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Bom, alguém dirá, mas que diabo têm as imagens acima a ver umas com as outras? Pensamos que bem olhadas e indo a onde nos levam as conexões, diversas, aparecem com facilidade. Mas queremos acrescentar mais qualquer coisa.
Ontem não vimos a entrevista do ex-Primeiro Ministro na totalidade, e do que ouvimos não nos pareceu que tenha trazido nada que já não se soubesse - está bem, agora será «oficial» - mas reparamos num pequeno detalhe, naquele em que o entrevistado notava que o Governo não acolhia estudos e afins que vinham da designada «Sociedade Civil» e se bem nos lembramos queria distinguir, e não surpreende, o que vem das Organizações Empresariais, nomeadamente aqueles em que está presente. Olha quem fala!, recordemos os tempos da Troika, e os esforços havidos para que a CULTURA E A ARTE fosse ouvida a denunciar aqueles tempos miseráveis. Hoje, da mesma maneira,o Governo não olha, e se olha não vê o que o SETOR EXIGE. Basta reparar como continua a aparecer no Orçamento do Estado 2027, e a forma como se distribuem «os auxílios» através da DGARTES. E como governam! Ilustrando, é admissível aquela «gestão à vista»?: temos mais uma disponibilidade financeira vamos reforçar este «concurso»... E os outros Senhora Governante?
Por agora, terminemos com uma passagem do trabalho da Plataforma SAPO: «(...) “E este ciclo é um ciclo meio infinito. Não sabe, não programa. Não
programa, ninguém vê. Ninguém vê, não se rompe este ciclo de
invisibilidade”, considerou, manifestando também preocupação com o que
considera ser um ambiente de crescente hostilidade em relação a
determinados conteúdos artísticos, nomeadamente os que abordam questões
relacionadas com o corpo e temas coloniais.Na sua perspetiva, os
discursos de ódio que identifica no debate político estão já a ter
consequências na forma como algumas propostas de programação são
recebidas, agravando as já existentes dificuldades de circulação e
apresentação de espetáculos de dança contemporânea.
Por isso,
Bruno Alexandre defende que uma política cultural mais ambiciosa deve
combinar um reforço substancial do financiamento com uma distribuição
mais equilibrada dos recursos e uma maior valorização da criação
artística, porque “não é só sobre dinheiro”, é sobre como a Cultura é
integrada nas prioridades do Estado».