terça-feira, 28 de julho de 2026

MANUEL AUGUSTO ARAÚJO |«Inteligência Artificial, potencialidades contra banalização e normalização»

 

 
 «A IA, com a sua extraordinária capacidade de colectar dados, deve dar um fortíssimo impulso a essa transformação, ao pensamento dialéctico marxista, o que assombra as gerações burguesas, a frivolidade da antropologia burguesa totalitária em transição para o neo-fascismo». Leia no AbrilAbril.
 
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A nosso ver, artigo a não perder. A nosso ver, opinião que nos faltava para refletirmos a IA na esfera da Cultura e da Arte. Por aqui somos particularmente sensíveis  à questão da «banalização e normalização». Com ou sem IA, mas de facto o perigo está agravado com este avanço tecnológico. Contudo, também poderá funcionar contra a «uniformização». Aproveitar para assinalar, o que tantas vezes temos sublinhado no Elitário Para Todos, a intervenção estatal nos últimos anos no âmbito do Ministério da Cultura, agora metido num caldeirão, não promove a inovação. A excelência. Longe disso, trata o que é diferente de forma igual. E certamente dizendo que está a defender tratamento igualitário. Apetece gritar «santa ignorância!». Nem deve compreender o que já foi lema, como Visão: CADA PROJETO ARTÍSTICO É ÚNICO. Veja-se o que acontece com os famigerados concursos da DGARTES. Por este andar não tarda e vai recorrer a um «juri IA». Por outro lado, a falta da organização da memória na Cultura é objetivável. Faltam os sistemas de informação que a tecnologia nos permite. Assim sendo, não faremos parte do «MUNDO IA», desaparecemos,  como cada um já o pode comprovar ... Sim, sim, há que digitalizar na Cultura e nas Artes,  eventualmente mais urgente  que  nos «exames nacionais». Bem, mas nós não somos muito apologistas de «isto ou aquilo» sentimo-nos bem em múltiplas circunstâncias com «isto e aquilo». Mais, somos a favor do «nascer digital» sempre que as circunstâncias o recomendem ... Ou seja, são precisos ESTUDOS prévios. Vem nos manuais, e a vida assim o mostra. Podíamos uma vez mais, ilustrando, falar no que se está a passar nas Avaliações na Educação, mas também com os «Subsídios de Mérito Cultural». E pedir que se olhe para os «recursos» desbaratados com os CONCURSOS DA DGARTES que se espalham como «milho painço» ... 
Rematando, obrigado, Manuel Augusto Araújo, pelo sua reflexão. Que belo ponto de partida para tantas outras.
  

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