segunda-feira, 26 de novembro de 2018
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
quarta-feira, 21 de novembro de 2018
«A sorte é haver criadores e artistas que são uma espécie de aldeias de Astérix num país que despreza a cultura, a sua história e a sua memória»
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| No Negócios |
«Há uma história antiga que tem muito que ver com a situação portuguesa actual. Quando George Bernard Shaw, dramaturgo e prémio Nobel da Literatura, falava de arte a um empresário teatral este falava-lhe de dinheiro, e quando Shaw falava de dinheiro aquele falava-lhe de arte. A dúvida metódica portuguesa actual confunde-se com dívida. Quando António Costa fala de touradas fala de dinheiro e quando Manuel Alegre fala de corridas de touros esquece-se do dinheiro. No fundo, o alarido nacional à volta de o IVA das touradas ser de 6% ou 13% não tem que ver com a discussão séria que poderia haver: devem, ou não, existir touradas? Mas, como sempre, em Portugal mistura-se tudo para que, depois, não se tome uma decisão sobre nada. Dela vai sobrar apenas Manuel Alegre, a "voz moral" que sempre conviveu com o "status quo" partidário quando lhe convinha. Nada mais. Discute-se touradas como se fosse uma questão de "civilização" ou de "liberdade", mas evita-se fazer a definitiva pega de cernelha: que política de cultura se quer para Portugal? Que estratégia deve ser seguida? E como é que ela pode e deve ser paga?
Não há, como se sabe, uma ideia de política cultural para o país. Exceptuando alguns "árbitros do gosto" que por aí cirandaram, a evocação da cultura serviu apenas, durante décadas, para a classe política pendurar na lapela nomes que lhes davam "credibilidade" antes das eleições. Nunca a cultura foi considerada como um pilar estratégico da nação. Pensa-se nos monumentos em momentos de turismo sedento, mas fora dessas eras de excitação, ficam a apodrecer (basta ir ao Palácio da Ajuda, sede do Ministério da Cultura, para ver como o património é tratado no país). Fala-se de estratégia audiovisual, mas é tudo para inglês ver. A sorte é haver criadores e artistas que são uma espécie de aldeias de Astérix num país que despreza a cultura, a sua história e a sua memória. Não se discute cultura: grita-se por causa das touradas e, brevemente, do tiro aos pombos. Enquanto isso o país torna-se analfabeto. E fica feliz com isso.» Tirado daqui.
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
PEDRO SANTOS GUERREIRO | «Um País Sem Cultura Não Existe» | UM EDITORIAL QUE FAZ COM QUE TODA A CONVERSA SOBRE TOURADAS JÁ TENHA VALIDO A PENA
domingo, 18 de novembro de 2018
ALEGREMO-NOS! NO PARLAMENTO NÃO SE DISCUTE APENAS TOURADA | Há quem peça reforço para o orçamento da DGARTES ...
Por exemplo, do Público:
«(...)
O
PCP entregou logo a 2 de Novembro uma proposta de alteração ao
Orçamento de Estado para 2019 pedindo que a verba da Direcção-Geral das
Artes directamente utilizada no apoio às artes seja reforçada em 5,5
milhões de euros. Mas para já o PS só terá dado o seu acordo a um pedido de reforço feito pelo PEV no valor de 1,2 milhões.
O
orçamento da DGArtes proposto no Orçamento de Estado apresentado em
Outubro é de 28,8 milhões de euros, mas com o reforço do PEV poderá
crescer para quase 30 milhões. Feitas as contas à proposta do PCP,
a DGArtes teria um orçamento total de 34,3 milhões de euros. (...)». Leia na integra.
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| Leia aqui na página 33 | é capaz de haver por ali uma gralha ... |
Duvidamos que o dito cidadão comum tenha tempo para se dedicar a compreender esta guerra de números. Mas certamente que gostaria de saber, em termos ideais, que Programas e Projetos se querem levar a cabo na esfera das «Artes da Dgartes» - e dos Nacionais -, como se distribuem pelo País, como se apuraram os seus orçamentos, como ... - por exemplo, que remunerações são praticadas - e depois, se for o caso, que nos seja dito que o ideal não foi possível, que teve de haver cortes, e nos explicassem com critérios politicos.
Já agora, quando se compara com 2009/2010, é fundamental que essa comparação seja feita em termos individuais e globais. Expliquemo-nos, certamente que de lá para cá aumentou o número de Organizações culturais com Projetos a integrarem O SERVIÇO PÚblico, assim sendo o valor de então já não chegaria. Ah!, mas entretanto já houve quem fechasse - lembram-se da Cornucópia? - é capaz de na bitola 2009/2010 andar ela por ela ... Estão a ver, também não resistimos a entrar no jogo dos números veiculado pela comunicação social ... Uma certeza: para se dar o salto necessário ao desenvolvimento das artes em Portugal, e utilizando linguagem futebolistica, no que a orçamentos diz respeito temos de dar o salto da terceira divisão para a primeira divisão ...Sejamos exigentes, ó gente ! Então onde está o orçamento nunca antes visto anunciado pelo Primeiro Ministro?
Estes processos, estes jogos, esgotam um santo! Utilizando a linguagem de todos os dias, já não há paciência ... Alguém que catapulte a discussão para outro patamar !
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