sábado, 12 de novembro de 2011

DIRIGENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

No jornal Expresso de hoje  pode ler-se: «Pedro Dias abandona Biblioteca Nacional
O diretor da Biblioteca Nacional não aceita submeter- se a concurso para ficar no cargo. O Governo não abre exceções tem de haver candidaturas».E mais: «(...)A Secretaria de Estado da Cultura desdramatiza: "O professor Pedro Dias assumiu, com empenho e dedicação pessoais, a missão transitória de assegurar a direção da BN até à entrada em vigor da Lei Orgânica da Cultura. A sua saída está pois prevista desde o início e no seu devido tempo será substituído por um responsável a anunciar".  
O historiador chegou à Biblioteca para substituir Jorge Couto, diretor desde 2005 até à tomada de posse do atual Executivo. E encontrou uma casa em ordem: "O grande desafio da BN é não mudar muito, porque em equipa que ganha não se mexe. Esta é a única direção-geral não deficitária e a que paga mais rápido. Não fazemos encomendas que o Orçamento não possa pagar".
Mas 2012 será um ano mais difícil de gerir. Sem revelar os detalhes das contas, explica que a verba para o próximo ano "é suficiente para o funcionamento".
"Tenho zero euros para investimentos em 2012. Aumentando a água, a eletricidade, o IVA e pagando os salários, o que sobra? É idiota da parte dos decisores políticos, por tão pouco, estragarem tanto!", conclui. (...)»
. Aqui neste blogue já tinhamos reparado no caso de na Cultura terem sido nomeados Dirigentes de nível superior em regime de substituição, como acontece, por exemplo, com o atual Diretor da DGARTES. A curiosidade e apreensão que experimentamos, à data,  estavam relacionadas precisamente com a potencial situação que acaba por acontecer na Biblioteca Nacional, mas também com o facto de o  tempo de regime base da substituição ser de 60 dias e para circunstâncias bem delimitadas. E uma questão de fundo que a notícia deixa também perceber: os concursos serem apenas formalismos para se dar cobertura a escolhas já feitas. Nesta linha, como cidadã, obrigada Doutor Pedro Dias, por fazer vir ao decima contradições do processo.  

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