quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

«O INTERVALO» | veja no episódio 9 do «Dez Programas para o Fim do Mundo»

 




Não seguimos os «Dez Programas para o fim do Mundo» como a nosso ver devíamos, mas temos a possibilidade de colmatar a falta recorrendo à RTPplay. Agora, por acaso, - a culpa será nossa contudo a divulgação (da RTP 2 em geral) terá o seu quinhão -  vimos o episódio 9 a que se refere a imagem  do principio ao fim. Na nossa leitura, a ambição de Nuno Artur Silva está desde logo no tema - O FUTURO DA CULTURA -,   manifestou-se na intensidade da abertura, em perguntas que se sucederam, e até no entusiasmo que manifestava ao colocar as questões, e na curiosidade com que esperava as respostas, as reflexões.  Na generalidade tudo o que foi aparecendo esteve «certinho» mas, salvo exceções, sem grandeza. Não sai do aproveitar e melhorar o que temos. Haverá desconhecimento/medo do Futuro? Do que já está aí? Tentando concretizar, faltava a assunção  de que o debate tem de ser em torno de novos PARADIGMAS de RUTURAS ...
Neste panorama,  prendeu-nos «O INTERVALO», quase conceito que ali apareceu. Valeu o Programa. Por acaso cá  pelo Elitário Para Todos utilizamos algo equivalente - «interregno». E estamos, obviamente, alinhados com o que foi defendido, enquanto não «conhecermos o futuro» em termos conceptuais e operativos há que continuar a fazer «como sempre». Só que a transformação, o novo, já está a caminhar ... E nós tão longe, nomeadamente na relação com a INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - não deixando de ser curioso o livro que por lá apareceu, «devorado»  por tantos. Por acaso sobre matéria apresentada pelo autor, até esmiuçada, em acontecimento em torno da CULTURA E DA IA já há uns tempos de iniciativa da APDSI. Estamos a lembrar - nos desta mas outras se seguiram. É isso, a Sociedade move-se. Sim, na Cultura e nas Artes  temos os que não ficam à espera. Entretanto, aproveitemos para nos juntarmos à divulgação:
 
 
Mas muitas iniciativas isoladas têm acontecido e seria de grande utilidade haver um sitio onde se pudesse aceder ao desenvolvido. Alô MINISTÉRIO DA CULTURA (em part time). Ainda, institucionalmente há que as Administrações  cumprirem a sua parte. Expliquemo-nos, ilustrando, indo a outros:
 
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e depois de lermos a revista
do semanário Expresso desta semana
destaquemos o que nos é dito sobre 
a IA por António Damásio 
 
 

Excerto: 

«(...) Como se diz em português, os large language models são modelos de linguagem de larga escala, possivelmente?

Seria uma boa tradução. São modelos que basicamente enfiam dentro de um sistema artificial todos os conhecimentos que existem no mundo. É como ter a história completa da literatura, ter a história completa do mundo, ter a história das relações entre pessoas, ter a história do que a ciência nos trouxe até hoje. É meter todo os conhecimentos que temos dentro de uma máquina e ter certas regras para utilizar esses conhecimentos de forma a construir respostas a perguntas que se possam fazer a essa máquina. Aquilo que é curio­so é que, de um modo geral, todos estes aspetos são artificiais. Não são aspetos naturais, são coisas construídas pela nossa inteligência e pela nossa capacidade de engenharia. As pessoas dizem: “Bem, isto não tem nada a ver com vida, não tem nada a ver com aquilo que somos.” Mas a verdade é que tem. Tem a ver com a vida. A vida tal como a vivemos, tal como a história viveu, está agora a ser literalmente enfiada dentro de uma máquina que tem a possibilidade de manipular dados sobre essa vida. (...)».

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e como isto anda tudo ligado 

«Autora de O Infinito num Junco A aparente contradição do título deste livro é a premissa central dos curtos ensaios que contém: a certeza de que em cada passo que damos há a marca de um mundo que parece ter ficado para trás no tempo, mas que vive e respira em cada um dos nossos gestos e ideias. Recorrendo aos temas quotidianos da vida atual, Irene Vallejo elabora pequenas peças literárias em que recria um banquete imaginário, dialogando com várias personalidades históricas e com a cultura que elas nos deixaram. São ao mesmo...». Saiba mais. 
 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

«O ciclo "Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas" inaugura a programação de 2026 com mais de sessenta filmes em suporte original, uma exposição documental e sessões comentadas que destacam o papel técnico e humano na sala escura»

 

 
De lá: «A Cinemateca Portuguesa inicia o novo ano com uma ofensiva contra a desmaterialização digital do cinema. Através do ciclo "Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas", a instituição da Rua Barata Salgueiro dedica o mês de janeiro à celebração da película e dos profissionais que, a partir da cabine, operam a magia das imagens em movimento. Com mais de sessenta sessões, a iniciativa foca-se na experiência física do espetador e na preservação das técnicas tradicionais de exibição, numa altura em que a figura do projecionista foi largamente substituída por processos automatizados no circuito comercial.Abrangendo diversas latitudes e épocas, o programa inclui desde as primeiras experiências dos irmãos Lumière até à estética das sessões de exploração do século XXI. Entre os destaques figuram obras projetadas nos seus formatos nativos, como "The Purple Rose of Cairo", de Woody Allen, e os dois volumes de "Gremlins", de Joe Dante, ambos em 35 mm. (...)».
 
A Programação 

 
 

sábado, 27 de dezembro de 2025

O QUE PARECE CERTO É QUE NÃO VAI SER UM MUSEU | mas falta saber o resto - e que resto ! - de uma Decisão Governamental em torno da Coleção de Arte Contemporânea do Estado para o que foi adquirido à Fundação Ellipse um espaço por «3,45 milhões de euros» «resultando numa poupança anual de 660 mil euros»

 

 
 Captura  de trabalho exibido no telejornal de 26 DEZ 2025 

Na Fundação Ellipse. Sede do Centro Cace vai ser em Cascais

A Coleção de Arte Contemporânea do Estado vai ter um local pa

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Apanhamos a notícia da imagem já o telejornal decorria, e de repente pensámos que se estavam a referir ao espetáculo recente em Almada com a grande Maria Rueff: 
 

Quem viu certamente se recorda (mas  lembremos do que escrevemos neste blogue)  o que nos veio à memória:  os «contentores»que aparecem em Palco impuseram-se ao olharmos os que a Senhora Governante «visitou» e nos são revelados pela imagem  acima.
 
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Bom, olhemos o assunto na sua globalidade, e comecemos por dizer   que estamos «perdidos», mas parece que não estamos sozinhos pelo que  comunicação social nos informa. Aguardamos que os NOSSOS CONCIDADÃOS - que os temos - que percebem das Políticas Públicas à luz do que deve ser lido o assunto nos ajudem a compreender. Venham artigos (muitos) de opinião. Não nos deixem desamparados. Mostrem que nos falta qualidade mas ela é possível. Agora para os já igualmente interessados, e outros potenciais,  talvez lhes interesse:
 
online - aqui
 lá, perguntas em aberto que
 tem de ter resposta, obviamente

  
 
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Para terminar com alguma «graça», e dado o ênfase dada à coisa, que vimos e ouvimos na televisão, por parte da Senhora Governante quanto à «poupança anual», qual responsável pela «tesouraria»: é de não esquecer que o encargo da aquisição tem de «ser amortizado». Em termos da gestão pública em uso: em quantos anos vai ser? É para seguirmos «a contabilidade» da Senhora Ministra. Obrigado Maria Rueff pelo que faz para não nos esquecermos de rir - mesmo que apeteça chorar ... No caso «odiamo-nos» ao  procurarmos «argumentos risíveis» ..., talvez não sejam, dado o «estado da arte» em que se encontra a nossa Gestão Pública. 
 
 
 
 


O MINISTÉRIO DA CULTURA AINDA QUE EM «PART TIME» PODE FICAR EM SILÊNCIO ? | A CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA PODE FICAR EM SILÊNCIO? | é sobre a «Plataforma Revólver» ...

 

 
 O artigo da imagem é longo. Mas merece que seja lido com atenção: por profissionais das matérias; por «públicos» interessados na oferta cultural; e naturalmente pelos PODERES INSTITUCIONAIS. Na circunstância, o Ministério da Cultura& C.ª (ou seja, onde a Governante tem de prosseguir a «versatilidade» que aconselha  e repartir-se pelas partes - cultura, juventude, desporto, e a não esquecer a igualdade a que não foi dada visibilidade na designação). Mas há que não esquecer a Câmara Municipal de Lisboa, não se pode ignorar que o Projeto está sediado na Capital. Basta olhar para a passagem seguinte para se exigir que as governações da ADMINISTRAÇÃO CENTRAL bem como a MUNICIPAL _ LISBOA não podem ficar como diz o POVO a «assobiar para o ar» ...
 Então o excerto de entre os muitos  que podiam ser escolhidos:
 
«(...)   Explico: a Plataforma Revólver desenvolveu durante duas décadas um projecto reconhecido internacionalmente de programação de exposições, residências artísticas e ateliers de arte contemporânea, excepcionalmente bem sucedido [todos o sabemos], sem que a DGArtes — ao longo de diversos processos de candidatura para apoio financeiro à programação, tenha valorizado/ percebido o valor do projecto também como estrutura social de resistência e oposição à gentrificação e especulação imobiliária que assola a cidade de Lisboa. A Plataforma Revólver era o local onde convergiam emoção da arte e a resistência à crescente transformação do Bairro de S.Paulo em espaços turísticos ou de restauração, numa economia baseada em turismo — que a DGArtes tem conseguido ignorar. (...).
 
 
 

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

ACONTECEU | «Apresentação do Livro Branco sobre Inteligência Artificial aplicada ao Jornalismo» | NA GULBENKIAN

  

 
de lá:
 

Foi «apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian o Livro Branco sobre Inteligência Artificial aplicada ao Jornalismo, resultado do primeiro estudo de âmbito nacional dedicado a avaliar a adoção de Inteligência Artificial nos media portugueses, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian através do European Media and Information Fund,

A obra pretende servir de base para a formulação de políticas públicas e estratégias editoriais que garantam que a integração da IA nas redações portuguesas decorre de forma ética, transparente e orientada para o interesse público.

Com colaboração da Universidade da Beira Interior (UBI), o projeto foi coordenado pela Universidade NOVA de Lisboa e contou também com a Universidade do Minho, a Universidade Católica Portuguesa, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Universidade Europeia, a Universidade de Coimbra, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Brasil) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Brasil)».


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Sobre o livro
- na Plataforma Comunidade Cultura e Arte - leia aqui
-  na Plataforma SAPO - leia aqui

 


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A «CULTURA» NO PROCESSO ELEITORAL EM CURSO |diz o Candidato Presidencial António Filipe: «a cul­tura, para mim, não é o sal da de­mo­cracia é o pró­prio cerne da de­mo­cracia»

 














 
 
 
 
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 De lá: «(...) Só pela DECLARAÇÃO DE CANDIDATURA já está justificado que ANTÓNIO FILIPE se apresente à ELEIÇÃO DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Avalie por si. Chegamos ao fim e a grande sobra: um texto inteiro que nos enche, onde nada se atropela, que nos faz o retrato do que temos e do que temos direito a ambicionar. De forma inteligente, e atrevemo-nos a dizer com momentos de manifesta beleza. E disso precisamos.   Os grandes problemas que nos rodeiam, as aspirações que nos movem ou devem ser horizonte, ali estão ... E a CULTURA como parte do todo com espaço digno abordada em diferentes valências e não como adorno. Passagens (os destaques são nossos): 
 
«(...) Não é por acaso que o primeiro ato público desta candidatura ocorre nesta bonita sala da Voz do Operário, nesta coletividade centenária de que sou sócio há mais de 30 anos, construída pelo movimento operário no século XIX, mantida em atividade apesar das perseguições policiais nos 48 anos da ditadura fascista, realidade viva e vibrante do movimento associativo da cidade de Lisboa neste século XXI, e que mantém orgulhosamente neste salão a nobre consigna “trabalhadores uni-vos”. 
A Voz do Operário é a nossa voz e esta candidatura será a voz dos anseios de todos os trabalhadores, a voz de todos os que criam a riqueza e não usufruem dela, a voz de todos os que nunca desistem de lutar pela sociedade livre, justa e solidária a que alude o artigo 1.º da Constituição da República. (...)
  
A direita controla hoje todos os órgãos de soberania.
 
Dispõe de uma ampla maioria na Assembleia da República que dá suporte a um Governo apostado em levar por diante uma agenda reacionária de afronta à Constituição, de ataque aos direitos dos trabalhadores, de privatização dos serviços públicos e do que resta do setor empresarial público, de degradação do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública, de privatização e assalto aos recursos da Segurança Social, de desprezo pela cultura e pelo associativismo. (...).
 
 A defesa da democracia contra o fascismo faz-se com políticas que venham de encontro às justas aspirações das populações, que promovam a justiça social contra as iniquidades, que promovam os justos salários contra os lucros injustificados, que promovam as liberdades contra o autoritarismo, que promovam a educação pública contra a desinformação, que promovam a cultura contra a boçalidade, que promovam a ciência contra o obscurantismo. (...).
 
É a candidatura que defende firmemente os direitos de todos os trabalhadores, os nacionais e os imigrantes, a justa repartição da riqueza, a melhoria dos serviços públicos, a promoção da ciência e da cultura, a preservação dos recursos naturais e ambientais e o desenvolvimento do País. (...)».


«Bíblia - Volume V, Tomo I _ Antigo Testamento - Os Livros Históricos _ Frederico Lourenço»

 

SINOPSE

O presente tomo da Bíblia conta a história do povo israelita desde a chegada, no século xiii a.C., à terra de Canaã (depois da escravidão no Egito), até à conquista de Jerusalém pelos babilónios, no século vi a.C. É uma história narrada com forte pendor teológico, razão pela qual os estudiosos atuais chamam a estes livros da Bíblia a História Deuteronomística.
É a narrativa de como o Deus de Israel lidou com o Seu povo, ora favorecendo-o em detrimento dos outros habitantes de Canaã, ora castigando-o às mãos de assírios e de babilónios. Além do viés teológico, há outra marca saliente nestes textos: o seu brilhantismo literário. As histórias são narradas com sentido dramático e requinte psicológico, permitindo a delineação memorável de personagens fascinantes como Sansão, Samuel, Saul, David, Salomão, Elias e Eliseu.
Enquanto conjunto, os livros de Josué, Juízes e Reinados (aqui contidos, acrescidos de Rute) são uma chave fundamental para a compreensão do Antigo Testamento.

Leia aqui - nomeadamente o Prefácio.

 

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Ainda