ELITÁRIO PARA TODOS

sexta-feira, 27 de março de 2015

DIA MUNDIAL DO TEATRO 2015 | Mensagem



 

 
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  • NO DIA MUNDIAL DO TEATRO | Feminismo e Teatro
  • NO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2015 | ALFABETO TEATRAL | «W is for women» | «M é para mulheres»
  • NAS COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2015 | Homenagem a Fernanda Lapa
 
Publicada por MariaAugusta à(s) 21:23
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«Os resultados de toda esta paragem, diz, serão “catastróficos”. Num sector em que “muitos” vivem “abaixo do limiar da pobreza”, acredita que a solução tem de passar por uma política cultural planeada a longo prazo, que rompa com os actuais ciclos de “dois ou três anos”, sempre dependentes de “quem possa estar no Governo” e permeáveis a “uma crise” como esta»



(...) rever o modelo de apoio às artes e de uma vez por todas assumir que as responsabilidades do Estado possam ser cumpridas sem recurso a concursos de distribuição de apoios tal como acontece com as Escolas, os Centros de Saúde ou outros serviços públicos (...) porque as escolas e os centros de saúde também não disputam o financiamento entre si, também não participam em concursos para serem financiados. Por que é que o SERVIÇO PÚBLICO CULTURA não há-de ser assumido com a mesma dignidade e o mesmo método que os outros serviços públicos? (...).

Veja na integra
a intervenção do Deputado João Oliveira no Parlamento

AÇÃO DE PROTESTO E LUTA, convocada pela plataforma Cultura em Luta, para o dia 10 de dezembro 2019. Largo de S. Carlos, em Lisboa, a partir das 18:00H. Praça General Humberto Delgado, junto à árvore Natal, no Porto e na Praça da Sé, em Bragança das11:00H-17:00H

GRAMSCI A CULTURA E OS SUBALTERNOS

GRAMSCI A CULTURA E OS SUBALTERNOS
«Instrui-vos, porque precisamos da vossa inteligência.Agitai-vos, porque necessitaremos de todo o vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque teremos necessidade de todas as vossas forças»

Gramsci em
«L'Ordine Nuovo»

SOBRESSALTO COLECTIVO

«(…) Não pretendo confundir a cultura com as artes. Creio que as artes têm sempre tendência para a invenção, enquanto a cultura artística é a apropriação social e o desenho de formas de vida, jogando com essa apropriação. Como disse Marx nos Manuscritos de 1844, a formação dos sentidos [humanos, os cinco e os outros]; “é um trabalho de toda a história do mundo até hoje”. Não há razões para recuar em relação a estas valorizações.

Fui, por isso, em 15 de Dezembro de 2011, um dos primeiros signatários do Manifesto em Defesa da Cultura. O objectivo aí enunciado de atribuir 1% do Orçamento de Estado à Cultura, que devia transformar-se em 1% do PIB no fim de uma legislatura, nunca o tomei como uma manobra táctica, nem como um mero ‘slogan’. Exprimia um protesto e procurava provocar um sobressalto colectivo com a situação de desastre para que se encaminhava a cultura, e respondia a um apelo da UNESCO. (…)» - Manuel Gusmão. Leia mais.

JORGE SILVA MELO | «A mesa está posta»

JORGE SILVA MELO | «A mesa está posta»
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PROTESTE!

PROTESTE!
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CULTURA EM LUTA CONCENTRAÇÃO

CULTURA EM LUTA  CONCENTRAÇÃO
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PARA PÔR FIM «AO ESTADO DE AMNÉSIA E DE VAZIO CULTURAIS»

PARA PÔR FIM «AO ESTADO DE AMNÉSIA E DE VAZIO CULTURAIS»
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PARA CONTROLO PÚBLICO DE RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NA ESFERA DAS ARTES

PARA CONTROLO PÚBLICO DE RESOLUÇÃO DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NA ESFERA DAS ARTES
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LOPES GRAÇA

LOPES GRAÇA
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UM TRATADO SOBRE OS NOSSOS ACTUAIS DESCONTENTAMENTOS

UM TRATADO SOBRE OS NOSSOS ACTUAIS DESCONTENTAMENTOS
«(...) a participação no modo como se é governado não só acentua um sentido colectivo de responsabilidade pelas coisas que o governo faz, como mantém honestos os nossos governantes e previne o excesso autoritário. A desmobilização política, para lá da distanciação saudável face à polarização idelógica que caracterizou o avanço da estabilidade política na Europa Ocidental do pós-guerra, é um declive perigoso e escorregadio. É também cumulativa: se nos sentimos excluídos da gestão dos nossos assuntos colectivos, não nos incomodamos a falar deles. Nesse caso, não nos devemos surpreender descobrir que ninguém nos ouve.»

CENA-STE | COMUNICADO | «Respeitar a Missão Artística do OPART, E.P.E»

CENA-STE | COMUNICADO | «Respeitar a Missão Artística do OPART, E.P.E»
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CULTURA EM PORTUGAL NÃO CONTA

CULTURA EM PORTUGAL NÃO CONTA
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TEATRO DA RAINHA EM LISBOA | no O´Culto da Ajuda»|DE 19 A 21 JULHO 2018

TEATRO DA RAINHA EM LISBOA | no O´Culto da Ajuda»|DE 19 A 21 JULHO 2018
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FESTIVAL DE ALMADA 2018 | ENCONTROS DA CERCA | « Sob o Signo da Catástrofe» |14 JULHO 2018 | 10:30H

FESTIVAL DE ALMADA 2018 | ENCONTROS DA CERCA | « Sob o Signo da Catástrofe» |14 JULHO 2018 | 10:30H
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SOBRE OS NÃO REPESCADOS

«(…)Solidário com a companhia está o encenador Ricardo Pais, para quem a ineligibilidade da Ensemble "só pode ser entendida com displicência, dislate e total falta de respeito por modelos sólidos de criação de espetáculos ou como obediência a alguma agenda fútil, secreta e indecifrável". (…)» . +.

LISA SANTOS SILVA | APRESENTAÇÃO | «Apaga tudo não esqueças nada» + «Fragmentos para um auto-retrato» | 26 MAIO 2018 | 18:00 H | LISBOA


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CONVERSAS|TEATRO|DANÇA | MÚSICA| «Cultura É Trabalho» | 21 MAIO 2018 |18:30 H


ABRIL, TAMBÉM NAS ARTES

ABRIL, TAMBÉM NAS ARTES

CONVITE PARA UMA AUDIÇÃO PÚBLICA SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO NA CULTURA E NAS ARTES

CONVITE PARA UMA AUDIÇÃO PÚBLICA SOBRE O SERVIÇO PÚBLICO NA CULTURA E NAS ARTES
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A INDIGNAÇÃO DOS QUE PREFERIAM CONTINUAR SILENTES

A INDIGNAÇÃO DOS QUE PREFERIAM CONTINUAR SILENTES
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FERNANDO MORA RAMOS | «O INSUSTENTÁVEL MODELO DO APOIO SUSTENTADO»

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CRIADORES DEFENDEM FESTIVAL DE ALMADA

CRIADORES DEFENDEM FESTIVAL DE ALMADA
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RUI VIEIRA NERY | «A Cultura ainda é considerada um luxo e continua a vigorar a ideia de que o apoio a um artista é um apoio indevido. Há a ideia de quem não sobrevive no mercado é um parasita social»



APOIOS ÀS ARTES

«O Estado, mais que o controlo e a repressão, tem a função de fazer crescer e aprofundar, refundar e reformar a democracia, única resposta às criminalidades e disfunções de todos os tipos, nomeadamente as do mercado. Essa seria a reforma estrutural das reformas estruturais». LEIA MAIS.

APOIOS ÀS ARTES

EM 2010

21.074.351,00

AS PROMESSAS DE ANTÓNIO COSTA em 2016

AS PROMESSAS DE ANTÓNIO COSTA em 2016
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«O próximo Orçamento terá um reforço claro do investimento na cultura, em particular no apoio à criação artística e à recuperação do património cultural”, disse o Primeiro-Ministro, que desde que se anunciou como candidato a Primeiro-Ministro tem feito da cultura uma das suas bandeiras» - Set 2016

EM 2018

APOIOS ÀS ARTES

“Isto é inenarrável. Estou em estado de choque”

Carlos Avilez

APOIOS ÀS ARTES

«Consideramos os resultados divulgados um ataque violento ao meio artístico português, ao eliminar estruturas de criação espalhadas um pouco por todo o país»

Teatro o Bando

APOIOS ÀS ARTES

«vêm demonstrar de modo inequívoco a falência do diálogo do Estado com os artistas, que é sistematicamente dificultado por procedimentos burocráticos absurdos, formulários ilegíveis, erros informáticos e de avaliação, regras vazias, metas impossíveis de cumprir»

Teatro Cão Solteiro

APOIOS ÀS ARTES

«Agora, perante a promessa de cortar com a lógica da troika, alimentámos a ilusão de que seria diferente, que não se iria alimentar o fogo que tem levado ao desespero e precariedade os trabalhadores das artes do espectáculo, pelos vistos enganámo-nos»

Teatro Estúdio Fontenova

APOIOS ÀS ARTES

«Todos acreditámos nos pressupostos de uma governação que perante plateias de artistas e agentes do sector, afirmou que “mais do que um Ministério da Cultura, precisamos de um Governo de Cultura”. Queremos, por isso, acreditar que os responsáveis políticos terão a lisura de reverter esta situação, na reposição mínima dos montantes de 2009 para o apoio às artes»

Teatro Meridional

DA MENSAGEM DO SINDICATO CENA-STE NO DIA MUNDIAL DO TEATRO 2018

«(...)O abandono a que a comunidade artística teatral está votada não se deve apenas à insuficiente política de apoio financeiro, mas antes à inexistente legislação do sector a qual o deixa à mercê de enormes injustiças, um sector que vem acumulando vítimas cada vez mais visíveis, após quarenta e quatro anos de democracia, onde dezenas de artistas se encontram no limiar da pobreza. Artistas, que fizeram do teatro a sua primeira casa, e que se vêem hoje confrontados com reformas de miséria por lhes terem sido vedados contratos durante as suas carreiras que lhes permitissem usufruir de vencimentos condignos. (...)». +

27 MARÇO

DIA MUNDIAL DO TEATRO

"a cultura e as artes transformam o mundo, transformam as pessoas interiormente, transformam as pessoas nas suas relações e o teatro pode ser um contributo valioso para a vida cívica, para a democracia, porque é um laboratório de experimentação em que se podem criar situações fictícias que transportam para a sala ensinamentos de como viver em sociedade". José Peixoto

APOIO ÀS ARTES

«são muitas as vezes em que as autarquias se sentem sós, sem o apoio dos governos e sem a existência de um trabalho estruturado e articulado, desde a Administração Central até ao poder local».

APOIO ÀS ARTES

À LUZ DA «A ANUNCIAÇÃO» O ANÚNCIO | reforço do Orçamento do Estado para as artes em 1,5 milhões de euros | A NOTICIA É BOA, VEM TARDE E ... NÃO CHEGA

APOIO ÀS ARTES

«Não temos dinheiro, não sabemos quando haverá, nem quanto será»

APOIO ÀS ARTES

«Perante os dados, é altura de reconhecer que tudo isto vai ser uma grande trapalhada se o Governo não revir a situação e corrigir a sua rota em relação à Cultura»

CLARICE LISPECTOR

CLARICE LISPECTOR

«E eu não aguento a resignação. Ah, como devoro com fome e prazer a revolta.»

Clarice Lispector - A hora da estrela


MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE MULHERES | 2018 MARÇO 10 | 14:30H |PRAÇA DOS RESTAURADORES | LISBOA

MANIFESTAÇÃO NACIONAL DE MULHERES | 2018 MARÇO 10 | 14:30H |PRAÇA DOS RESTAURADORES | LISBOA

TEATRO

TEATRO
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COLÓQUIO | TEATRO DA RAINHA | «Teatro, Espaço Vazio e Democracia» |16DEZ2017| 14:30H |C. RAINHA

COLÓQUIO | TEATRO DA RAINHA | «Teatro, Espaço Vazio e Democracia» |16DEZ2017| 14:30H |C. RAINHA

ONDE ESTÁ O PLANO ESTRATÉGICO PLURIANUAL?

ONDE ESTÁ O PLANO ESTRATÉGICO PLURIANUAL?
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UM HORIZONTE PARA A CULTURA

UM HORIZONTE PARA A CULTURA

JUNTOS POR TODOS

JUNTOS POR TODOS
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«PCP quer as verbas para apoio às artes de regresso aos valores de 2009»

«COM A MUDANÇA DO GOVERNO, A SITUAÇÃO NÃO SE ALTEROU»

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(Clique na imagem e saiba mais)

«(...)

O setor público da cultura sofreu nos últimos três anos os efeitos combinados de uma tutela politicamente irrelevante, esvaziada de competências e incapaz de assegurar quer uma política interna coerente, quer uma articulação interdepartamental eficaz com as restantes áreas da governação; de uma suborçamentação dramática, que o fez recuar em termos percentuais um quarto de século e o impediu de assegurar minimamente as suas responsabilidades para com os cidadãos e honrar os seus compromissos para com os agentes culturais; de uma desestruturação dos seus organismos por uma política precipitada de fusões institucionais e de redução cega de quadros, que o esvaziou de capacidade de diagnóstico e de intervenção; bem como de uma ausência generalizada de estratégia a médio e longo prazo,substituída por medidas avulsas, descoordenadas e inconsequentes. (...)» -Leia mais.


«Reconhecer que a situação é a da urgência, que houve destruição daquele pouco que estruturava um mínimo serviço público artístico no país e que portanto se promovam repostas de correcção a essa destruição que não esperem pelos tempos concursivos e pelo ramerrame das lógicas burocráticas sempre desqualificadoras de tudo quando operam em substituição simuladora do que deveria ser transparente, essencial e democrático».

EPT


«INVESTIR NA CULTURA, DEMOCRATIZAR O ACESSO»

«INVESTIR NA CULTURA,  DEMOCRATIZAR O ACESSO»
Clique na imagem e veja na página 197

«O ACESSO À CULTURA, PILAR DA DEMOCRACIA»

«O ACESSO À CULTURA, PILAR DA DEMOCRACIA»
Clique na imagem e veja na página 21

«A CULTURA, VERTENTE CENTRAL DA DEMOCRACIA AVANÇADA»

«A CULTURA, VERTENTE CENTRAL DA  DEMOCRACIA AVANÇADA»
Clique na imagem e veja na página 63

PARTICIPAÇÃO

PARTICIPAÇÃO

ENDEREÇOS

  • Americans for the Arts
  • Arts Council England
  • Arts Management Network
  • Blog ArtsBeat-The Culture at Large
  • BlogProspero/Economist
  • Compendium
  • Culture Action Europe
  • CultureAgora
  • Library of the Congress
  • National Assembly of State Arts Agency (NASAA)
  • NEA National Endowments for the Arts
  • UE Cultura

RELEMBRAR O PASSADO NÃO SERÁ MAU ...

RELEMBRAR O PASSADO NÃO SERÁ MAU ...

RELEMBRAR O PASSADO NÃO SERÁ MAU ...

RELEMBRAR O PASSADO NÃO SERÁ MAU ...

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Na cultura e nas artes mais importante do que um ministério é mostrar alternativa com futuro em ação

CAMUS.

CAMUS.
"Tudo o que degrada a cultura encurta o caminho para a
servidão"
- Camus

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA

«A cultura permite-nos entrar em nós próprios. É uma janela e igualmente um espelho. Um dos perigos contemporâneos é a transformação da cultura em indústria de entretenimento, recheada de produtos de consumo rápido e sonâmbulo, capturada pelo simplismo dos modelos. Porém, a cultura digna desse nome é aquela que dialoga com as grandes necessidades da vida e nos abre incessantemente à profundidade e à complexidade do real»

José Tolentino Mendonça - «A Cultura não é um luxo» - Revista Expresso 4OUT2014

AO MESMO TEMPO

AO MESMO TEMPO
« (...) PARTICIPAVA PORQUE NÃO LHE ERA POSSÍVEL NÃO PARTICIPAR». (...) « "A compreensão de que se dispõe ao cabo de uma vida de profunda dedicação à estética", escreveu ela, "não pode, arrisco-me a dizer, ser equiparado a nenhum outro género de seriedade." Não sei se isso é verdade. Sei que ela acreditava nisso com todas as fibras do seu ser e que a sua insistência quase religiosa em nunca perder um concerto, uma exposição, uma ópera, um bailado, era para ela um acto de lealdade à seriedade, não uma gratificação, e fazia parte do seu projecto enquanto escritora, não uma moda, muito menos uma rotina compulsiva»

TATUAGEM & PALIMPSESTO Manuel Gusmão

TATUAGEM & PALIMPSESTO   Manuel Gusmão
(...) E Tatuagem & Palimpsesto? - Paga uma dívida e saúda Carlos de Oliveira. E ao mesmo tempo, diz a convicção de que a escrita-e-a-leitura da poesia mostram no seu fazer-se que nós somos também isso mesmo: corpos históricos singulares, percorridos por uma "escrita emaranhada"; uma voz escrita, inscrita e excrita - "tatuagem e palimpsesto"; em alguma medida, somos feitos e desfeitos pelo "poieín" das artes; pela poesia ...; pelo romance em que procuramos os nossos possíveis; pelas cenas onde corpos e vozes ardem à nossa vista; pelos filmes que nos correm no sangue; pela música que nos sopra os ventos nas árvores do cérebro; pelas pinturas que nos constroem o olhar capaz de folhear o visível; pelas fotografias em que ficámos para sempre (junto) uma rocha batida pelas ondas; pelas esculturas em que tacteamos o desabamento e o voo do mundo; por essa dança que nos desenha no ar, enquanto dançamos à beira do vulcão; pelas palavras que um dia nos disseram ou não disseram, por tudo que aquilo escolhemos ou nos escolheu; ou por aquela "lettera amorosa" que lemos e relemos e contudo não chegou a ser lida, nem enviada. (...)»

SOPHIA DE MELLO BREYNER

SOPHIA DE MELLO BREYNER
Sophia de Mello Breyner
"A cultura não existe para enfeitar a vida, mas sim para a transformar – para que o homem possa construir e construir-se em consciência, em verdade e liberdade e em justiça. E, se o homem é capaz de criar a revolução, é exactamente porque é capaz de criar a cultura”.


Sophia de Mello Breyner no seu discurso na Assembleia Constituinte a 2 de Setembro de 1975
+

MARIA VELHO DA COSTA

MARIA VELHO DA COSTA
"Os regimes totalitários sabem que a palavra e o seu cume de fulgor, a literatura e a poesia, são um perigo. Por isso queimam, ignoram e analfabetizam, o que vem dar à mesma atrofia do espírito, mais pobreza na pobreza" - Maria Velho da Costa

«O ESTADO DO TEATRO - 2014»

«O ESTADO DO TEATRO - 2014»
«O ESTADO DO TEATRO - 2014» | Fernando Mora Ramos fala de teatro respondendo às perguntas de José Alberto Ferreira (Clique na imagem e saiba mais)



ELITÁRIO PARA TODOS

Trata-se de uma máxima de Antoine Vitez. Contrapõe ao nivelamento por baixo, tão argumentado pelos arautos dos diversos populismos estéticos, o nivelamento por cima. É uma fórmula de extrema simplicidade e poderosa, já que dificilmente pode ser contraditada, pois ninguém defende com razão possível que ao melhor e ao mais rigoroso se substitua o menos bom e imediatamente digerível. E nela se encerra todo um programa. Mais

A «PARTE» VEM DE LONGE

A «PARTE» VEM DE LONGE

MEMÓRIA

MEMÓRIA
«(...)Ensinou-me por exemplo que fazer Teatro era uma profissão muito digna e não uma alegre fantochada, meio caminho entre o comércio da figura ao serviço dos bens de consumo e o ridículo dos que têm da ser sempre belos e engraçados para sobreviverem no teatro e na vida.Ensinou-me que assumir uma atitude ou um discurso diante de um público nos acarreta uma grande responsabilidade social e que só podemos oferecer aos outros aquilo em que nós próprios acreditamos convictamente. E que não podemos ter um discurso para os outros e uma prática privada negando o que afirmamos na cena.E falava-me de Dullin e de Jouvet e de Vilar e como Gérard Philipe esperou que Vilar acabasse o ensaio para se oferecer para actor da sua companhia. E lia-me os clássicos e demonstrava-me como eles eram ainda actuais e serviam o nosso tempo, como se aprendia com eles tanta coisa sobre a condição humana, sobre o presente e o futuro da nossa sociedadeE foi o primeiro que me disse claramente para que servia o Teatro - que não servia para nada se não servisse para mudar o mundo e não nos tornasse pessoas mais lúcidas, mais responsáveis, mais dignas e mais nobres nos comportamentos, nos sentimentos e nas opções dos caminhos a percorrer na vida. (...)»

PATRIMÓNIO, HERANÇA E MEMÓRIA

PATRIMÓNIO, HERANÇA E MEMÓRIA
«A cultura ganha uma nova importância na vida política e económica contemporânea. O desenvolvimento humano não é compreensível nem realizável sem o reconhecimento do papel da criação cultural, em ligação estreita com a educação e a formação, com a investigação e a ciência. O que distingue o desenvolvimento e o atraso é a cultura, a qualidade, a exigência - numa palavra, a capacidade de aprender. Deixou de fazer sentido a oposição entre políticas públicas centradas no Património histórico, por contraponto à criação contemporânea. A complementaridade é óbvia e necessária. Basta olharmos os grandes marcos da presença humana ao longo do tempo para percebermos que há sempre uma simbiose de diversas influências, de diversas épocas, ligando Património material e imaterial, herança e criação. A nova Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre o Património cultural, assinada em Faro em Outubro de 2005 e já ratificada por Portugal, é um instrumento inovador da maior importância, onde pela primeira vez se reconhece que o Património cultural é uma realidade dinâmica, envolvendo monumentos, tradições e criação contemporânea. Segundo este documento, a diversidade cultural e o pluralismo têm de ser preservados contra a homogeneização e a harmonização. E se falamos de um «património comum europeu», como realidade a preservar, a verdade também é que estamos perante uma construção inédita e original baseada na extensão da dimensão tradicional do Estado de direito, no apelo à diversidade das culturas, no aprofundamento da soberania originária dos Estados-nações, na legitimidade dos Estados e dos povos, na criação de um espaço de segurança e de paz com repercussões culturais e numa maior partilha de responsabilidades nos domínios económico e do desenvolvimento durável. (...)»

SÉCULO PASSADO

SÉCULO PASSADO
«(...)
Todos os textos deste livro de mais de 500 páginas são cenários literários, a linguagem é literária, as questões que coloca, as dúvidas e as explosões de raiva são literárias. E tudo aquilo aconteceu. Tem o mérito de dar ao leitor a impressão de que podia ter sido tudo inventado – e nós gostaríamos na mesma –, de que nada disto se passou, que aqueles filmes não existiram, nem as pessoas, nem os teatros, nem a Almirante Reis, o Prevért, a Sophia, o Bresson, a Glicínia, o Bergman, o Rex, o Chaplin, a Isabel de Castro, o Antonioni, o café Monte-Carlo, o Mário Dionísio, a Cornucópia, o António Sena, os Artistas Unidos. Mas existiram, existem. Não é mentira. As fotos a preto e branco não mentem. E as do Augusto Brázio e do Jorge Gonçalves são também imensamente literárias. O livro de JSM é circular. O passado e o presente pertencem ao mesmo bolo. Um livro iniciático e de maturidade. A sua escrita, sendo ao mesmo tempo confessional, poética, ideológica, ensaística e memorialista, não altera o registo muito pessoal e envolvente do autor, ágil, escorreito, entre o jornalístico e o ficcional, o que para o leitor é um bónus. Lê-se de uma assentada. Vai do deslumbramento à desilusão, da utopia à revolta, da liberdade à denúncia da cegueira partidária do pós-25 de Abri (...)».

POLÍTICA PARA AS ARTES

POLÍTICA PARA AS ARTES
Para as Políticas Culturais desejadas ouvir quem tem algo para dizer devia ser natural, e neste livro (em que participa gente da PARTE), salvo melhor opinião, há propostas que merecem ser consideradas. Há que possibilitar que se faça PARTE.

O RESTO É RUIDO

O RESTO É RUIDO
«O Resto é Ruido descreve historicamente não apenas os próprios artistas, mas também os políticos, os ditadores, os mecenas milionários e os administradores de empresas que tentaram controlar a música que se escrevia; os intelectuais que tentaram impor decisões sobre o estilo; os escritores, os pintores, os dançarinos e os realizadores de cinema que os acompanharam nas estradas solitárias da exploração; as audiências que com isso se comprazeram, que insultaram ou que ignoraram o que os compositores estavam a produzir; as tecnologias que alteraram o modo como a música se fazia e ouvia; e as revoluções, as guerras quentes e as frias, as vagas de emigração e as transformações sociais mais profundas que imprimiram um novo aspecto à paisagem em que os compositores trabalhavam»

PARA A HISTÓRIA DA REDE DE TEATROS

PARA A HISTÓRIA DA REDE DE TEATROS
TEATRO DA RAINHA - «Vamos finalmente iniciar a construção do Novo Teatro. Não o que projectámos antes porque os fundos do Q.R.E.N do programa respectivo não existem, soubemo-lo cinco anos depois – o programa existe mas sem fundos, um contra-senso aceite no competentíssimo exercício governativo em marcha. Mas adiante que com a autarquia caminhamos para a edificação do que poderemos chamar de uma Black Box ampla: uma sala de espectáculos com dimensões de teatro de câmara mas com qualidades para praticar os teatros da tradição e invenção épica. É isso a Black Box: um espaço de acústica sofisticada em que a dimensão do que for histórico como representação, como mediação teatral no espaço, não é subsumida por uma intimidade do tipo mais doméstico, como acontece em salas sem a possibilidade da escala partilhável no confronto – o espaço globalmente terá 18 metros por 14 e a sala de espectáculos, o laboratório cénico, terá de área de jogo 14 por 12. Não nos esquecemos que teatro significa o lugar de onde se vê. O espaço é a aliança perfeita entre o íntimo e o político, o histórico e o quotidiano. Este plano tem projecto e o Teatro da Rainha encomendou-o ao Arquitecto Nuno Lopes, de novo, arquitecto com quem temos partilhado este sonho de um espaço próprio que agora avança. Não será demais dizer que se trata, o que é raro, de um projecto para um programa e não, como é prática, de um projecto sem programa algum que depois um uso qualquer transformará num espaço idêntico a outro, numa qualquer lógica de uso desqualificada.»

INDIGNAI-VOS

INDIGNAI-VOS
«Ousam dizer-nos que o Estado já não consegue suportar os custos destas medidas sociais. Mas como é possível que actualmente não tenha verbas para manter e prolongar estas conquistas, quando a produção de riquezas aumentou consideravlmente desde a Libertação, quano a Europa estava arruinada? Apenas porque o poder do capaital, tão combatido pela Resistência, nunca foi tão grande, insolente, egoista, com servidores próprios até nas mais altas esferas do Estado. Os bancos, agora privatizados, preocupam-se principalmente com os seus dividendos e com os elevadíssimos salários dos seus administradores, e não com o interesse geral. O fosso entre os mais pobres e os mais ricos nunca foi tão grande; e a corrida ao capital e a competição nunca foram tão incentivadas. O motivo basilar da Resistência era a indignação. (...)»

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