sexta-feira, 10 de abril de 2026

CONTINUANDO COM O CINEMA | retalhos para debate em busca da desejada POLÍTICA PÚBLICA ....

 

 
 
  

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Resistências e reconfiguração

Apesar das alterações nos hábitos de consumo, a retração do cinema comercial não é uniforme. Em Lisboa e no Porto, algumas salas independentes têm registado crescimento de público. O Cinema Trindade, no Porto, e o Cinema Medeia Nimas, em Lisboa, surgem como exemplos de espaços onde a programação especializada e a relação próxima com o público criaram dinâmicas distintas das dos multiplex que têm vindo a encerrar portas. A escala é menor, mas a proposta é mais delimitada: ciclos, reposições, sessões comentadas.

Enquanto os hábitos dos espectadores se transformam, a indústria reorganiza-se à escala global. Em janeiro de 2026, a Netflix anunciou uma proposta para adquirir a Warner Bros. Discovery por cerca de 82,7 mil milhões de dólares. O acordo prevê a separação dos ativos de televisão por cabo e a integração dos estúdios e da produção cinematográfica na estrutura da plataforma, mas este filme ainda pode ter sequelas. Em jogo está ainda a Paramount Skydance, que tem em cima da mesa uma oferta pública de aquisição sobre a totalidade da Warner Bros. Discovery. O prazo termina esta sexta-feira, mas as movimentações no início da semana — o fecho desta edição da revista aconteceu na segunda-feira — deixam algum suspense no ar. No final da história, é certo que estas dinâmicas globais produzirão efeitos ampliados num mercado de menor dimensão como o português. Há cadeiras de cinema vazias, outras retiradas, e uma certeza: haverá muito conteúdo para ver no sofá.

João Miguel Salvador

 
  
 
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Centrados na Governante 

  

 
Excertos: «(...) Margarida Balseiro Lopes falava no final de uma sessão pública promovida esta sexta-feira pelo seu ministério a propósito dos recentes fechos de salas de cinema no país, que deram origem a um grupo de trabalho. (...)
Margarida Balseiro Lopes revelou que em Março aquele grupo de trabalho, que integra o ICA e a Inspecção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), terá um relatório sobre o panorama da exibição de cinema; só depois tomará decisões sobre os pedidos de desafectação pendentes. (...)».

Ainda mais este recorte do trabalho do Público:

e vamos a institucionalizado
  
 
 
 
 
 
e temos estudos 
 
 
 
  

 
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Claro, não ignorar a SABEDORIA DO MEIO
ilustrando
 
  
 
 
 
 
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Olhando para as imagens, por onde começar?  Ensaiemos: qualquer pessoa minimamente interessada nas Políticas Públicas na esfera da Cultura e das Artes,  concordará que há que debater esta matéria do CINEMA. Estamos em crer que as declarações da Senhora Ministra da Cultura (em part time) proferidas na sequência do  Sessão Pública havida a que se referem os recortes acima terão provocado algum sorriso a algumas pessoas. Mas até dá ideia que a Senhora Governante percebeu que o problema é maior que a questão das salas - vejamos, ilustrando, fala na formação de Programadores. Não sabemos como chegou a essa conclusão, mas teremos mais um concurso ... Criou um Grupo que ia apresentar um Relatório em março sobre a exibição cinematográfica - já está pronto? . Estamos curiosos para ver o que acrescentará ao diagnosticado no «Atlas» acima ...
Mas curiosidade, curiosidade, é percebermos como é que o Aparelho Estatal da Cultura articula o que está institucionalizado com o que vem do meio ... Como se vê, ao nosso alcance os olhares dos profissionais do Setor; trabalhos de quem tem memória e reflexão qualificadas, e muito mais haverá. Sim, e o que nos diz o Conselho Nacional de Cultura? E ...
Bom, talvez os «retalhos» constantes deste post possam agitar qualquer coisa ...
E como acabamos de ler a coluna de Miguel Sousa Tavares - O que une um governante, uns banqueiros e uns bispos? -  de lá estas palavras que em algum momento pensamos se ajustam a muitos/as de nós:
 
 «(...)tenho vergonha de ser português e só me consolo um pouco pensando que quem só faz o que sabe não é inteiramente responsável por toda a ignorância que carrega».
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A propósito, lembremos o post anterior 
 

e os debates do PCP:
 
 
 
 


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