sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Ó DEUSES! ESTAMOS A OUVIR O SENHOR PRIMEIRO MINISTRO SOBRE O PTRR E NÃO RESISTIMOS JÁ | mas afinal como se desenvolve «planeamento» nomeadamente de um País ? | NORMAL E FACE A UMA CALAMIDADE ... | APETECE RECORDAR JOÃO SALGUEIRO

 

 

 
a «governança» PÚBLICA JÁ ERA UM EMARANHADO E O CAUDAL CONTINUA A CRESCER, este o pensamento que nos ocorre ao ouvirmos neste momento (por acaso) o Senhor Primeiro Ministro  no fim do Conselho de Ministros. Em termos de Aparelho Estatal quem vai assegurar esta «confusão»? Garantir a «conciliação»  sublinhada com o que está no Programa do Governo? Ah, quanto  ao «envelope financeiro» ser depois,  voltemos à ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS para tudo, e ... atente-se no PROCESSO a seguir - é isso, primeiro o DESÍGNIO NACIONAL, os OBJETIVOS, os, ... Depois, «escolhas», «decisões»  em função dos «recursos» financeiros e outros - ARGUMENTADAS. POR APROXIMAÇÕES SUCESSIVAS.  Vem nos livros, e há as práticas da experiência... 
Ou seja, a teoria e as técnicas de planeamento estão «descobertas». 
Sim, sim, deve ser colaborativo, e partilhado ... Faz parte, sendo por isso de espantar que se apresente como «novidade» só agora descoberta. Já suspeitávamos.    
   Bom, isto a quente, vamos refletir ...
Ainda, pergunta de «estimação»: e o 
que nos diz o
 SENHOR MINISTRO DAS «REFORMAS»? 
Pelos vistos, continua em «contexto de invisibilidade» 
 
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Aproveitemos a atmosfera
para lembrar João Salgueiro
 através do livro acima ... 
Como se costuma dizer,
 nem de propósito !
 
  
 

de ALBERTO PIMENTA

 

Sobre o projeto

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

RENDIMENTO BÁSICO PARA ARTISTAS/CRIADORES | olhando para o que se passa na Irlanda que está a ser noticido revisitemos - todos nós - o que fez capa do Jornal de Letras em 2023 que para nossa tristeza entretanto deixou de ser publicado | OU SEJA DISCUTAMOS A FUNDO COISAS DA CULTURA E DAS ARTES

 
 
de lá:  «The BIA scheme represents a shift in Irish public policy, treating creativity not as a luxury but as essential work that contributes to the economy and social cohesion».
 

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Começa assim:  

The Minister for Culture, Communications and Sport in Ireland has confirmed the successor scheme to a pilot initiative that saw some 2,000 artists receiving a weekly payment of €325.

The Basic Income for the Arts (BIA), announced 10 February, will use the €18.27 million set aside for it by the Irish government in Budget 2026.

Practising artists will be invited to apply for the scheme in May, after which 2,000 will be selected to receive a payment of €325 per week from 2026 through 2029, with a tapering-off period of three months at the end.

The BIA will operate in three-year cycles, with artists eligible for every three out of six years, meaning artists on the 2026 cycle will not be able to apply again until 2032.

Guidelines outlining the details of criteria and parameters for the scheme are currently being finalised by the government and will be published in April, with applications due to be assessed over summer in time for the first payments to begin before the end of the year.

Minister Patrick O’Donovan said he was “delighted” to announce the approval of the scheme, adding that it was “a major milestone for the arts in Ireland and how we support the arts”.

“I am particularly pleased that the research my department conducted provided Government with a clear evidence base upon which to make that decision. Ireland is a global leader in the area of artist supports because of the BIA.”

 E termina desta maneira:  

“The NCFA cannot ignore the importance of this scheme in addressing the broader challenges faced by artists, including housing affordability and the need for sustainable career paths within the arts sector.”

To be considered, eligible artists must be resident in Ireland when applying, be a professional artist with a professional creative practice and have a creative practice which is primarily based in Ireland.

The government website explains that “a high volume of applications is expected”, meaning not all eligible applicants will be able to attain funding.

 

 


 

«High-Growth Potential Firms in the UK’s Creative Industries»

 

 
 
«This report demonstrates that the Creative Industries account for almost a tenth of UK firms classified as having ‘high-growth potential’, higher than 5.1% and 2.4% respectively for Life Sciences and Advanced Manufacturing.
Produced by Creative PEC in partnership with Beauhurst, a leading source of data on businesses, the report reveals the scale of the investment opportunity not only in areas such as Application Software, whose scalable models have attracted equity investors, but also in areas like Advertising, Films and TV, Video Content and Video Games, where considerable numbers of Creative Industries firms are already enjoying high-growth performance.». 

Report authors: Hasan Bakhshi, Callum Newton, Maarya Omar, Justin Tsui and Henry Whorwood.

 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

«Amor natural»

 
 
 
SINOPSE
«Os poemas eróticos de Carlos Drummond de Andrade são odes à vida, à Humanidade, e, acima de tudo, à vitória do amor sobre a morte. Vinte e quatro anos depois do acontecimento literário e cultural que foi a publicação de Amor Natural, a Companhia das Letras celebra o poeta e a vida que cantou com a publicação de uma edição especial com um caderno de imagens inédito». 2016.Saiba mais.
 
 

PARA NÃO ESQUECERMOS A TRAGÉDIA DO ELEVADOR DA GLÓRIA | em particular devemos isso às vítimas | OBRIGADO ! JOÃO FERREIRA

 

 

 

«MEUS CAROS AMIGOS»

 


sábado, 14 de fevereiro de 2026

COMBATE À POBREZA NA EUROPA | e o trabalho do Deputado João Oliveira - «incansável» e «irrepreensível» ...

 

 
Em jeito de legenda -  «Eleito nas listas da CDU e 
fazendo parte de um pequeno grupo no Parlamento Europeu 
com 46 deputados
 eleitos em 720, João Oliveira conseguiu 
aprovar o relatório de combate à pobreza, 
da qual foi relator. 
O deputado do PCP foi à luta e arregimentou 
385 votos a favor». Tirado daqui
 
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Excertos:
 «(...) O relatório parte da premissa de que a pobreza é "um reflexo de uma distribuição injusta da riqueza" e que compromete os "direitos humanos enquanto direitos políticos, económicos e sociais". A resposta, defende, passa por "políticas globais integradas" que articulem emprego, serviços públicos, proteção social e financiamento adequado.
 Entre as propostas destacam-se a promoção do "acesso universal ao emprego", "salários dignos e justos", investimento nos serviços públicos e uma diretiva europeia sobre rendimento mínimo. João Oliveira refere que as questões do rendimento mínimo e a referência a "20 mil milhões para a garantia para a infância" estiveram entre os pontos que suscitaram maior discussão.O deputado sublinha ainda a necessidade de "políticas fiscais mais justas" que permitam "uma redistribuição da riqueza também por essa via fiscal" e assegurem receitas para financiar políticas sociais. (...)».

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Por mais de uma vez neste blogue temos manifestado reconhecimento e admiração pelo Deputado João Oliveira, nomeadamente pelo trabalho desenvolvido no Parlamento Nacional na esfera da CULTURA, por isso, agora  no Parlamento Europeu, ao lermos as palavras seguintes de imediato as fizemos nossas e com gosto as queremos espalhar:
«Nas redes sociais, o deputado Vicent Marzà do Compromís, coligação política espanhola de âmbito regionalista, criada pelo Bloco Nacionalista Valenciano, Iniciativa do Povo Valenciano e Verdes, escreveu: «Sou um dos deputados que votou a favor e quero transmitir aos cidadãos de Portugal que precisamos de mais deputados como o João para tornar o mundo num lugar melhor para todos. O seu trabalho incansável em prol da maioria trabalhadora é irrepreensível». Veja aqui no AbrilAbril.
 
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Relacionado no blogue
 
 
 

À CONSIDERAÇÃO DE SENHORES JORNALISTAS | tréguas !, nem precisamos de dizer de quem ... | OBRIGADO A MIGUEL SOUSA TAVARES POR DIZÊ-LO DE MANEIRA CRISTALINA

 

do artigo de opinião de Miguel Sousa Tavares
no Expresso desta semana 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

«A REFORMA» SILENCIOSA E AOS PEDAÇOS CONTINUA NO DIÁRIO DA REPÚBLICA | sem assinatura do Senhor Ministro das Reformas ... que bem vistas as coisas nos poderia dar algum conforto sobre coordenação unificada | E VIVA A REFORMA LEGALISTA QUE CONTINUA O «NOVELO» DE DIPLOMAS CONTRARIANDO A ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA DE QUE O PAÍS PRECISA _ A TRAGÉDIA CLIMÁTICA QUE ESTAMOS A VIVER TAMBÉM O MOSTRA ...|NO ESPAÇO PÚBLICO ESTÁ A SER DITO COM COMPETÊNCIA E POR FIM DE FORMA ALARGADA

 


 Mais algumas passagens do Decreto-Lei 39/2026 hoje publicado no DR

3 — O II, I. P., é equiparado a entidade pública empresarial, no âmbito das suas atribuições de construção, gestão e operação de sistemas aplicacionais e de infraestruturas tecnológicas nas áreas de tecnologias de informação e comunicação dos serviços e organismos da área governativa do trabalho, solidariedade e segurança social, numa lógica de serviços comuns partilhados, para efeitos de recrutamento de trabalhadores que desempenhem funções correspondentes ao conteúdo funcional das carreiras de técnico de informática e especialista de informática.
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 Os membros do conselho diretivo são equiparados, para efeitos remuneratórios, a gestor público, tendo por referência as empresas públicas classificadas como grupo A.
 
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 As comissões de serviço dos titulares dos cargos dirigentes do II, I. P., cessam automaticamente, sem prejuízo de se manterem em funções até à conclusão do respetivo processo de reestruturação.
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 Norma revogatória São revogados o n.º 2 do artigo 3.º e o artigo 7.º do Decreto-Lei n.º 196/2012, de 23 de agosto, na sua redação atual. Por isso lá fomos a 2012: 
 
 
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Podíamos ficar aqui o dia inteiro a comentar o Diploma - reparemos o «II IP» - Decreto-lei 39/2026,   hoje publicado no DR, mas tentemos outro caminho,  uma síntese: que as Esquerdas Políticas olhem para o que se está a passar. Acrescentemos, o Senhor Presidente da República eleito tem aqui matéria em torno do que abordou na Campanha Eleitoral. O Movimento Sindical tem de arranjar tempo para não se alhear das «Reestruturações» que o Governo está a operar - silenciosamente. Afinal, cadê a REFORMA DO ESTADO (OU SERÁ ADMINISTRAÇÃO?). Mais, o que nos diz Sua Excelência o Ministro das Reformas a tudo isto? Ocorre-nos esta interrogação e utilizando expressão dos dias que correm: diga-nos o que se está a passar «em contexto de invisibilidade». Esperemos que não esteja a pensar «em desistir» ... É verdade, longe vão os tempos em que o se observa seria motivo para isso. Pois é, longe de sermos saudosistas, longe vão os tempos ... em que a QUALIDADE NA ADMINISTRAÇÃO era a missão! E ao que corre falta «qualidade»! Quem o pode contraditar? 
Bom, o que acima arrolamos é o nosso contributo para se analisar o que nos está a acontecer SILENCIOSAMENTE e que nos é mostrado via DIÁRIO DA REPÚBLICA... Atenção, para isso é preciso TEMPO e RESISTÊNCIA FÍSICA E MENTAL ...  
 
 
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

CONTINUANDO COM CACE/COLEÇÃO ELLIPSE | do que diz Fernanda Fragateiro _ «Ao DN, Fernanda Fragateiro considera que este protocolo representa "uma espécie de amputação" do MAC/CCB, pois "um museu precisa de ter ativos que estão nas suas mãos para ter relevância e capacidade de ação"»

 

 Passagem:

«(...) A Museu e Monumentos de Portugal diz que a integração da coleção Ellipse na CACE terá uma importância fundamental não só para o reforço do acervo da própria coleção do Estado, mas também para a sua projeção internacional.

Boa sorte, boa sorte para trabalharem essa coleção internacional. É que são pessoas que não têm noção. Há muitos artistas em Portugal que têm uma prática internacional, mostram o seu trabalho em instituições fora de Portugal. Somos nós que fazemos a internacionalização, não é o Estado português. Eu acho que o Estado normalmente pensa que internacionalizar é mostrar obras nas embaixadas.

Devia haver mais apoios aos artistas para se internacionalizarem?

Deem bolsas de estudo às pessoas para irem estudar, para irem para o mundo, para conhecer. Não queiram estar sempre a gastar dinheiro em espaços e exposições paralelas àquilo que já existe. Já temos imensas instituições que só precisam de meios para continuar a funcionar bem.

A Fernanda Fragateiro faz parte da AAVP - Associação de Artistas Visuais em Portugal?  Vão ser marcadas novas eleições por causa da tomada de posição da direção a favor deste protocolo?

Sim, estou ligada à AAVP desde o início e acho que é muito importante existir uma associação para as artes visuais, foi uma associação que deu muito trabalho a criar e, sobretudo, muitos artistas têm trabalhado duramente nessa associação. Infelizmente, houve uma tomada de posição por parte da recente eleita direção de três pessoas que resolveram assinar uma carta em que tomavam uma posição muito clara de defesa da assinatura deste protocolo sem terem consultado os membros da associação e a restante direção da associação. E, obviamente, a direção perdeu a confiança dos associados.

E a Fernanda Fragateiro apresentará uma lista?

Não, não apresentarei uma lista. Eu estou mesmo como artista a defender os museus, a defender os artistas. Já estou há muitos anos, já estou muito cansada. Estão sempre a mudar os ministros, estão sempre a mudar as políticas culturais e nunca se avança realmente, nunca se consegue chegar a lado nenhum. E temos artistas portugueses muito bons, temos um panorama incrível nas artes portuguesas, nas artes visuais, que não é aproveitado - pelo contrário -, pelo poder político. Começámos com o quase desmantelar do Ministério da Cultura, que deixou de ser só o Ministério da Cultura, passou a tratar de outros assuntos, como se realmente a cultura não merecesse um ministério. E depois são estas ações que depois têm consequências.

O que é necessário ser feito?

Tomar conta das instituições que já existem, que têm trabalho feito, que já mostraram muito trabalho, que já mostraram que são sólidas e que têm muito poucos meios para continuar a atuar. Basta só isso, cuidar, cuidar daquilo que já temos.

Ainda gostavam de ser recebidos pela Ministra da Cultura, apesar de o protocolo já estar assinado?

Só a morte é que é irreversível... A própria comunicação social também tem muito pouca informação sobre estas questões das artes, da arte contemporânea, porque é, de facto, um meio muito específico. Nem sempre é fácil as pessoas perceberem o que é que está em causa. Até pode parecer quase uma birra, mas não, são coisas muito sérias e muito profundas. Nós não estamos a atacar ninguém, só a zelar pelos interesses da produção artística portuguesa e defesa das instituições que já fazem um trabalho incrível e com muitas dificuldades».