quinta-feira, 26 de março de 2026

LISBOA | PARA CONHECERMOS O VERDADEIRO PRESIDENTE DA CÂMARA |«Sobre as perguntas hoje [foi ontem] feitas na Câmara Municipal de Lisboa a Carlos Moedas, acerca de dois importantes equipamentos culturais da cidade, do afastamento de dirigentes competentes e da nomeação de outros, sem concurso, na base de insondáveis critérios»

 

 
excerto da entrevista que Gonçalo M. Tavares
 deu ao Expresso
em janeiro 26
 

Acreditamos no poder da cultura e da arte na qualidade de vida das pessoas. Acreditamos que uma boa informação por parte dos Organismos nomeadamente autárquicos faz parte do SERVIÇO PÚBLICO razão de ser da sua existência. Acreditamos que os POLÍTICOS NÃO SÃO TODOS IGUAIS. Revemo-nos no que Gonçalo M. Tavares diz no recorte acima e pensamos nos novos leitores que gostávamos de ter e que não é favorecido pelo  cansaço do quotidiano ... Procuramos pertinência e qualidade nas nossas escolhas na convicção, no caso,  que muito tem de MUDAR NA GESTÃO DA AUTARQUIA DA CAPITAL e nisto tem cabimento conhecer de facto o PRESIDENTE MOEDAS ... Nesta teia pretendendo-se contribuir para a INFORMAÇÃO do País e em especial dos Munícipes de Lisboa, não será uma perda de tempo ler o que o Vereador JOÃO FERREIRA acaba de escrever no Facebook - a linguagem é clara e o «relato» do que aconteceu na Reunião tem momentos, depois de apetecer «chorar», que  até chegam a ser  divertidos ... Esforcemo-nos, porque LISBOA precisa de nós todos, e  todos nós dela - MENINA E MOÇA!

*
*   * 
Vamos lá: 

«Perguntei hoje, diretamente, na reunião pública de câmara, a Carlos Moedas porque afastou Francisco Frazão do Teatro do Bairro Alto e Rita Rato do Museu do Aljube.

Moedas não deu razões, também não as tinha dado até aqui, limitou-se a dizer, hesitante, que se tratava de um “novo ciclo” e que a “rotação” nos cargos dirigentes é um princípio saudável. Nenhuma explicação sobre porque se entra num “novo ciclo” nestes dois casos e apenas nestes dois casos, sabendo nós que outros dirigentes há que estão há mais tempo em funções do que os dois agora afastados. O secretário-geral agora a contas com a justiça, por exemplo, tinha já atingido o limite de anos no cargo, estipulado na lei, e nem por isso Moedas o afastou em 2024, quando o reconduziu, sem concurso. Manteve o “ciclo” neste caso, mas também não disse porquê.

Quando questionado sobre que avaliação tinha feito acerca do “ciclo” que agora termina nestes dois equipamentos - afinal de contas, qualquer bom gestor da coisa pública deve pautar as suas decisões por avaliações dos ciclos que define - Moedas voltou a não responder. Não sabia, por exemplo, que o Teatro do Bairro Alto apresenta a mais elevada taxa de ocupação média dos teatros municipais. Curiosidade: também não soube indicar uma peça que tenha visto neste teatro nos últimos cinco anos (desde que é presidente da câmara), isto porque não viu uma única peça neste teatro.

Quando questionado sobre que estratégia ou projeto tinha para estes dois equipamentos (ele que assumiu para si, não delegando em nenhum vereador, a responsabilidade pela “estratégia para a cultura”), mais uma vez, nada disse de substantivo. Ensaiou algumas vacuidades, como dizer que não quer uma cultura apenas para elites. Ora, recordado de que foi esta direção do Museu do Aljube a que mais fez pela abertura do museu à sociedade, confrontado com o número inédito e significativo de visitantes, em especial oriundos das escolas, e com a abrangência da atividade do museu, Moedas engoliu em seco. Mudo. E mudo ficou quando confrontado também com a circunstância de, contrariamente aos dois diretores afastados, que foram nomeados na sequência de um concurso ao qual submeteram um projeto para os respeitosos equipamentos culturais, os nomeados de agora, sem concurso, não terem projeto conhecido rigorosamente nenhum para aqueles equipamentos.

Tudo isto são razões bastantes para reforçarmos o escrutínio sobre o que por aí virá pela mão destas pessoas. Para Moedas, a “estratégia para a cultura” resume-se ao compadrio institucionalizado e à distribuição de lugares a clientelas partidárias e outras que tais. Pelo caminho, afastam-se dirigentes competentes, mas incómodos - por razões que não quis descortinar, mas que nós adivinhamos…».

#CDUpelodireitoacidade

 *
*   * 
 

 

Sem comentários:

Enviar um comentário