sexta-feira, 29 de junho de 2012

ENTREVISTA DO DIRETOR DA DGARTES À ANTENA 1

Um leitor deste blogue enviou-nos e-mail com «link» para uma entrevista do Diretor da DGARTES à Antena 1. Ouça se o desejar. Daqui a uns tempos voltamos para conferir. Mas dúvidas já existem: como é que poderão ser abertos concursos nas datas que são referidas? Por exemplo, quem vai assumir a responsabilidade das verbas para o efeito? Depois continua o mesmo de sempre:  lá apareceu o «inédito» quanto a term falado com os agentes culturais. Mas será que na DGARTES não há memória de que isso foi uma prática  em várias ocasiões! E como coisa normal que nem tem que vir para a comunicação social. E aquela de que se publica na INTERNET os apoios concedidos e que isso é um sinal de transparência! Bom, mas aquilo, vendo bem, é uma repetição: os apoios concedidos  são eles obrigatoriamente publicados na sequência dos concursos, e lá devem estar no site da DGARTES ( caso não os tenham entretanto tirado) ; já  é obrigatório de há muitos anos publicar, depois, os pagamentos em diário da Républica, e por conseguinte informação também disponível na Internet. As listas agora feitas o que é que acrescem à transparência! E, claro, pensamos que já ninguém consegue ouvir falar «nas boas prática», porque de tanto mencionadas ficamos sem saber o que será mesmo que querem dizer com aquilo. E que tal as BOAS PRÁTICAS internacionais (e neste mundo globalizado, só faz sentido pensar desta forma) para a DGARTES seguir quanto à atribuição de apoios por partes do Estado para as artes? E no fim,  será que esta entrevista não será apenas a reação à agitação do setor que foi mais visível nos últimos tempos? Enfim, uma entrevista cheia de coisa nenhuma. Talvez não, fica-se a saber que não vão alterar os regulamentos. É o que se pode dizer: entrada de leão saida de sendeiro. E com um bocado de jeito não vai haver concurso nenhum para os apoios que agora vão acabar: deslizam para o próximo ano ou anos ... É como dizemos, estamos cá para conferir. 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ONDE RESISTE A ESPERANÇA?


Na revista VISÃO saida na última quinta feira, num ensaio de Viriato Soromenho-Marques com o titulo Onde Resiste a Esperança? pode ler-se: «Todavia, o único lugar seguro para a esperança é o da certeza ética. O imperativo de resistir, procurar encontrar soluções, não soçobrar na força e determinação do espírito para fazer o que é justo, manter a serenidade, distinguir o que é adequado do que é impróprio, separar o que é bom do que alimenta o mal, nas fontes e nas consequências da nossa ação. Para isso sabemos o suficiente, para transformar a nossa fragilidade na única força que vale a pena. Quanto a isso não há qualquer incerteza ou equivoco».Foi bom que alguém tenha escrito isto quando tantos parecem pensar que se trata de coisas «fora de moda».

sábado, 23 de junho de 2012

TRAZER PARA AQUI QUEM DEBATE

Uma das ideias para este blogue sempre foi chamar a atenção para quem reflete a cultura e as artes: uns fazem-no de vez em quando, outros sempre os conhecemos nesse ofício. É o caso de Alexandre Pomar . E tem memória organizada, o que é coisa rara na Cultura e nas Artes. No seu blogue tem textos recentes que merecem ser lidos e, em particular, neste momento em que debater  cultura e artes parece, finalmente, ter caráter de urgência. As crises têm destas coisas, e ainda bem. Então  aqui estão os  endereços dos últimos posts.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

«ESTÁ ENCONTRADA A NOVA ARTISTA LAUREADA DO REGIME»

Junho de 2012
por Sérgio Lavos
no Blogue arrastão

AS COMPETÊNCIAS DA DGARTES

No passado 15 de Junho foi publicada a Portaria 188/2012 que estabelece as competências das Unidades  Orgânicas da DGARTES. Depois de lidas apetece pegar no que RAQUEL HENRIQUES DA SILVA disse a propósito de uma outra orgânica: «O QUE MAIS ME DÓI É A GENTE DEIXAR QUE TUDO ISTO ACONTEÇA». E referia-se à forma como reflexões tão laboriosamente construidas ao longo dos anos são pura e simplesmente ignoradas. Repare-se na Portaria da DGARTES e tire as suas conclusões. Repare, desde logo, ao que estão reduzidos os serviços  razão de ser da Direcção Geral: a uma Direcção de Serviços; mas depois há outra Direcção de Serviços nucleamente destinada a trabalhar para dentro da DGARTES; e uma outra Direcção de Serviços para a parte Financeira. Enfim, maiores as atividades -meio que as atividades - fim. Em tempos tudo isto era assegurado por uma «Repartição Administrativa», e numa segunda fase criou-se uma Divisão de Planeamento que não se confundia com o trivial administrativo-financeiro. Mas havia unidades orgânicas com identidade para o serviço público que se queria garantir: teatro; dança; música; artes plásticas;animação cultural; formação; equipamentos; ... 
Encha-se de coragem e leia o diploma, e divulgue, e assumamos que temos direito à reinvindicação e à indignação - como foi afirmado por quase todos os intervenientes no encontro de segunda feira passada, no Teatro de S. Luís - perante  atribuições  com  esta descrição, e são apenas exemplos:
- Disponibilizar informação de mercado e dos mercados destinada a apoiar os agentes do setor no desenvolvimento das suas estratégias de comunicação, venda e  internacionalização.  

- Disponibilizar informação de valor acrescentado aos agentes e público em geral, que promova um maior acesso à criação artística contemporânea nacional e permita identificar e disseminar as boas práticas nas diferentes áreas artísticas;
- Recolher e disponibilizar informação dos projetos,criadores, entidades e atividades apoiadas com intuito de a divulgar junto do setor e do público em geral, nos suportes desenvolvidos ou geridos pela DGARTES;
- Assegurar a atualidade e regularidade informativa dos dispositivos de comunicação da DGARTES, mantendo uma divulgação da sua atividade institucional;
- Elaborar propostas de modelos para apresentação de candidaturas, planos de atividades, orçamentos, relatórios anuais e intercalares, contratos, adendas e outros formulários decorrentes dos projetos, entidades e atividades apoiadas, assegurando a sua conformidade legal, economia e eficiência, bem como validar e avaliar a informação veiculada nesses instrumentos de gestão;
-Desenvolver e apoiar a recolha de informação necessária ao acompanhamento, monitorização e avaliação dos projetos, entidades e atividades apoiadas, em articulação com as direções regionais de cultura;
- Desenvolver e acompanhar a gestão de projetos de representação oficial nacional em diversos eventos, fóruns e certames na área da cultura, das arte  e da criatividade; 
Como diz uma leitora deste blogue: Santa paciência! 
E falta lembrar que para isto há um Diretor - geral; uma Subdiretora - geral; três Diretores de Serviço.  

terça-feira, 19 de junho de 2012

«1% PARA A CULTURA» EM ACÇÃO




«(...)
É tempo de ir mais longe. O Manifesto em Defesa da Cultura, em colaboração com o STE – Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos, vai levar a cabo um amplo programa de iniciativas a partir de 23 de Junho de 2012. Balões de S. João vão carregar a reivindicação de 1% para a Cultura pelos céus da Cidade Invicta. Por vilas e cidades, a Cultura sairá à rua despertando consciências. No Alentejo, serão realizadas iniciativas em Évora, Beja, Moura e Serpa. O programa culmina num dia recheado de actividades, a 9 de Julho, em Lisboa. (...)» (+)
Acabo de chegar do Teatro S. Luis e lá foi lembrada a urgência do envolvimento da sociedade, e de movimento que reunisse todos os movimentos. E, logo de início, que « Cultura e Futuro» não queria substituir nenhum outro movimento, nenhuma outra plataforma ... Não há dúvida, parece todos concordarem,  há que trabalhar em conjunto para ter sucesso, só falta trabalhar em conjunto. E parece que reinvindicar 1% do OE para a Cultura é pacífico. Então já há algo comum! na diversidade. Assim sendo, Em frente, e à frente, 1% !