excerto da entrevista que Gonçalo M. Tavares
deu ao Expresso
em janeiro 26
Acreditamos no poder da cultura e da arte na qualidade de vida das pessoas. Acreditamos que uma boa informação por parte dos Organismos nomeadamente autárquicos faz parte do SERVIÇO PÚBLICO razão de ser da sua existência. Acreditamos que os POLÍTICOS NÃO SÃO TODOS IGUAIS. Revemo-nos no que Gonçalo M. Tavares diz no recorte acima e pensamos nos novos leitores que gostávamos de ter e que não é favorecido pelo cansaço do quotidiano ... Procuramos pertinência e qualidade nas nossas escolhas na convicção, no caso, que muito tem de MUDAR NA GESTÃO DA AUTARQUIA DA CAPITAL e nisto tem cabimento conhecer de facto o PRESIDENTE MOEDAS ... Nesta teia pretendendo-se contribuir para a INFORMAÇÃO do País e em especial dos Munícipes de Lisboa, não será uma perda de tempo ler o que o Vereador JOÃO FERREIRA acaba de escrever no Facebook - a linguagem é clara e o «relato» do que aconteceu na Reunião tem momentos, depois de apetecer «chorar», que até chegam a ser divertidos ... Esforcemo-nos, porque LISBOA precisa de nós todos, e todos nós dela - MENINA E MOÇA!
*
* *
Vamos lá:
«Perguntei
hoje, diretamente, na reunião pública de câmara, a Carlos Moedas porque afastou
Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto e Rita Rato do Museu do Aljube.
Moedas não deu
razões, também não as tinha dado até aqui, limitou-se a dizer, hesitante, que
se tratava de um “novo ciclo” e que a “rotação” nos cargos dirigentes é um
princípio saudável. Nenhuma explicação sobre porque se entra num “novo ciclo”
nestes dois casos e apenas nestes dois casos, sabendo nós que outros dirigentes
há que estão há mais tempo em funções do que os dois agora afastados. O
secretário-geral agora a contas com a justiça, por exemplo, tinha já atingido o
limite de anos no cargo, estipulado na lei, e nem por isso Moedas o afastou em
2024, quando o reconduziu, sem concurso. Manteve o “ciclo” neste caso, mas
também não disse porquê.
Quando
questionado sobre que avaliação tinha feito acerca do “ciclo” que agora termina
nestes dois equipamentos - afinal de contas, qualquer bom gestor da coisa
pública deve pautar as suas decisões por avaliações dos ciclos que define -
Moedas voltou a não responder. Não sabia, por exemplo, que o Teatro do Bairro
Alto apresenta a mais elevada taxa de ocupação média dos teatros municipais.
Curiosidade: também não soube indicar uma peça que tenha visto neste teatro nos
últimos cinco anos (desde que é presidente da câmara), isto porque não viu uma
única peça neste teatro.
Quando
questionado sobre que estratégia ou projeto tinha para estes dois equipamentos
(ele que assumiu para si, não delegando em nenhum vereador, a responsabilidade
pela “estratégia para a cultura”), mais uma vez, nada disse de substantivo.
Ensaiou algumas vacuidades, como dizer que não quer uma cultura apenas para
elites. Ora, recordado de que foi esta direção do Museu do Aljube a que mais
fez pela abertura do museu à sociedade, confrontado com o número inédito e
significativo de visitantes, em especial oriundos das escolas, e com a
abrangência da atividade do museu, Moedas engoliu em seco. Mudo. E mudo ficou
quando confrontado também com a circunstância de, contrariamente aos dois
diretores afastados, que foram nomeados na sequência de um concurso ao qual
submeteram um projeto para os respeitosos equipamentos culturais, os nomeados
de agora, sem concurso, não terem projeto conhecido rigorosamente nenhum para
aqueles equipamentos.
Tudo isto são
razões bastantes para reforçarmos o escrutínio sobre o que por aí virá pela mão
destas pessoas. Para Moedas, a “estratégia para a cultura” resume-se ao
compadrio institucionalizado e à distribuição de lugares a clientelas
partidárias e outras que tais. Pelo caminho, afastam-se dirigentes competentes,
mas incómodos - por razões que não quis descortinar, mas que nós adivinhamos…».
#CDUpelodireitoacidade
*
* *