domingo, 21 de fevereiro de 2016

DA ORGÂNICA DA DGARTES

Na integra aqui

O excerto da imagem tem duas intenções:
- Mostrar aos potenciais interessados no concurso do post anterior no que se vão meter. Como já alguém disse aquilo é tipo «albergue espanhol», onde, como se vê, temos desde o processamento de vencimentos, a distribuição interna de expediente, a avaliação de desempenho, até à  elaboração de estudos estratégicos para o setor... Isto não resiste às regras mais elementares sobre orgânicas. E  é ainda de lembrar que há atividades ditas «administrativas e contabilísticas» que estarão a ser asseguradas pela secretaria geral da Presidência de Conselho de Ministros, o que aconteceu quando se quis tornar as coisas «mais eficientes», mas foi mudança que levou a que tudo ficasse na mesma ..., segundo nos dizem,  com mais burocracia.  
- Lembrar ao Governo o quanto no passado foi criticada a estrutura a que se chegou na DGARTES. Veja bem, a atividade razão de ser da Direção-Geral está  reduzida a uma Direção de Serviços, para além do que está no «albergue». Onde cabe tudo: teatro, dança, música, design, fotografia, artes plásticas ... Haverá quem ainda se lembre do quanto se reivindicou, por exemplo, um Instituto só para o Teatro. Olhem ao que se chegou. E talvez lembrar o Programa do Governo, no capitulo da cultura. Começa assim (os destaques são nosos):«O setor público da cultura sofreu nos últimos anos efeitos combinados devastadores: uma tutela politicamente irrelevante, esvaziada de competências e incapaz de assegurar uma política interna coerente ou uma articulação interdepartamental eficaz com as restantes áreas da governação. Estes resultados negativos foram ainda ampliados por uma suborçamentação dramática, uma política precipitada de fusões institucionais que conduziu à desestruturação de organismos, uma redução cega de quadros e uma ausência generalizada de estratégia a médio e longo prazo. A crise económica veio agravar esta realidade que se traduziu num desperdício do enorme potencial criativo, social e económico que este setor representa para o país». E nisto a DGARTES pode ser apresentada como boa ilustração. Nesta realidade nem o SIMPLEX faz milagres, porque não é apenas um processo/procedimento que  está em causa. É o todo.

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