sexta-feira, 23 de abril de 2021

TUDO COMO ANTES ! | após a reunião do Conselho de Ministros que foi exclusivamente dedicado ao setor da Cultura ontem realizada ...

 

 

Ontem fomos bombardeados com a notícia de que tinha havido uma reunião do Conselho de Ministros exclusivamente dedicada à Cultura e até teve local, digamos, simbólico: Convento de Mafra. Iamos ouvindo o que lá se tinha passado e não havia maneira de nos chegar algo novo. Procuramos o Portal do Governo - veja imagem acima - e confirma-se: os «milhões» continuam a ser os mesmos; o aprovado foi a formalização do que têm dito e repetido ao longo dos meses, com avanços e recuos, por força da intervenção do setor ... E à partida isso até nem seria mau, se fosse genuino, ou seja, se fizesse parte de um processo continuado, permanente e sistemático de construção de Politicas Públicas para a Cultura. Essa postura não existe, e continua tudo a ser «errático». Onde está um PLANO DE DESENVOLVIMENTO PARA A  CULTURA E AS ARTES?, basta perguntar isto para percebermos de que estamos a falar... Quando é que o Serviço Público em Cultura e Artes tem o mesmo tratamento dos outros - como a Saúde, a Educação, os Transportes, os ... Bom, a Reunião do Conselho de Ministros teve um efeito verificável: oportunidade para a Senhora Ministra dar entrevistas e «melhorar a sua imagem» ... Desde logo, para além das palavras que lhe eram caras - «pela primeira vez», «inovador», ... - agora mais uma: «novidade» ... E até já parece ter nova postura face ao «1% para a Cultura». Ótimo*. Mas destaca, por exemplo, isto:

 Na Primeira Página DN 23ABR2021

Como se este facto não fosse a prova provada da situação miserável em que o setor se encontra ...   Pelo que já se viu, ouviu, e leu, apetece adiantar: ninguém pode ser o que não é ... Faz sentido,  neste ambiente, que se mostrem outros lados, por exemplo: Plateia lamenta que Governo tenha aprovado estatuto sem concluir diálogo. A crónica seguinta que evidencia a «dimensão» dos milhões quando olhados em termos absolutos e não em função daquilo que verdadeiramente se necessita. Ou seja, é muito, é pouco, é o que precisamos? A pergunta que tanto se faz no Elitário Para Todos: como chegaram aqueles valores?


CM 2021|04|23

E tem cabimento voltar à sessão havida na Assembleia da República a que nos referimos neste post: 

ONTEM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA | CULTURA | os apoios que parecem mais mas são os mesmos ...

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* Atualização - depois de se ouvir  entrevista à TSF, conclui-se por falsa conclusão. A Ministra continua a ter os seus critérios «pessoais» para a leitura do Orçamento do Estado.  Que variam conforme os interesses do momento, onde uma mesma verba pode contar as vezes que for preciso. Nas Obras Públicas; na Juventude; na Educação; na Coesão; no Turismo ... Ai!,  a ORÇAMENTAÇÃO POR PROGRAMAS que falta faz nestas ocasiões ... Pelos vistos, para a Senhora Ministra da Cultura o que conta é a Área Cultura que faz coincidir com Ministério da Cultura (que verdadeiramente não existe, e o que vamos ouvindo só o atesta) ... Estará a Governante «confundida»? Não, que ideia! Nós os bárbaros é que não compreendemos estas abordagens ... Olhe que não! Olhe que não! Senhora Ministra, repetimos, sem se menosprezar, antes pelo contrário, o conceito e a operacionalização da ÁREA CULTURA - a sua transversalidade -  quando se reinvindica o 1% é para aquelas actividades que estão na justificação da existência de um MINISTÉRIO DA CULTURA clássico. Dito de outra forma, contabilisticamente, em vez de 0,21% queremos 1%. No minimo,  «a olho», dado a situação de que partimos, e para que haja MUDANÇA, «cheira-nos» que terá de ser muito mais. Aprendamos com os outros. Antevemos: a Senhora Ministra vai continuar com a dela, (e nisso parece que está a arrastar o Governo) e os demais a defender o que se aprende nas Escolas e é praticado de forma transparente por PAÍSES DE REFERÊNCIA ... E recomendado pelas Organizações Internacionais que nos deviam obrigar. E, salvo melhor opinião, bastaria respeitar o senso comum.  A Senhora Ministra diz (disse na TSF) que ouve, mas não parece. Vai ouvindo tarde e a más horas ... E, objetivamente, é  selectiva. Em suma, talvez se aplique: «Ministra de si mesma».

 

 

 

quinta-feira, 22 de abril de 2021

CAETANO VELOSO | «Terra»

 

 



 

 

 

ONTEM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA | CULTURA | os apoios que parecem mais mas são os mesmos ...

 
Excerto:«No período de declarações políticas que decorre na Assembleia da República, a deputada comunista Ana Mesquita considerou que "a Cultura não aguenta este abre e fecha, confina e limita horários" e que é preciso "reafirmar que a Cultura é, de facto, segura e que a atividade cultural tem de ser retomada de forma mais ampla com todas as condições de segurança sanitária".

"Só que, em relação aos apoios da cultura, muito há a dizer. Além de muitos não serem mais do que anúncios reanunciados sucessivamente, parecendo ser mais, mas sendo exatamente o mesmo, há problemas concretos que têm de ser resolvidos", criticou, alertando que "centenas de pessoas" têm ficado de fora dos apoios do Governo.

Segundo a parlamentar comunista, "a esmagadora maioria dos requerentes que viu o apoio recusado diz cumprir os requisitos em causa" e, uma vez que "a resposta não indica exatamente o motivo da recusa, são os trabalhadores que têm de se deitar a adivinhar o porquê".

"A verdade é que não se compreende a falta de transparência e de informação nas respostas dadas a quem já se encontra muitas vezes numa situação limite", lamentou a deputada, anunciando que o PCP vai avançar com um projeto de resolução sobre o tema.

Entre as várias reivindicações presentes nesse documento, o PCP propõe "o alargamento temporal da abertura de atividade nas finanças para efeitos de concessão do apoio social da Cultura a todos os trabalhadores que, desde janeiro de 2019 até ao presente, tenham tido, em algum momento, atividade aberta como trabalhadores independentes" e ainda "a inclusão de critérios complementares para incluir trabalhadores da área da Cultura que têm ficado excluídos". (...)».

 
A intervenção da Deputada do PCP na integra:



Destaque:«Como tal, o PCP anuncia que, na sequência Projeto de Lei 669/XIV/2, que dava resposta a muitos dos problemas que a aplicação prática do regulamento de concessão dos apoios sociais da Cultura veio a levantar –rejeitado com o voto contra do PS e as abstenções de PSD, CDS e IL – vai dar entrada de uma nova iniciativa propondo, entre outras medidas:

- O alargamento temporal da abertura de atividade nas finanças para efeitos de concessão do apoio social da Cultura a todos os trabalhadores que, desde janeiro de 2019 até ao presente, tenham tido, em algum momento, atividade aberta como trabalhadores independentes;

- A inclusão de critérios complementares para incluir trabalhadores da área da Cultura que têm ficado excluídos;

- Uma nova fase de candidatura para abranger os profissionais antes considerados não elegíveis e que, por isso, não se candidataram;

- A concessão do apoio respeitante a todos os meses que os profissionais receberiam se incluídos, devidamente, na correção de critérios;

- O estabelecimento do valor mínimo do apoio social extraordinário da cultura por trabalhador num valor não inferior ao que resulta do AERT;

– A periodicidade mensal do apoio enquanto se mantiverem em vigor as medidas que condicionem fortemente ou impeçam totalmente o regresso à atividade;

– A garantia de acumulabilidade do apoio com outros apoios e prestações sociais.

A pergunta que resta é como votarão desta vez os partidos que chumbaram a última iniciativa do PCP e se vão continuar a deixar muitos dos trabalhadores da cultura para trás. O PCP cá continuará a defender, de maneira coerente e consequente, os direitos dos trabalhadores das artes e da cultura». Na integra

 

 


terça-feira, 20 de abril de 2021

«25 ABRIL 2021»





«THE 20s:REALLY THE BEST AGE TO BE?»

 

 Disponível aqui

 

 

 


EXPOSIÇÃO | MUSEU DO NEO-REALISMO | «Representações do Povo»

 

 Do site do Museu


No sábado, 17 de abril, no Museu do Neo-Realismo abriu «ao público a exposição de longa duração Representações do Povo, que pretende refletir como artistas próximos ou distintos do neorrealismo representam o povo, na relação com os seus diferentes contextos geográficos e históricos.

São seis os artistas e seis os conjuntos de obras, de Domingos António Sequeira a Graça Morais, passando por Rafael Bordalo Pinheiro, Augusto Gomes, Tereza Arriaga e Jorge Pinheiro. Através deles, o Povo irrompe: refugiados da Terceira Invasão Francesa, a figura derrotada ou ameaçadora do Zé Povinho, os pescadores de Matosinhos, os vidreiros da Marinha Grande, as «Marias» da aldeia transmontana do Vieiro, os camponeses da reforma agrária alentejana, na comovente alegoria a dois dos seus mortos.

A Exposição, que ocupa o piso 2 do Museu, é o resultado de um trabalho conjunto de seis comissários, Carlos Silveira, Pedro Bebiano Braga, João B. Serra, Laura Castro, Joana Baião e Raquel Henriques da Silva, a qual assumiu coordenação geral da mesma.

Patente até 10 de abril de 2022. Entrada livre».