segunda-feira, 7 de julho de 2014

FESTIVAL DE ALMADA | Personalidade Homenageada | LUÍS MIGUEL CINTRA




«Escrever sobre Luis Miguel Cintra é um exercício simultaneamente tentador e arriscado: pelo fulgor da sua presença, pelo brilho da sua arte – no teatro, na ópera ou no cinema – e pela dificuldade que sentimos em desenvolver um discurso crítico que dê conta dessa sua múltipla actividade artística.
     É tentador porque ele é um actor-encenador-tradutor que tem falado – e escrito – longamente sobre os espectáculos que cria, declarando a sua ideia de arte, explicando as razões das suas opções dramatúrgicas, desenvolvendo uma argumentação que atravessa diversos territórios: a literatura, as artes (plásticas e musicais, sobretudo), a estética teatral, a responsabilidade cívica do gesto artístico, etc.. 
    Por estas razões muito concretas, o simples facto de o citar é, desde logo, uma forma de aceder a um universo conceptual e a uma escrita fascinantes, a que podemos acrescentar a possibilidade de mobilizarmos uma iconografia que nos chega pelo trabalho inspirado de Cristina Reis, como cenógrafa e figurinista, e pelas belas fotografias sobretudo de Paulo Cintra, Laura Castro Caldas e Luís Santos a avivarem a nossa imprecisa memória. 
    A esse “espólio” acrescenta-se o belíssimo livro Teatro da Cornucópia: espectáculos de 1973 a 2001 (que Cristina Reis e Margarida Reis paciente e dedicadamente compuseram) e, mais recentemente, o interessante sítio na internet (desenhado pela Terra das Ideias) que prolonga a memória do exercício artístico e chega generosamente a todos nós, não só com informações importantes sobre os espectáculos, mas também com um sedutor manancial de textos e imagens. 
    Mas, a par desta tentação de citar e “remeter para” as suas palavras e as suas acções teatrais, habita a responsabilidade de escrever alguma coisa que dê um testemunho pessoal da nossa experiência: e aí o risco é grande. Porque não é fácil transpor para a palavra o que nos chega de formas tão diversas e nos toca tão fundo: pelo que vem escrevendo, pela travessia artística que o faz transitar do teatro até à ópera, da tradução até à reelaboração dramatúrgica, do palco até ao cinema.
    Arriscaria, porém, três breves notas sobre o seu trajecto artístico:


1. Como encenador e actor, trabalhando textos do passado ou de tempos mais recentes, reconhecemos que há uma constelação de sentidos e de formas artísticas que ele mobiliza para nos fazer chegar uma interpelação (e não “transposição”) cénica dessa realidade literária. E para isso apontam as reflexões que integra no programa que acompanha cada produção»; CONTINUE A LER o texto de Maria Helena Serôdio, Presidente da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

E Luís Miguel Cintra inicia o Programa o SENTIDO DOS MESTRES, assim divulgado no Jornal de Letras de 25 de Junho:






Mas pode ler mais  em 

 RESPOSTA A UMA HOMENAGEM:

PARTILHAR CONTAS À VIDA
 
(e há mais  textos) 
de Luís Miguel Cintra
do Festival




FESTIVAL DE ALMADA 2014 | Programa

CONTRA A SITUAÇÃO ACTUAL NA CULTURA


 Público de 6 Julho 2014
  Disponível no PÚBLICO online: aqui.



sábado, 5 de julho de 2014

CONCURSOS DE DIRIGENTES DA CULTURA | A resposta do Secretário de Estado da Cultura no Parlamento | por volta das 02:31:23 h




Conforme demos nota no post anterior, o Secretário de Estado da Cultura esteve em audição parlamentar no passado 25 de Junho. Não pensávamos ver o video que a regista,  por experiências anteriores aquilo por vezes é penoso. Não tínhamos essa intenção, até que um leitor deste blogue nos disse que  a questão dos concursos para Dirigentes na Cultura tinha sido abordada, e como é assunto que temos seguido aqui no Elitário Para Todos teria interesse conhecer esta parte da «telenovela». E assim, lá fomos ... . Para começar, dizer que o SEC desta vez elegeu palavras: alavanca, alavancagem, alavancado, foram repetidas a propósito e a despropósito, ao ponto de se ouvir que os estudos que encomendou são «alavancas extremamente úteis». Mais que uma vez apeteceu desistir, até porque aquela coisa dos concursos afinal não teria aparecido, talvez tivesse havido alguma confusão,  mas de repente, quase no fim, a pergunta - se bem retivemos por parte de um deputado do PS - que, em síntese, pedia um ponto de situação. Mais ou menos, por volta das 02:31:23 do video temos a resposta do SEC.  Reconhece,  há atrasos: no caso do Património Cultural será por uma questão jurídica pontual  levantada por um concorrente; relativamente ao Livro aos Arquivos e às Bibliotecas, a culpa parece que é da CRESAP. E chegámos à DGARTES, e a situação soa mais fina, o Senhor Secretário de Estado confirma que já recebeu as propostas para Subdirector-Geral há muito tempo, e para Diretor-Geral mais recentemente. (Veja posts anteriores nossos, por exemplo, PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS | Área da Cultura | Prazos ! | não são para cumprir ), e diz que tem duas dúvidas específicas. Se bem transcrevemos, palavras suas: 

 «Uma sobre os candidatos em presença; outra sobre a eventual possibilidade de eu alterar aspectos da DGARTES ... e portanto eventualmente até promover um novo concurso ...».


Não sabemos se a COMISSÃO PARLAMENTAR ficou esclarecida, e se aceita este «discurso». Por aqui não estamos, estamos mesmos perplexos.  Para qualquer um dos casos, contrariamente ao que foi dito, tudo parece muito pouco TRANSPARENTE. E então quando se chega à DGARTES aquilo mais parece a perversão do sistema ... . Bom, aguardemos que os Senhores Deputados não fiquem por isto. Que alguém respeite a inteligência dos cidadãos.  



domingo, 29 de junho de 2014

O SECRETÁRIO DE ESTADO DA CULTURA ESTEVE NO PARLAMENTO


DOS USA | «Porque deve o Estado Apoiar as Artes ?»


 
E na Biblioteca do Congresso pode ver uma coleção de cartazes online que tambem dão informação sobre as artes no Estados Unidos ao longo dos tempos, e  a sua relação com a Administração:
The Work Projects Administration (WPA) Poster Collection consists of 907 posters produced from 1936 to 1943 by various branches of the WPA. Of the 2,000 WPA posters known to exist, the Library of Congress's collection of more than 900 is the largest. The posters were designed to publicize exhibits, community activities, theatrical productions, and health and educational programs in seventeen states and the District of Columbia, with the strongest representation from California, Illinois, New York, Ohio, and Pennsylvania. The results of one of the first U.S. Government programs to support the arts, the posters were added to the Library's holdings in the 1940s. Continue.