segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

MANUEL FALCÃO|«As falhas do inquérito aos consumos culturais»

 

  

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Excerto: «(...) Outro ponto que merece reflexão é a falta de comparação, no caso dos media, das conclusões do inquérito com números reais, que se conhecem, do que é a evolução dos hábitos de consumo em Portugal - TV, rádio, imprensa e redes sociais. Estes números estão bem estudados no mercado português e os resultados do inquérito, pelo menos na área da televisão e rádio, as únicas que tive ocasião de ver em detalhe até agora, distorcem em absoluto a realidade. Têm de facto resultados errados em termos do que é o comportamento estudado das audiências. Nomeadamente, o que o estudo refere como consumos mais procurados na TV e rádio é completamente falso face a estudos de audiência regulares.

Por outro lado, a forma como o consumo digital está apresentado não tem em conta que hoje este é essencialmente um canal de distribuição de conteúdos de imagem, som e texto, e não um meio em si - essa noção há muito foi abandonada. Os estudos que se fazem da imprensa em Portugal - e no resto do mundo, já agora - têm em conta, por exemplo no caso dos jornais, a leitura das edições em papel e das edições online, assim como aferem o que é ouvir rádio por exemplo no carro ou por streaming em qualquer lugar. Neste particular, o inquérito realizado também distorce os resultados ao separar o digital como se fosse um mundo à parte. Seria bom que em futuras edições algumas questões básicas como estas fossem mais cuidadas para que possa existir um retrato da realidade, que o presente estudo aborda mas não reflete, pelo menos em algumas áreas, de forma exata.

O inquérito conclui aquilo que já se sabia de outros estudos setoriais: o consumo cultural em Portugal é reduzido quando comparado com outros países europeus. Ora, uma das utilidades deste estudo, se queremos reverter a situação, para além de medidas de política cultural, é que se torna crucial abordar de outra forma a comunicação dos eventos culturais.(...)».

 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

«A Semana de Quatro Dias / Como o trabalho flexível pode aumentar a produtividade, os lucros, e o bem-estar»

 

 
 
SINOPSE

Num dia de trabalho de oito horas, a produtividade dos trabalhadores é, no máximo, duas horas e meia. Andrew Barnes, gestor e responsável por uma equipa de 240 pessoas na Perpetual Guardian, ficou chocado com a revelação - a produtividade numa semana de cinco dias é, praticamente igual, à de uma semana de quatro dias!
Com a semente instalada, o gestor fez o teste: será possível trabalhar menos para ser mais produtivo?
Este livro dá a resposta.
Os desafios, descobertas e entraves do gestor que iniciou a revolução do trabalho flexível. e como a revolução do trabalho já está a mudar trabalhadores e empresas. +.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

«3 Cenários para o Futuro de Portugal»

 

«Prevê-se que esta seja uma década turbulenta, em que não poderemos contar com os mesmos fatores de crescimento nem seguir as orientações de políticas públicas que, até à data, não conseguiram retirar Portugal de um longo período de quase estagnação.

Também se prevê que este seja um período de transição, marcado pelo choque entre o passado e o futuro com, por um lado, limitações ao crescimento das soluções e atividades existentes e, por outro, dificuldades decorrentes de uma nova vaga de crescimento, assente num novo sistema técnico-económico e em novas geoeconomia e geopolítica que só deverão estabilizar no horizonte de 2050.

O projeto Foresight Portugal 2030 é um exercício de prospetiva que cruzou questões económicas e financeiras, demográficas, sociais, tecnológicas, ambientais, geoeconómicas e geopolítica para elaborar 3 cenários possíveis para o posicionamento de Portugal no futuro:

  • Cenário 1: Confiança na continuidade
  • Cenário 2: Com engenho, em busca de um novo espaço na Europa
  • Cenário 3: Portugal “4D” – Digitalização, diversificação, dinamismo e distinção»

 Saiba mais

 

A propósito: este trabalho na TSF.  E estamos com curiosidade em ver que espaço foi dado à cultura e às artes. 

 

 

 
 

RECORTES | DA ENTREVISTA DE MANUELA JÚDICE AO JORNAL DE NEGÓCIOS | «(...)foi necessário ir acordar todas as outras pessoas»| POR QUE SERÁ ?

 

no Jornal de Negócios (Weekend) de 18 FEV 2022

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

«Inquérito às práticas culturais dos portugueses»

 


«O inquérito reúne informação socialmente relevante e estatisticamente representativa da população residente em Portugal, regiões autónomas incluídas, com 15 ou mais anos de idade. A amostra tem uma dimensão de 2000 inquiridos e o trabalho de campo foi realizado entre os dias 12 de setembro e 28 de dezembro de 2020. A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI (Computer Assisted Personal Interview). (...)». Continue a ler . E houve apresentação do estudo: