De repente, no Espaço Público ficamos a saber: 2937 pessoas tinham visto as suas pensões reduzidas. A primeira página do Público foi acompanhada por uma boa cobertura da demais Comunicação Social. É só «googlar». Recorrendo à IA temos um Ponto de situação do problema e do que está em curso, nomeadamente: «A Caixa Geral de Aposentações (CGA) está a reduzir o valor das pensões de cerca de 3.000 funcionários públicos reformados devido a um erro de parametrização no sistema informático». Essa «parametrização» esteve no centro da explicação dada pela Ministra da área, sem se entender o que isso seria. Depois vimos o Senhor Primeiro Ministro utilizar o conceito de «Responsabilidade Social» (o que não nos parece a propósito) ao referir-se ao processo que desenhava para os Visados devolverem o que tinham recebido a mais e aceitarem a redução a partir de agora. O que desde logo nos surpreende, será que os Governantes pensavam que o assunto ia ser ultrapassado deste modo? Perdoe-se a expressão: «de maneira fofinha»? Mas há outra pergunta que não nos larga e que nós tenhamos visto ninguém a fez, e a nosso ver nuclear: VERDADEIRAMENTE O QUE ACONTECEU? Cogitando: se calhar houve mudanças no sistema informático; mudaram os técnicos que intervêm no processo e não tinham a prática indispensável; verificou-se algum tipo de «bug»; as «validações» institucionais internas e externas não funcionaram ... Indo mais além, profissionais novos na função, involuntariamente, interpretaram o que parece natural, contar os anos todos de carreira... Sem estas questões prévias clareadas, do nosso ponto de vista a serem dadas de maneira serena pela CGA, não percebemos como se pode avançar ... Bom, mas como se vai sabendo em várias frentes a RESOLUÇÃO DO PROBLEMA está lançada... E como diz o POVO a procissão ainda estará no adro: temos audições prévias; recurso à Provedora da Justiça; chamadas ao Parlamento dos Governantes implicados; chamada ao Parlamento dos Dirigentes da CGA; ida aos Tribunais; pede-se intervenção do Senhor Presidente da República... E claro APOSENTADOS metidos num enredo que não esperavam - a nossa solidariedade -, e desde logo, desculpa pelo erro da Administração, e obrigado por provocarem reflexões e ações na esfera de pensões e reformas que não deviam esperar por estes «casos» para acontecerem.
*
* *
No contexto descrito, EUGÉNIO ROSA
não fica à espera, e chega-se à frente
com participação oportuna e que a nosso ver
deve estar a aquietar algumas
das Pessoas lesadas.
Há gente assim: gente, gente
*
* *
De entre o muito que este caso nos provoca escolhemos que se olhe a questão aqui em causa para se debater o que na nossa ótica verdadeiramente lhe está na origem: o Governo segue uma ADMINISTRAÇÃO LEGALISTA em vez da ADMINISTRAÇÃO GESTIONÁRIA ( que obviamente cumpre a lei). Precisamos de uma ADMINISTRAÇÃO que não vive de forma atomizada; que é gerida recorrendo ao conhecimento teórico, técnico e pratico da GESTÃO PÚBLICA... Onde se distingue o que é ESTRATÉGICO do que é OPERACIONAL. Uma Gestão PARTILHADA e COLABORATIVA. Estamos em crer que se esta fosse a nossa forma de «Governo» e «Governança» o que aqui nos ocupa não teria acontecido ... Sim, e acreditamos que só não erra quem não trabalha
Neste quadro reparemos na intervenção seguinte da Líder Parlamentar do PCP e antecipemos problemas futuros a resolver antes que se transformam em «mais casos». Ah, e aproveite-se para olhar situações equivalentes que estarão por aí na «floresta» dos serviços ..., no âmbito das pensões e reformas.

Sem comentários:
Enviar um comentário