quarta-feira, 28 de outubro de 2026

«DANÇA» | A «Associação Nacional de Dança» mostra que contra ventos e marés o setor se organiza e avança|E vai haver uma audiência com a Ministra da área o que poderá ser visto como uma conquista | CELEBREMOS ! | MAS NÃO PODEMOS DEIXAR UMA VEZ MAIS DE QUESTIONAR SOBRE O QUE COMPETE AO APARELHO ESTATAL CULTURA E AOS AGENTES CULTURAIS QUANTO À INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO DO SETOR |AQUI E AGORA «DANÇA» !

 

 
As imagens acima quase dizem «tudo» sobre o que queríamos sublinhar, mas dá para acrescentar, e peguemos nestas passagens  da «Cultura ao Minuto»: «A PlataformaDança – Associação Nacional de Dança, criada em 2020 durante a pandemia de covid-19, pretende conhecer a dimensão, atividade, o impacto económico e as necessidades das estruturas do setor, para fundamentar reivindicações e propostas de políticas públicas, segundo o presidente, Pedro Fidalgo Marques»; «A audiência com a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, marcada para 10 de novembro, será a primeira reunião da associação com uma tutela, depois de várias tentativas de contacto com anteriores titulares da pasta, referiu Pedro Fidalgo Marques». 
Naturalmente, comecemos por reconhecer (e agradecer) à luz do SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA a inquietação e a ação da Plataforma Dança, mas não se pode deixar de questionar isto: não compete ao APARELHO ESTATAL CULTURA assegurar o conhecimento do SETOR CULTURA e na circunstância da DANÇA? Para isso Senhora Ministra da Cultura (em part time) não esqueça o passado. Faça um levantamento dos investimentos realizados - em particular, mande estudar os PROJETOS LANÇADOS e, para nossa desgraça,- ai, cadê a tal eficácia e eficiência - «deixados cair»... Ilustrando, ah, aquele PROJETO «PALCOS»!  Obviamente, não esquecer outros desenvolvidos  por Agentes Culturais - dada a ausência, as falhas, do Ministério da Cultura/Secretaria de Estado da Cultura -,  e até apoiados «pelo Estado», que foram aparecendo ... Quais foram? Onde estão?  ... Para tudo isto, GESTÃO PÚBLICA precisa-se. Busque-se TECNOCRACIA COMPETENTE. Sem isso ... 
 
 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

NO «DIA MUNDIAL DO PATRIMÓNIO AUDIOVISUAL»


 

Veja no site da CINEMATECA 

de lá:
«Uma seleção de seis filmes percorre diferentes momentos da animação portuguesa e enquadra a projeção de A LENDA DE MIRAGAIA, realizado em 1931 e considerado o primeiro filme de animação feito em Portugal através da técnica denominada de silhuetas. Dado como perdido durante décadas, o filme foi recentemente descoberto e depositado nos cofres do ANIM. Esta extraordinária descoberta é acompanhada por filmes de Servais Tiago, Artur Correia e Ricardo Neto, Pedro Serrazina, Regina Pessoa e Abi Feijó, permitindo acompanhar algumas das transformações da animação portuguesa ao longo de mais de seis décadas. A sessão integra igualmente o programa “ANIM, 30 Anos».

Sobre o «filme perdido»
 no jornal Público
 
Excerto: «Nada de melhor para celebrar o Dia Mundial do Património Audiovisual do que exibir um filme português que se julgava perdido há quase um século. É o que a Cinemateca Portuguesa faz, nesta terça-feira, às 18h30, com a “redescoberta” de A Lenda de Miragaia, de Raúl Faria da Fonseca (1908-1950) e António Cunhal (1910-1932). Curta-metragem muda de 20 minutos inteiramente realizada em animação de silhuetas, técnica popularizada pela grande animadora alemã Lotte Reiniger (1899-1981), A Lenda de Miragaia estava dada como perdida desde a sua estreia, em 1931 — apesar de existir bastante documentação sobre o filme, nenhum material fílmico sobrevivera.

Ou assim se julgava até à descoberta, em Maio último, do negativo de imagem em película de nitrato e ainda em bom estado, encontrado pelo cinéfilo Duarte Veloso em duas latas de filme numa das muitas bancas e lojas de antiguidades da Feira da Ladra. Ao perceberem o que tinham em mãos, Veloso e o seu pai depositaram os materiais na Cinemateca com o intuito de preservar A Lenda de Miragaia. O filme foi restaurado no laboratório do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e os intertítulos e a montagem original foram reconstruídos de acordo com as fontes de época existentes e as próprias indicações encontradas na película.

Inspirado numa das histórias recolhidas no Romanceiro de Almeida Garrett, o filme foi uma tentativa pioneira de utilizar a animação de silhuetas no nosso país — desenhos recortados filmados fotograma a fotograma em contraluz para criar a ilusão de movimento, num processo lento e laborioso. Os seus autores vinham de mundos muito diferentes. De um lado, António Cunhal era pintor e ilustrador (e irmão mais velho de Álvaro Cunhal); do outro, Faria da Fonseca, com formação de arquitecto, era um cinéfilo ávido, crítico, cenógrafo e realizador. (...)».
 
 
Recorte do Público 

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

BOAS NOTÍCIAS! | ESTREIA PELA COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«Medida Por Medida» de William Shakespeare| DE 30 OUT A 29 NOV 2026

 

 

«Ao ser escolhido para substituir o duque de Viena durante a ausência deste da cidade, Ângelo aproveita-se do cargo para extravasar a sua maldade: condena Cláudio à morte, por este não ter cumprido os trâmites legais no casamento com Julieta, que já casou grávida. A irmã de Cláudio, Isabela, tenta interceder, mas Ângelo chantageia-a e exige a sua virgindade em troca da vida do irmão. Ao tomar conhecimento desta chantagem, o duque intervém, orquestrando um plano com Mariana, a antiga noiva de Ângelo, de modo a expor a sua hipocrisia.

MEDIDA POR MEDIDA é uma peça de William Shakespeare escrita em 1603 ou 1604 e publicada em 1623, originalmente definida como uma comédia, embora a sua complexa trama torne difícil classificá-la, avisa o encenador Ignacio Garcia, que identifica os temas, recorrentes em Shakespeare, que aqui encontramos: “A bondade ou a perversão do poder, a usurpação da identidade, a justiça ou a injustiça exercidas pelos governos, o amor e a luxúria que se emaranham e se enredam até se confundirem, a lealdade e a traição como a cara e a coroa da própria condição humana”. A atmosfera em que as personagens se movem é de intriga, mentira, traição e imoralidade. “Medir e ser medido, sempre e incessantemente, julgar e ser julgado sem descanso, viver a infelicidade de uma supervisão constante e permanente, impiedosa, com a esperança como único remédio, porque, como diz o próprio texto: os infelizes não têm outro remédio senão a esperança”.

O encenador IGNACIO GARCÍA é bem conhecido do público do TMJB: em 2017 dirigiu História do cerco de Lisboa, de José Saramago; em 2019 voltou a trabalhar com a CTA em Reinar depois de morrer, de Luis de Guevara; e em 2021 dirigiu Nem come nem deixa comer, de Lope de Vega. Saiba mais.

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Dossier informativo 
de lá: 
 


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E nova Produção da CTA sem  CONVERSAS COM O PÚBLICO seria estranho. Por isso com MEDIDA POR MEDIDA  continuidade ao que vem de longe. Só nos «irrita» o tempo contado. Gostávamos que fossem conversas  sem fim, até que apetecesse ... Não deve haver muita gente que  nos acompanhe, mas também é uma forma de dizermos o quanto valorizamos  esta prática de sempre da Companhia de Teatro de Almada. O que temos aprendido com esses encontros!
Aproveitando a atmosfera:  QUAL A SERÁ O PODER DAS CONVERSAS? As do Teatro Municipal Joaquim Benite, e  as de outros - e cada cada vez mais acontecem.
Ligando ao momento, às REVOLTAS EM TORNO DA HABITAÇÃO, OS PODERES OFICIAIS, alguns  com manifesto atraso, querem e pedem para conversar. Pelo histórico, a muitos deles faltará saber e sabedoria para ouvir, ver, e ler ...
Contudo, mais vale tarde que nunca. E alguns governantes, homens e mulheres, são tão jovens!  Ah, e que tal irem ver «MEDIDA POR MEDIDA»? Acreditemos na FORÇA DA CULTURA E DA ARTE, nomeadamente para se exercer a AUTORIDADE - «apenas» uma forma de Poder.  E talvez para quem não o tenha na AGENDA comece a ponderar e a trabalhar o SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA. Nem sabem o bem que fará a todos nós ... E é um DIREITO que vem na CONSTITUIÇÃO, como  o de ter uma CASA DIGNA PARA VIVER ... Potenciam-se mutuamente. Como diz José Tolentino de Mendonça, A Cultura não é um luxo. Como a CASA não é um luxo.  São Direitos. 
 
 

 
 
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e apetece-nos ir ao passado,
 recorrendo ao Facebook do 
TAS e com este gesto
homenagear a maravilhosa
 CLARA JOANA que nos deixou ...
 
«É com profundo pesar e consternação que a Direção e a equipa do TAS – Teatro Animação de Setúbal tomam conhecimento do falecimento da atriz Clara Joana, figura maior das artes cénicas e do cinema em Portugal.
Nascida em Lisboa a 4 de agosto de 1941, Clara Joana construiu ao longo de décadas um percurso exemplar de entrega ao teatro, marcado pela sensibilidade, rigor técnico e paixão pela representação.
Destaca-se, entre o seu valioso contributo, a sua memorável participação na emblemática coprodução de Medida por Medida, de William Shakespeare, com encenação de Mário Barradas em 1977 — um marco estruturante da atividade profissional da nossa Companhia.
Com uma carreira admirável que cruzou o palco, o cinema e a formação artística, Clara Joana deixa-nos um legado de dedicação à cultura e ao serviço da arte dramática.
Neste momento de dor, a Direção do Teatro Animação de Setúbal endereça à família, aos amigos e a todos os seus colegas de profissão as mais sentidas e fraternas condolências». (O destaque é nosso)
 

domingo, 25 de outubro de 2026

CERTAMENTE IMPULSIONADOS PELO LANÇAMENTO DO LIVRO DE MIGUEL TIAGO SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO PRÓXIMO DIA 4 DE NOV | reparamos com mais atenção na lista de «leituras» adiantadas na mais recente NOEMA do Berggruen Institute - «Ten deep dives into the fundamental questions that AI poses»

 

 
É certo que nos dias que correm afogam-nos em Inteligência Artificial, e como noutras ocasiões e matérias há que selecionar. Praticamente tínhamos acabado de saber da publicação da autoria de Miguel Tiago - «A Inteligência Artificial e as contradições do capitalismo» - a que nos referimos no post anterior, e eis que recebemos a Newsletter do Berggruen Institute - que seguimos regularmente -  com uma relação dos seus trabalhos  sobre a matéria. Há que rendibilizar!

Começa assim: «AI’s climb up the capability ladder is moving more rapidly, even exponentially, than its progenitors expected. To keep up and put it in perspective, Noema has compiled a reading list of our best essays and interviews from a couple of years ago through the present. No doubt, we will need a new list again a few months down the road.
For now, here is a resource for following the trajectory of the most important technological breakthrough of this century so far.

  

e seguindo link, o artigo: 
 
«The history of economic progress is a graveyard of tools. The water frame replaced the spinning jenny; the automobile replaced the horse; the spreadsheet replaced the ledger clerk. Each transition was accompanied by moral panics about the end of human utility. Yet, in each instance, the economy didn’t collapse into a heap of idleness. The lump of labor merely shifted its weight.
 Today, we face a similar shift, one likely more profound even than the arrival of the internet but perhaps less catastrophic than the doomsayers suggest. Mastery of the blinking cursor, long a symbol of professional status and middle-class stability, is becoming a relic. As a recent Wall Street Journal article argued, virtually all tasks involving what might informally be described as “doing stuff with a keyboard” seem destined for automation. Companies are aggressively capturing the institutional knowledge and digital practices of their employees, distilling decades of experience into digital models that never need a bathroom break or demand a better 401(k) match. (...)». Continue. E volte ao inicial.
 
Olhamos para a LISTA DA NOEMA como uma síntese, e nós cá por casa gostamos de sínteses. Tipo pontos de situação para depurar antes de  dar os passos seguintes ...  Ah, e alinhamos com este lema:
 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

LANÇAMENTO | de Miguel Tiago - «A Inteligência Artificial e as contradições do capitalismo» | com apresentação de João Ferreira | 4 NOV 2026 | 18:00 | AUDITÓRIO FERNANDO PESSA _ CASA DOS DIREITOS SOCIAIS | LISBOA


 
do Convite recebido: «(...) A Inteligência Artificial, sob o comando do capital, é, entre outros aspectos, um instrumento de intensificação da exploração, desvalorização salarial e vigilância. A Inteligência Artificial, sob controlo público, social e democrático, significaria devolver tempo livre a todos aqueles que tudo produzem, permitindo o desenvolvimento pleno das capacidades intelectuais, artísticas, científicas, físicas, sociais e políticas de cada ser humano.
A disputa que hoje se trava sobre o que será o futuro da Inteligência Artificial não se desenvolve à parte, mas antes no seio, da luta mais geral pela construção de uma sociedade socialista. (...)».
 
 

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

«PREVISIBILIDADE» PARA QUE TE QUERO !

 

A notícia  a que se refere a imagem é toda ela um «programa» sobre o que temos e não temos na Cultura e nas Artes por parte do Estado e do Aparelho Estatal, central e local. Escolhendo e sintetizando: onde está a PREVISIBILIDADE   que enche os discursos Oficiais e sustenta «políticas»? Não é só o mercado que precisa dela. Mas vejamos, ilustrando, o que se passa no Município de Évora -  neste endereço. Por outro lado, facilmente se deteta que na base está um entendimento de SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA assente em «APOIAR» e não em «GARANTIR». Ó gente, temos que sair disto! Se queremos um PROGRESSO  EQUILIBRADO como decorre do PARADIGMA DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Lembremos:
 

 E no entanto, não desconhecemos,
 por exemplo, que está a decorrer isto:

 

 

 
Mas ...  
 
Basta olhar para isto: