segunda-feira, 9 de novembro de 2020

«Poupem-nos, pois, por favor, quando afirmam até à náusea acrisolados apegos à Cultura»

 


 

Excerto: «O ritual repete-se todos os anos: os Governos entregam no Parlamento projectos de Orçamento do Estado (OE) totalmente ininteligíveis para o comum dos cidadãos. E mesmo quem os entende, mormente os deputados, dizem-nos ser intencionalmente dissimulados, porque neles não encontram como se satisfazem numerosas promessas, qual a exacta alocação de despesa de muitas entidades públicas, quais as receitas esperadas e com que fundamentos são elas estimadas. O OE para 2021 não foge à regra, claro, apesar das “notas explicativas” que os ministérios elaboram.

Há novidade, porém, este ano: no caso do sector do Património Cultural e Museus à opacidade e disfarce acrescenta-se o ficcional. (...)».



 


terça-feira, 3 de novembro de 2020

MESMO NÃO FAZENDO CONTAS OLHANDO PARA O QUE SE PASSA NO SETOR DA CULTURA E DAS ARTES INTUIMOS O QUE OS NÚMEROS MOSTRAM |«Em suma, pode concluir-se que é verdade que o setor da Cultura vai receber 0,21% da despesa total consolidada prevista para o próximo ano» | SITUAÇÃO MISERÁVEL

 

 

Senhora Governante da Cultura, aqui está um bom exemplo do que não temos  e a que nos referimos no post anterior. Quer perceber melhor?, visite o site do Ministèrio da Cultura em França. Ah, também tem a Comunicação Social. Em sintese, onde estão os documentos do projeto  do ORÇAMENTO DO ESTADO PARA A CULTURA 2021?

 

 

Veja aqui


 

PARA O MINISTÉRIO DA CULTURA NOS DAR OS DADOS E A INFORMAÇÃO QUE NÃO TEMOS

 

Senhor Primeiro Ministro, queremos alertar uma vez mais para o problema dos dados, da informação e do conhecimento, que não temos sobre a cultura e as artes. Informar será uma das dimensões centrais do serviço público razão de ser do Ministério da Cultura. Com as imagens acima pretendemos ilustrar que para sabermos do assunto temos de acionar «alertas google», visitar sites na expectativa de que nos digam alguma coisa, seguir os orgãos de comunicação que elegemos, ... Um trabalhão que não estará ao alcance de todos. E é uma tristeza o que institucionalmente nos é disponibilizado. Por favor, escolham um site onde nos façam  um ponto de situação básico e credível: queremos ser informado (sem ruido) concordemos ou não com o que nos seja dado a ler ... Olhe-se para aquele site «estamos on»,  a última informação é de 30 de abril. Veja-se como nos é comunicado o reforço de 1M€ - parece acontecer porque a Senhora Ministra, afinal, é «boazinha»; como entender que  determinada organização tenha sido tirada da «forca» sem conseguirmos informação sobre o que está a acontecer a outras nas mesmas condições? ...

Nada disto é colmatado com estudos pontuais  relativos ao setor artístico e cultural em Portugal: precisamos de SERVIÇOS em quantidade e qualidade. Precisamos de um verdadeiro Ministério da Cultura com Governantes que ao mesmo tempo tenham visão e vejam a urgência do momento.