Veja aqui
O encontro a que se refere a imagem aconteceu, e quem se ocupa institucionalmente da CULTURA E DAS ARTES não o podia ignorar como não podia ignorar os equivalentes que se passam à volta. Para de forma permanente se planear e programar a atividade razão se ser da ADMINISTRAÇÃO do setor. Ou seja, para que o Ministério da Cultura (é sempre bom não esquecer agora diluído num caldeirão) se cumprisse. Formalmente seria o GEPAC a desenvolver esse trabalho. E só assim Estratégias e Políticas Culturais podem ser construidas, executadas, acompanhadas. Isso já aconteceu, por mais estranho que pareça a alguns logo a seguir ao 25 de Abril. Depois, foi episódico, e nos anos mais recentes com as fusões e extinções «cegas» caminhou-se para o desastre em termos de GESTÃO PÚBLICA na área da Cultura e das Artes. Nisto, infelizmente, acompanha-se o que se passa com a desejada ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA embora apregoada como missão mas é «olha para o que digo, não olhes para o que faço». A comunicação social, a generalista como a especializada, também não dá, a nosso ver, a cobertura que se impunha, que é necessária, à Cultura e às Artes na esfera, digamos, da Gestão. E quantas das vezes o que acontece é ignorado qualquer que seja o ângulo de abordagem. A Academia, na nossa avaliação, também está a falhar. Neste quadro gratos ao Diário do Sul pelo artigo, que nos chega via «alertas» a que se refere a imagem seguinte:
Excerto:«Discutiu-se
o papel da cultura na democracia, na construção da paz e no desenvolvimento
sustentável.
A
primeira Cúpula de Políticas da Culture Next foi realizada em Bruxelas, no
dia 3 de novembro, na sede do Parlamento Europeu. O evento foi organizado
pela Culture Next, uma rede de 39 cidades de 21 países europeus que reúne as
Capitais Europeias da Cultura e as cidades candidatas, da qual a Fundação
Matera Basilicata 2019 é membro fundador e parceira.
A
cúpula reuniu membros do Parlamento Europeu, funcionários da Comissão Europeia
e líderes das
principais redes culturais da Europa para discutir o papel da cultura na
democracia, na construção da paz e no desenvolvimento sustentável.
Os
principais temas deste ano foram a campanha pela cultura como um objetivo de
desenvolvimento sustentável na próxima agenda das Nações Unidas, #culturegoal2030 ,
a reforma do concurso Capital Europeia da Cultura e as prioridades culturais do
novo ciclo político da União Europeia.
Concebida
como um encontro anual para informação, atualização, criação de redes de
contactos e colaboração, a Cimeira de Políticas da Culture Next visa promover o
diálogo contínuo entre os decisores políticos, os membros da Culture Next e
outras redes culturais, trabalhando em conjunto para reforçar o papel da
cultura no futuro da Europa. (...)».
*
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Aproveitemos para relembrar

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Neste preciso momento, no Parlamento, (também aos gritos), o «Ministro das Reformas» está a discursar - não se percebe a mensagem ... Palavras, palavras, ... Confuso! Afinal, qual é o PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO? Diga-nos, Senhor Governante, adotando, por exemplo, a técnica «ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS» que podia ser alicerce da sua «Reforma». Há quadro legal para isso - já que a Administração Legalista não os larga - mais, aquela técnica o Governo a que pertence não a desdenha (veja a postura do seu Colega das Finanças, mas lembremos que já não se precisa de «pilotos» - veja aqui). Fundamentalmente permite uma GESTÃO PÚBLICA TRANSPARENTE que devia (deve) ser o PONTO DE PARTIDA na LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO. Há que começar na raiz. Ou seja, valorize-se a CIÊNCIA, a TÉCNICA, as BOAS PRÁTICAS, que tanto quanto nos apercebemos também advoga. E claro tudo atravessado pela REVOLUÇÃO DIGITAL e pela INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. Não queremos ser agoirentos, mas se daqui a uns tempos nos disserem que vai desistir da sua aventura no Governo, Senhor Ministro, não nos admiraremos, é que nos parece que não está a ir pelo caminho certo ... Bom, mas ainda sabemos pouco. Entretanto, Boa Sorte!, e para já
não se deixe dominar por isto:
mas não nos espantava que recorresse
a Dante no momento da desistência ...
*
* *
Por fim, em tudo, não esquecer
A FORÇA DA CULTURA E DAS ARTES - sugerimos que seja uma «ideia-força» das «suas reformas», Senhor Ministro - não há como negar, PORTUGAL É CULTURA, nomeadamente na luta contra a VIOLÊNCIA DOMÉSTICA de que tanto se falou nos últimos dias
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