domingo, 11 de maio de 2025

A FORÇA DOS «RITUAIS» - a pretexto do recente Conclave ...

 

 
Começa assim:«Yes, they were all men, and still mostly white, chanting solemnly as they filed into the Sistine Chapel, elegantly enrobed in matching scarlet regalia, to elect a new pope. Yes, there are all the well-known issues of the Catholic Church with women, gay people, sexual and financial scandals. Yet, there was something about the age-old rituals surrounding the conclave that was profoundly affecting for consumer societies, unmoored in their facile strivings from anything meaningful to anchor the flurry of existence. (...».
 
 
 

segunda-feira, 5 de maio de 2025

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2025 | NA SENDA DE DEBATES QUE AINDA NÃO FORAM FEITOS | sugestão de tema «Cultura, Mais Estado»

 

 recorte da Revista do Expresso de 4 de outubro de 2014 
 
O texto da imagem é o que se segue abaixo - atualizado e retirado daqui,  da Pastoral da Cultura.  No formato acima faz parte das nossas joias desde que foi publicado e com frequência o trazemos para o Elitário Para Todos. Levou, por exemplo, ao post cujo titulo é um excerto :«A CULTURA NÃO É UM LUXO _ Um dos perigos contemporâneos é a transformação da cultura em indústrias de entretenimento recheada de produtos de consumo rápido e sonâmbulo, capturada pelo simplismo dos modelos», onde temos também a intervenção de Tolentino Mendonça no 10 de junho de 2010 - um dos grandes discursos a que a nosso ver não foi dado grande eco. Às vezes acontece, não é verdade «Senhora Comunicação Social» ...  Mas vamos ao artigo antes referido, conforme  disponibilizado na Pastoral da Cultura:

«Vende um dos teus pães/ e compra um lírio»: A cultura não é um luxo

A Organização das Nações Unidas, traçando os objectivos para o desenvolvimento neste novo milénio, apostou na criação de um novo conceito: o de sustentabilidade cultural. Conhecíamos os conceitos de sustentabilidade económica ou ambiental, e emerge agora esta nova categoria para recordar que tanto a herança cultural de cada comunidade humana como as suas indústrias culturais e criativas, as suas infraestruturas e práticas culturais são patamares estratégicos para o presente e para as gerações vindouras.

Há, por vezes, o risco de pensar que a cultura é um luxo, útil nos tempos em que nos podemos permitir larguezas, mas ao qual é possível renunciar nos períodos de dificuldade. Ora, a cultura não é um luxo: é uma necessidade primária. Ela tem o carácter daqueles elementos sem os quais a vida diminui. E é precisamente nos momentos de escassez e crise, seja ela financeira ou de identidade e sentido como é a que hoje, em grande medida, o Ocidente vive, que a cultura deve ser vista como bússola e motor de desenvolvimento. A atividade cultural, na pluralidade das suas linguagens, tem por isso de ser apreciada no seu fundamental papel humano, social e civilizacional.

Porquê falar da importância da cultura? A resposta não pode ser senão uma: apostar na cultura é apostar na vida, na vida de cada um e de todos. É investir no que ela tem de mais profundo e visível, de mais silencioso e partilhável, de mais histórico e utópico, de mais pessoal e comum. Todos vivemos na e da cultura. Na multiplicidade das suas linguagens ela é o nosso habitat permanente. É o nosso observatório e ateliê; é o nosso dicionário e, ao mesmo tempo, o caderno de anotações daquilo que diariamente emerge e que ainda não está dito em língua alguma; é a nossa identidade irredutível e a nossa forma de abertura aos outros.

Sophia de Mello Breyner Andresen recordava o seguinte: «Mesmo que fale somente de pedras ou de brisas a obra do artista (e, nesse sentido, a produção cultural) vem sempre dizer-nos isto: que não somos apenas animais acossados na luta pela sobrevivência, mas que somos, por direito natural, herdeiros da liberdade e da dignidade do ser». O homem não vive só de pão: precisaremos sempre de alimentos de outra natureza. Ao lado do que parece estritamente necessário à sobrevivência temos de colocar aquilo que dialoga com a fome e a sede do coração e, sem o qual, até poderíamos viver, mas não seríamos nós próprios. Ao lado do imediatamente útil, temos de guardar lugar para o que parece inútil, como aconselha o poeta chinês Li Bai: «Vende um dos teus pães/ e compra um lírio».

A cultura não é um meio de aceder a um código, a uma gramática e, por eles, a um património de informações ou entretenimentos. A cultura permite-nos entrar em nós próprios. É uma janela e igualmente um espelho. Um dos perigos contemporâneos é a transformação da cultura em indústria de entretenimento, recheada de produtos de consumo rápido e sonâmbulo, capturada pelo simplismo dos modelos. Porém, a cultura digna desse nome é aquela que dialoga com as grandes necessidades da vida e nos abre incessantemente à profundidade e à complexidade do real.

Uma das mais belas parábolas que conheço sobre a cultura li-a num livro de George Steiner. Na URSS de Brejnev havia uma professora de língua inglesa que foi metida na cadeia - sem luz, sem papel nem lápis - por causa de uma denúncia absurda. Ela conhecia de memória os mais de trinta mil versos do “Don Juan” de Lord Byron. Quando saiu da prisão tinha já perdido a vista, mas ditou a tradução em que se ocupara ali mentalmente. Hoje é considerada a melhor tradução russa de Byron.

 José Tolentino Mendonça
In Expresso, 4.10.2014
Publicado em 10.10.2014 | Atualizado em 30.04.2023

Assim, para lançamento do debate que sugerimos podia pedir-se o que pensam os candidatos destas palavras. E os senhores comentadores que «dão notas» até terão a vida facilitada. Mas podiam dizer-nos que grelha seguem. Ah, esqueciamo-nos, são «opiniões»! E os senhores jornalistas podem preparar-se e abraçarem a causa: DISCUTIR CULTURA! Em particular, como a sua ausência na vida das pessoas pode complicar definitivamente o tão desejado «elevador social».

Depois para «aliviar o debate», pragmáticos, podemos confrontar com a criação de um MINISTÉRIO DA CULTURA digno desse nome a volta de números como os constantes desta Publicação:  


 
Sim, sim, «Cultura, mais Estado» tem várias expressões, dos valores, aos conceitos, passando pelo 1% para a cultura em termos orçamentais, aos Perfis dos Dirigentes, às Estatísticas ... Na generalidade encontraremos «silêncios» e «apagões»... Em termos operativos a fixação do SERVIÇO PÚBLICO DE CULTURA que queremos é o organizador nos Países que dizemos de referência. Mas aqui, como na ENERGIA ELÉCTRICA   precisamos de profissionalismo na Gestão Pública da Cultura. Não, não chega ter jeitinho, ...
 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

«Korea’s vibrant cultural scene»

 

 
 
«the next edition of the ENCATC International Study Tour is approaching fast. This is your last opportunity to join us in Seoul to deeply engage with Korea’s vibrant cultural scene. You will have the occasion to foster EU-Korea academic and professional partnerships and exchange globally on cultural policy and management. This tour serves as a crucial platform to build new bridges, exchange ideas, and draw lessons from one of Asia’s most dynamic cultural landscapes.
 What makes this year's edition exceptional?
Participants to the Study Tour will have guided access to leading institutions, including:
  • EU Delegation to Korea
  • Goethe-Institut Korea
  • Instituto Cervantes Seoul
  • Korean National University of the Arts
  • The Korea Foundation – Global Center
  • Seoul Foundation for Arts and Culture
  • Sejong Center for the Performing Arts».