terça-feira, 28 de julho de 2026
MANUEL AUGUSTO ARAÚJO |«Inteligência Artificial, potencialidades contra banalização e normalização»
segunda-feira, 27 de julho de 2026
MILITÂNCIA PELA EDUCAÇÃO | «As Humanidades» no Sistema Educativo | VEM A PROPÓSITO DO PRÉMIO DE ENSAIO JACINTO PRADO COELHO GANHO ESTE ANO POR ANTÓNIO CARLOS CORTEZ
Um ensaio que se debruça sobre o empobrecimento geral do ensino em todos os seus graus: facilitismo, incúria e ausência de pensamento crítico. A mentalidade gestora, a superficialidade dos programas, o paradigma tecno-científico e a subsequente minimização das Humanidades, tudo isso se traduz, diz o ensaísta, na mais nefanda alienação.
António Carlos Cortez aponta soluções: uma reforma educativa que coloque as Humanidades e a verdadeira exigência e rigor (no acto de ler e de escrever, de pensar e de imaginar) no centro do processo educativo; o regresso ao livro e o combate pela memória». Saiba mais.
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«O volume abre com um extraordinário “Preambulo sôbre a formação do professor”, do qual deixamos um excerto: “(...) Isto que fica dito sôbre a educação em geral é particularmente verdadeiro no que respeita a educação do sentimento poético. Não é o professor de disciplinas, o assimilador de compêndios de didáctica, o intelectual cujas idéias são incolores e descarnadas que poderá ensinar às crianças a beleza e a poesia das coisas — mas sim o homem amplamente humano, que enriqueceu e formou a sua alma ao contacto com a vida, e que a viveu em poesia, na sua totalidade misteriosa e complexa.” ». Veja aqui.
sábado, 25 de julho de 2026
LISBOA | ainda pode assinar pela «Linha em laço» contra a «Linha circular» | E FAZER PARTE DO ABAIXO-ASSINADO QUE VAI SER ENTREGUE NO PRÓXIMO DIA 29 ÀS 14:00 COM CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA DO MUNICÍPIO
sexta-feira, 24 de julho de 2026
NA ESFERA DA CULTURA A PARTIR DO QUE A COMUNICAÇÃO SOCIAL NOS INFORMA SÃO MUITOS OS ASSUNTOS QUE MERECEM SER REFLETIDOS MESMO EM «TEMPO DE FÉRIAS» PARA QUEM AS PODE TER | neste momento uma vez mais escolhemos artigo de Luís Raposo à volta da gratuitidade de entrada nos museus ... | NO FUNDO TUDO TEM A VER COMO SE ESTRUTURAM «POLÍTICAS CULTURAIS»
DGArtes: Apoio simplificado a projetos abrange apenas 24% das 587 candidaturas
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«(...) Claro que, entre preços proibitivos e gratuitidades universais, existem muitos meios-termos. E este é o terreno de fazer política. Atente-se no exemplo de uma família da Beira Alta, composta por casal e dois filhos jovens (13 e 15 anos), e que pretende fazer um fim-de-semana alargado (três dias) em Lisboa e arredores, para visitar museus e monumentos. Só na zona de Belém, querendo visitar todos, terá de pagar mais de 250 euros, mesmo tirando partido de “bilhetes de família” onde houver; no resto da cidade, desembolsará outro tanto; se, ainda por cima, pretender ir à zona de Sintra, mais 200. Tudo somado, 700 euros.Políticas culturais, gratuitidade e museus: avançar, recuando
Três noites em hotel ou alojamento local barato (2 estrelas) rondarão os 360 euros. Refeições, um pouco mais. Ou seja, um total de pelo menos 1500 euros pelo capricho de ver museus e monumentos em Lisboa e arredores. Tudo isto sem considerar custos de transporte e devaneios como os de na ida e na vinda passar por Coimbra, Batalha, Alcobaça, Tomar ou Mafra.
Imaginemos, finalmente (coisa que, pelo que se vê, os políticos de turno não conseguem fazer), que pai e mãe vivem com os respectivos salários mínimos nacionais, ou seja, cerca de 1630 euros mensais líquidos. Na prática, teriam de gastar o rendimento todo do mês para passar três dias em Lisboa a “dar valor” à cultura, neste caso apenas aos museus e monumentos (teatros ou óperas ser-lhes-iam uma espécie de “luxos asiáticos”). Mesmo se ganhassem o salário médio nacional, ou seja, cerca de 2500 euros líquidos na soma dos dois, ficariam somente com mil euros para o resto do mês, quem sabe se para pagar a renda da casa.
Afirma também a nossa servidora (é isso que significa ministra), com angélica candura, que o problema é que a Comissão Europeia não deixa continuar com a prática em vigor das 52 entradas gratuitas por ano para residentes no território português. Em tempos, no ICOM Europa, estudámos este assunto e concluímos que tal prática seria legal, a exemplo do que sucede noutras áreas. Mas admitamos que o Tribunal de Justiça (não a Comissão) decide em contrário. Bom, aí não se tratará nunca de fechar portas, mas de abrir outras — até porque em matéria de regimes de gratuitidade já estamos na cauda da Europa.(...)».
quarta-feira, 22 de julho de 2026
segunda-feira, 20 de julho de 2026
OS DESAFIOS NA CULTURA PARA O NOVO PRIMEIRO MINISTRO DO REINO UNIDO - Andy Burnham
Começa assim: «Andy Burnham became the UK’s new prime minister today (20 July) and soon the public will learn who he has picked as his culture secretary. Whoever is in the role will face one of the most challenging briefs in Whitehall. From the future of Arts Council England and the funding of cultural assets, to artists' livelihoods, artificial intelligence and museum restitution, the department's in-tray is already overflowing».
Resumindo, OS CINCOS DESAFIOS-CHAVE
«Funding culture in difficult economic times
Arts Council England and the Hodge review
Museums and restitution
Supporting artists' livelihoods
AI and copyright»
Sobre a Supporting artists' livelihoods
« There is the matter of looking out for artists, who face major and highly varied challenges to keep working in the industry.
Rather than introducing policies aimed solely at artists, like Basic Artists Income, Oakley favours broader reforms that make freelancing and insecure work more sustainable across the economy.
sexta-feira, 17 de julho de 2026
quarta-feira, 15 de julho de 2026
PARA A RESPOSTA AO FALHANÇO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PROVADO COM A AVALIAÇÃO DIGITAL EM CURSO DO 12.ºANO | «Carta ao ministro da Educação ou a ditadura digital» de António Carlos Cortez no semanário Expresso| OUSAMOS ALARGAR SUGERINDO QUE NÃO SE DESLIGUE O PROBLEMA DA FALTA DE «GESTÃO PÚBLICA» SUBSTITUIDA PELA «ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA» COM QUE NOS AFOGAM NO DIÁRIO DA REPÚBLICA
A esquerda política – nomeadamente o PS – é responsável, de largos anos, pelo estado a que o ensino chegou. A digitalização da escola não pode dissociar-se das mistificações educativas: desde o “aprender a aprender” passando pela concepção do aluno como centro de tudo quanto é a escola e a universidade (o estatuto do aluno foi a porta aberta para a legitimação da indisciplina em Portugal), com a gravíssima concepção do professor como mero “facilitador de aprendizagens”. Tudo isto conduziu-nos até aqui: à precarização da profissão docente, ao esfacelamento da estabilidade da carreira, e, de forma maquiavélica, à desunião entre a classe e, de forma gravíssima, à alienação de gerações de alunos que, saídos de 12 anos de escolaridade obrigatória, nada leram, escrevem mal, são vítimas de um sistema que os quer amestrados, desvitalizados, sem imaginário e sem qualquer sonho e utopia de futuro.
Tudo isto se preparou ao longo do tempo: começou com o fim da PGA, prova exigente, consolidou-se com o consulado de Maria de Lourdes Rodrigues, inventando a figura do professor-titular, e atinge, com a pandemia, o seu clímax. A pandemia COVID-19, serviu apenas para, no campo do trabalho e da educação, diluir serviços, transformar professores e alunos em cobaias de experiências online que jamais os donos das Big Techs defendem para os seus próprios filhos.
Senhor ministro da Educação, caro colega Fernando Alexandre, reconheça o erro. Não é ao Grupo Vinci que deve servir, nem será com empresas privadas do digital que solucionará esta calamidade nacional. Gastou 7 milhões de euros neste processo caótico. Há professores a corrigir mais de 300 itens de exames! Se o seu projecto é – com a desculpa do rigor e da excelência – fazer com que paulatinamente os professores trabalhem também em agosto, saiba que tudo isto está já muito para além das férias (merecidas). A questão central, Fernando Alexandre, é que as sucessivas tutelas degradaram de tal maneira a escola pública que os estudantes portugueses nada sabem. Confirmam-no o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study) e outras estatísticas. Confirmam-no os índices de violência escolar e, senhor ministro, estes exames no digital são (como bem sabe) outra estratégia de embrutecimento dos que ensinam e dos que aprendem.(...)».


















