«Viver é uma tour: uma longa viagem para regressarmos a nós próprios. Turismo. [τόρνος]
A ideia nasce em França com a família Della Tour, que deu colo ao Rei Luís XV pela Europa fora, assegurando para si rotas comerciais exclusivas.
[Pensavas que a aristocracia a subornar poder era um conceito moderno? Que fofura]
França aperfeiçoou o Grand Tour ao longo do século XVIII como privilégio reservado aos mais abastados. Hoje, celebramos o seu descendente democrático: os cruzeiros dos Bateaux Mouches Parisiens, onde a cada 15 minutos vende um passeio pelo Sena, numa ida e volta da Torre Eiffel à Place de la Bastille. A mim, a ti, e a mais quinhentos dos nossos estranhos mais íntimos.
O Turismo tornou-se tão vasto, tão implacavelmente grande, tão contagiante por todas as camadas do CMYK, que evoluiu numa entidade em si mesmo: o mito de satisfazer o desejo antes de atingir um conhecimento assumiu a forma física com que o contemplamos hoje..
Hoje, em Lisboa, expande-se de tantas formas que somente um neoliberalista as consegue apreciar.
Olha à tua volta. Onde estás agora? Consegues encontrar-te? Tenho a certeza de que estás aqui, algures. E é precisamente por isso que nos reunimos: para celebrar a Arte de Olhar. [Procur.arte]
Mas não te preocupes. Não há razão para FOMO (fear of missing out), como se diz por aí.
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Dia 09 de Abril a partir das 18h30, na Procurarte.
R. Neves Ferreira, 8B
Penha de França
Lisboa 1170-068 Portugal
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