quarta-feira, 25 de março de 2026

AINDA QUE MAL SE QUESTIONE SOBRE O QUE SE ESTÁ A PASSAR COM O CONVENTO SÃO FRANCISCO EM COIMBRA| O PROBLRMA DE FUNDO TERÁ A VER COM A FUNÇÃO DA CULTURA E DA ARTE MAS É TAMBÉM DE PERGUNTAR QUAL O QUADRO LEGAL EM PRESENÇA | por exemplo vai o visado ser ressarcido por anularem o que lhe tinham comunicado?

 

 

 
Excertos: 

(...) “Em Fevereiro, recebi a notificação a dizer que tinha vencido. Em Março, a mensagem de que estava cancelado”, conta ao PÚBLICO Mickaël de Oliveira, à distância dos dias que lhe permitiram digerir o que aconteceu. “Percebi há muito tempo que não havia grande vontade deste executivo camarário em levar por diante este projecto” (...).

«Mickaël de Oliveira fala de “um concurso exímio em termos de procedimento”, mas com o passar do tempo começou a adivinhar “contornos estranhos em termos políticos”, adensando “uma certa reserva”. Mesmo assim, já estava à procura de casa na cidade. “Já me estava a ver lá”, sublinha, para executar o projecto que submeteu, assente na actividade e programação do convento, no apoio à criação, todo ele “muito virado para captar novos públicos”, ao abrigo de uma ideia que traz consigo desde sempre: “Democratizar as práticas culturais nos meios pequenos.” Pensava nas várias valências que o espaço permite, no que seria possível fazer “numa sala muito bem equipada”, como é a do antigo convento, e onde imaginava as grandes agências nacionais da cultura, com todas as áreas representadas. 
A justificação que recebeu, por escrito, na caixa do correio, anulando o concurso e os planos, não faz muito sentido para Mickaël. “O edifício continuou a funcionar perfeitamente, a acolher espectáculos”, estranha. Já depois desta conversa com o PÚBLICO, que decorreu na semana passada, a câmara haveria de anunciar uma reprogramação e um corte no orçamento. (...).

A notícia da anulação do concurso calou fundo nos agentes culturais da cidade de Coimbra. Do teatro à dança ou ao cinema, os responsáveis ensaiam uma resposta à autarquia, ao mesmo tempo que exigem respostas. É por isso que acabam de convocar uma reunião extraordinária do Conselho Municipal de Cultura de Coimbra (CMCC), onde têm assento dezenas de agentes, responsáveis por equipamentos culturais, e até a vereadora da Cultura, Margarida Mendes Silva​. O encontro está marcado para esta quinta-feira, 26 de Março, na sede do Teatrão, e deverá servir para “discutir a forma como foi tratado o concurso público”, instando a câmara a clarificar o que pensa fazer no equipamento, considerando que este episódio “abre um precedente grave no futuro das políticas culturais da cidade”.(...)».
  
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Juntando ao que se está a passar em Coimbra o mais recente do que acontece em Lisboa dá ideia que há uma EPIDEMIA que grassa relacionada com a CULTURA E A ARTE! «Sem Rei nem Roque»? Em tudo se vê o pouco valor que se atribui ao Setor na vida de cada pessoa e no DESENVOLVIMENTO GLOBAL HARMONIOSO DO PAÍS ... É verdade, o mais estranho é que os RESPONSÁVEIS INSTITUCIONAIS envolvidos afirmarão o contrário de forma ruidosa... Ainda, a pergunta que se impõe, prosaica: vão indemnizar o VENCEDOR DO CONCURSO? Naturalmente, será a resposta. Temos de acreditar nas INSTITUIÇÕES. Pela DEMOCRACIA.


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