sexta-feira, 14 de agosto de 2026

MAS SERÁ QUE OS DIFERENTES INTERVENIENTES NA CRIAÇÃO DA «REDE DE TEATROS E CINETEATROS» NÃO SABIAM O QUE O ESTUDO AGORA DISPONIBLIZADO DIZ? | pela nossa parte estamos cansados de denunciar a situação que para ser ultrapassada exige nomeadamente um Ministério da Cultura digno desse nome ... , e em especial a refundação da DGARTES como em tempos (em especial depois da TROIKA) prometido pelo PS mas «ficou no tinteiro» ...

 

  
 
De lá:
«(...) Entre outros aspetos, é feito um alerta sobre as condições de trabalho nos equipamentos culturais credenciados: “A robustez da RTCP depende de técnicos, produtores, programadores, comunicadores, artistas e mediadores com condições adequadas de trabalho”.
 “Equipas subdimensionadas, vínculos instáveis, acumulação de funções, remunerações insuficientes, excesso de horas e desgaste profissional podem limitar a capacidade de cooperação, a qualidade da programação e a continuidade institucional da Rede”, lê-se no documento.
 Os investigadores sugerem que passe a haver mais informações sobre a dimensão das equipas, os vínculos contratuais, as remunerações, a “acumulação de funções, cargas horárias, descanso, formação, comunicação, produção, mediação e saúde mental”.
 “Esta informação deve permitir identificar riscos de precariedade, subdimensionamento e desgaste profissional”, lembram.
 Segundo o estudo de impacto, o modelo de governação da RTCP é feito a vários níveis, envolvendo administração central e local, mas é assimétrico; e as estruturas artísticas, que trabalham com e para os equipamentos culturais, “participam de forma mais indireta na sua governação formal”.
 Os investigadores sublinham que o funcionamento da RTCP “exige uma entidade coordenadora com capacidade permanente para monitorizar, facilitar, comunicar, avaliar, apoiar e aprender com a rede”.
 “Faltam capacidade administrativa permanente, instrumentos de intermediação, critérios diferenciados, apoio aos credenciados sem financiamento, mecanismos de circulação inter-regional e condições laborais compatíveis com a ambição da política”, lê-se no relatório. (...)».


  



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