sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

«O BARRACÃO RENDEIRO, A COLECÇÃO CACE da D. SANDRA E UMA MINISTRA DESORIENTADA» | boa sintese encontrada no blogue de Alexandre Pomar | PARA QUEM QUER PERCEBER O QUE SE PASSA É POST QUE NÃO PODE SER DISPENSADO | E PARECE QUE A PROCISSÃO AINDA VAI NO ADRO ...

 

Reprodução:

«É significativo que quem vem a público alarmar-se com a confusão da anunciada localização futura da Colecção de Arte Contemporânea do Estado (CACE é um nome muito feio) no antigo barracão da rua das Fisgas, vindo da falência do BPP (a Fundação Ellipse do banqueiro João Rendeiro), sejam dois antigos responsáveis pelo Museu do Chiado (também erradamente dito Museu Nacional de Arte Contemporânea) que tiveram depois funções, seguintes ou em acumulação, como presidente do Instituto Português de Museus, num caso, e como curador da tal Fundação Ellipse e director do Museu de Arte Moderna - Colecção Berardo, no outro, sem ele se distinguir como director de museus..
Se é insólita a informação oficial sobre a Colecção, que diz retirá-la do CCB, ao qual estava atribuída, para a instalar no labirinto de armazéns em Alcoitão, promovendo-o a uma espécie de novo museu, os dois artigos publicados no Público por Raquel Henriques da Silva e Pedro Lapa não conseguem ser esclarecedores: levantam incertezas, manifestam dúvidas e inquietações, enquanto a tutela dos museus (desde 2023 Museus e Monumentos de Portugal, EPE) se ausenta da sua suposta responsabilidade, sem orientação vocal nem legítimo protagonismo.
A ministra ainda conhece mal a casa, o sector e o meio, está "verde", pelo que surpreende a urgência em anunciar decisões mal fundamentadas. Mais Museu, menos Museu, a Arte Contemporânea goza de uma sabida incompreensão e mesmo desconfiança, rejeição. As trocas de obras e de lugares de arrumação ou reservas, as trocas de programas de museus existentes, e o anúncio de mais um, enquanto faltam recursos e "vontade política" para os que estão no terreno, não defendem a arte nem conferem segurança. Entretanto os profissionais calam-se - estão amordaçados?.
Aliás a Colecção do Estado é um equívoco desviante que se sobrepõe aos museus, esvaziando-os de autonomia e competência e verbas, comprando obras a seu bel-prazer, em geral obras definitivamente efémeras. E a respectiva direcção não inspira nenhuma confiança, o que não se tem dito em voz alta.
Aliás, ao Museu do Chiado veio sobrepor-se o Museu do CCB, sem clareza dos seus respectivos destinos, ambos ditos de Arte Contemporânea, contrariando as expectativas de ampliação que sempre se foram renovando e sempre se atraiçoam: o Convento de São Francisco não se resolve como devia, ali, naquele lugar estratégico.
Aliás, outros museus que deveriam ser fulcrais em Lisboa, o Museu Nacional de Etnologia e o Museu de Arte Popular, continuam esmagados e desertos.
O terreno está um pântano.
*Sandra Vieira Jürgens (https://sandravieirajurgens.com/)»
 
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Paremos nesta passagem: «A ministra  ainda conhece mal a casa, o sector e o meio, está "verde", pelo que surpreende a urgência em anunciar decisões mal fundamentadas». É o que temos vindo a dizer, não de forma tão clara, para a generalidade  do que Senhora Governante tem vindo a anunciar. Até já usamos a expressão « depressa e bem ... ». Mas quem nos ouve? Em particular «os eleitos» não podem estar «amordaçados» ... Se desconhecem a matéria, informem-se! Mais, tudo isto não pode ser desligado da REFORMA DO ESTADO/ADMINISTRAÇÃO. Facilmente se vê, pelo menos intui, que este enredo em Praça Pública está no centro das ESTRUTURAS ORGÂNICAS. Repitamos a pergunta: onde está a GESTÃO PÚBLICA no funcionamento deste Governo?, (sejamos justos, a coisa já vem de longe - e neste domínio parece mesmo que está tudo amordaçado ... ). Com quem debater esta «telenovela» pelo ângulo da Gestão? Sim, sim, sem esquecer a Inteligência Artificial.   Ah, para desanuviar, gostamos do nome RUA DAS FISGAS, e até ficamos curiosos em saber donde vem ...
 

ACONTECEU | No dia 22 de janeiro, a Acesso Cultura apresentou o ” Guia para gerir incidentes e promover segurança na Cultura”, uma iniciativa que reúne cinco associações do sector cultural (Acesso Cultura, BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas, Profissionais da Informação e Documentação, ICOM Portugal, Performart, REDE – Associação para a Dança Contemporânea»

  

Sobre a iniciativa leia na plataforma SAPO :  

Setor da Cultura cria guia para agir face ameaças à liberdade de criação

Começa assim: «Profissionais de museus, bibliotecas e outros equipamentos culturais vão ter um guia para prevenir e ajudar a gerir incidentes que ameaçam a liberdade de criação e fruição cultural, como tem acontecido em anos recentes.

O guia é uma iniciativa de cinco associações do setor da Cultura e foi hoje apresentado em Lisboa, com vários representantes a admitirem que tem havido um aumento de "situações disruptivas" em eventos e espaços culturais e que muitos trabalhadores não estão preparados para responder.
"Tem havido vários incidentes em espetáculos, eventos, lançamentos de livros. Depois de termos visto como têm escalado noutros países, não devemos ignorar", disse hoje a diretora da associação Acesso Cultura, Maria Vlachou, na apresentação.(...)». Continue.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

AMANHÃ | NA PROCURARTE | «vernissage da exposição Believe de David Infante, quinta-feira 22 de janeiro, às 18h»

 

 
 Tal como recebemos o convite:
«Temos o prazer de convidá-lo para a vernissage da exposição Believe de David Infante, na próxima quinta-feira 22 de janeiro, às 18h na Procurarte




A arte fotográfica de David Infante evita ser testemunho da visualidade de uma realidade de si extrínseca, uma vez que não é directamente nesta que busca as fontes do seu acto de mostrar — prefere antes, a um tempo, dotar de matéria para no subsequente a subtrair, disso fazendo obra-registo do que logo se perde — as suas imagens são o restolho possível de esculturas fugazes, são assumidamente construção de realidade e não a sua mera reprodução.
Nuno Matos Duarte

David Infante trabalha principalmente com fotografia tradicional, é doutor em Belas Artes, com especialização em Arte e Multimédia, pela Universidade de Lisboa, e mestre em Fotografia Contemporânea pelo Royal College of Arts (2017). Foi distinguido com o Prémio BES Revelação pelo Banco Espírito Santo / Museu de Serralves (2008) e recebeu o Prémio Pedro Miguel Frade, atribuído pelo Centro Português de Fotografia (2007) e foi selecionado para o Descubrimientos do PHotoESPAÑA (2014). O seu trabalho foi exposto em diversas galerias e museus, com mostras mais recentes na Galeria La Ira de Dios, Buenos Aires (AR), no wip show do Royal College of Arts, Londres (UK), na Galeria Módulo, Lisboa (PT), e no Villa Tamaris Centre d’Art, Toulon (FR). O trabalho de David foi referenciado em várias publicações e integra coleções prestigiadas, incluindo a Coleção Nacional de Fotografia / Centro Português de Fotografia, a Coleção Fundação PLMJ e a Coleção Novo Banco. Atualmente, leciona na Universidade de Évora.
A exposição também pode ser visitada de terça a sexta-feira entre as 15h e as 19h.
 
Como sempre, a vossa presença é muito bem-vinda!»
 
 
 

MAS QUE «DESNORTE» ! O QUE É ISTO? UM DESPACHO «DETERMINA» GESTÃO ! QUE MAIS NOS IRÁ ACONTECER ? | por pudor quase que apetece nem dizer mais uma palavra a respeito ... | E AGUARDAR QUE OUTROS O FAÇAM | MAS DADO O HISTORIAL DA NOSSA VIDA COMUM EM TORNO DAS ADMINISTRAÇÕES QUEM O FARÁ?

 

 
 
O acompanhamento das Eleições Presidenciais distraiu-nos e levou a que deixássemos para depois matérias que de imediato nos deixaram estupefactos - bom, não será bem assim, pensando bem, já nada  que venha da designada REFORMA DO ESTADO (ou será da ADMINISTRAÇÃO?, continuamos na dúvida) nos surpreende. Aqui em causa o Despacho acima. Repare-se quem o assina, a Senhora Ministra da Cultura (em part time) e o Senhor Ministro das«Reformas». Dada a distância entre as assinaturas dos Governantes - para apaziguamento nosso? - até queremos pensar que o Senhor Ministro teve dúvidas. E, a nosso ver, de facto devia ter impedido que aquela «peça» viesse a público. A ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA em todo o seu esplendor! Como se explicará   «o fenómeno» em sala de aulas de Gestão Pública? A coisa merece tantos comentários que nos abstemos de analisar o Despacho porque não iríamos fazer mais nada nos próximos dias. Ou seja, o Despacho n.º 334/2026 é todo ele um PROGRAMA para avaliação da ação do Governo naquilo que  anunciou, em especial, sobre o que dizia ser a TRANSFORMAÇÃO DO ESTADO/ADMINISTRAÇÃO. Por outro lado - e isso é mesmo inquietante - nada de reação por parte das OPOSIÇÕES. Como se constatou na Campanha Eleitoral das Presidenciais o assunto também não veio à liça... É legitimo pensar que haverá dificuldade em abordar a Gestão Pública ... Que o próximo PRESIDENTE DA REPÚBLICA exerça o seu «magistério de influência» trabalhando para que o assunto seja colocado em AGENDA, «à séria» ... Por todo o lado. Assim o desejamos.
Entretanto, recomenda-se aos Senhores Governantes, caso ainda não o tenham feito, que leiam  o caderno ECONOMIA do Expresso desta semana e atentem num dos trabalhos chamados à primeira página que assinalamos na imagem seguinte:
 
 
 De lá esta passagem (o destaque é nosso): «(...) O estudo das características únicas do polvo abriu um mar de ideias para as organizações que querem enfrentar os desafios da inteligência artificial e de um ambiente geopolítico caótico. O problema tinha ficado em aberto depois do livro “Ondas Rebeldes: Proteja o Seu Negócio Para o Futuro, Sobreviva e Prospere no Meio de Mudanças Radicais” que publicou em 2021.
Brill avisa que o principal desafio de gestão atualmente “não é tecnológico, mas de organização”. A solução não é dar uma injeção de IA. E enumera quatro características do polvo que mais o espantaram e que assentam como uma luva na tarefa de mudar as organizações. (...)». Com um bocado de jeito ainda temos um Despacho a determinar que se leia (o livro subjacente ao artigo) ou seja: 
 
  

Estamos a levar tudo isto de «maneira leve» mas «apetece chorar». Que estão a fazer dos esforços havidos com o Portugal de Abril,  para a transformação das ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS ?, na senda de uma ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA.  Ó deuses!, Governo, Senhores Governantes aqui em causa, com o devido respeito perdoem-nos a expressão:  «com os diabos!», chamem gente que há no PSD e que sabem sobre o assunto - SENIORES, porque os jovens estarão na «mesma onda» dos «jovens governantes» (atendendo aos conceitos atuais de jovem) que trouxemos para este post ...

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Para quem queira pensar nestas coisas, e tenha coragem para se meter no «labirinto legalista» mais a  ajuda seguinte - para que não esqueça, GESTÃO é outra coisa, e GESTÃO PÚBLICA tem autonomia:
 
 

 

 o artigo é muito longo para ser reproduzido
 
 
 
 
 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

«FAZER COM QUE NÃO PASSE»

 

 

Desconhecemos quem dá títulos e subtítulos, e faz as entradas nos Artigos de Opinião. A nosso ver são meio caminho andado para irmos ao corpo do texto, ou não. No caso acima, o que se lê é síntese perfeita - diz tudo em que muitos e muitas se reconhecerão,  e são mais do que palavras, são pensamento em ação, que estamos em crer levarão mais  pessoas a fazer a opção que condensa. Se tiver acesso ao Público online está aqui. Começa assim: 
«1. Seguro contra Ventura. Não era com isto que contávamos há uma semana, mas agora Seguro é quem temos para impedir que Ventura chegue à Presidência. Que o PSD e Montenegro, que Cotrim e a IL não queiram tomar posição entre um trumpista, racista, cada vez mais fascizado e o mais “moderado” (é o que ele diz de si próprio) dos socialistas portugueses diz tudo da direita “democrática”. Ventura quer copiar Meloni e Trump e arrebanha. (...)».
Termina deste modo: «(...) Hoje foi o PSD a sair humilhado e Seguro a surpreender, porque ultrapassa em muito o PS de maio passado — mas com resultados de quando o PS perde eleições. É quem sobra nas urnas para evitar que um fascista chegue a Belém. Temos muito que fazer para evitar vermo-nos reduzidos a opções destas».
 
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e de repente veio-nos à memória que
 documentamos com o que mais 
depressa encontramos:
 

 
 
 
 

domingo, 18 de janeiro de 2026

JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA |«Para os Caminhantes Tudo é Caminho» | PARA O INTERVALO ENTRE «AS VOLTAS» DAS PRESIDENCIAIS DE UMA PESSOA COM QUEM SE APRENDE A NECESSIDADE DA CULTURA E DA ARTE

 

 
 
«Chegará o momento em que compreenderemos que sabedoria é amar tudo. É saudar os dias sem esquecer a importância das horas; contemplar as grandes torrentes sem deixar de agradecer cada gota de orvalho; estimar o pão sem, no entanto, esquecer o sabor das migalhas. Chegará a ocasião de compreender que o importante não é só contar a viagem, mas testemunhar também o contributo dos passos; elogiar não só a meta, mas a lição de cada etapa, sobretudo quando chegámos a duvidar que o caminho conduzisse a alguma parte. Chegará o tempo em que nos reconheceremos saciados tanto pela frescura da fonte, como pela sede; iluminados pela experiência dos encontros, mas também pelo ensurdecedor vazio de certas esperas; maravilhados, de igual maneira, com o alforge repleto e as mãos sem nada». Saiba mais.



sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

ELEIÇÕES | JÁ QUE TEMOS DIA DE REFLEXÃO ... | tomando o decretado como lembrete talvez insistir no significado politico da «primeira volta» ousando lembrar-se que o «voto» pode mostrar que estamos atentos ao papel da cultura e das artes nas nossas vidas | QUIÇÁ A «AMINA» DA COMPANHIA DE DANÇA DO SEIXAL E O «CERROMAIOR» DE MANUEL DA FONSECA POSSAM INSPIRAR PARA A DECISÃO NO DIA 18 | VOTEMOS!

 

SINOPSE - «Cerromaior é o nome da (pequena) cidade onde decorre a acção do romance. Se bem que sendo uma cidade imaginária são notórias as semelhanças com a terra natal de Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém. Aliás, o facto é referido pelo próprio logo no prefácio da obra «Cercado de cerros, que vão de roda em anfiteatro com o lugar do palco largamente aberto sobre a planície e o mar, o cerro de Santiago é de todos o mais alto. Daí o título: Cerromaior. Vila que me propus tratar...»
À sua Santiago, Manuel da Fonseca apenas retirou a proximidade do mar. Assim, Cerromaior retrata-nos uma cidade cercada pelo campo e a realidade alentejana dos anos trinta e quarenta. São focadas todas as classes sociais: a família de latifundiários que cidade; o proletariado rural, objecto da exploração económica; a GNR, aliada dos poderosos.
Este romance foi adaptado ao cinema por Luís Filipe Rocha em 1980». Saiba mais.

 © Alípio Padilha
 
«AMINA é a segunda peça do ciclo "A Coleção do Meu Pai" (2023–2033). É produzida pela Sete Anos sob a égide da Companhia de Dança do Seixal.
Parte do livro Cerromaior de Manuel da Fonseca para olhar para um território em particular, a Margem Sul, um território na periferia dos centros de poder, habitado por pessoas cada vez mais diversas entre si, mas unidas por um fator comum: a opressão do capitalismo no seu longo estertor. Deixámo-nos contaminar por outras referências, como a peça Mesa Verde de Kurt Jooss, o livro Dias Úteis de Patrícia Portela, e as vozes e as palavras do Grupo de Ação Cultural - Vozes na Luta.
É uma peça composta por vários jogos onde a palavra, o beat, o corpo e a manipulação de objetos dão a ver uma veracidade possível deste território e o seu respetivo pulsar». Saiba mais.

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No jornal Público entrevista 
à Diretora Artística Cláudia Dias 
 
 
Se puder não perca o trabalho 
na integra, de seguida algumas passagens: 
 
«(...) “A ideia não é fazer uma reprodução sobre a narrativa de cada livro em palco”, explica Cláudia Dias ao Ípsilon. “Não estou interessada nisso. O que interessa é ir buscar alguns elementos ao livro e, a partir deles, criar, em colectivo, um novo trabalho artístico.” Desta vez, ao pegar em Cerromaior, quis sobretudo replicar o gesto do escritor e, tal como Manuel da Fonseca “olhou para a sua terra natal, Santiago do Cacém, e o Alentejo dos anos 40, para falar sobre a desigualdade”, a artista quis focar-se no território concreto onde tanto ela como Xullaji (um dos seus cúmplices nesta criação, a par de Beatriz Rodrigues, Mayara Pessanha e Roge Costa) cresceram e ainda hoje vivem — a Margem Sul.

A par do olhar para o território sugerido pelo livro, à literatura o grupo foi ainda buscar o movimento circular da narrativa, a ideia do canto e da música, e a recolha de frases de Manuel da Fonseca que Xullaji usou para compor uma canção que interpretam em palco. Diz o músico: “Fui recolhendo algumas frases deste livro, que é lindo, e que nos foram servindo para perceber o que é este Alentejo de agora — porque na Margem Sul também vemos Alentejo, de onde muitas pessoas vieram. Esse Alentejo que, para mim, hoje pode vir de Campo Maior, do Bangladesh, da Praia, de Dakar, do Mindelo, de Bissau. São estas pessoas que chegam para trabalhar, para servir, e que são encurraladas neste sítio, as pessoas que têm de fazer o movimento pendular todos os dias e depois, assim que se metem no barco para cá, são olhadas com desdém profundo. Isso tem um paralelo muito grande com o livro.”
Xullaji recupera uma frase de um dos primos Runa, administradores das terras em Cerromaior, quando este diz que “só existem dois tipos de pessoas: os que mandam e os que obedecem”. Ao aplicarem essa máxima à Margem Sul de hoje, diz o músico que pensaram este espaço como “a cidade dos que obedecem”, enquanto do outro lado do Tejo se ergue “a cidade dos que mandam, com várias escalas de poder”. Se os paralelos estabelecidos entre o universo romanesco de Manuel da Fonseca e a realidade que rodeia este colectivo de artistas hoje lhes são evidentes, Cláudia Dias não deixa de notar que, embora reconhecendo “enormes diferenças” entre o presente e o país de 1943, quando o livro foi escrito, a proximidade não deixa de existir, uma vez que “a desigualdade persiste, tem uma nova roupagem, mas continua cá”. “Tivemos uma janela bonita com o 25 de Abril, mas essa janela está de novo a fechar-se e a desigualdade está a atingir outra vez níveis muito gritantes.”
A criadora faz ainda questão de notar que este não é um espectáculo feito por “artistas dentro de uma bolha a olhar de cima para a Margem Sul”, como se fossem “cientistas a pôr celulazinhas no microscópio” para estudarem fenómenos que os ultrapassam. “Nós também somos as pessoas que vivem essas dificuldades, a questão do capitalismo, do racismo, da violência, do preconceito. (...)».

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bom, este post não é «inocente», é comprometido.
Temos presente,
 em linha com o que temos dito:
 
«António Filipe é o candidato 
do artigo 78.º, do direito à fruição
 e criação cultural. (...)». 
 
e mostrá-lo na 1.ª volta
tem repercussões políticas
 de que precisamos - o «voto» fala!
 ao mesmo tempo sobre 
muitas e variadas
 preocupações ...
 
 
 
 



quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

TALVEZ LHE INTERESSE | ANTÓNIO FILIPE O CANDIDATO PRESIDENCIAL CONHECEDOR E SERENO FAZ AMANHÃ (SEXTA-FEIRA) UM DESFILE QUE COMEÇA NO CHIADO ÀS 17: 30 | com gosto divulgamos o que recebemos em particular pelo respeito que nos merece a maneira como na campanha deu centralidade à «cultura»

 

 
Razões para se estar com ANTÓNIO FILIPE não faltam. Ao que somos particularmente sensíveis: às amplas finalidades de «um  voto» que não se esgotam no objetivo imediato do dia da eleição. Mobiliza-nos  pensar que a nossa escolha também reconhece que aquela PESSOA nos ajuda a CUIDAR O FUTURO (adotando aqui expressão de uma candidata do passado, Maria de Lurdes Pintasilgo). O esforço verificável, consistente, ao longo dos anos, do Candidato  António Filipe auxilia-nos a equacionar problemas e soluções.   Com sabedoria, com competência prática, aliás reconhecidas no espaço público.   Pelo exemplo. Ora, num desfile, nas urnas com o nosso voto, num post de um blogue, a nosso ver,  também se diz isso. Diz-se que precisamos daquele concidadão para construimos ALTERNATIVAS ao que temos,  fazermos  as RUTURAS exigidas no sec. XXI,  que precisamos da sua DIFERENÇA. Na PRESIDÊNCIA e EM TODO O LADO: CONNOSCO TODOS OS DIAS. No belo comício havido no Casal Vistoso, Paulo Raimundo enumerou múltiplas razões para escolher António Filipe - numa estimulante intervenção a que deram  titulo excelente: 

«Cumpra-se a Constituição – eleja-se António Filipe!».

 
De lá este excerto: «(...)  Obrigado António Filipe, por dares a possibilidade a tanta gente e a gente tão diferente de ter em quem confiar, de ter, com alegria e confiança, quem apoiar e votar, obrigado por dares voz e rosto aos interesses dos trabalhadores, das populações e da juventude, obrigado pela candidatura da esperança e da mudança que se impõe, a candidatura da Constituição da República e dos direitos consagrados.
 (...)», e o que tanto toca gente do Elitário Para Todos: 
 
 «António Filipe é o candidato 
do artigo 78.º, do direito à fruição
 e criação cultural. (...)». 
 
no Comício do Casal Vistoso

 
 

«Arroios Blues Week»

 

 
A propósito:
  no AbrilAbril.
 
 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

ESTEVE NA COLUNA AO LADO | o livro «LISBOA, HORIZONTES DE TRANSFORMAÇÃO - UMA CIDADE PARA TODOS» |referencial para olhar o que vai acontecendo na Capital _ por exemplo sobre «Hotéis» de que estamos a receber alertas a propósito do Hotel Benfica

 
 

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A imagem acima esteve na Coluna ao Lado. Não queremos esquecer isso, mas para dar lugar a outras que também merecem destaque  e para que a Coluna não fique demasiado extensa,  já não está lá,  e por isso esta explicação ... Alimente-se a «memória» do Elitário Para Todos.
 


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É verdade, nos mais recentes «alertas» chegámos a esta notícia na plataforma SAPO:
 

Benfica inaugura hotel na baixa de Lisboa: «Não é um hotel, é o hotel do Benfica»

Diga-se que no Elitário Para Todos se gosta de «bola», e por cá há benfiquistas, e até como a Beatriz Costa quem gostasse de viver em hotel. Dito isto, aquela intervenção do Presidente da CML não pode ser ignorada (até chega a ser «divertida»). Paremos de perorar, avalie por si as palavras do Senhor Autarca, reparemos no que lhe  provoca EMOÇÃO e nela, estamos em crer aparentemente, se deixa envolver, esquecendo que deve aos Munícipes «racionalidade»: 
 
« Após a chegada à antiga sala de troféus, Carlos Moedas revelou-se emocionado e evocou Eusébio. «É uma emoção estar aqui. É sempre uma emoção estar na inauguração dum hotel, mas é um hotel que é inaugurado com emoção, com vivência e com história. Hoje é um dia especial para o Benfica, fez ontem 12 anos que Eusébio nos deixou. Ainda me lembro de o ver, nos últimos tempos, a almoçar na Tia Matilde, sempre com aquela sua simplicidade, com aquela sua maneira que, de certa forma, é tão benfiquista: ser aquilo que é, ser terra a terra, nunca ter mudado o que é a sua vida. Estarmos aqui hoje, dia 6 — ele faleceu no dia 5 — é realmente muito bonito e uma homenagem a um homem que é a marca do nosso país: o Benfica e o Eusébio», começou por dizer o autarca.
 O hotel é, segundo Moedas, um espaço do Benfica, mas também de Lisboa. O Presidente da Câmara também deixou uma mensagem de agradecimento aos empresários e lamentou que haja quem diga, no mundo político, «mal do turismo». «Aqui, no Jardim do Regedor, reabilita-se um quarteirão histórico para a cidade. É a reabilitação da cidade, da imagem da cidade. É também a valorização da economia e de agradecimento aos empresários. Quando subimos aquelas escadas e vemos as fotografias daqueles homens que aqui trabalharam, essa foi talvez uma das partes emocionantes da nossa visita. Hoje, infelizmente, vemos no mundo político pessoas que dizem mal do turismo, que dizem mal dos empresários. Mas são eles que criam emprego. Aquilo que vemos no hotel é exatamente essa criação de emprego, daqueles que aqui trabalharam, daqueles que vêm trabalhar e daqueles que cá vêm trazer para a nossa cidade. Isso é importantíssimo», reforçou.
 «Lisboa é e quer ser a Capital do Desporto. O Benfica é parte do nosso projeto e é esse projeto que queremos para a nossa cidade. Esse projeto que trazem é para os lisboetas mas também para aqueles que cá vêm, porque querem visitar o Benfica, porque querem saber que estão neste clube histórico, que deu tanto ao país e à cidade. Eles querem sentir um bocadinho disso. Querem entrar no Quarto José Augusto e sentir os momentos que vivemos. Querem olhar para o Cosme Damião, para o Eusébio, para o nosso presidente Rui Costa e sentir essa história. Como Presidente da Câmara de Lisboa, quero agradecer em nome dos lisboetas. Lisboa é a Capital do Desporto muito graças àquilo que fazem, à vossa imagem no país, à vossa imagem no mundo. O Benfica é um clube do mundo, internacionalmente conhecido por estar nesta cidade. Sport Lisboa e Benfica. Viva Lisboa e viva o Benfica», concluiu Carlos Moedas.(...)».
E foi por aqui que nos lembrámos da publicação da imagem acima, na fila para sair da coluna ao lado,  mas não de deixar de ser uma ferramenta que nos ajuda a observar a vida do Município de Lisboa. E foi também por estes meandros que quisemos saber mais e fomos em busca de outros que tenham reparado no «acontecimento». E nessa caminhada encontramos o seguinte: