segunda-feira, 6 de julho de 2026

CULTURA | (RE)VISITAR LEGADO DE ÁLVARO CUNHAL| o livro «A arte, o artista e a sociedade» que levou a entrevista de Clara Ferreira Alves em 1997 e continua disponível | A tradução do «Rei Lear» que já esteve e vai voltar a palco a partir de 15 de julho 2026 | NUMA ALTURA EM QUE TANTO SE PRECISA DISCUTIR CULTURA E ARTE COM GRANDEZA E NÃO NOS DEIXARMOS AFOGAR NO QUE NOS CHEGA DO «MINISTÉRIO CALDEIRÃO» ONDE INSTITUCIONALMENTE SE ENCONTRAM MERGULHADAS | SEM SE DEIXAR DE QUESTIONAR E REIVINDICAR | OBVIAMENTE!


 
 
 
 
 
 
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«Trata-se da tradução de Álvaro Cunhal da obra de William Shakespeare, agora publicada numa nova edição que inclui gravuras de Álvaro Cunhal da época em que fez esse trabalho, enquanto se encontrava preso nos anos 1950».
Mais:  «"O Rei Lear" é admirável exemplo da obra dum grande artista assente no espírito criador do seu povo, da fusão do génio individual com o génio popular. Durante séculos, antes de Shakespeare, a «história do rei Lear» foi repetidas vezes contada em crónicas e romances.
A toda esta longa elaboração do génio popular, a todo este longo trabalho colectivo de gerações, Shakespeare (embora aproveitando de obras anteriores ideias fundamentais, incidentes e até palavras e frases) deu forma nova, definitiva e superior, animando as velhas lendas com o espírito crítico da Renascença e com um ideal de justiça e humanidade que em "O Rei Lear" está mais constantemente presente que em qualquer outro dos seus dramas.»

Da introdução de Álvaro Cunhal - Saiba mais.
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«Depois de ter esgotado desde a primeira semana a sua temporada no Teatro do Bairro, Rei Lear prolongará o seu percurso em Lisboa, a convite da UAU, com apresentações no Auditório dos Oceanos, durante duas semanas, a partir de 15 de Julho.
A partir da obra de William Shakespeare, com tradução de Álvaro Cunhal e encenação de António PiresRei Lear conta-nos a história de um monarca envelhecido que decide dividir o reino entre as três filhas, esperando retirar-se do governo, mas conservar a autoridade e a reverênciade todos. Ao exigir declarações públicas de devoção, desencadeia um jogo político que rapidamente se volta contra ele. Expulso do poder e traído pelas próprias alianças que julgava seguras, Lear vagueia num mundo que já não lhe pertence. Na tempestade e na ruína descobre demasiado tarde a fragilidade do poder e da própria condição humana».

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