sexta-feira, 9 de março de 2018

O QUE É ISTO ! | «A diretora de Cultura do Centro elogiou ainda a atitude do grupo por não ter apresentado candidatura aos apoios da Direção Geral das Artes: “Preferiram estar a trabalhar nesta programação, que não fica nada a dever às companhias profissionais subsidiadas, em que vez de estarem ao computador a tratar do processo. As pessoas de Leiria devem estar orgulhosas por ter uma companhia assim”»



Leia aqui


Necessàriamente, exige-se que alguém do Governo diga alguma coisa! Ministro da Cultura, Secretário de Estado da Cultura...,e caso não o façam, Senhor Primeiro Ministro, quem pode mais, pode menos, por favor colmate a falha, é que isto já não se aguenta, e vivemos suspensos: que mais irá acontecer no designado Ministério da Cultura! Em qualquer caso, e pondo até a hipótese que outros dirigentes e outros trabalhadores possam alinhar pelo mesmo diapasão, aqui fica uma ideia: formação intensiva em serviço público! Obrigatório conhecer a Constituição; e o Programa do Governo; e o conceito dos apoiosdo Estado através da DGARTES; e ...

quarta-feira, 7 de março de 2018

«Voluntários»



Jornal Público | 2018.03.03

 Aqui temos uma «pequena notícia» que nos remete para questão bem mais ampla: o PROBLEMA DO GRATUITO na cultura e nas artes. Ou seja, por exemplo, muito do que nos é dado ver financiado pelo Estado só é possível porque há uma outra parte que é financiada pelos profissionais da cultura e das artes: não recebendo nada  ou muito pouco; desempenhando múltiplas funções pela remuneração (e baixa) de uma. Sim, só é possível por aquilo que muitos designam financiamento pelo GRATUITO. E isto tem graves consequências para a sociedade e, desde logo, para os próprios. Pense-se no que irão receber quando se reformarem/aposentarem. Havemos de voltar a isto, necessariamente. Mas aproveitemos a ocasião para, à boleia, darmos um recado: PS olha para isto! Repara neste «GRATUITO»!


domingo, 4 de março de 2018

sexta-feira, 2 de março de 2018

APOIOS ÀS ARTES | MAIS UM AVISO | Não vai resolver nada de essencial, mas na situação em que nos encontramos não se pode desperdiçar nada! | É DE TENTAR ! SE O PEDIDO NÃO FICAR MAIS CARO DO QUE O APOIO


Veja aqui


E agora do que se pode ler no site da DGARTES, os destaques são nossos:
«(...)

Este procedimento simplificado permitirá às entidades solicitarem um apoio entre 500,00€ e 5000,00€ e difere do procedimento por concurso público, com processos de submissão e de apreciação dos pedidos mais simples e mais céleres, envolvendo quantias mais pequenas.  Os interessados - pessoas individuais ou coletivas - podem submeter candidaturas logo que tenham um projeto estruturado e à medida das suas necessidades, aos quais a DGARTES dará resposta no prazo máximo de 30 dias úteis.

O procedimento simplificado será utilizado no Programa de Apoio a Projetos, para abranger os domínios da circulação nacional, da edição, da formação, da internacionalização e da investigação. Deste modo, artistas e coletivos profissionais das artes, podem solicitar financiamento para diferentes tipos de projetos ou para atividades complementares de um projeto - por exemplo uma edição discográfica, uma formação especializada de curta duração em Portugal ou no estrangeiro, a integração em redes internacionais ou tradução e legendagem de obras nacionais para língua estrangeira; o domínio da investigação, também uma nova componente do novo modelo, em 2018 estará associado ao Ano Europeu do Património Cultural, para financiar exclusivamente projetos de conferência, arquivo e documentação do legado da arte contemporânea em Portugal.
Como consta no aviso de abertura já publicado e que os interessados terão de consultar para conhecerem as diversas condições do procedimento, esta linha de financiamento tem uma dotação de 100.000,00€.
Conforme prevê a Declaração Anual, publicada no passado dia 30 de novembro no website da DGARTES, em 2018 outras linhas de financiamento do Programa de Apoio a Projetos estão previstas abrir nos próximos meses, tal como o concurso para circulação de obras e projetos no espaço internacional; o concurso para projetos  em território nacional nos domínios da criação, programação, circulação e desenvolvimento de públicos; o concurso para apresentação de propostas à 58ª Exposição Internacional de Arte - La Biennale di Venezia; e outro procedimento simplificado na modalidade complementar para candidaturas previamente aprovadas no âmbito do programa Europa Criativa. Todas as linhas de apoio serão  divulgadas da nossa newsletter».



___________________________



 E aqui chegados:

- Objetivamente, se com este texto queriam clarear qualquer coisa parece-nos que o efeito será o contrário. Por exemplo, neste momento no que está aberto, abrangem-se «OS DOMÍNIOS DE CIRCULAÇÃO NACIONAL»? Se sim, não se querendo ir ao pormenor, o que é que se vai circular? Pois que, entretanto, como se sabe, os agentes ainda não receberam qualquer verba para produzir o que circular ..., mas está bem, eles lá sabem ... Devem dominar um ALGORITMO qualquer  em que tudo isto é coerente e que não está ao alcance dos simples mortais ... 

- Talvez se perceba,  a DGARTES tem de fazer prova de vida, e na próxima ida ao Parlamento o Senhor Ministro já terá mais esta com que acenar...

- E nem vale a pena fazer qualquer referência aos montantes em presença! Depois admiramo-nos dos graves problemas de sobrevivência que atingem tantos dos profissionais do setor  à medida que vão envelhecendo ou quando qualquer infortúnio lhes bate à porta! Pois é, falta ESTRATÉGIA e alguém que consiga VER O TODO DE FORMA GLOBAL E INTEGRADA E A PRAZO e que acione  verdadeiros PLANOS DE EMERGÊNCIA mas em linha com o futuro que queremos! 
Por fim, os AGENTES têm de ter PROJETOS ESTRUTURADOS mas a DAGRTES não tem se reestruturar embora nos tenham prometido que isso ia acontecer! E assim vai o mundo ...
E uma boa ocasião pra se lembrar que com tanto palavreado se esquecem do PLANO ESTRATÉGICO que está na legislação do «Novo» Sistema de Apoios que nasceu velho;
 
 Bem sabemos, somos uns  «desmancha-prazeres»!

quinta-feira, 1 de março de 2018

«Ousadia, se há coisa que falta a este governo é ousadia. Ousadia temos nós que estamos há dois anos a pedir ao governo uma política cultural e que estamos todos disponíveis para discutir coisas que não são os nossos interesses próprios imediatos para estarmos aqui a falar daquilo que há muito este governo já devia ter feito»




Recorte Jornal i |1MAR2018

 Um excerto do trabalho do jornal i:
«A Plataforma do Cinema pediu, na sequência da aprovação em Conselho de Ministros da revisão ao decreto-lei n.°124/2013, que regulamenta a Lei do Cinema, uma audiência com o Presidente da República antes que seja promulgado o novo diploma. A informação foi avançada na manhã desta quarta-feira pelos representantes da plataforma que junta associações de realizadores, produtores, programadores, sindicatos e técnicos do setor, numa audição parlamentar pedida pelo PCP. A aprovação das alterações à regulamentação da Lei do Cinema aconteceu ao fim de um ano e meio de um braçode-ferro com a tutela que acabou por dividir também o setor - em particular, no que respeita ao artigo 14, que determina os procedimentos de nomeação dos júris que avaliam as candidaturas aos apoios públicos ao cinema e ao audiovisual. De acordo com o decreto-lei que continua em vigor, indicados pela SECA (Secção Especializada do Cinema e do Audiovisual), um órgão do Conselho Nacional de Cultura. Função que a Plataforma do Cinema exige que seja integralmente devolvido ao Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). A SECA não pode ser transformada numa arena de combate a ver quem nomeia mais jurados". afirmou Cíntia Gil. uma das representantes da plataforma aos deputados. "A SECA pode ser um lugar de reflexão, mas não pode ser de escolha de jurados." O que determina o diploma que aguarda agora promulga ção do Presidente da República e cujo texto não foi ainda tornado público mas que as declarações do ministro da Cultura à saída da reunião em que foi aprovado indicam que corresponderá a uma segunda proposta apresentada em novembro passado, é que passa a ser o ICA a elaborar as listas de jurados que avaliarão as candidaturas, mas após consulta à SECA, a quem caberá a aprovação das listas definitivas bem como de uma bolsa de suplentes. Em caso de rejeição de uma primeira lista, cabe ao ICA elaborar uma nova a ser de novo submetida à aprovação da SECA. E em situações de impasse, esclarecia a proposta enviada às redações em novembro, prevalece a posição do ICA.
(...)
 OUSADIA OU INÉRCIA? "A Lei do Cinema que o PS apresentou e que a direita chumbou não tinha esta proposta de escolha de júris. Era uma lei que tinha uma abrangência e uma capaCidade de captação de financiamento do cinema muito superior àquela que hoje temos. Tivemos que ir buscar dinheiro aos privados, comprar cumplicidades aos privados, entrar em guerra com privados, e afinal acabá- mos por vir buscar o mesmo montante que tínhamos antes. Foi uma batalha que não deu, infelizmente, retornos. Lamento que não tenhamos tido a ousadia de ir um pouco mais longe." Deixa aproveitada por Cíntia Gil. que foi criticando a "inércia" da tutela num processo que se arrasta há quase dois anos e que levou no ano pa ssado os concursos a abrirem com seis meses de atraso. "Ousadia, se há coisa que falta a este governo é ousadia. Ousadia temos nó que estamos há dois anos a pedir ao governo unia política cultural e que estamos todos disponíveis para discutir coisas que não são os nossos interesses pró prios imediatos para estarmos aqui a falar daquilo que há muito este governo já devia ter feito." E, respondendo a uma pergunta da exministra da Cultura socialista afirmou: sobre que expectativas tem a Plataforma do Cinema em relação a esta direção do ICA, disse ainda que não há "nesta altura razões para grandes expectativas" em relação a uma direção "que tem uma aparência um pouco mais segura do que a anterior perante o setor, que de pouco adianta". A falta de expectativas, sublinhou, "também vem de o presidente do ICA ter dito que não sabe nomear jurados - a partir daí, o grau de expectativa baixa bastante. Mas dou-lhe ainda o beneficio da duvida, coisa que não dou a esta tutela."».