreas representadas.
A notícia da anulação do concurso calou fundo nos agentes culturais da cidade de Coimbra. Do teatro à dança ou ao cinema, os responsáveis ensaiam uma resposta à autarquia, ao mesmo tempo que exigem respostas. É por isso que acabam de convocar uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Cultura de Coimbra (CMCC), onde têm assento dezenas de agentes, responsáveis por equipamentos culturais, e até a vereadora da Cultura, Margarida Mendes Silva. O encontro está marcado para esta quinta-feira, 26 de Março, na sede do Teatrão, e deverá servir para “discutir a forma como foi tratado o concurso público”, instando a câmara a clarificar o que pensa fazer no equipamento, considerando que este episódio “abre um precedente grave no futuro das políticas culturais da cidade”.(...)».



