Sinopse
Reflexões
pertinentes sobre o poder da cultura e sobre a vitalidade do cultural enquanto
sistema vivo e criativo, dotado de sentido, capaz de resistência, sustento e
esperança colectiva.
Esta obra aborda a cultura enquanto testemunho dos desafios de diferentes
tempos, e da memória, enquanto instrumento essencial para a compreensão do
mundo actual e do talento colectivo de agir sobre ele.
As tecnologias, a sociedade em rede e a mediação da comunicação marcam novas
realidades e a forma como nos relacionamos com o outro; o panorama geopolítico
mundial transforma-se a cada minuto, obrigando as democracias a exercícios de
prova de vida; as migrações reconfiguram o patchwork social e cultural da
Europa e as práticas artísticas são agora os abrigos de identidades individuais
e coletivas.
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Claro, é sempre de aplaudir a chegada ao mercado de mais um trabalho de António Pinto Ribeiro. Agora, para lá da obra em si temos o que nos chega a propósito do livro acima. Temos seguido com apreço o que já foi adiantado na Comunicação Social e em programas «especializados», como o «e Agora ?» de Nuno Artur Silva de ontem na RTP 2. É um privilégio ver, ouvir e ler, «cabeça tão organizada» que evidencia o conhecimento teórico e a experiência de Pinto Ribeiro. É de tal maneira forte que dificulta contra-argumentação, mas ao mesmo tempo é um desafio para questionar, e só se pode admirar e agradecer. Ilustrando, a partir do que veio para o espaço público nos últimos dias, pensamos que há espaço para se debater coisas como as seguintes:
- Conceito de SISTEMA, será que varia consoante a área do conhecimento em questão?
- Indústrias Criativas, eventualmente haverá confusão porque se associou o termo à cultura e à arte quando a «criatividade» é património da indústria e da gestão em geral ...
- Em tudo isto não se pode esquecer o que caracteriza o APARELHO ESTATAL dos vários Países ao longo do tempo, e ver como enfrentaram SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA, havendo quem o desenvolve assumidamente em paralelo com a atividade cultural ORGANIZADA PELO MERCADO, e quem o dilui nas tais INDÚSTRIAS CULTURAIS E CRIATIVAS ...
- SIM, há que discutir a figura «PROGRAMADOR» sabendo-se que há quem fuja do «Perfil» propalado, mas não terão voz no espaço público que o mostre - nem têm tempo para isso -, mas têm prática convincente.
- O FINANCIAMENTO para o SETOR CULTURA tem de ser justificado, temos de saber como se chegou aos valores praticados, qual o racional seguido no todo e na parte.
- Fiquemos por aqui...
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Certamente por este clima
reparamos no que nos acaba
de chegar ao computador
lá estão as Indústrias Culturais
e cumprindo quase rotina, lá fomos
ao Ministère de la Culture de França -
sim, somos devotos de Malraux
que continua por lá
Veja aqui
Já agora:
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Concluindo, obrigado António Pinto Ribeiro por uma vez mais servir de rastilho para refletirmos matérias que pensamos interessam ou deviam preocupar não só o SETOR (visto como sistema ou não - bem, mas por aqui a abordagem sistémica-contigencial é rainha) como a generalidade das populações. Nós que acreditamos no SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA e na ATIVIDADE CULTURAL que se organiza em função das regras do MERCADO e que não pode ser ignorada pelo Estado - serão as tais «indústrias»? E, sim, em tudo a CRIATIVIDADE. Por fim, neste século XXI temos de reaprender a ensinar e aprender estas matérias. A investigar. E encontrar novos processos para debater. Porque como dizia Maria de Lurdes Pintasilgo TUDO ESTÁ EM TUDO.
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Rematando, mesmo, em vez de «PODER»
temos vindo a preferir «FORÇA» DA CULTURA
e quase sempre nos lembramos de Urbano Tavares Rodrigues quando o ouvimos - há muito - dizer que «há um saber e um prazer que só a cultura e a arte nos podem dar» ...
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