sábado, 16 de maio de 2026

JOÃO ABEL MANTA | deixou-nos ...

 

  cartaz de João Abel Manta.
 
Em jeito de homenagem recordemos
 posts  sobre João Abel Manta que acaba de nos deixar
 
  • EXPOSIÇÃO|«João Abel| Manta/A Máquina de Imagens»|PALÁCIO DA CIDADELA DE CASCAIS 
     
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     sugerimos
     

    o documentário «João Abel Manta: O Imaginador da Democracia» - aqui.

     
    De lá: «Com toda uma carreira moldada pela revolta contra o país ditatorial, João Abel Manta revelou-se uma máquina de produção de imagens. Cartoonista, ilustrador e "pintor" da Democracia, está entre as mais notáveis figuras das artes portuguesas. Na primeira pessoa e através da longa obra, o documentário narra a sua história e a do país.

    Arquiteto e artista multifacetado, João Abel Manta notabilizou-se ao combinar com excelência elementos da cultura popular com uma crítica social e política incisiva. Foi ao ingressar na Escola de Belas Artes que se tornou, segundo o próprio, “um guerrilheiro” contra o regime e, aos 20 anos, é preso por contestar as regras do poder. Os seus trabalhos terão sempre a marca da luta pela liberdade e vão destacá-lo como o mais relevante produtor de imagens no contexto revolucionário português do século XX.(...)».

     

ACONTECEU AO VIVO | NO «BOTA» EM LISBOA | MAIS UM DEBATE DE «OS COMENTADORES» | foi sobre o «pacote laboral» e está disponível na internet | AH ! BEM ESGALHADO AQUELE «NÃO QUERES O PACOTE LABORAL, FAZ A GREVE GERAL»

 

 
 
 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

A SENHORA MINISTRA DA CULTURA (EM PART TIME) DECIDIDAMENTE É UMA ADEPTA DA ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA FUGINDO COMO «O DIABO DA CRUZ» DA ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA ATÉ SE AFASTANDO ASSIM DO QUE O SENHOR PRIMEIRO MINISTRO DIZ DEFENDER | vem tudo isto a propósito do que a Governante adianta sobre não poder considerar o aumento dos «apoios quadrienais» em função da inflação porque não está na lei ... | SENHORA MINISTRA SE O PROBLEMA É ESSE VENHA DE LÁ MAIS UM DIPLOMA ! |MAS SERÁ MESMO PRECISO?

 


 

                                                                              Leia aqui

Excerto: «(...) O requerimento do grupo parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) foi aprovado por unanimidade na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto com os votos a favor do PS, Chega e Iniciativa Liberal e a abstenção do PSD.(...)».


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Os recortes acima fazem-nos uma sinopse do que está em causa. E confirmam um padrão, a Senhora Ministra da Cultura (em part time), e porventura por isso, tem uma apetência especial para «governar por decreto». Assim sendo não tarda nem se precisa de Governante para a área, põe-se tudo em diplomas e um robot assente na Inteligência Artificial a Governar a coisa. A bem da verdade, haverá quem se lembre de palavras do Senhor Primeiro Ministro que contraria isso. Ou seja, e assim o interpretamos, está com a ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA, mas nada de confusões, onde o respeito pela legalidade é rei em interdependência com o resto - que é muito. Bom, é penoso ler e ouvir  o que a Senhora Governante diz sobre o que aqui está em causa:Para já, temos de cumprir a lei e a lei é muito clara neste sentido. Quem fez a lei, de facto, poderia ter acautelado a inflação, mas não foi isso que aconteceu”, afirmou à agência Lusa a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, em Ponta Delgada, Açores, onde está a decorrer a terceira edição do Fórum Cultura». Se calhar disse isto porque terá para si que tem de ter sempre resposta para o que quer que seja ... Mas, Ó Senhora Ministra se precisa de um diploma de que está à espera para o elaborar?  Mas será que é preciso? Sem muito se procurar lembremos isto: 
 
 
 E cá temos a dita Declaração Anual - por acaso
 parece-nos pobre e não responder
 à totalidade do legislado, Senhora Ministra
 
e um «mapa» concreto com os valores
aqui e lá o «Programa de apoio sustentado»
 
Assim, de repente, Excelência,  será que o institucionalizado não lhe permite responder ao REIVINDICADO PELO SETOR? Uma sugestão, vá ao PARLAMENTO com notícia nesta direção: vai rever a DECLARAÇÃO ANUAL 2026. Mas, insistimos, se fica mais confortável em linha com a ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA que nos parece defender,   vá em frente, utilizando as palavras de V. Excelência,  com a «lei que seja clara». 

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A terminar, voltemos a dizer, é cada vez mais penoso olhar para o que se passa no SETOR DA CULTURA E DAS ARTES. Impressiona observar como nos desgastamos no curto prazo - mas tem de ser - deixando o futuro para quando?  No caso «em cima da mesa», é fundamental saber como se apura  o que do ORÇAMENTO DO ESTADO vai para a CULTURA, não esquecendo para o debate o já icónico 1%. «Cheira-nos» que já não será suficiente para o que todos dizemos sobre a importância da CULTURA PARA O DESENVOLVIMENTO HARMONIOSO DO PAÍS.  Quanto ao FINANCIAMENTO DO TERCEIRO SETOR DA CULTURA (designação preferida por muitos e muitas) lembremos o que o PCP (não nos falha nestas matérias ...) defendeu no PARLAMENTO pela voz do então deputado JOÃO OLIVEIRA em que muitos agentes culturais se reviram, havendo quem tenha dito que havia um antes e um depois do Debate promovido pelo PCP em Plenário: 
 
 
Não tenhamos medo de discutir
O SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA!
 É isso que está no centro ...  
 


 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

NA «VISÃO» | POR MARGARIDA DAVIM |«Os Contratos Milionários de Lisboa com a Media Livre»

 

 
 
Começa assim:« Em cinco anos, a gestão de Carlos Moedas assinou com a Media Livre contratos no valor global de €617 796, quer diretamente através da Câmara Municipal de Lisboa quer através da EGEAC (a empresa municipal de Cultura) ou da Gebalis (a empresa que gere os bairros municipais). É um valor que representa um aumento de 186% face ao que tinha sido contratualizado nos oito anos da gestão de Fernando Medina com a empresa de média que detém o Correio da Manhã e a CMTV, mas também o canal Now, no qual Moedas acaba de se estrear como comentador, com um “programa de autor” em horário nobre. Se a conta for feita anualizando o valor, o aumento face à era Medina é ainda mais gritante: uma subida de 358% nos contratos assinados com aquela empresa. (...)».
 
  
 
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Sobre o assunto o comentário
 do Vereador JOÃO FERREIRA 
 
«É evidente que isto levanta duas ordens de questões:
👉 sobre as fronteiras (tornadas porosas) entre jornalismo, comentário político e publicidade paga
👉 sobre onde e como Moedas/PSD/CDS/IL/CH gasta os recursos públicos que administra».
 
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E nós acrescentamos:
tudo seria mais TRANSPARENTE
se na CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
 se adotasse  a ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS.
Ah está previsto na CONSTITUIÇÃO
e é recomendado por Organizações de referência.
 Bom, é aconselhável que na ACADEMIA seja
 ensinado e que se conheça o que
 foi praticado com «ABRIL».
Tem cabimento sugerir
 

O MAIS PREOCUPANTE É QUE OS ENVOLVIDOS NA APROVAÇÃO DAS ALTERAÇÕES AOS BENEFÍCIOS FISCAIS NA ESFERA DA CULTURA ESTARÃO CONVENCIDOS DE QUE É ISSO QUE VAI «REVOLUCIONAR» O FINANCIAMENTO PÚBLICO AO SETOR ! | lamentamos mas não ... | ENTRETANTO VOLTAMOS A SUGERIR QUE INVESTIGUEM O CONCEITO DE «MECENATO» ...

 

 
Publico - 10 maio 2026 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

«PARA O POVO _ Combater o Autoritarismo e salvar a Democracia» | de A. C. Grayling

 

 
Excertos:
 

No livro, descreve como países outrora liberais estão a deslizar para o autoritarismo. Qual é a maior ameaça atual à democracia?

É muito difícil apontar apenas uma. A ameaça principal é, evidentemente, a ascensão do sentimento autoritário — não só enquanto atitude, mas enquanto prática governativa. Vemo-lo em governos como o dos Estados Unidos [EUA]. Na Europa, apesar da derrota de Viktor Orbán na Hungria, há outros sinais claros: a Alternativa para a Alemanha, a extrema-direita em França, a presença de partidos de extrema-direita em Portugal e nos Países Baixos, ou a governação em Itália — ainda que Giorgia Meloni tenha sido, em certa medida, contida pela realidade do poder. Ao mesmo tempo, e estas duas coisas estão intimamente ligadas, assistimos a um crescimento da insatisfação com o próprio processo democrático. Há a perceção de que as instituições democráticas das economias avançadas não estão a servir as pessoas que enfrentam maiores dificuldades. Vivemos, por isso, um momento particularmente difícil, agravado pelo exemplo de Donald Trump nos EUA, que encorajou e legitimou forças da extrema-direita em vários países. (...)  

E porque é que a perda de confiança se tornou tão transversal?

As sociedades democráticas tornaram-se complacentes. As pessoas habituaram‑se às liberdades civis e ao ato de votar, mas desligaram‑se do esforço necessário para sustentar uma democracia: envolvimento, informação e participação ativa. Em simultâneo, a democracia é lenta e ruidosa — e isso tem custos. Nos últimos 50 anos, a influência do dinheiro reduziu a capacidade do Estado de financiar educação, habitação, saúde e proteção social. Parte significativa da população ficou para trás, sentindo-se ignorada e ressentida. Esse ressentimento é explorado pelos populistas, que oferecem respostas simples e culpados convenientes — imigração, elites, conspirações — para problemas complexos.

Apesar do diagnóstico sombrio, o livro aponta soluções. Quais são as reformas mais importantes para proteger a democracia?

Há duas frentes essenciais. A primeira é cívica: os cidadãos têm de estar informados, envolvidos e dispostos a resistir a ataques às liberdades civis. Cada dia de indiferença é um dia ganho pelos autoritários. A segunda é institucional. Os sistemas eleitorais devem ser genuinamente representativos. Muitos países operam ainda segundo modelos — como o de Westminster — que distorcem a representação e excluem vozes relevantes. E a governação não pode ser uma continuação permanente da campanha. Instituições bem desenhadas, com responsabilidades claras e fiscalização contínua, reduzem o risco de abuso. Como defendeu Frederick Douglass, a chave é criar instituições que impeçam mesmo as más pessoas de causar danos graves quando chegam ao poder».

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Sinopse
 Uma análise das razões pelas quais os alicerces da democracia estão a ser corroídos, e uma proposta de soluções para preservar a liberdade, as liberdades civis, os direitos humanos e o Estado de direito.
Nos últimos vinte anos, o mundo enfrentou uma sucessão de crises - na finança global, migrações, a pandemia de covid-19 e uma guerra de agressão em grande escala no continente europeu -, com consequências sociais, económicas e políticas graves, que resultaram em frustração, medo e ira.
Ao apoiar-se no descontentamento social, o extremismo propõe soluções simplistas e estereotipadas em resposta às ansiedades e incertezas que afetam as nossas sociedades. E a consequência é que, por todo o mundo, os alicerces da democracia estão a ser corroídos.
Neste livro, analisam-se as razões e o modo como isto está a acontecer e propõem-se soluções - ou, pelo menos, melhoramentos. Porque o que as democracias oferecem aos seus povos em matéria de liberdades civis, direitos humanos e Estado de direito é demasiado precioso para se perder. Ainda vamos a tempo de resistir. Saiba mais.