segunda-feira, 11 de julho de 2022

FESTIVAL DE TEATRO DE ALMADA 2022 | voltemos ao homenageado deste ano - José Manuel Castanheira | NÃO DEIXE PASSAR O MOMENTO E VÁ DE PROPÓSITO VER A EXPOSIÇÃO «O MEU NOME É CENOGRAFIA»

 



Comecemos pelo essencial: não deixe passar o momento. Vá a Almada. Vá ao Festival de Almada. Mais: vá de propósito ver a exposição sobre José Manuel Castanheira - O meu nome é cenografia -  feita por ele mesmo. É um acontecimento que pela sua natureza não está esgotado, como acontece a espectáculos. Para nós, um grande acontecimento: a não perder. Não só por quem acompanhou o  percurso do Castanheira - em particular os da sua geração - como pelos demais, novos e velhos. Aquilo dá-nos um retrato da nossa vida artistica durante décadas que interessa aos profissionais, aos investigadores, aos estudantes, aos públicos em geral. Esmaga-nos, e é bom.
Temos mesmo gente muito boa nas artes! E na Cenografia, a nosso ver, num olhar de espetadora, cenógrafos e cenógrafas  de suprema qualidade que  nos ajudaram a compreender como o TEATRO é fundamental às nossas vidas. Os prémios e o reconhecimento nacional e internacional são apenas parte do que o prova.  De repente, alguns nomes: Cristina Reis, António Lagarto, José Carlos Faria, João Brites, ... Mas agora, José Manuel Castanheira. Eles estão em projetos diferentes, e têm identidade, não se atropelam uns aos outros, e o seu nome no cartaz é logo uma garantia. Sabia que existe a   APCEN – Associação Portuguesa de Cenografia ?
Deste trabalho do Castanheira na esfera do Festival de Teatro de Almada, há uma dimensão que nos toca  em particular: salta a importância da MEMÓRIA  COLECTIVA NA CULTURA e em especial nas Artes performativas - por natureza efémeras. Ó gente, estamos à espera de quê para desenvolvermos intervenções nestes domínios? Há que recuperar  investimentos passados institucionais, realizações havidas  centradas  nos TEATROS - nos «PALCOS», assim se designou projeto, e por lá  tínhamos já as reflexões e o concreto  vindos do Castanheira - e fazer a sua «história», autónoma e em rede. Hoje as possibilidades tecnológicas são aliado poderoso. Em muitos desses projetos, repita-se, «a mão» do Castanheira ... Sumarizando, dê-se futuro a este acontecimento. E como facilmente se pode concluir o PATRIMÓNIO CÉNICO rapidamente se insere na economia circular dos nossos dias - como se vê passa de um Espetáculo a Exposição (exposições), a ... A propósito, e para ilustrar, alguém se lembrará, em especial, da Exposição «Máquinas de Cena», do Bando, que começou na Coimbra Capital do Teatro 92/93, e que depois veio para a Culturgest.
E será que podemos chamar para este post
New European Bauhaus? Acreditamos que sim. Rematando: a exposição sobre (e do) José Manuel Castanheira não pode ficar por aqui ... E, claro: obrigada, Festival!


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