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Começámos a ler o artigo da imagem quase por inércia, mas rapidamente com interesse. Começou por surpreender a frescura que nos vinha de palavras, de frases, de pensamento que mostra raízes ... No conjunto lemos conhecimento de trabalho feito. Parabéns também à jornalista pela sistematização e destaques que levará a quem se interessa pelo Setor a pegar em muito do que ali se encontra para reflexão: ampliando, assinalando lacunas, falando e enaltecendo pessoas e iniciativas do passado de que não haverá memória, ... Talvez como grande sobra, não se querendo minimizar o que é descrito e muito menos contrariar o entusiasmo que brota, fomos particularmente sensíveis ao diagnóstico do que «ainda não foi feito». Do menos bom. Aquela frase, «É tudo muito débil», a nosso ver, sábia. Mas há outras passagens que são bons começos para conversas. Para debates. Depois, é claro que há técnicas para que tudo aquilo seja filtrado à luz de POLÍTICAS PÚBLICAS. Existem modelos. Processos. Onde a gestão participada e a gestão colaborativa.
Mas onde estão os serviços e quadros para isso? Ainda, o que é referido para o ALGARVE pode quase na totalidade ser transposto para o NACIONAL. Ilustrando, dificilmente se terá uma ESTRATÉGIA (como se costuma dizer «vencedora») para o Algarve, para cada uma das suas Autarquias, para cada uma das Organizações da Cultura e das Artes, Individualmente para cada Profissional, para a Intervenção Amadora, se não houver uma ESTRATÉGIA NACIONAL PARA O PAÍS NA ESFERA DA CULTURA E DA ARTE. E não temos. Até costumamos dizer que, bem vistas as coisas, TODOS CUMPREM A SUA PARTE E PARA ALÉM DELA MENOS A ADMINISTRAÇÃO CENTRAL. E agora ainda temos o «berbicacho» de um MINISTÉRIO DA CULTURA EM PART TIME . É isso Algarve, merecemos todos melhor! Continuemos a fazer a nossa parte, e em particular a exigir que O GOVERNO faça a dele. E, obviamente, em especial, que as ESQUERDAS ponham a CULTURA no centro.
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