quinta-feira, 23 de abril de 2026

PELA COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA NO TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE | «Um assobio no Escuro» é a peça em cena na sala experimental que sendo violenta é tocada por «um charme da burguesia» talvez expresso na qualidade do apartamento ainda que despojado e na elegância da roupa dos protagonistas que será o que se busca e/ou se imita ... | QUE OBRA ! | A NÃO PERDER NA REFLEXÃO SOBRE OS «CLUBES DE BOÇALIDADE» E OS «BRONCOS» DOS NOSSOS DIAS ! | E SOBRE OS «ELES»

 

 
«Houve uma época em que deixar a Irlanda parecia a única coisa a fazer para escapar à pobreza. Instalado em Coventry, na Inglaterra, com a sua nova mulher (inglesa), Michael Carney está a tentar levar uma nova vida. Mas não é fácil libertar-se do passado. Quando recebe a visita do pai e dos irmãos mais novos, homens marcados pelo espírito amargo de um povo marginalizado, que cresceram a expressar-se com a violência e o ódio, contra os outros e contra si próprios, Michael percebe que não quer ser esse tipo de homem. Mesmo que para isso tenha de sofrer o bullying tribal e sexista daqueles que são carne da sua carne.(...)». Continue a ler.
 

 Veja aqui

 

 


 


 
 
*   * 
 
Faz parte do ADN da Companhia de Teatro de Almada: cada peça em cena de produção própria é coisa maior, como se pode verificar pelas imagens acima sobre «Um assobio no Escuro». Comecemos por acrescentar que nos fazem falta os CRÍTICOS DE TEATRO que já tivemos e agora não temos. No caso presente, como qualquer obra artística pode ter leituras várias pelos públicos. Naturalmente que não serão imunes às linhas criativas que «saltam do palco» continuadas por exemplo pelo que a propósito se escolheu para as CONVERSAS. No caso, em torno da IMIGRAÇÃO/EMIGRAÇÃO. Nada contra, obviamente, mas apetece-nos sugerir que se organize outro CICLO DE CONVERSAS inserindo a peça num outro problema que marca os nossos dias associado à DIREITA e à EXTREMA DIREITA que vai conquistando terreno e que pegando até em palavras ditas pelos atores visando isto: os, digamos, «CLUBES DE BOÇALIDADE» a que até com orgulho há pessoas que vão aderindo destacando-se jovens; como germinam os «BRONCOS», homens e mulheres, e como se pode fugir a isso na origem e ao longo da vida; qual o papel dos «ELES» tão presentes no «Um assobio no Escuro». A nosso ver, a peça em cena no TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE convoca-nos primordialmente para estas questões. Para estes PROBLEMAS que não há maneira de serem encarados de frente pelos «ELES» que irão dos Políticos, aos comentadores, passando pelos investigadores, por ... Por todos nós. Não, não, contrariando o que se ouviu recentemente numa das tantas conversas que vão acontecendo, a solução não estará em falar «às massas» com a linguagem da extrema-direita ... Certamente que na base há que cada pessoa viva e não sobreviva. Mas todos têm os seus sonhos. Talvez ilustrados na peça pelo «charme discreto da burguesia» que emana de um apartamento despojado mas funcional, pela elegância do guarda-roupa ... Isolar as «migrações» e dar-lhes centralidade, de repente,  quase parece «coisa fofinha» ... Bem sabemos que não, antecipam-se cada vez mais, devido às guerras, aos fenómenos extremos por causa das mudanças climáticas, ao ... Enfim, há que ao MESMO TEMPO debater tudo.
    
 *
*   * 
 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário