quinta-feira, 21 de maio de 2026

QUEM OUVE A DENÚNCIA? | QUEM CONTROLA OS «DISLATES» VINDOS DA GOVERNAÇÃO NA ÁREA DA CULTURA? | QUEM NÃO SE ENVERGONHA DOS «DISPARATES OFICIAIS SOBRE JOÃO ABEL MANTA»?| diz Alexandre Pomar: « A ingénua ministra principiante não pode ser "incomodada" por estes dislates? O partido não percebe? Quem escreve estas prosas oficiais disparatadas?»

 

 
No  Blogue de ALEXANDRE POMAR : 
 
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2. Uma incorrecta homenagem a João Abel Manta
A ingénua ministra principiante não pode ser "incomodada" por estes dislates? O partido não percebe?
Quem escreve estas prosas oficiais disparatadas? "UMA CRÍTICA À BURGUESIA E AO CONCEITO DE FAMÍLIA"...!!!
"Fiel a uma conceção de arte como intervenção cívica, a obra em análise apresenta uma crítica à burguesia e ao conceito de família, recorrendo à representação de uma fotografia de retrato doméstico segundo os estreitos cânones formais oitocentistas."
Como se podem pedir responsabilidades a um organismo do Ministério da Cultura, a empresa MMP? A um governo de centro-direita assim infestado por complexados e provocadores (anónimos?) em rédea solta, sob tutelas ignorantes e desacreditadas, que deixam correr.
Infiltram-se aqui afirmações inconsequentes e interpretações erradas ao sabor das modas, agora parasitadas por um esquerdismo infantil.
João Abel Manta foi um homem de família, dos pais que herdou à família que criou e com quem viveu.
Falar em "crítica à burguesia" é também um abuso, e poderia dizer-se o contrário. Esta burguesia que retrata e de que faz parte é antiga e sólida, assumida como tal, digna e orgulhosa, uma burguesia consciente e interventiva - e não se trata de forma alguma de uma caricatura. (...)». Leia na integra.
E nós acrescentamos: as políticas são determinantes, mas as Pessoas e os Organismos também. Aliás, são quem as engendra e aplica, tantas vezes na pior versão do antecipado. Alô, Esquerda(s)! Mais, custa-nos acreditar que no PARLAMENTO não haja Eleitos do PSD que se envergonhem do que acima é denunciado e equivalentes não raros nos dias que correm... Tudo isto também se deverá a o facto de não termos MINISTÉRIO DA CULTURA, não apenas formalmente, mas que seja digno desse nome. A propósito lembremos post recente donde de A.C. Grayling (o destaque é nosso):
  

«(...)Apesar do diagnóstico sombrio, o livro aponta soluções. Quais são as reformas mais importantes para proteger a democracia?

Há duas frentes essenciais. A primeira é cívica: os cidadãos têm de estar informados, envolvidos e dispostos a resistir a ataques às liberdades civis. Cada dia de indiferença é um dia ganho pelos autoritários. A segunda é institucional. Os sistemas eleitorais devem ser genuinamente representativos. Muitos países operam ainda segundo modelos — como o de Westminster — que distorcem a representação e excluem vozes relevantes. E a governação não pode ser uma continuação permanente da campanha. Instituições bem desenhadas, com responsabilidades claras e fiscalização contínua, reduzem o risco de abuso. Como defendeu Frederick Douglass, a chave é criar instituições que impeçam mesmo as más pessoas de causar danos graves quando chegam ao poder».

Ora, bastaria olhar para acontecimentos vários para se concluir que no nosso País na Cultura temos um APARELHO ESTATAL ESCANGALHADO que o PS prometeu reinventar, coisa que não fez ..., e a seguir a situação só piorou. Onde os PERFIS GOVERNAMENTAIS como se vê não são ponderados e depois não é de surpreender que o mesmo aconteça nos Serviços. Ah, é de ler a outra denúncia de Alexandra Pomar no mesmo Post:   
De lá, de artista admirada

Maria José Aguiar (Barcelos, 1948)

Festas das cruzes, 1974

Óleo e acrílico sobre tela, 160 x 130 cm

 

Escreve Alexandre Pomar 
  
«É também o caso da pintura de Maria José Aguiar, que é sem dúvida a melhor obra do conjunto de aquisições. Ou é mesmo a única obra importante adquirida. De uma pintora original e admirada que escolheu há anos uma situação de invisibilidade face ao panorama aviltante das artes actuais. Mas o preço é exagerado e inverosímil (algum intermediário meteu a unha. Se não a própria comissão)
Não sou o único a dizer que se trata de casos de polícia».

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