sábado, 14 de fevereiro de 2026

COMBATE À POBREZA NA EUROPA | e o trabalho do Deputado João Oliveira - «incansável» e «irrepreensível» ...

 

 
Em jeito de legenda -  «Eleito nas listas da CDU e 
fazendo parte de um pequeno grupo no Parlamento Europeu 
com 46 deputados
 eleitos em 720, João Oliveira conseguiu 
aprovar o relatório de combate à pobreza, 
da qual foi relator. 
O deputado do PCP foi à luta e arregimentou 
385 votos a favor». Tirado daqui
 
*
*  * 
 

Excertos:
 «(...) O relatório parte da premissa de que a pobreza é "um reflexo de uma distribuição injusta da riqueza" e que compromete os "direitos humanos enquanto direitos políticos, económicos e sociais". A resposta, defende, passa por "políticas globais integradas" que articulem emprego, serviços públicos, proteção social e financiamento adequado.
 Entre as propostas destacam-se a promoção do "acesso universal ao emprego", "salários dignos e justos", investimento nos serviços públicos e uma diretiva europeia sobre rendimento mínimo. João Oliveira refere que as questões do rendimento mínimo e a referência a "20 mil milhões para a garantia para a infância" estiveram entre os pontos que suscitaram maior discussão.O deputado sublinha ainda a necessidade de "políticas fiscais mais justas" que permitam "uma redistribuição da riqueza também por essa via fiscal" e assegurem receitas para financiar políticas sociais. (...)».

*
*   * 
 
Por mais de uma vez neste blogue temos manifestado reconhecimento e admiração pelo Deputado João Oliveira, nomeadamente pelo trabalho desenvolvido no Parlamento Nacional na esfera da CULTURA, por isso, agora  no Parlamento Europeu, ao lermos as palavras seguintes de imediato as fizemos nossas e com gosto as queremos espalhar:
«Nas redes sociais, o deputado Vicent Marzà do Compromís, coligação política espanhola de âmbito regionalista, criada pelo Bloco Nacionalista Valenciano, Iniciativa do Povo Valenciano e Verdes, escreveu: «Sou um dos deputados que votou a favor e quero transmitir aos cidadãos de Portugal que precisamos de mais deputados como o João para tornar o mundo num lugar melhor para todos. O seu trabalho incansável em prol da maioria trabalhadora é irrepreensível». Veja aqui no AbrilAbril.
 
 *
*   * 
Relacionado no blogue
 
 
 

À CONSIDERAÇÃO DE SENHORES JORNALISTAS | tréguas !, nem precisamos de dizer de quem ... | OBRIGADO A MIGUEL SOUSA TAVARES POR DIZÊ-LO DE MANEIRA CRISTALINA

 

do artigo de opinião de Miguel Sousa Tavares
no Expresso desta semana 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

«A REFORMA» SILENCIOSA E AOS PEDAÇOS CONTINUA NO DIÁRIO DA REPÚBLICA | sem assinatura do Senhor Ministro das Reformas ... que bem vistas as coisas nos poderia dar algum conforto sobre coordenação unificada | E VIVA A REFORMA LEGALISTA QUE CONTINUA O «NOVELO» DE DIPLOMAS CONTRARIANDO A ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA DE QUE O PAÍS PRECISA _ A TRAGÉDIA CLIMÁTICA QUE ESTAMOS A VIVER TAMBÉM O MOSTRA ...|NO ESPAÇO PÚBLICO ESTÁ A SER DITO COM COMPETÊNCIA E POR FIM DE FORMA ALARGADA

 


 Mais algumas passagens do Decreto-Lei 39/2026 hoje publicado no DR

3 — O II, I. P., é equiparado a entidade pública empresarial, no âmbito das suas atribuições de construção, gestão e operação de sistemas aplicacionais e de infraestruturas tecnológicas nas áreas de tecnologias de informação e comunicação dos serviços e organismos da área governativa do trabalho, solidariedade e segurança social, numa lógica de serviços comuns partilhados, para efeitos de recrutamento de trabalhadores que desempenhem funções correspondentes ao conteúdo funcional das carreiras de técnico de informática e especialista de informática.
 _________________________
 Os membros do conselho diretivo são equiparados, para efeitos remuneratórios, a gestor público, tendo por referência as empresas públicas classificadas como grupo A.
 
_________________________
 As comissões de serviço dos titulares dos cargos dirigentes do II, I. P., cessam automaticamente, sem prejuízo de se manterem em funções até à conclusão do respetivo processo de reestruturação.
 _________________________
 Norma revogatória São revogados o n.º 2 do artigo 3.º e o artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 196/2012, de 23 de agosto, na sua redação atual. Por isso lá fomos a 2012: 
 
 
*
*   * 
 
Podíamos ficar aqui o dia inteiro a comentar o Diploma - reparemos o «II IP» - Decreto-lei 39/2026,   hoje publicado no DR, mas tentemos outro caminho,  uma síntese: que as Esquerdas Políticas olhem para o que se está a passar. Acrescentemos, o Senhor Presidente da República eleito tem aqui matéria em torno do que abordou na Campanha Eleitoral. O Movimento Sindical tem de arranjar tempo para não se alhear das «Reestruturações» que o Governo está a operar - silenciosamente. Afinal, cadê a REFORMA DO ESTADO (OU SERÁ ADMINISTRAÇÃO?). Mais, o que nos diz Sua Excelência o Ministro das Reformas a tudo isto? Ocorre-nos esta interrogação e utilizando expressão dos dias que correm: diga-nos o que se está a passar «em contexto de invisibilidade». Esperemos que não esteja a pensar «em desistir» ... É verdade, longe vão os tempos em que o se observa seria motivo para isso. Pois é, longe de sermos saudosistas, longe vão os tempos ... em que a QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO era a missão! E ao que corre falta «qualidade»! Quem o pode contraditar? 
Bom, o que acima arrolamos é o nosso contributo para se analisar o que nos está a acontecer SILENCIOSAMENTE e que nos é mostrado via DIÁRIO DA REPÚBLICA... Atenção, para isso é preciso TEMPO e RESISTÊNCIA FÍSICA E MENTAL ...  
 
 
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

CONTINUANDO COM CACE/COLEÇÃO ELLIPSE | do que diz Fernanda Fragateiro _ «Ao DN, Fernanda Fragateiro considera que este protocolo representa "uma espécie de amputação" do MAC/CCB, pois "um museu precisa de ter ativos que estão nas suas mãos para ter relevância e capacidade de ação"»

 

 Passagem:

«(...) A Museu e Monumentos de Portugal diz que a integração da coleção Ellipse na CACE terá uma importância fundamental não só para o reforço do acervo da própria coleção do Estado, mas também para a sua projeção internacional.

Boa sorte, boa sorte para trabalharem essa coleção internacional. É que são pessoas que não têm noção. Há muitos artistas em Portugal que têm uma prática internacional, mostram o seu trabalho em instituições fora de Portugal. Somos nós que fazemos a internacionalização, não é o Estado português. Eu acho que o Estado normalmente pensa que internacionalizar é mostrar obras nas embaixadas.

Devia haver mais apoios aos artistas para se internacionalizarem?

Deem bolsas de estudo às pessoas para irem estudar, para irem para o mundo, para conhecer. Não queiram estar sempre a gastar dinheiro em espaços e exposições paralelas àquilo que já existe. Já temos imensas instituições que só precisam de meios para continuar a funcionar bem.

A Fernanda Fragateiro faz parte da AAVP - Associação de Artistas Visuais em Portugal?  Vão ser marcadas novas eleições por causa da tomada de posição da direção a favor deste protocolo?

Sim, estou ligada à AAVP desde o início e acho que é muito importante existir uma associação para as artes visuais, foi uma associação que deu muito trabalho a criar e, sobretudo, muitos artistas têm trabalhado duramente nessa associação. Infelizmente, houve uma tomada de posição por parte da recente eleita direção de três pessoas que resolveram assinar uma carta em que tomavam uma posição muito clara de defesa da assinatura deste protocolo sem terem consultado os membros da associação e a restante direção da associação. E, obviamente, a direção perdeu a confiança dos associados.

E a Fernanda Fragateiro apresentará uma lista?

Não, não apresentarei uma lista. Eu estou mesmo como artista a defender os museus, a defender os artistas. Já estou há muitos anos, já estou muito cansada. Estão sempre a mudar os ministros, estão sempre a mudar as políticas culturais e nunca se avança realmente, nunca se consegue chegar a lado nenhum. E temos artistas portugueses muito bons, temos um panorama incrível nas artes portuguesas, nas artes visuais, que não é aproveitado - pelo contrário -, pelo poder político. Começámos com o quase desmantelar do Ministério da Cultura, que deixou de ser só o Ministério da Cultura, passou a tratar de outros assuntos, como se realmente a cultura não merecesse um ministério. E depois são estas ações que depois têm consequências.

O que é necessário ser feito?

Tomar conta das instituições que já existem, que têm trabalho feito, que já mostraram muito trabalho, que já mostraram que são sólidas e que têm muito poucos meios para continuar a atuar. Basta só isso, cuidar, cuidar daquilo que já temos.

Ainda gostavam de ser recebidos pela Ministra da Cultura, apesar de o protocolo já estar assinado?

Só a morte é que é irreversível... A própria comunicação social também tem muito pouca informação sobre estas questões das artes, da arte contemporânea, porque é, de facto, um meio muito específico. Nem sempre é fácil as pessoas perceberem o que é que está em causa. Até pode parecer quase uma birra, mas não, são coisas muito sérias e muito profundas. Nós não estamos a atacar ninguém, só a zelar pelos interesses da produção artística portuguesa e defesa das instituições que já fazem um trabalho incrível e com muitas dificuldades».

«CAIS DO SODRÉ»

 

 
 «Uma história vertiginosa e embriagante do Cais do Sodré notívago. Um livro que começa na idade média e só acaba na madrugada do próximo sábado».
 

 
*
*   * 
Sobre o livro No semanário 
EXPRESSO de  Rui Miguel Abreu: 
A fabulosa história do Cais do Sodré: quando espiões, marinheiros, artistas e prostitutas se cruzavam na pista da dança
Excerto: «(...) O livro mostra também como o Cais do Sodré não foi e é apenas cenário literário ou memória oral, mas território fixado em película ao longo de quase oito décadas. O registo mais antigo identificado é “Cais do Sodré”, do cineasta espanhol Alejandro Perla, com uma cena de pancadaria numa taverna anónima. Depois, os bares tornam-se protagonistas. O Texas surge como palco central em “Os Verdes Anos”, de Paulo Rocha, e volta a ganhar vida quando Samuel Fuller ali entra, pede uma cerveja e acende um charuto em “O Estado das Coisas”, de Wim Wenders. O British Bar acolhe Bruno Ganz em “A Cidade Branca”, de Alain Tanner, e reaparece em “Em Câmara Lenta”, de Fernando Lopes. O Bar Americano serve de cenário a “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, de João Botelho. A Rua Nova do Carvalho entra em “Pax”, de Eduardo Guedes, e o documentário televisivo “É de Noite que Eu Me Lembro”, de Eduardo Geada, fixa imagens de muitos dos bares da época, em particular o Piréus. (...)»
 
 de lá também:
 

 
 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

TALVEZ LHE INTERESSE ! | o blogue «Praça do Bocage» | É DE LÁ O POST «BOA EDUCAÇÃO, MÁ EDUCAÇÃO»

 

  

Voltemos a lembrar  um blogue que se não conhece talvez lhe interesse - Praça do Bocage. O mais recente post que lemos:
 

BOA EDUCAÇÃO, MÁ EDUCAÇÃO.

 

Destaque:
 
 
e temos para olhar 
 
«Golconda», de Rene Magritte, 1953
Créditos/ The Menil Collection, Houston
 

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ENTREVISTA DE ACÁCIO DE ALMEIDA AO JORNAL PÚBLICO - um pedaço da nossa vida comum na esfera da cultura e de muito mais ... | RETRATA GRANDEZAS E MISÉRIAS PASSADAS E DOS DIAS DE HOJE | E É LUMINOSO A FALAR-NOS DO SEU OFÍCIO |OBRIGADO AO ENTREVISTADO E AOS JORNALISTAS !

 

 


Iluminou mais de 50 anos de cinema português, de O Cerco, de António da Cunha Telles (1970), a Justa, de Teresa Villaverde (2025). Aos 87 anos, continua à espera do desejo de um cineasta.



 Excertos: «(...) Atravessou gerações, participou de vários protótipos. Esteve na primeira parte da obra de João César Monteiro, que tem desfilado em Lisboa e no Porto numa retrospectiva integral, e em todo o Reis & Cordeiro; teve um toca e foge com Oliveira, e ele explica porquê; filmou com João Botelho, José Álvaro Morais, Pedro Costa, Raquel Freire, Rita Azevedo Gomes, Jorge Silva Melo — na rodagem de Agosto (1988) conheceu a actriz francesa Marie Carré, que se tornou sua mulher, com quem realizou, em 2022, Objectos de Luz, a meio caminho entre o auto-retrato de uma obra e a digressão filosófica — ou Solveig Nordlund. E ainda com Jacques Rozier, Alain Tanner ou Raul Ruiz.
Enquanto espera — e tem sido sempre essa a sua vida, como ele diz, esperar pelo desejo dos outros —, pedimos-lhe que fizesse luz.
Aquela cena que dava um filme, a do projeccionista numa aldeia sem electricidade, estará num filme se Acácio conseguir dinheiro do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) para o concretizar — neste momento, sente-se "descalço" e "desamparado", o seu impressionante currículo como director de fotografia de pouco lhe vale nas contabilidades definidas pelos regulamentos de apoio à produção. Haverá relógios nesse filme, uma corrida contra o tempo, um filósofo coveiro, uma experiência de quase-morte, e uma digressão pelas escarpas do Douro.
(...) 
Sobre essa viagem de descoberta do país, Margarida Gil [actriz em Veredas] contou que havia um ou dois carros apenas, um com o material, o outro com as pessoas, e que o Portugal que se descobria que era um país muito pobre. Ela lembrou-se do documentário que Buñuel rodou na região de Las Hurdes.
A pessoa que nasceu pobre não sabe o que é ser pobre porque viveu assim toda a vida e não imagina o que é a riqueza. Nem sabe que pode ter outros direitos. Tudo isso lhe está longínquo.

Eu nasci num meio idêntico [São João da Pesqueira], na Beira, onde o pão era cozido num forno comunitário e onde uma pessoa se encarregava disso, aquecia o forno e, em pagamento, dava-se-lhe um pão. A mesma coisa com o moinho: entregava-se quatro alqueires para moer, o moleiro moía e ficava com um alqueire. As coisas funcionavam como troca, até as terras se arrendavam. A mim a pobreza não me admirava. Quem viveu sempre na cidade, é natural que se admirasse.

Quem fazia a revolução desconhecia esse Portugal, que era sobretudo uma ideia de país?
Sim, acho que sim. Embora a descoberta que o João queria fazer não era o da vivência miserabilista ou com carências. Ia à procura da sabedoria que estava subjacente a essa aceitação. (...)»

*
*   *
*
*   *
 
Eventualmente porque aprendemos a reparar no trabalho de Acácio de Almeida começámos a ler o trabalho acima, depois devoramos aquela entrevista... Não perca! Acontece num dia - de Eleições -  em que a REJEIÇÃO dominava eleitores/as e até por isso fez-nos bem mergulhar nesta história singular ...
 
 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O TITULO DIZ TUDO| «Novo protocolo sobre a colecção Ellipse é um “disparate”, um “absurdo” e “uma pena”» |E ASSIM VAMOS NO MINISTÉRIO DA CULTURA & Cª. ...

 

 
Se tiver acesso ao artigo, como se vê, chamado à primeira página, está aqui.
 
Começa assim: «A lista de signatários da carta aberta à ministra da Cultura, Juventude e Desporto que considera "crucial" que a Colecção Ellipse fique no Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB) não parou de crescer nos últimos dias.

Está neste momento nos 182 signatários, incluindo agora personalidades tão conhecidas do meio como Joana Vasconcelos ou João Fernandes, além de outros artistas como Júlia Ventura, Noé Sendas, Daniel Blaufuks, João Tabarra e Paulo Catrica, que se vêm juntar a Ângela Ferreira, Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, José Pedro Croft, Fernanda Fragateiro, entre vários curadores, coleccionadores, galeristas e gestores culturais. O grupo heterogéneo opõe-se igualmente à gestão da Ellipse e das suas mais de 800 obras, nacionais e internacionais, pela Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), que em Junho vai inaugurar o CACE Centro em Alcabideche, em Cascais, depois de o Governo ter comprado um edifício para o efeito em Dezembro, por 3,45 milhões de euros.

Eleita por Leiria, bem como o seu braço-armado para os museus e o património, a Museu e Monumentos de Portugal (MMP), estavam concentrados em mitigar as consequências da tempestade Kristin, acabou por ser assinado na segunda-feira um protocolo que não vai ao encontro das preocupações dos mais de 180 signatários. O MAC/CCB terá acesso privilegiado, em regime de comodato, a 250 obras da Colecção Ellipse, ficando as restantes obras no CACE Centro, integrando as suas reservas visitáveis e alimentando a circulação nacional e internacional da CACE, num espaço que, conforme foi anunciado, terá horário de abertura ao público, sob a responsabilidade de Sandra Vieira Jürgens, curadora da colecção do Estado.(...)».
 
 
*
*   * 
 
«POBRE» É A GESTÃO PÚBLICA QUE ESTÁ A SER PRATICADA! E VIVA A ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA QUE O GOVERNO DIZIA QUE IA COMBATER! MAS AFINAL DÁ ESPAÇO NOMEADAMENTE A QUE NO MINISTÉRIO DA CULTURA & cª. ACONTEÇA O QUE SE VÊ ... EM SUMA, SEM CONCEITO, SEM TÉCNICA, SEM INTUIÇÃO ... E POR ISSO «DISPARATE», «ABSURDO», «UMA PENA»? 
 
 


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

JOÃO CANIJO | depois do choque, cuidemos o seu futuro ...

 

Veja aqui

 

 

UMA CARTA PESSOAL + UMA CARTA ABERTA | DIRIGIDAS À MINISTRA DA CULTURA | porque é que os subscritores não foram ouvidos antes?

 


*
*   * 

«Carta aberta à ministra da Cultura considera “crucial” que Colecção Ellipse fique no MAC/CCB

Mais de 140 artistas e outros profissionais ligados à cultura enviaram carta a Margarida Balseiro Lopes a defender um depósito de longa duração em Belém no protocolo que está em negociação». Disponível aqui

*
*   *
 
 
 
 *
*   *
 
Pois é, Senhora Ministra da Cultura em part-time, à medida que o tempo passa vai compreender que para o bem de todos nós é fundamental que os Governantes não se precipitem, e muito menos quando não se domina o SETOR em que têm responsabilidades. No caso, a CULTURA. Nunca é tarde para se aprender.  Somos levados a perguntar porque não foram ouvidos antes? Aqueles subscritores e demais que se expressam no Espaço Público. Bem nos queria parecer que o sistema de auscultação da Senhora Ministra - e já lhe fizeram pergunta a respeito - era muito deficitário. Mais, tecnicamente, NÃO É SISTEMA ... Com o devido respeito era/é uma «forma de assim ...». Será por tudo isso que há quem diga que está «verde» para a função? Certamente que não terá nada a ver com a idade... Pela nossa parte gostamos de ver «gente de depois de abril» nos Cargos Públicos e, em particular, se são MULHERES ... É isso, a  «paridade em lugares de topo» ainda está longe ... A luta continua. E também pensamos que o seu trabalho é especialmente escrutinado... Mas não estamos com quem age assim. Contudo, confessemos, e se calhar por esse escrutínio ficamos satisfeitos quando brilham, e irritados quando acontece o que está a acontecer na Cultura ... 


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

COPIANDO A EXPRESSÃO TÃO DITA NA TSF | OBRIGADA COMUNICAÇÃO SOCIAL! | POR NOS PROPORCIONAR UM TRABALHO QUE TOCA EM MUITAS DAS FERIDAS DE QUE PEDECE O SETOR CULTURA EM PORTUGAL VINDAS DO INSTITUCIONAL| é o que concluimos ao lermos o trabalho de hoje no jornal Público «Entre críticas e elogios, falta fazer mais no Fórum Cultura — e na acção da tutela»

 

 
 
Entretanto, destaques retirados
 de suportes diferentes 


 


*
*   * 
No meio da tragédia que vive o País onde Populações passam por situações que quem não está no «furacão» nem consegue imaginar, à partida até sentimos algum incomodo ao lermos e querermos divulgar o artigo acima, e a partir dele refletir  mazelas do nosso SETOR CULTURAL. Mas, depois,  até sentimos obrigação de o fazer - por respeito por quem neste momento está a passar o que há uns dias era impensável ...
Assim, comecemos por dar os parabéns à autora do trabalho - Mariana Duarte - a nosso ver captou pontos essenciais. Neste momento esta ideia: aproveitemos a  falta de preparação da Governante da Cultura em part-time para os profissionais da cultura, chamando as populações,  desenvolverem o verdadeiro fórum de que a CULTURA PRECISA. Associamo-nos a muito do que está fixado no trabalho do Público como aliás o temos revelado ao longo da existência deste blogue. Apenas a titulo ilustrativo para o tal debate - que pode partir do trabalho jornalístico aqui pivot - algumas notas de seguida.
 
- Ainda que mal se pergunte, a Senhor Ministra não reúne regularmente com cada um dos seus Dirigentes e em conjunto. Precisa de um fórum «à porta fechada»?
- O que distingue a DGARTES do Fundo de Fomento Cultural? Dá ideia que os desígnios da Reforma do Estado (ou será Administração?) de não termos «todos a fazer a mesma coisa» estão a ser mandados às urtigas (perdoe-se a expressão).
 
- Já que gosta tanto de «concursos» - mais um para a internacionalização, em 2027, continuando-se a não nos dizerem como fixaram o valor anunciado - não se querendo interferir no «gosto» da Senhora Ministra da Cultura em part-time, diga-nos pelo menos uma alternativa que não passe por «procedimentos concursais». Mas com CRITÉRIOS, obviamente.
 
- Diga-nos Senhora Governante qual a IDENTIDADE DO GEPAC. 
 
- Para quem parece ter na ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA o seu modelo, contrariando a ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA que parecia ser a referência teórica e técnica  do atual Governo, não percebemos que faça anúncios que pelo que sabemos não passaram pelos circuitos de aprovação que se pensam básicos. Ilustremos com Capital Nacional de Cultura, e mesmo com a dita Internacionalização, ou com  o que se está a passar em torno da Coleçã da Arte Contemporânea do Estado, ou ...
- Que memória detém a Senhora Governante sobre qualquer «assunto» que lhe cai nas mãos? É visível que está mal informada sobre o passado, e quanto ao presente, dá ideia que sabe o que as pessoa e organizações que recebe directamente lhe proporcionam - e qual será o critério nas escolhas dessa entidades, sejam individuais ou colectivas ? - e de quem vai encontrando por aí ...       
 .....
 
Para o tal FORUM NACIONAL DO SETOR que advogamosr, um tema que do nosso ponto de vista não pode faltar, e abordado pelo CENA-STE no artigo do Público: O SETOR CULTURA - coexistência harmoniosa do Serviço Público de Cultura com  o Serviço que é garantido pelo Mercado. Não, Senhora Ministra, não chega, longe disso, abrir mais um concurso em que todos podem concorrer. Há que tratar de maneira diferente o que não é igual, Senhora Governante. A bem de ambas as partes.
 
-------- fiquemos por aqui, hoje.   
 
*
*   * 
 
Ainda, a rematar, voltemos a algo 
que já temos trazido para o 
ELITÁRIO PARA TODOS 
 

De lá:«Dans sa volonté de participer aux débats contemporains, d’impulser de nouveaux sujets de réflexion, de mettre la lumière sur les innovations culturelles et de porter la voix de la réflexion scientifique, le ministère de la Culture a lancé en 2022 un cycle de tables rondes réflexives et participatives.

 Faisant intervenir des experts de tous les horizons, laissant la parole à celles et ceux qui font, pensent et investissent le monde culturel de demain, le ministère de la Culture souhaite à travers ce cycle faire connaître les champs multiples de ses politiques publiques dans son aspect le plus concret. 

S’adressant aux professionnels de la culture, mais aussi, si la thématique le permet, au grand public, les tables rondes du ministère de la Culture se placent dans une démarche tant de valorisation de l’information que de production de débat d’idées». 

Sabe Senhora Governante, os «seus Foruns» podem aprender com as Mesas  Redondas do Ministério da Cultura Francês, mas antes, vá lá, ao mesmo tempo - vem nos livros - temos de criar em Portugal um MINISTÉRIO DA CULTURA dignos desse nome. Ah!, em especial, reparamos «na inovação cultural«;  na «inovação cientifica no setor»; no «grande público» que tem de ser chamado - sem a sua assunção da cultura e das artes tudo será quase sem sentido ... Pensamos nós.