domingo, 7 de setembro de 2014
«Há partes da nossa vida que o mercado não pode preencher»
«Suecos decepcionados com sistema de educação
(...)
Nos primeiros anos, as boas classificações pareciam corroborar a teoria sueca
em como a concorrência de mercado é a melhor forma de melhorar os resultados,
atraindo numerosas empresas para o mercado. No entanto, à medida que o número de
‘friskola’ aumentava, a confiança da Suécia nas escolas com fins lucrativos
diminuía.
Os suecos sempre ocuparam os lugares cimeiros nos ‘rankings’ da Educação, mas
os mais recentes resultados do Pisa, o programa de avaliação de alunos da OCDE,
mostram uma queda significativa nos domínios da leitura, matemática e ciência
para um lugar muito abaixo da média no caso das nações desenvolvidas. Os
escândalos nas escolas geridas por empresas, a somar aos maus resultados,
chocaram a opinião pública e colocaram o modelo com fins lucrativos – que também
se estende à assistência social e aos cuidados de saúde – no topo da agenda das
eleições legislativas de Outubro.
(...)». Leia na integra no Diário Económico.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
ASSIM VAI A CULTURA | Coliseu do Porto sem Direcção
«Os concertos Promenade, uma das mais conhecidas iniciativas de divulgação de música erudita levadas a cabo pelo Coliseu do Porto, estão suspensos. A nova temporada, que recomeçaria este mês, só acontecerá se forem resolvidos os problemas de financiamento desta casa de espectáculos gerida pela associação “Amigos do Coliseu”. Mas esta ficou, desde o fim de tarde desta quarta-feira, sem órgãos sociais, após a renúncia, com efeitos imediatos, de todos os seus membros». Continue a ler no Público online.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
sábado, 30 de agosto de 2014
TEATRO DA POLITÉCNICA (esse, o dos Artistas Unidos) | Novidades
Ao visitar o site da Universidade de Lisboa para ver qual a sua missão na esfera da cultura, logo na homepage a notícia da imagem que nos leva à Abertura de «novo procedimento para a cessão de exploração do Teatro da Politécnica». (Não devo ter procurado bem mas não encontrei a justificação deste acontecimento). Aqui estão as novas coordenadas:
«Por despacho do Reitor da Universidade de Lisboa de 19 de agosto de 2014, encontra-se aberto novo procedimento para a cessão de exploração do Teatro da Politécnica. Os interessados deverão submeter a sua candidatura, nos termos indicados no programa do concurso e no caderno de encargos, para cp_exploracao_teatropolit@reitoria.ulisboa.pt, a partir do dia 21 de agosto até às 23h59 do dia 20 de setembro de 2014.
E não encontrei o que procurava. E também não o detetei na documentação relativa ao «novo procedimento». Que desalento! Mas não vou desistir de saber.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
LUÍS OSÓRIO | «A cultura portuguesa é uma fogueira pronta a atear»
Artigo de Opinião, de 27 de Agosto 2014, de Luís Osório, disponível no SOL online: A cultura portuguesa é uma fogueira pronta a atear. É a propósito do caso ARTISTAS UNIDOS | UNIVERSIDADE DE LISBOA.
Depois de lido, ocorreu-me uma vez mais: a Universidade pagará alguma coisa à Companhia pelo serviço que esta também lhe presta? Do artigo, como pode conferir:
«(...)
Não me parece que as companhias de teatro e a generalidade dos artistas (inúteis dos tempos modernos) devam ter um estatuto fora da lei. Como todos os outros devem contribuir para o Estado e honrar os compromissos que celebram. É vital que o façam. Porém, o Estado deve encontrar soluções que salvaguardem projectos cujo interesse seja considerado prioritário para a cultura e identidade nacional. Se o Estado não assegura essa regulação, os países vão-se esvaziando de alma, tornam-se um mero exercício contabilístico, definham. Todas as civilizações que morreram, todos os países que entraram em decadência, venderam a sua cultura nas lojas de penhores onde pensaram salvar os dedos, é um facto.
A dívida dos Artistas Unidos é um paradigma. Como o é o desinvestimento nos cientistas ou o que se passa nas escolas. Quem faz e imagina os programas, por exemplo o de Português, imagina o que o seu tempo lhe pede. Por isso a nossa língua transformou-se nos liceus num exercício burocrático, um inferno gramatical, uma ditadura que mata a capacidade de imaginar. Viajar pela língua deveria ser um exercício de liberdade, uma regata de alma e identidade e não uma colher diária de óleo de fígado de bacalhau. As regras devem ser conhecidas com a procura dos livros e autores, com a história da literatura e a história da História. Mas infelizmente tudo isso vem depois, quando tantos já se perderam. Um equívoco. (...)».
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