quarta-feira, 1 de julho de 2026

«Estou farta de repetir isto»

 

 

«O CACE - CENTRO inaugura no próximo dia 1 de julho, concretizando uma das mais relevantes medidas de valorização, preservação e divulgação da CACE – Coleção de Arte Contemporânea do Estado.

A criação do CACE - CENTRO permite dotar esta coleção pública de arte contemporânea de um espaço de acervo centralizado, representando um ganho significativo em termos de organização, gestão e conservação. Esta nova infraestrutura garante melhores condições para coordenar, articular e irradiar a atividade da Coleção por todo o país, fortalecendo a sua presença pública e territorial.

A nova sede da CACE, localizada em Alcabideche, cumpre padrões internacionais de conservação preventiva e integra reservas visitáveis, áreas de trabalho especializado, espaços expositivos e um serviço educativo dedicado à mediação cultural e artística junto de diferentes públicos. A concentração de grande parte da coleção num único local representa igualmente um ganho de eficiência na gestão dos recursos públicos, permitindo reduzir significativamente os encargos associados ao armazenamento externo das obras. 

Com a abertura do CACE - CENTRO, a Museus e Monumentos de Portugal reforça o seu compromisso com a preservação, estudo, divulgação e fruição da arte contemporânea, disponibilizando aos cidadãos um novo espaço de conhecimento, descoberta e contacto com a criação artística contemporânea.

A inauguração do CACE - CENTRO marca o início de uma nova etapa para a coleção pública de arte contemporânea e para a política cultural de valorização do património artístico nacional.

Exposição Dual Sim reúne obras integradas na Coleção

A exposição Dual Sim assinala a inauguração das novas instalações da CACE. Com curadoria de Filipa da Rocha Nunes e Sofia Montanha, reúne vinte e três obras integradas na Coleção a partir dos programas anuais de aquisição de arte contemporânea, que tiveram início em 2019. 

Esta exposição reflete, também, a identidade deste novo espaço: uma coleção pública, aberta e visitável, mas também estruturada para circular, descentralizar a oferta cultural e abranger o território nacional». Tirado daqui.

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A inauguração acima, hoje, está a ter boa cobertura na comunicação social. Nós estivemos a ler a entrevista abaixo no Público. Como «gente normal». 
  
Confessemos, Senhora Entrevistada, aquilo é um bocado confuso e vamos esperar pelo que os especialistas venham a comentar. E estaremos certos ao dizer que sentimos falta de   empatia? Ah, reparamos naquele «Estou farta de repetir isto»:
 «(...)Se olharmos para os congéneres estrangeiros com colecções do Estado, nem o Arts Council, no Reino Unido, que se define como um museu sem paredes, nem o Fundo Nacional de Arte Contemporânea francês têm espaços centralizados onde inauguram exposições. A sua vocação é mesmo servir os outros museus ou centros de arte. Por que é houve aqui este acrescento de funções?
Continuo a dizer: isto são r-e-s-e-r-v-a-s. Para além do CACE-Centro, a dinâmica de programação descentralizada vai continuar e com maior eficácia. Isto permite-nos gerir melhor a resposta a essas solicitações, seja com entidades onde temos depósitos, seja com cedências a outros museus. A CACE é uma colecção de todos, tem de estar no território. Estou farta de repetir isto. (...)».
Se tiver acesso na integra aqui. Por aqui somos «antigos», e pensamos que um SERVIDOR  PÚBLICO nunca pode estar farto de repetir ...