Saiba mais na Prova dos Factos
Excerto significativo com que começa: «Recentemente, num seminário, uma colega perguntou-me se não deveríamos ter ignorado a intervenção de Margarida Bentes Penedo na Assembleia Municipal de Lisboa. Se, ao partilharmos e comentarmos, não a teremos ajudado a promover as suas posições. Para quem não acompanhou este episódio, a deputada municipal do Chega em Lisboa defendeu, em Janeiro, uma monocultura de direita (a designação é minha). Criticou a programação do Teatro do Bairro Alto (porque os temas não são do seu interesse ou porque não consegue pronunciar os nomes dos artistas) e afirmou, erradamente, que as plateias dos teatros estão vazias, resultado de uma cultura que a deputada municipal considera panfletária e de muito baixa qualidade. Recomendou, com convicção, que os teatros municipais programem o fadista (“de direita”) João Braga.
Entretanto, na semana passada, surgiu a gravação de uma outra assembleia municipal, de Setúbal, onde os deputados do Chega se pronunciaram “não contra o teatro e a cultura, mas contra a utilização de fundos públicos para financiar produções e eventos que promovem agendas ideológicas divisas [sic], que colidem directamente com os valores do partido Chega”. Votaram contra o apoio financeiro a estruturas de teatro da cidade. (...)».
Entretanto, na semana passada, surgiu a gravação de uma outra assembleia municipal, de Setúbal, onde os deputados do Chega se pronunciaram “não contra o teatro e a cultura, mas contra a utilização de fundos públicos para financiar produções e eventos que promovem agendas ideológicas divisas [sic], que colidem directamente com os valores do partido Chega”. Votaram contra o apoio financeiro a estruturas de teatro da cidade. (...)».
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Dado o que tem vindo a ser praticado - longe do institucionalizado e da ciência e técnica no âmbito da Gestão, na circunstância GESTÃO PÚBLICA AUTÁRQUICA - as substituições aqui em causa exigem explicações. Como diz o Povo o acontecido «cheira a esturro». O mosaico acima de notícias e opiniões será suficiente para se concluir que as decisões tomadas estão em linha com motivações mais amplas nomeadamente das cedências do PSD ao Chega. Neste«folhetim»há coisas que ressaltam, espantam!: o Senhor Presidente da Câmara ter exonerado a vogal dos Serviços Sociais da Autarquia ainda o programa PROVA DOS FACTOS estava a decorrer, e depois vimos na televisão como o Senhor Presidente Moedas se orgulhava desse seu ato. Ó Senhor Autarca, com o devido respeito, como se atreve? Diga-nos, isso sim, qual o processo de seleção e recrutamento que segue que não lhe permite evitar erros destes! Depois, até se pode dizer, «cada cavadela, sua minhoca», aquela nomeação dos substitutos dos «exonerados» é risível ...
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Museus e Núcleos:
- Museu de Lisboa (Palácio Pimenta, Torreão Poente, Teatro Romano, Santo António)
- Museu do Fado
- Museu da Marioneta
- Museu Bordalo Pinheiro
- Museu do Aljube Resistência e Liberdade
- Atelier-Museu Júlio Pomar
- Pavilhão Julião Sarmento
- Casa Fernando Pessoa
Teatros e Cinema:
- São Luiz Teatro Municipal
- Cinema São Jorge
- LU.CA – Teatro Luís de Camões
- Teatro do Bairro Alto
- Teatro Variedades
- Capitólio
Monumentos e Galerias:
- Castelo de S. Jorge
- Padrão dos Descobrimentos
- Galerias Municipais (Galeria Quadrum, Pavilhão Branco, Galeria Avenida da Índia - Espaço Coleção Arte Contemporânea)
- Espaço Atlântida (no Palacete Pombal)
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Bom, não será difícil concluir, por profissionais e pelas populações, que o que aqui está em causa, a razão de todas estas , não será exagerado dizer, arbitrariedades, é fixar-se como estão estruturadas a CULTURA E AS ARTES na AUTARQUIA DE LISBOA. E PLANEAR O AMBICIONADO. O País e em especial os Munícipes de Lisboa tem de saber coisas como estas: porquê uma EMPRESA MUNICIPAL para estas matérias; o que distingue o que desenvolve do que é assegurado pelos designados serviços centrais da Câmara; qual o PERFIL para os dirigentes das Organizações acima sob «tutela da EGEAC»; se há ou não concursos, dignos desse nome; quantos anos podem os chefes e dirigentes estar nessa função; necessariamente o sistema de remunerações; obviamente «o tipo» de contratação - será que continua a haver «diretores de Teatros» a «recibo verde»?; explicitar o que significa «tutela» ...
Por exemplo, os números seguintes precisam de ser «legendados»:
Fiquemos por aqui. Ah, é de não perder a ocasião para olhando o esquema acima, «denunciar» a localização dos «equipamentos culturais autárquicos» na cidade de Lisboa - é isso, há filhos e enteados, e isso tem de mudar ...
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