Para o Público da Companhia de Teatro de Almada/Teatro Municipal Joaquim Benite o que nos é disponibilizado a propósito da peça em cena, MEDIDA POR MEDIDA, é um clássico. Veja este post recente. Ainda assim, continua a «arrepiar» aquela Sala Principal cheia e as «vozes daquele silêncio» quando acontece - e foi o que partilhamos, uma vez mais, no sábado. E havia quem desprevenido tenha ido em busca de uma Entrada depois de ter participado na CONVERSA COM O PÚBLICO desse dia. Paciência, estava esgotado. Volta depois. E continua a surpreender a capacidade daquela OFERTA que não perde qualidade, mas certamente reajustada em função dos Apoios (ou será Auxílios?) que vêm de uma INTERVENÇÃO DO ESTADO através da DGARTES (agora em concorrência aberta com o Fundo de Fomento Cultural ?) que não há maneira de ser REFUNDADA. Mas deixemos estas nuvens negras por momentos e continuemos a olhar para a OPERAÇÃO GLOBAL «MEDIDA POR MEDIDA», e neste deslumbramento paramos no Texto acima - 90. Mas o que é isto! Quase apetece ir para as ACAMPADAS e pedir que seja lido em voz alta. E não resistimos em divulgar aqui «Quem julga os juízes?» e agradecer à CTA por a nosso pedido o proporcionar - SERVIÇO PÚBLICO DE TEATRO também se faz assim ... Tudo está em tudo.
ELITÁRIO PARA TODOS
segunda-feira, 2 de novembro de 2026
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
«“A demand for agency”|Culture Action Europe’s State of Culture 2026 is out»
— Lars Ebert, State of Culture 2026
quinta-feira, 29 de outubro de 2026
TEATRO DA RAINHA|«A EXPERIÊNCIA»|«Temas como a homofobia, a apropriação cultural, a turistificação, a bipolarização política, a gentrificação, a violência no namoro, a interrupção voluntária da gravidez, a toxicodependência, são ateados como acendalhas logo apagadas pela agitação de um pensamento que em nada se fixa, em nada se concentra, nada reflecte»
Se o propósito inicial era relaxarem, os cinco jovens convocados para A Experiência acabam traídos pela tensão das relações mal resolvidas. E o que se encontrava recalcado surge inesperadamente à superfície revelando um retrato geracional assaz pertinente.
Livremente inspirada em Veraneantes, de Maxim Gorky, A Experiência desenha a traço grosso um retrato panorâmico de uma geração encalhada entre a superficialidade das relações e a intimidade subjectiva, fazendo uso de uma linguagem simples, directa, crua, desempoeirada, informal, sustentada por diálogos deliberadamente caóticos.
Escrita no âmbito do programa Writing on New Realities, uma parceria entre A Turma e a Galata Perform, de Istambul, A Experiência chega agora ao palco depois de um primeiro encontro com o público em 2024, através de uma leitura encenada em Istambul. A passagem do texto para cena sucede numa nova etapa do seu percurso, desta feita através de uma cocriação entre A Turma e o Teatro da Rainha».Saiba Mais.
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
«DANÇA» | A «Associação Nacional de Dança» mostra que contra ventos e marés o setor se organiza e avança|E vai haver uma audiência com a Ministra da área o que poderá ser visto como uma conquista | CELEBREMOS ! | MAS NÃO PODEMOS DEIXAR UMA VEZ MAIS DE QUESTIONAR SOBRE O QUE COMPETE AO APARELHO ESTATAL CULTURA E AOS AGENTES CULTURAIS QUANTO À INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO DO SETOR |AQUI E AGORA «DANÇA» !
terça-feira, 27 de outubro de 2026
NO «DIA MUNDIAL DO PATRIMÓNIO AUDIOVISUAL»
Ou assim se julgava até à descoberta, em Maio último, do negativo de imagem em película de nitrato e ainda em bom estado, encontrado pelo cinéfilo Duarte Veloso em duas latas de filme numa das muitas bancas e lojas de antiguidades da Feira da Ladra. Ao perceberem o que tinham em mãos, Veloso e o seu pai depositaram os materiais na Cinemateca com o intuito de preservar A Lenda de Miragaia. O filme foi restaurado no laboratório do Arquivo Nacional das Imagens em Movimento (ANIM), e os intertítulos e a montagem original foram reconstruídos de acordo com as fontes de época existentes e as próprias indicações encontradas na película.
Inspirado numa das histórias recolhidas no Romanceiro de Almeida Garrett, o filme foi uma tentativa pioneira de utilizar a animação de silhuetas no nosso país — desenhos recortados filmados fotograma a fotograma em contraluz para criar a ilusão de movimento, num processo lento e laborioso. Os seus autores vinham de mundos muito diferentes. De um lado, António Cunhal era pintor e ilustrador (e irmão mais velho de Álvaro Cunhal); do outro, Faria da Fonseca, com formação de arquitecto, era um cinéfilo ávido, crítico, cenógrafo e realizador. (...)».
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
BOAS NOTÍCIAS! | ESTREIA PELA COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE |«Medida Por Medida» de William Shakespeare| DE 30 OUT A 29 NOV 2026
«Ao ser escolhido para substituir o duque de Viena durante a ausência deste da cidade, Ângelo aproveita-se do cargo para extravasar a sua maldade: condena Cláudio à morte, por este não ter cumprido os trâmites legais no casamento com Julieta, que já casou grávida. A irmã de Cláudio, Isabela, tenta interceder, mas Ângelo chantageia-a e exige a sua virgindade em troca da vida do irmão. Ao tomar conhecimento desta chantagem, o duque intervém, orquestrando um plano com Mariana, a antiga noiva de Ângelo, de modo a expor a sua hipocrisia.
MEDIDA POR MEDIDA é uma peça de William Shakespeare escrita em 1603 ou 1604 e publicada em 1623, originalmente definida como uma comédia, embora a sua complexa trama torne difícil classificá-la, avisa o encenador Ignacio Garcia, que identifica os temas, recorrentes em Shakespeare, que aqui encontramos: “A bondade ou a perversão do poder, a usurpação da identidade, a justiça ou a injustiça exercidas pelos governos, o amor e a luxúria que se emaranham e se enredam até se confundirem, a lealdade e a traição como a cara e a coroa da própria condição humana”. A atmosfera em que as personagens se movem é de intriga, mentira, traição e imoralidade. “Medir e ser medido, sempre e incessantemente, julgar e ser julgado sem descanso, viver a infelicidade de uma supervisão constante e permanente, impiedosa, com a esperança como único remédio, porque, como diz o próprio texto: os infelizes não têm outro remédio senão a esperança”.
O encenador IGNACIO GARCÍA é bem conhecido do público do TMJB: em 2017 dirigiu História do cerco de Lisboa, de José Saramago; em 2019 voltou a trabalhar com a CTA em Reinar depois de morrer, de Luis de Guevara; e em 2021 dirigiu Nem come nem deixa comer, de Lope de Vega. Saiba mais.





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