quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA CONTINUA! | alguem que nos salve de morrermos «afogados» nas Resoluções do Conselho de Ministros, quais sebentas escolares - perdão, já podem cair na espécie «livros académicos» | ESTAMOS A VISAR A RCM N-º 2 /2026 QUE «APROVA A AGENDA NACIONAL DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E O RESPECTIVO MODELO DE GOVERNAÇÃO»

 
 Em boa verdade, já não haverá nada de novo a acrescentar à forma como o atual GOVERNO está a conduzir  o seu trabalho. A opção (ou será que não sabe fazer doutra maneira?) pela ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA está aí para quem o queira ver. A Resolução acima é um bom exemplo. Ó deuses!, nada contra «textos de apoio» em que se fundamenta a ação governativa. Sugestão: na «Área REFORMA DO ESTADO» que aparece no Portal do Governo (ainda que mal se pergunte existe site do Ministério associado?) coloquem aquilo a que se costuma designar por «RECURSOS», ou seja, a bibliografia e demais fontes que dão suporte teórico,  prático, e institucional à ação do Governo. Na circunstância à «INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL». Mas transformar uma Resolução do Conselho de Ministros, já não dizemos em «sebenta», subamos na escala para «livro» - (atravessado pelo «panfletário»?, ou estamos a ser injustos?, não nos parece) -  começa a inquietar demais: a  GESTÃO PÚBLICA parece mesmo estar em perigo. Mas a ciência das «organizações e da sua gestão» existe. 
Acabada de ler a RCM n.º 2 aqui em causa - ainda atordoados - e apenas a titulo de mera ilustração olhemos para isto - mas o melhor é ler tudo (mas quem tem tempo para isso?):
 
«(...)  A inteligência artificial (IA) representa uma oportunidade histórica para Portugal acelerar o crescimento económico, reformar o Estado e aumentar a produtividade, hoje limitada a 75 % da média europeia.
 A rápida adoção de IA pode acrescentar entre 18 e 22 mil milhões de euros ao produto interno bruto (PIB) e elevar até 2,7 pontos percentuais (p. p.), num cenário de rápida automação e adoção de IA generativa, o contributo da produtividade para o crescimento. 
A oportunidade de IA não se foca apenas em large language models (LLM). Desde redes neuronais recorrentes e convolucionais para análise de imagens, dados sequenciais, ou geração de dados sintéticos, árvores de decisão para previsões tabulares, reinforcement learning para otimização de sistemas, e modelos não supervisionados para descoberta de padrões de IA, o impacto potencial desta tecnologia é significativo, seja aplicado à saúde, indústria e economia azul, ou até à simplificação e digitalização da Administração Pública. 
Portugal possui vantagens estruturais únicas, designadamente, energia competitiva e renovável, infraestrutura digital de referência, talento qualificado, elevada predisposição para uso de IA, conectividade nacional e internacional, ecossistema dinâmico de startups e forte qualidade de vida, as quais criam condições ideais para desenvolver soluções de IA e atrair investimento e talento.
A ANIA estabelece uma visão clara na utilização de IA de forma ética, segura e responsável, de modo a aproximar Portugal da vanguarda da competitividade europeia. Foca-se na transformação da inovação em valor público concreto, a saber, salários mais elevados, serviços públicos mais eficientes e maior qualidade de vida. 
A ANIA rege-se por seis princípios orientadores e está estruturada em quatro eixos de atuação com objetivos claros.
Em primeiro lugar, Infraestrutura e Dados, para garantir que Portugal desenvolve capacidade computacional estratégica e uma economia de dados robusta, reduzindo a dependência externa, assegurando uma articulação diplomática para proteger o acesso contínuo a recursos críticos de IA e criando bases tecnológicas que permitam competir na próxima década. (...)
 
 A complexidade regulatória agrava o problema. O novo Regulamento Europeu de IA terá de coexistir com legislação já extensa, como o RGPD, a par de regulamentos setoriais em matérias de saúde, finanças ou educação, criando um ambiente regulatório fragmentado e, por vezes, contraditório. Esta incerteza jurídica atrasa decisões, aumenta custos e gera dependência de consultoria especializada, escassa no mercado nacional. Ao mesmo tempo, a IA está a tornar-se cada vez mais acessível e próxima de ser uma tecnologia amplamente disponibilizada, com uma velocidade de adoção sem precedentes. Esta democratização acelera o potencial de inovação, mas aumenta proporcionalmente a necessidade de responsabilidade, segurança e mecanismos de salvaguarda. O desafio já não é  apenas incentivar o uso, mas garantir que esse uso é seguro, confiável e alinhado com valores públicos. (...)

 E até temos em jeito de Notas de Rodapé: 
   1 ) McKinsey & Company, 2025. ( 2 ) Eurostat, 2023, Produtividade por hora trabalhada. ( 3 ) Implement Consulting Group, 2024, The economic opportunity of generative AI in Portugal. ( 4 ) McKinsey & Company 2025, EY European AI Barometer 2025. ( 5 ) Global Peace Index, 2025. ( 6 ) Global Citizen Solutions, 2025. ( 7 ) Netsonda 2025, Estudo de mercado. ( 8 ) StartUp Portugal, 2025, Startup & Entrepreneurial Ecossystem Report. ( 9 ) BCG, 2024, The Leader’s Guide to Transforming with AI. ( 10) Instituto Nacional de Estatística, 2025, Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas. ( 11) Direção-Geral das Atividades Económicas. ( 12) Implement Consulting Group, 2025, The AI opportunity for eGovernment in Portugal. ( 13) Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, CDH 23 | Inquérito aos Doutorados, 2023. ( 14) Future of Work, 2024, McKinsey & Company. ( 15) AI Barometer, 2025, EY. ( 16) Solving Europes AI Talent Equation, CEPS 2025. ( 17) IDC Portugal, 2024. ( 18) CEO Outlook, 2025, KPMG. ( 19) Tech Talent Trends Repor2025, Landing.Jobs.( 20) Global AI Jobs Barometer, 2025, PwC. ( 21) European AI Barometer, 2025, EY. ( 22) KPMG, 2025, CEO Outlook (...)»
 
Com o devido respeito, poupem-nos! 
 
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Entretanto, aproveitemos 
para rendibilizar posts anteriores
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