domingo, 3 de maio de 2026

UMA VOZ DE REFERÊNCIA QUE NOS DEIXA | Cândido Mota

 


 
 
 
Excertos:
 
«(...) Nascido a 28 de Setembro de 1943, em Espinho, Cândido Soares Pinto da Mota foi uma das vozes mais marcantes da história da rádio portuguesa e um precursor dos programas interactivos, de que é exemplo maior O Passageiro da Noite, que começou a fazer em 1979 para a Rádio Comercial, então acabada de aparecer. O programa tinha início à meia-noite e, num formato que viria mais tarde a conhecer diversas imitações, Cândido Mota dava espaço aos ouvintes para telefonarem e discorrerem sobre aquilo que lhes apetecesse. O Passageiro da Noite constituiu uma das primeiras experiências interactivas da rádio em Portugal. (...)
Cândido Mota era militante comunista e o PCP já veio lamentar a morte de “uma das figuras mais emblemáticas da comunicação”. Em comunicado, o secretariado do comité central do partido presta homenagem a um “cidadão profundamente empenhado na intervenção social e cultural”, enviando “sentidas condolências” à família.
A sua voz era “um símbolo de serenidade e entusiasmo”, recorda o Partido Comunista, vincando que Cândido Mota cruzou “uma carreira de excelência na rádio e na televisão com um compromisso cívico e político inabalável”. O partido lembra ainda a maneira como o locutor se tornou uma “presença indissociável da Festa do Avante!, onde foi, durante mais de 35 anos, a voz anfitriã e o rosto do Palco 25 de Abril”. (...)».


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«WELCOME TO PARADISE»| porque estivemos na conversa da Procurarte centrada no turismo ... | e pronto, é mesmo como as cerejas, lá nos veio o «chic-nic» no Parque Eduardo VII de hoje - dia 3

 

 
 Um diário gráfico cheio de humor, 
pastéis de nata, trotinetas
 e turistas

SYNOPSIS

 Podia ser qualquer outra capital, mas é Lisboa. Nos últimos anos, a pacata cidade branca mal se reconhece na profusão dos visitantes: das longas filas do eléctrico 28 aos ajuntamentos à beira-Tejo, do lotado Elevador de Santa Justa aos miradouros apinhados de tuk-tuks e roulottes, lá vai Lisboa, a doida, de selfie apontada e sorriso em esgar.
Com ironia e lente de antropólogo, o ilustrador, performer visual e cartoonista António Jorge Gonçalves observa expressões e trajectórias e surpreende-nos com a nova configuração da capital.

 

 
 
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Estivemos lá. A nosso ver, o que se falou confirma os tantos  ângulos por que se pode  olhar Lisboa. E há gente que o quer fazer, em encontros como o da PROCURARTE  - venham mais - que não dispensam iniciativas outras que unifiquem o atomizado e mostrem de forma alargada a complexidade da GESTÃO DAS CIDADES onde o MERCADO, a ADMINISTRAÇÃO CENTRAL, e naturalmente a CÂMARA MUNICIPAL,  têm papel de relevo ... E TODOS NÓS! A PARTICIPAÇÃO CIDADÃ é fundamental ... E foi a conversa havida que nos levou a trazer para o ELITÁRIO PARA TODOS O «WELCOME TO PARADISE», no dia do CHIC-NIC ... Quem sabe numa próxima edição do livro até vai dar «um boneco» ...
 
Entretanto, de seguida, para aprofundamento da coisa, (aliás não esquecer a valência turística do «chic-nic» bem sublinhada pelos promotores),  há que ter um «olhar maior» onde lugar para o riso também - basta atentar na designação - «chic-nic» . Poupem-nos!
 
 
 
 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1.º MAIO

 

 
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E NO 1.º DE MAIO LEMBREMOS  «CANTIGAS  DO MAIO»  DE JOSÉ AFONSO | a capa do disco é de de José Santa-Bárbara que acaba de nos deixar  - e desta forma singela homenagem  ...  
 

e sobre Santa-Bárbara  e dado o dia - 1.º de maio - escolhemos  o que o SNTSF – Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário escreveu
 

Reproduzimos:



«É com profundo pesar e enorme respeito que a Direção do SNTSF – Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário recebeu ontem, às primeiras horas do dia a notícia do falecimento de José Santa-Bárbara, aos 89 anos.
Figura incontornável da cultura portuguesa, José Santa-Bárbara foi muito mais do que um designer de excelência; foi um militante da liberdade e um homem profundamente ligado ao mundo ferroviário e às suas lutas. Durante mais de três décadas, colocou o seu talento ao serviço da CP, onde defendeu a dignidade do serviço público e a valorização estética e funcional dos caminhos de ferro.
Para nós, ferroviários, a sua partida tem um significado muito particular. Sócio do nosso Sindicato, José Santa-Bárbara para além de ter feito o actual logótipo da CP, foi o autor do logótipo do SNTSF, o símbolo que nos une e nos representa. Em cada traço dessa marca, ficou impressa a sua visão de um sindicalismo forte, moderno e enraizado na identidade dos trabalhadores.
Militante histórico do PCP e lutador antifascista, Santa-Bárbara nunca separou a arte da política ou a criação da consciência de classe. Do design das moedas de escudo às capas de discos do Zeca Afonso, a sua obra foi sempre um ato de cidadania. No movimento sindical, recordamos o seu papel pioneiro como dirigente associativo e a sua solidariedade constante com todos os que trabalham.
O SNTSF endereça as mais sentidas condolências à sua família, amigos e camaradas. Perdemos um dos nossos, mas o seu legado continuará vivo em cada bandeira, em cada documento e em cada luta onde o logótipo que ele nos ofereceu se faça erguer.
Até sempre, camarada José Santa-Bárbara!
A luta continua!».





 
 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

HOJE | 30 ABRIL 2026 | HÁ CONVERSA NA PROCURARTE | na esfera da «Encontrar-te-ei, de Guillaume Vieira» _ tema central: o turismo

 


Encontrar-te-ei*,

de Guillaume Vieira.


Viver é uma tour: uma longa viagem para regressarmos a nós próprios. Turismo. [τόρνος]
Entramos na última semana desta exposição e convidamos todos a estarem presentes na finissage e na conversa que terá lugar a partir do seu tema central: o turismo.
Através da criação contemporânea procuramos estimular uma reflexão crítica sobre os processos que moldam as nossas cidades, nomeadamente a turistificação e a gentrificação.
 
Guillaume Vieira (artista visual) parte da sua prática expositiva para abrir o debate; António Jorge Gonçalves (ilustrador) traz a sua perspetiva a partir do livro “Welcome to Paradise”; e Pedro Costa (investigador do Dinâmia’CET–ISCTE) partilha diferentes leituras sobre uma problemática cada vez mais presente no quotidiano urbano.

Convidamos-vos a visitar esta instalação policromática e a participar nesta conversa.

Finissage
30 de abril, a partir das 18h30
Procurarte


quarta-feira, 29 de abril de 2026

DIA INTERNACIONAL DA DANÇA

 

 

 
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Institucionalmente, no nosso País, o que nos dizem
sobre este «Dia da Dança» em 2026? 
Há muitos anos (em 1997) foi  distribuído um Encarte com a Programação financiada na esfera do SERVIÇO PÚBLICO em jornais de grande divulgação e distribuídos
nos Teatros e espaços equivalentes 
 
 
 

 Começava com esta Apresentação
 

 
 
 

terça-feira, 28 de abril de 2026

«CHIC-NIC»|QUE MAIS NOS IRÁ ACONTECER EM LISBOA! | pela mão da gestão camarária ... | SIM, O «CHIC-NIC» JUSTIFICA TODA A INDIGNAÇÃO E MAIS ALGUMA !

 

 
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pedaços do «acontecimento» 
 
 
 
 

«A Última Lição de Álvaro Siza Vieira»

 

 
 
SINOPSE
 
O arquitecto de Matosinhos, que alcançou o pináculo da arquitectura mundial, partilha o espanto com que continua a desenhar o mundo, uma casa de portas abertas aos sonhos e à humanidade, num exercício de generosidade que abarca o tanto que aprendeu e ensinou.
Ainda menino, Álvaro Siza Vieira já tirava a cabeça dos livros para espreitar o que havia lá fora. A curiosidade levou-o aos desenhos, numa tentativa constante de transformar numa outra «coisa» o que ficava aquém do olhar. «Estamos a observar, mas não se vê nada», garante o tal menino que, já homem, volta aos livros, na procura incessante de um saber que precisa de se cumprir num tempo que é cada vez mais finito.
Depois de se ter apaixonado pela escultura, encontrou-se na arquitectura, que lhe permitiu criar o mundo como o via: um espaço de criação que se faz de memória, diálogo, sustentabilidade e relação. Foi também o trabalho que o levou ao encontro do outro, fosse ele um imigrante turco num bairro operário em Berlim ou um crente na Igreja de Marco de Canaveses, num exercício permanente contra o preconceito e a indiferença.
Revisitando uma biografia que se conta na primeira pessoa, Siza Vieira, que foi distinguido com o Prémio Pritzker - o mais importante galardão da arquitectura a nível mundial - deixa-se descobrir numa conversa que convoca o rapaz que cresceu numa casa desempoeirada, o homem que perdeu a mulher cedo demais, o professor que se entusiasma com a inquietação dos mais novos, o profissional que não abdica da ética nem aceita tudo o que lhe dizem e o arquitecto, esse criador deslumbrado que não se cansa de procurar os lugares de beleza e que ainda sonha com o que está por fazer. Saiba mais.